Pular para o conteúdo principal

Um encontro entre o jornalismo e a literatura


IMG-20160825-WA0004

O grupo JornalistasRJ anuncia o 14º encontro do Reinventar, que será realizado no dia 31 de agsoto (quarta-feira), das 9 às 13h com o tema Jornalistas−escritores – da auto-publicação aos novos negócios literários. (credenciamento e cafezinho com network a partir das 8h30) o encontro acontecerá no auditório da ABI, localizada na Rua Araújo Porto Alegre 71- Edifício Hebert Moses, 7º andar – Centro).

As inscrições são gratuitas e limitadas (levar contribuição para o café compartilhado e leite em pó para o projeto Repórteres do Bem).

Público-alvo: Jornalistas e demais profissionais de Comunicação (prioridade a integrantes dos grupos Reinventar e JORNALISTASRJ)

DOMINGOS MEIRELLES – presidente da ABI desde 2014, o jornalista carioca ingressou na carreira em 1965 como estagiário do jornal Última Hora, após dois anos trabalhando como vendedor de máquinas de escrever. Passou pela Editora Abril, as revistas Capricho, Cláudia, Quatro Rodas e Realidade. E depois pelas redações de O Jornal, O Globo, Jornal da Tarde e O Estado de S. Paulo. Em novembro de 1985, entrou para a Rede Globo de Televisão como repórter especial, onde realizou dezenas de trabalhos em toda a América Latina para o Fantástico, Jornal Nacional e Globo Repórter. Foi para o SBT em 1996, retornando à Rede Globo em 2000, e durante sete anos foi o apresentador do programa Linha Direta. Desde 2014, está na Rede Record onde apresenta o Repórter Record Investigação. Recebeu mais de 30 prêmios, e é autor das obras: “Repórteres (obra coletiva)”, “As Noites das Grandes Fogueiras. Uma História da Coluna Prestes (Prêmio Jabuti/Melhor Reportagem de 1996)”, 1930. “Os Órfãos da Revolução”. “As Guerras do Gaúchos: A História dos conflitos ” (obra coletiva)”, que recebeu o Prêmio Especial de Literatura Açorianos de 2009.

Trabalha atualmente em três projetos simultâneos: um livro sobre o making of das suas principais reportagens, outro sobre o levante da Força Pública de São Paulo, em 1924, e o terceiro sobre a máquina de guerra construída pelos paulistas durante a Revolução Constitucionalista de 1932.

LUIZE VALENTE – Carioca, escritora, documentarista e jornalista, com mais de 20 anos de experiência em televisão, tendo trabalhado nas tevês Globo, Bandeirantes, GNT e GloboNews. É autora, com Elaine Eiger, do livro Israel Rotas e Raízes (2000) e dos documentários Caminhos da Memória – A Trajetória dos Judeus em Portugal (2002) e A Estrela Oculta do Sertão (2005) , prêmio de Melhor Documentário no Festival Internacional de Cinema Judaico de SP. Ambos exibidos pelo Canal Brasil. Estreou na literatura com o romance O Segredo do Oratório (ed.Record/2012), na 4a edição em 2015. Foi lançado na Holanda em 2013. Neste mesmo ano foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, categoria autor estreante. O novo romance Uma praça em Antuérpia (ed. Record/2015) foi lançado em abril, no Brasil e, em setembro do mesmo ano, em Portugal.Também em 2015 escreveu a peça O mundo indecifrável , sua estreia na dramaturgia, em fase de produção. Agora prepara um novo romance Sonata em Auschwitz para ser lançado em 2017, também pela editora Record.

TANIA CARVALHO – Jornalista desde os anos 70 do século passado. Trabalhou em diversas publicações, como as revistas Cláudia e Criativa, foi da divulgação da Rede Globo nos tempos do famoso e falecido Boletim de Programação e há 13 anos está no mercado editorial, tendo publicado cerca de 20 livros e mais uma dezena como ghost writer, atividade a que se dedica full time atualmente.

BEATRIZ COELHO – Foi jornalista por 40 anos (1973/2013), a maior parte do tempo como repórter e/ou roteirista de televisão. Desde 2009, lançou cinco livros: “Palácio das Laranjeiras”, “Wagner Tiso Som Imagem Ação”, “Cecine: o Ensino de Ciências no Nordeste”, (com Ascendino Silva e Liacir dos Santos Lucena), “E ela nunca me deixou ir embora” e “Negros e Judeus na Praça Onze”. É autora do Guia de Visitação ao Museu Nacional/UFRJ (Museu da Quinta da Boa Vista), que está no site da instituição. Vive em Juiz de Fora, onde formou-se em 1975, pela UFJF

LUCIANA CASTRO – Carioca, 42 anos, escorpiana, casada, mãe de Giovanna de 14 anos. Jornalista, bailarina clássica, trabalhou como repórter esportiva durante 10 anos. Em 2013, decidiu dedicar-se à carreira de escritora. Desde então, escreveu para a editora Chiado, uma das maiores da Europa. Em 2016, lança seu primeiro suspense, inspirado em fatos reais, passando a escrever para uma editora brasileira. Sua escrita é marcada pela intensidade de suas tramas, sempre com cenários e fatos reais.

IMPORTANTE: É necessário confirmar presença no mural do evento na página do Reinventar JornalistasRJ e preencher este formulário. Somente cadastrados receberão confirmação da organização do evento por e-mail que será enviado na véspera.

***Evento gratuito. Realização Rede Reinventar JornalistasRJ com apoio da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e Jornalistas & cia.a
FONTE: ABI

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

CRÔNICA DO DIA: O mundo é dos espertos!

  No movimento constante de pessoas que chegam e partem do terminal rodoviário da minha cidade natal, vindas de diferentes lugares ou rumando para destinos diversos, encontramos os agentes das empresas de ônibus. Seu trabalho consiste em atrair passageiros para suas respectivas companhias, enquanto fazem comparações entre a eficiência de sua empresa e a suposta lentidão das concorrentes, chegando até mesmo a comparar seus ônibus a aeronaves. O frenesi é palpável quando um passageiro desembarca de seu veículo de origem, seja ele um motociclista, um taxista ou o condutor de um veículo de pequeno porte. Conhecendo essa dinâmica, decidi testar os vendedores de passagens em u ma ocasião em que cheguei à rodoviária e fui abordado por um deles. _ Bom dia meu patrão! – Disse solícito um dos jovens, vestido numa farda surrada da empresa. Estava, como sempre, acompanhado de outros vendedores de outras empresas é claro. Vivi ali o ritual do voo dos urubus sobre a carniça     do lucro. Para

CRÔNICA DO DIA : Anseios de um catador de latinhas

  Nas ruas fervilhantes de Salvador, segundo a sabedoria popular; atrás do trio elétrico, só não vai quem já morreu.   Tão invisível quanto quem já morreu, atrás do Trio elétrico segue Fernando com seu corpo naturalmente malhado, cabelos encaracolados e olhar curioso, o catador de latinhas, busca em meio a multidão fragmentos de uma vida melhor. Enquanto os foliões pulam ao som do axé, ele caminha com seu carrinho, recolhendo latinhas e observando a festa com olhos críticos. Fernando sempre foi um observador atento do Carnaval. Para ele, a festa representa muito mais do que música e dança. É um retrato da sociedade, onde a alegria e o consumo contrastam com a realidade de muitos. A ideia que passa é que na Bahia não há tristeza. Ledo engano. A alegria fantasiosa do carnaval não passa de uma máscara social. Enquanto separa as latinhas, Fernando reflete sobre a origem do trio elétrico, criado por Dodô e Osmar nos anos 50. Ele sabe que por trás da festa há uma complexa cadeia produtiv

CRÔNICA DO DIA - URQUIZA: O Mestre do Origami

No coração da Terra da Bacaba, entre o caos dos carros e o burburinho das pessoas, vive Urquiza, um artesão cujas mãos habilidosas transformam simples folhas de papel em obras de arte impressionantes. Parece que há mágica nas mãos de Urquiza. Esse magnetismo oculto em suas mãos o   tornou conhecido como   Mestre do Origami, Urquiza não apenas dobra e molda o papel, mas também conta histórias através de suas criações. Toda manhã, Urquiza inicia uma verdadeira via sacra visitando pequenas lojas locais em busca do papel perfeito. Cada loja é uma estação que lembra o sofrimento do Cristo no caminho para o calvário. Fazer cultura na Terra da Bacaba é um martírio social. Em sua busca pela matéria prima, ele procura   texturas únicas e cores vibrantes, pois cada papel conta uma história diferente. De volta ao seu modesto estúdio, mergulha em seu mundo de dobras e vincos, transformando o papel em belas formas que ganham vida sob suas mãos habilidosas. Cada peça de Urquiza tem uma história

CRÔNICA DO DIA: Primeiro dia de aula em Alto Alegre

  No pequeno e próspero  município de Alto Alegre do Maranhão, a chegada do novo ano letivo é sempre aguardada com expectativa. O primeiro dia de aula, em especial, é como a abertura de um grande espetáculo, onde cada personagem tem seu papel definido. Os professores, ansiosos e dedicados, prepararam suas salas de aula com carinho e atenção aos mínimos detalhes. No entanto, nem todos agem assim, há aqueles que já chegam na escola catando os feriados no calendário, ou até mesmo numa total falta de empatia com os colegas, mau bate o horário, já querem saber que faltou para subir os horários para irem embora mais cedo. Vale lembrar que cartazes coloridos, murais com boas-vindas e material didático impecavelmente organizado demonstravam o zelo da equipe pedagógica em receber os alunos. Por outro lado, os alunos, em sua maioria, parecem alheios à agitação que toma conta da cidade. Para muitos deles, o retorno às aulas representava não apenas o reencontro com os amigos, mas também o re

CRÔNICA DE DOMINGO: Grisalhas

  No universo dos fios que voam ao sabor do tempo, as grisalhas erguem suas cabeças adornadas por uma cor que é, ao mesmo tempo, a marca da passagem dos anos e o testemunho da resiliência diante das tempestades da vida. Não são apenas fios prateados, são reluzentes crônicas entrelaçadas por experiências, conquistas e aprendizados. Os cabelos sempre foram elemento para identidade feminina. Desde da idade das pedras, as mulheres procuram impressionar os machos com seus cabelos. Quanto mais em desalinho, melhor. A falta de estética era tanto que às vezes se perguntavam para que serviam esses pelos. Na era da pandemia, um fenômeno silencioso e poderoso começou a ganhar destaque: a escolha de muitas mulheres de deixarem seus cabelos desabrocharem em nuances prateadas. Não se tratava apenas de uma questão estética, mas sim de um movimento intrínseco de aceitação, empoderamento e resistência. De repente, atrizes famosas começaram a aparecer em lives com os cabelos grisalhos ,sem as   ma

CRÔNICA DO DIA: O Museu das Lembranças Esquecidas

  No coração de uma cidade anônima, entre becos ocultos e vielas esquecidas, erguia-se um edifício peculiar que escapa à atenção do olhar desatento. Não havia grandes placas indicativas nem sinalizações vibrantes; apenas um portão modesto, quase imperceptível, guardava a entrada para um lugar extraordinário: o Museu das Lembranças Esquecidas. Pensei em encontrar ali lembranças do meu passado apagadas pelo tempo. Quando me veio a ideia de escrever esta crônica, pensei no poeta Cazuza e seu museu de grades novidades.   Em sua clássica letra ele afirmava ver “ o futuro repetir o passado”, o tempo deixa marcas que só ele mesmo nos faz esquecer. Ao cruzar o limiar desse museu singular, os visitantes não eram recepcionados por obras de arte ou artefatos históricos, mas sim por uma atmosfera de silêncio e contemplação. O prédio parecia nos penetrar com seus olhos, cheirar nossa alma, ouvir nossos   batimentos cardíacos, sentir o gosto dos nossos medos, e deixar em nós as marcas de suas di

CRÔNICA DO DIA: Letras que dançam

  Era uma tarde quente em Bacabal do Maranhão, os termômetros marcavam quase quarenta graus na Escola Paulo Freire, onde a professora Ana, uma verdadeira entusiasta da educação inclusiva, mergulhava nas águas desafiadoras da alfabetização de adultos e idosos. Sua sala de aula era um microcosmo de histórias não contadas, de vidas que buscavam desesperadamente o domínio das letras. Naquele dia Professora Ana , escolhera trabalhar em círculo com a Turma, formada por doze alunos, a maioria idosos. No centro da sala, estava Mestre Chico, um respeitável homem negro de 70 anos, depois que começou a estudar, descobrira que tinha o pé na senzala, era neto de escravo vindos da África, tinha linhagem Imperial. Conhecido por ser um vibrante cantador de bumba-meu-boi, no sotaque de zabumba seu Chico brilhava no mês de junho nos terreiros das brincadeiras de São João. No entanto, entre as rimas e batuques, jazia a lacuna de não saber ler ou escrever. A sala de aula estava impregnada com a ansied

CRÔNICA DO DIA - RACISMO: a insistência da ignorância

  No estacionamento movimentado de um supermercado famoso na Terra da Bacaba, onde as cores e os sons dos atabaques africanos da cidade se misturam, um episódio revelador de nossa realidade se desenrola, como um retrato em negativo de nossa sociedade. Uma professora universitária, negra, chamada Núbia Reis, aguarda pacientemente ao lado de seu carro. Seus pensamentos, talvez mergulhados em questões acadêmicas, são interrompidos por uma voz estridente. Uma mulher branca, de aparência distinta, se aproxima. Tem todos os traços físicos de uma cigana, talvez com “olhar obliquo e dissimulado”, imortalizada na obra de Machado de Assis. Seus gestos carregam a certeza de quem nunca foi questionado. Ela insiste que a professora cobre panelas, que poderia cobrar no cartão de crédito. A professora, educada e firme, explica que não poderia comprar no momento, apenas aguardava sair no seu   carro. A mulher branca não aceita a resposta. Sua insistência se transforma em agressão verbal. Ela chama

CRÔNICA DO DIA - Jumento: o herói anônimo

Na vastidão da zona rural de algum recanto do Maranhão, onde o tempo parece escorrer em compasso lento, há um personagem que atravessa os caminhos poeirentos carregando o peso da história e da indiferença humana. Já sabes de quem falo? Ainda não? Tudo bem! Ele é o jumento, um herói anônimo relegado ao esquecimento pelos caprichos da modernidade e pela crueldade dos homens. Com seu passo balançante e carregando consigo a carga pesada de cocos babaçu, acondicionados em cestos de jacá, ele é expulso pelo seu suposto dono, como se sua presença fosse apenas um incômodo a ser descartado. Outros jumentos seguem, cada um com sua carga peculiar, seja ela palhas de coco ou outros afazeres agrícolas, transportados em cambitos improvisados. São cenas corriqueiras, mas profundamente simbólicas, de um animal que foi cantado por Luiz Gonzaga como "nosso irmão". Agora já sabes quem é nosso herói do sertão. Desde tempos imemoriais, o jumento tem sido companheiro humano, suportando n

CRÔNICA DO DIA: Entre Cliques e Corações

Estamos a viver em um mundo onde as relações humanas são escritas por linhas digitais, um emaranhado complexo de cliques e corações. Nessa era tecnológica, onde a conexão é medida em megabytes e as palavras são substituídas por emojis, as relações humanas florescem em meio aos algoritmos. A tecnologia que devia diminuir distâncias, nos afastas mesmo estando tão próximos uns dos outros No epicentro desse fenômeno, encontramos Alice, sim, aquela “Alice no país das maravilhas”, agora já crescida; revela-se uma alma inquieta navegando nas águas tumultuadas da rede. Como qualquer adolescente, seus dias são preenchidos por amizades digitais, aquelas que se manifestam em forma de solicitações de amizade e curtidas. No entanto, por trás da tela brilhante, ela sente um não sei o “quê” de desconexão. Num mundo onde a comunicação é instantânea, as nuances do contato humano muitas vezes se perdem. A arte de olhar nos olhos e interpretar as entrelinhas parece estar em extinção. Alice continua a