Bacabal realizará I Encontro de Engenharia

A iniciativa é de estudantes de engenharia

Simplicio Araújo convoca Secretários Estaduais de Desenvolvimento para debater reforma tributária

A proposta do encontro foi aproximar as autoridades locais do debate que ocorre em âmbito nacional

Centro Espírita Júlio Luz de Carvalho realiza Campanha "Cesta de Luz"

Entrega das Cestas será às 17h00 de quarta feira(12)

Semuc e Secretaria da Juventude Preparam ações alusivas ao aniversário de Bacabal

Participe, declare seu amor a Bacabal :Princesa do Mearim, 97 anos de emancipação política, rumo ao centenário.

Diário do Mearim Cidadania

Diário do Mearim Cidadania

domingo, 28 de maio de 2017

Santo Antônio dos Lopes: 29/jun show gratuito de Zezé di Camargo & Luciano





Santo Antônio dos lopes é conhecida na região do Médio Mearim por conter jazidas de exploração de gás natural, o que trás muita renda ao município por conta dos royalties. Todo ano, no encerramento das festas juninas, a cidade é palco de grandes festas.

O prefeito Bigú (PSDB) nesse ano de 2017, o primeiro ano de sua gestão, trás para a tradicional Festa Junina de Santo Antônio dos Lopes, além de outras atrações de renome, a dupla sertaneja mais consagrada do Brasil: ZEZÉ DI CAMARGO & LUCIANO.
Com certeza será um show inesquecível!
FONTE: Blog do Carlos Barroso

Leia o artigo do secretário Simplício Araújo: A Reforma que o Brasil precisa



*Simplício Araújo

Como Presidente do Conselho Nacional de Secretários de Desenvolvimento, Industria e Comércio (Consedic) tenho buscado promover debates e contribuir com sugestões para a reforma tributária em andamento no Congresso Nacional. O sistema atual precisa de mudança urgente para contribuir com o crescimento do país utilizando a tributação como instrumento de desenvolvimento econômico sustentado, com melhor distribuição de renda e inclusão social.

O Sistema tributário em vigência foi criado em meados de 1965 e não atende os atuais anseios por um ambiente de negócios que impulsione a retomada do crescimento econômico brasileiro.

Além de caótico, confuso, irracional, injusto, complexo, disfuncional, anticompetitivo, antiemprego, regressivo, produz desequilíbrio federativo e é oneroso para os segmentos produtivos a quem impõe pesada carga tributária e para o país, que gasta 1% do PIB com custeio de uma infraestrutura obsoleta e inadequada.

Temos um dos sistemas com maior índice de sonegação, pior distribuição de carga, maior renúncia fiscal e maior custo de administração do mundo.

A distribuição da carga tributária bruta é injusta, tira mais dos que tem menos, aumenta a pobreza e contribui para a concentração de riqueza.

No Brasil, quem ganha até dois salários mínimos por mês, destina 197 dias de trabalho ao pagamento de tributos enquanto quem ganha entre 20 a 30 salários mínimos destina apenas 116.

A estimativa de sonegação e elisão de tributos mostra que além de injusto e caro, o atual sistema é também ineficiente. Enquanto o Governo Federal aponta um rombo nas contas públicas de R$ 200 bilhões ao ano nestes tempos de degradação econômica, o CCFI (Centro de Cidadania Fiscal) mostra que R$ 1,5 trilhão em impostos estão em contenciosos judiciais e administrativos na esfera do CARF (Conselho de Administração de Recursos Fiscais) e de órgão estaduais e municipais. No Supremo Tribunal Federal (STF), existem outros 500 bilhões em litígios de matérias tributárias.

O Estado desperdiça tempo e dinheiro patrocinando disputas por dividas irrecuperáveis. Calcula-se que dos R$ 1,6 trilhão em dividas ativas da união e R$ 1,4 trilhão de estados e municípios, só R$ 500 bilhões podem ser recuperados. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta custo de R$ 4,7 mil para cada execução fiscal apenas em primeira instância. A justiça federal recebeu só em 2014 R$ 3,3 milhões de novos processos.

A burocracia e morosidade em torno das contendas jurídicas é outro gravíssimo elemento de entrave ao desenvolvimento. Em 2012, apenas no segmento da indústria estima-se gastos da ordem de R$ 24,5 bilhões de reais com gestão contábil e serviços advocatícios tributários, custo que equivale a 1,16% do faturamento bruto do setor, impacta em 2,6% dos preços finais e que não garantem resolução na maioria das contendas que acabam se arrastando por décadas, desestimulando o empreendedor e impactando na arrecadação de tributos e no bolso da maioria da população, injustamente a que ganha menos.

É urgente garantir os avanços sociais no Brasil, uma das principais formas é pela geração de empregos. Produção gera empregos, gera riqueza e riqueza gera tributos que impulsionam o social.

No próximo artigo tratarei sobre particularidades técnicas em debate.

Esperamos contribuir, de alguma forma, para tirar o pais do caos tributário e econômico. A reforma é urgente. Não podemos mais consentir que o setor produtivo pague a conta em meio a um verdadeiro “filme de terror”, nem que os brasileiros continuem penalizados com a maior carga tributária sobre salários do mundo.

*Secretário de Estado de Industria,Comércio e Energia 
Presidente Nacional do Consedic

sábado, 27 de maio de 2017

Solon Radialista estreará novo programa em São Luis Gonzaga


A imagem pode conter: 1 pessoa, em pé

Dia 01 de junho de 2017, o Programa Bom dia Mearim, passa ter novo horário, deixa de ser das 06:00 ás 08;00 horas, e passa ser das 12:00 Hs ás 14:00 horas, e não é mais Bom Dia Mearim, e sim BOA TARDE MEARIM, na apresentação de SOLON RADIALISTA. Assessor de Comunicação da Prefeitura de São Luis Gonzaga-MA.
O objetivo do programa é a divulgações das ações do governo municipal que irá melhorar a vida da comunidade de todo o município Gonzaguense, também irá destacar fatos de todas as regiões, que merecerem ser noticias de destaque.
Com o novo horário das 12:00 Hs ás 14:00 hora na Radio Nova FM 93.7 da cidade de São Luís Gonzaga do Maranhão, o BOA TARDE MEARIM, ficará melhor para o POVO e as AUTORIDADES interagirem ou participarem  do Programa.
FONTE:Blog Rebelde Solitário

Pedreiras Sedia II Seminário dos rios e Nascentes Maranhenses

Aconteceu na manhã de ontem (26) no auditório da Faesf - Faculdade São Francisco, o II Seminário de Revitalização dos Rios e suas Nascentes. O seminário faz parte do projeto S.O.S Águas, que encadeia várias ações. O evento é realizado a fim de discutir com as autoridades políticas da esfera municipal, estadual e federal e a sociedade em geral os problemas que afetam os rios e assim, buscar soluções para enfrentar a problemática.
As autoridades que integraram a mesa do seminário foi o Senador Roberto Rocha (PSB), prefeito de Pedreiras Antônio França, Presidente da Câmara vereador Bruno Curvina, José Gasparinho – Assessor do Ministro de Meio Ambiente Saney Filho, Marcelo Caio – Presidente do Instituto Cidade Solidária, Aldenora Veloso - Diretora Presidente da FAESF, Angelo José – Diretor Geral do DNOCS, Kariádine Maia presidente do PDT de Trizidela do Vale, Arli Bezerra – presidente da Associação Comercial e Industrial do Agro Negócio de Trizidela do Vale, Marcos Aurélio Diretor de Desenvolvimento da Área de Infraestrutura e Irrigação da CODEVASF, Dr. Sebastião Madeira ex-prefeito de Imperatriz e Márcio Coutinho presidente do PRTB-MA. 
O Rio Mearim nasce e desagua dentro do Maranhão, é o maior do estado e Pedreiras é a sede principal da bacia hidrográfica do Rio, motivo pelo qual levou o Senador Roberto Rocha trazer mais uma vez o seminário ao município.Foi levantado durante o debate com a plateia, sobre o abandono da barragem do Rio Flores e o Diretor Geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, Angelo José respondeu que no dia 8 de maio foi dada a ordem de reinício do serviço no local e que a mesma já está recebendo atenção necessária. Ainda na tarde de hoje, Angelo acompanhou o Senador Roberto Rocha em um sobrevoo pelo Rio Mearim e pela barragem do Rio Flores em Joselândia para fazer uma vistoria técnica.

Homem é surpreendido se masturbando dentro de provador de roupas no Calçadão de Pedreiras


Mais uma ocorrência inusitada, mas típica do cotidiano da cidade de Pedreiras (MA). Ontem à tarde (26), um indivíduo, ainda não identificado, visitava algumas barracas e lojas que vendem roupas no Calçadão de Pedreiras, localizado ao lado do Armazém Paraíba. Ele escolheu algumas peças e pediu a vendedora para experimentá-las no provador.

A vendedora estranhou a demora do “cliente”. Ela se aproximou e descobriu o dito cujo todo suado, se masturbando. "Era o tal do 5 contra 1..."
Assustada, a moça deu o alarme que ecoou em todo centro comercial da cidade.
“Gente, tem um homem batendo p... aqui. Ele tá ali dentro batendo p... Gente o homem tá batendo p...”, gritava para Deus e ao mundo.
O taradão, precisou interrompeu o 'serviço', saiu rápido do provador, todo desconfiado e tratou logo de vazar, pegando o beco mais próximo. Os provadores do calçadão são improvisados, arredondados, quase sempre guarnecidos com cortinas de tecidos finos, quase transparentes... 
Pedreiras acontece cada coisa!!!

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Bacabal homenagea Papete com Sarau Lítero-musical

Há um ano os terreiros do Maranhão deixaram de ouvir o rufar da percussão de José Ribamar  Viana, conhecido como Papete. O artista nasceu em Bacabal em 8 de novembro de 1947, foi cantor, compositor, percussionista alem de pesquisador da cultura brasileira.
Para  reverenciar sua memória, a Secretaria de cultura de Bacabal em parceria com a sociedade civil (artistas e produtores culturais) realizam hoje 26 de maio a partir das 18h00,  um Sarau  Lítero-musical  em louvação a Papete, maior nome da cultura bacabalense. O evento acontece todas sexta feiras  no  terreiro da secretaria de cultura. Papete sempre foi muito querido em Bacabal, mas  vinha muito pouco à cidade, realizava grandes shows no período junina na região, chegou a ser Tema de enredo da Escola de Samba Unidos do Bairro da areia vindo diretamente de São `Paulo para desfilar em carro alegórico criado exclusivamente para ele.
Papete estudou no Colégio Marista Maranhense, estudou também reportagem fotográfica em São Paulo.Trabalhou por sete anos em uma casa de música, o Jogral, onde deu inicio a sua trajetória musical. Trabalhou como produtor, pesquisador e arranjador na produtora Discos Marcus Pereira. 
Foi eleito um dos três melhores percussionistas do mundo quando participou do Festival de jazz de Montreux na Suíça nos anos de 1982, 1984 e 1987.Também acompanhou o músico italiano Ângelo Branduardi na década de 80, e se apresentou com o saxofonista japonês Sadão Watanabe, com Toquinho e Vinícius, e pósteriomente com Toquinho, por  treze anos fazendo com este mais de mil apresentações em mais de vinte países.
Poema de Paulo Campos para Papete

Trabalhou como os maiores artistas da MPB, com Paulinho da Viola, Miucha, rosinha de Valença, Paulinho Nogueira, Marília Medalha, Chico Buarque, Sá e Guarabira, Almir Sater, Rita Lee, Diana Pequeno, Renato  Teixeira, Martinho da Vila, com o bacabalense Zé lopes, entre outros.
Compôs com Josias Sobrinho as canções  e o libreto da ópera popular "Catirina", marco da cultura maranhense nos anos noventa. Em 1978 lançou o antológico álbum Bandeira de Aço.
Papete em transe ao tocar birimbau uma de suas paixões

Um dos últimos projetos que coordenou deu origem  ao Livro " Os Senhores Cantadores, Amos e Poetas de Bumba meu boi do Maranhão" lançado em novembro de 2015. Papete será escolhido para ser um dos patronos da Academia Bacabalense de Letras. Morreu em 26 de maio de 2016 em São Paulo aos 68 anos e suas cinzas devem ser jogadas no rio Mearim um dos seus desejos íntimos. Artista e produtores culturais reverenciam o brilho da estrela que ilumina os terreiros do maranhão, José Ribamar Viana, Mestre Papete meus  respeitos.
Por Zezinho Casanova


‘Melhor saída para a crise é Lula e FHC numa mesa’, defende Flávio Dino



Diante da possibilidade de queda do presidente Michel Temer e da profunda perda de credibilidade do sistema político, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), defende que a melhor solução para a crise é uma saída negociada pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, as “duas únicas lideranças nacionais”, na sua avaliação.

Ambos já articulariam nos bastidores a sucessão de Temer, mas não há informação de que tenham tido conversas diretas. A forte polarização eleitoral entre PT e PSDB parece um empecilho para um acordo, já que os dois partidos tentam sair dessa crise fortalecidos de alguma forma para a eleição de 2018.

“O único caminho que enxergo para a política é um acordo PT-PSDB, Lula e Fernando Henrique numa mesa. Neste momento de muita precarização da política, uma conversa direta seria um fato altamente positivo, uma mensagem importante de busca de recomposição da institucionalidade”, acredita Dino.

Defensor da realização de eleições diretas antecipadas, o governador opina que o cenário mais provável hoje é a queda de Temer, seguida de eleição indireta do novo presidente pelo Congresso.

Se isso ocorrer, Dino sugere que a esquerda participe da eleição indireta, negociando a suspensão das reformas trabalhista e previdenciária até a eleição de 2018, para que as urnas decidam se apoiam essas propostas.

“Só haverá eleição direta havendo mobilização popular nessa direção. A classe social dominante não quer eleição direta agora”, afirma.

Confira os principais trechos da entrevista com Dino, que antes de assumir o governo do Maranhão, foi também deputado federal e magistrado, tendo presidido a Associação dos Juízes Federais do Brasil.

BBC Brasil – A base aliada de Temer se mantém razoavelmente unida. Na sua visão, estão apenas ganhando tempo enquanto negociam uma saída, ou o senhor vê chance de o presidente concluir seu mandato?

Flávio Dino – Há muita movimentação de bastidores em busca de uma alternativa. O problema é que há muita indefinição porque os fatos políticos estão sendo produzidos de fora para dentro do sistema político (pelas investigações). O pessoal diz assim: ‘ah, o candidato na linha indireta pode ser a, b ou c’. Mas sempre tem um ponto de interrogação: ‘será que esse resiste, que esse outro resiste?’. Se não aparecer essa alternativa, aí reside o 5% de chance que ele tem de ficar.

O ideal para todo mundo do sistema político é que a solução se dê via TSE (Tribunal Superior Eleitoral, pela eventual cassação da chapa eleita em 2014, formada por Dilma Rousseff e Temer, em julgamento marcado para início de junho). Isso dá uns quinze dias mais ou menos até o julgamento, o que também contribui para essa inércia (de Temer ainda permanecer presidente).

BBC Brasil – Mas há risco de a saída do TSE ser lenta, já que cabem recursos?

Dino – Isso juridicamente, mas, politicamente, hoje ele já está por um fio. O TSE pode cortar esse fio, e aí não tem como resistir mesmo que processualmente tenha esse ou aquele recurso.

BBC Brasil – Se isso acontecer, há a discussão de o que vem depois, se seria uma eleição direta ou indireta. No caso da cassação via TSE, há uma ação no Supremo que poderia levar a eleição direta, certo?

Dino – É, há um debate jurídico que seria não pela PEC (proposta de emenda constitucional) do deputado Miro Teixeira, mas pelo próprio TSE de considerar que, no caso de anulação do mandato, deveria haver eleição direta. É uma tese jurídica boa, sustentável tecnicamente falando.

Agora, sinceramente, só haverá eleição direta havendo mobilização popular nessa direção. E esse é um ponto de interrogação muito mais do que qualquer juridiquês. Se não houver mobilização popular, é muito difícil o Congresso ou o TSE ir para esse caminho, porque se choca com o desejo meio que universal da classe política, da elite, de um certo nível de estabilidade. A classe social dominante não quer eleição direta agora.

BBC Brasil – A manifestação de quarta-feira em Brasília não pareceu tão grande a ponto de reverter esse consenso de elite que o senhor aponta, concorda?

Dino – Eu achei uma manifestação importante. Eu concordo que ela em si mesma não tem essa força de reverter a hegemonia dominante, agora temos que ver a continuidade ou não (dessa mobilização).

Acho que o efeito principal foi ampliar o isolamento do Temer, o fragilizou, sobretudo pela medida equivocada (já revogada) de convocar o Exército. Quando você vai para o extremo, é lógico que você constrói isolamento, até pelo modo como foi anunciado, muito atabalhoado, dizendo que foi pedido pelo Rodrigo Maia (presidente da Câmara), mas não foi.

BBC Brasil – A manifestação foi marcada por muita violência. Houve erros dos dois lados?

Dino – Acho que a responsabilidade principal foi dessa concepção muito cerceadora do exercício de liberdade de manifestação. Isso ficou mais evidente quando veio esse decreto desastroso, desnecessário e ilegal da convocação do Exército. É claro que depredar o patrimônio público é errado, quero deixar clara minha condenação a isso também. Mas o debate é o que gera (a violência)? O que gera é essa visão muito repressiva.

Vou dar um exemplo prático: as manifestações sempre foram na frente do gramado do Congresso. Tanto que aquele espelho d’água foi construído (em 1999) justamente para ser uma divisão entre o gramado e o prédio. Agora criaram essa moda de que não pode chegar no gramado, sem nenhuma razão. E aí você cria uma tensão, ‘daqui ninguém passa’. Pode pegar todas as fotos da história brasileira, protestos pela emenda Dante de Oliveira (em 1984 para convocar eleições), na Ditadura, tinha manifestação ali e agora não pode mais. Então, você cria uma série de protocolos, digamos, excessivos, cerceadores, que estimulam a tensão.

Se não houver uma providência política num prazo curto, a tendência é que a gente viva esse ambiente, com o suposto andamento das tais reformas, que vão acabar conduzindo a cada vez mais conflito.

BBC Brasil – Por que o senhor defende as eleições diretas?

Dino – É quase que uma saída tipicamente parlamentarista. No parlamentarismo você tem duas crises. Uma, que é apenas de governo, você resolve com um novo gabinete. Já quando você tem uma crise mais sistêmica, o que o chefe de Estado faz? Ele convoca novas eleições. A gente está numa crise bem mais aguda do que uma mera crise operacional. Então, por simetria com o que acontece no parlamentarismo, o remédio seriam de fato novas eleições, um banho de urna.

Eu pessoalmente, acho que se fosse esse o pacto, uma repactuação da política, deveria haver eleições gerais, de fio a pavio, pegar o Congresso, governadores, etc. Mas faço sempre questão de frisar, para não correr o risco de o leitor achar que minha abordagem é ingênua, estou apenas colocando o que eu acho que seria o certo. Hoje, não é o mais provável.

O mais provável é o consenso da elite que é trocar o Temer por outro que faça as reformas previdenciária e trabalhista.

BBC Brasil – Para algumas pessoas, uma eleição direta agora seria pegar um atalho fora da Constituição e enveredar para um caminho de instabilidade, abrindo espaço para eleição de um aventureiro. Como o senhor vê esses argumentos?

Dino – Em primeiro lugar, você sempre deve comparar os argumentos com a realidade. Nada é mais instável do que temos hoje. Segundo, falar em regra do jogo a esta altura? Fizeram um impeachment absurdo para colocar um governo que não se sustenta, que só fez aprofundar a crise. Esse discurso não tem base empírica.

No caso desse mecanismo das indiretas previsto pela Constituição para situação de dupla vacância (dos cargos de presidente e vice), o sistema funcionaria bem, ao meu ver, se fosse em situações normais de temperatura e pressão. Não é o caso, hoje você vive na verdade solavancos derivados da quebra da ordem constitucional (pelo impeachment de Dilma).

Acho que democrata verdadeiro concorda que a única coisa que estabiliza a política na democracia é o respeito à soberania popular.

BBC Brasil – O senhor tem defendido que Lula seja candidato em 2018. Se houver a eleição direta antecipada, considera que ele seria o melhor candidato da esquerda?

Dino – Sem dúvida. De todas as grande lideranças nacionais, é quem tem maior legitimidade para tentar reconduzir uma repactuação do país. Lula não é bom só para a esquerda, é bom para todo mundo que acredita na democracia política.

Ele pode, ao fazer um governo de diálogo como fez no passado, conduzir um caminho que não seja de confrontação, que ao meu ver foi o grande erro do Michel (Temer). O Michel veio adotar uma agenda de mais confronto e, portanto, de mais isolamento social.

Qual é o problema dele? As denúncias, a gravação, claro, e ter só 4% de aprovação. Você já pega um país dividido, polarizado, e vai para um caminho de venezualização, de radicalização. Deu no que deu.

BBC Brasil – Mas fica uma dúvida justamente sobre essa possibilidade de Lula ser uma pessoa capaz de repactuar, porque ele também tem adotado um discurso mais radical e desperta forte rejeição em parte da sociedade.

Dino – Parte minoritária (da população o rejeita). Você tem que distinguir o sentimento da população do que é sentimento das elites política e econômica.

BBC Brasil – Lula aparece liderando as pesquisas de intenção de voto, mas com altas taxas de rejeição.

Dino – É, mas em queda, numa conjuntura de muita polarização, apanhando muito. Em condições normais, essa rejeição cai. O único caminho que enxergo para a política é um acordo PT-PSDB, Lula e Fernando Henrique numa mesa. Eu já falei isso vinte vezes. De lá para cá, as coisas só pioraram. Efetivamente, com todos os seus defeitos, são os dois únicos líderes nacionais que sobraram, com autoridade política para chamar todo mundo, para reunir.

Não vejo como a política, tão debilitada hoje, gerar novas opções. Nas urnas, claro que eu, uma pessoa de esquerda, prefiro o Lula, até porque Fernando Henrique não parece disposto a disputar uma eleição direta. Não sendo o Lula, você só consegue enxergar alternativas externas à política, que são esses aventureiros tipo Doria (prefeito de São Paulo) e outros, que vão colocar o país num rumo de imprevisibilidade.

BBC Brasil – Mas no início da entrevista o senhor falou sobre como os acontecimentos desestabilizadores têm vindo de fora para dentro da política e sobre o risco de um novo presidente continuar sendo bombardeado por denúncias. Lula parece estar nessa posição.

Dino – Acho que, com respaldo popular, numa eleição direta, ele adquire musculatura e tempo suficientes para vencer isso. Não é uma análise apaixonada, porque de fato eu não sou lulista e historicamente o Lula nunca me apoiou na vida. Aliás, aqui no Maranhão, sempre foi contra mim (e aliado com o grupo adversário, do ex-presidente José Sarney).

Em uma análise objetiva, hoje, juridicamente, o que tem contra o Lula até agora é de uma fragilidade técnica abissal. ‘Ah, o apartamento era dele, o sítio não era bem dele, mas era para ser, a reforma tinha a ver com contrato da Petrobras’. Não tem uma conta, não tem um diálogo, não tem uma gravação, não tem um dinheiro, não tem nada que justifique uma condenação criminal.

Parto dessa premissa de que, uma vez eleito por voto popular em eleição direta e com apoio da sociedade, quebrando um pouco esse clima de sectarismo, processualmente as coisas caminhariam mais racionalmente.

BBC Brasil – Mas vê o risco de Sergio Moro condená-lo?

Dino – Infelizmente vejo, por esse ambiente geral criado em torno dessas acusações.

BBC Brasil – E isso poderia impedir a candidatura do Lula, ou talvez não houvesse tempo de haver a condenação em segunda instância também no caso de uma eleição antecipada?

Dino – Em condições normais não haveria tempo nem em 2018, mas a gente não vive condições normais. De fato a Justiça se politizou, se partidarizou muito, me refiro ao sistema de Justiça como um todo, abrangendo polícia, Ministério Público. Então, é muito difícil fazer análise política sem levar em conta esse ingrediente.

BBC Brasil – Notícias da imprensa já apontam que Fernando Henrique e Lula estão articulando para a sucessão de Temer, mas não teriam conversado diretamente entre si. Essa conversa direta seria importante?

Dino – Sim. Pelo que eu estou sabendo, é uma conversa entre interlocutores. Neste momento de muita precarização da política, uma conversa direta seria um fato altamente positivo, uma mensagem importante de busca de recomposição da institucionalidade. Você não tem jogo institucional no Brasil hoje: o Congresso funciona precariamente, a Presidência da República, os partidos, os próprios governadores estão muitos enfraquecidos.

BBC Brasil – Mas a disputa eleitoral entre os dois partidos parece um empecilho a isso. Perguntei ao vice-presidente do PSDB, Alberto Goldman, e ele disse que essa conversa entre Fernando Henrique e Lula não seria possível porque, na visão dele, o PT só está interessado em desgastar o governo para se fortalecer para 2018. Como você vê esse empecilho?

Dino – Esse empecilho é fruto de uma visão equivocada segundo a qual alguém se salva em meio à tragédia geral. Quando na verdade, você tem que salvar o sistema político, sua credibilidade, autoridade, para aí recuperar sua operacionalidade.

BBC Brasil – Numa eleição indireta, qual seria a estratégia da esquerda?

Dino – Nós da esquerda devemos colocar dois pontos sobre a mesa. Primeiro, normalidade política até a eleição, em 2018 – acertar o calendário eleitoral e as regras de 2018. E, segundo, haver a suspensão das reformas trabalhista e previdenciária, até que o povo decida.

Vocês (referindo-se a partidos da base de Temer) defendem as reformas, ok, mas esse programa não foi votado pelo povo. Então a gente consulta (o povo), vocês vão para a urna e defendem. Se ganharem, vocês fazem.

A esquerda deveria participar da eleição no Congresso com essas condições, sem isso não faz sentido participar e legitimar esse negócio.

BBC Brasil – Que nomes poderiam emergir de um acordo desse, na hipótese de o outro lado topar esse acordo?

Dino – Claro que tenho minhas preferências, mas não posso me manifestar agora, até por questão de orientação partidária. Mas eu acho que tem aí uns três ou quatro nomes que topariam.

BBC Brasil – Mas o senhor vê a base do governo disposta a entrar num acordo desses? Parece que eles querem aprovar as reformas, não?

Dino – O plano A da direita continua sendo fazer eleição indireta e empurrar as reformas para a frente. Só que daqui a pouco os parlamentares não topam mais, porque vai ficando cada vez mais próximo da eleição de 2018 e essas reformas são muito impopulares. Então, acho que há uma chance (de acordo).

BBC Brasil – Ainda está muito incerto como seria uma eleição indireta. Qualquer um poderia ser candidato, mesmo sem ter filiação partidária?

Dino – Teria que votar uma lei (com as regras do pleito indireto), porque o Supremo, na ausência da lei sobre eleição indireta, tem entendido que se aplica o regime geral das eleições diretas, ou seja, precisa haver desincompatibilização (de cargos do Executivo, Judiciário e Ministério Público, seis meses antes), filiação partidária, etc. O Supremo já decidiu isso duas vezes em casos de eleições indiretas para governos estaduais.

De forma que o único caminho jurídico de viabilizar candidaturas de fora do sistema político, por exemplo alguém do Judiciário, seria votar uma lei no Congresso fixando os requisitos. Aí você poderia flexibilizar para, por exemplo, permitir candidatos com filiação partidária 48 horas antes (do pleito), que é uma ideia que circula. Tem gente até já escrevendo esse projeto de lei. Tem muita conversa em curso.

Agora, o Congresso só se anima a votar a lei para uma pessoa de fora concorrer se ficar claro que nenhum congressista tem condições.
Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Sisu abre inscrições para o segundo processo seletivo na segunda-feira



O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) abre inscrições, na segunda-feira (29), para o processo seletivo do segundo semestre deste ano. Pelo Sisu, os participantes concorrem a vagas em instituições públicas de ensino superior com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Neste processo, valerá a nota do Enem 2016. Para participar, os candidatos não podem ter tirado zero na redação do Enem.

O Sisu terá uma única chamada, e a divulgação do resultado está prevista para o dia 5 de junho. Também nesta data será aberta a lista de espera, que permanecerá disponível até 19 de junho.

No primeiro semestre, o Sisu ofereceu 238.397 vagas em 131 instituições, entre universidades federais, institutos federais e instituições estaduais. O MEC ainda não divulgou o número de vagas para este período.
fonte: Agência Brasil / Autor: Mariana Tokarnia

Artigo de Opinião - Temer, pede pra sair !



Por Ruth de Aquino
"Não renunciarei." Pois deveria, Michel Temer. Conversa com a Marcela. É melhor para o senhor e sua história. Não há mais o que fazer. Não há mais reforma que o senhor possa comandar, não há agenda para cumprir, não há como influir nas dez medidas contra a corrupção, no projeto de abuso de autoridade ou no debate sobre foro privilegiado. Não há como ser o fiador de mudanças na República. Não há como continuar a presidir o Brasil. Se resistir, será pior para o país, para a economia, para a paz.
Não existe mais a tal governabilidade, palavra horrível que significa “a capacidade de governar”. O senhor deve ter sentido o ímpeto de renunciar. Pelo insustentável peso do isolamento. Sua base aliada ficou como barata tonta. Seus ministros se dividiram. Não existe rua do Brasil apoiando o senhor, não existe esquina a seu favor, o senhor nunca foi popular e assumiu isso publicamente.
Presidente, para que adiar uma decisão e se agarrar a uma cadeira mendigando apoio? Para que esperar o desmoronamento de indicadores econômicos que ensaiavam uma tímida recuperação? Para que testemunhar, na Presidência, o constrangimento de quem não quer ser visto a seu lado? Por orgulho? O país hoje quer saber se o senhor está bem ou não está bem com o Eduardo.
Com a operação do apocalipse, “o Eduardo” – preso em Curitiba e já condenado a 15 anos e quatro meses de reclusão por corrupção – recebe agora mais um mandado de prisão preventiva. Em defesa própria, o Eduardo queria “fustigar” o presidente com 21 perguntas. Foi o verbo que o senhor usou, Temer. As perguntas foram barradas pelo juiz Sergio Moro. Agora, serão feitas?
Ninguém levantará uma bandeira “Fica, Temer”. Lembra quando Dilma Rousseff foi impedida? Por falta de apoio de ministros, do Congresso, dos sindicatos e das ruas? E porque a economia desabava e ela havia perdido o comando? Não foram apenas as pedaladas, por mais escandalosas que fossem. Ah, e ela não estava bem com o Eduardo, então presidente da Câmara. Ela estava mal com a população, que se sentia traída por suas mentiras de campanha e se via obrigada a pagar a dívida da incompetência do PT.
O caixa dois que poderia cassar a chapa Dilma-Temer estava – e ainda está – no colo do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE. Uma hora será julgado. O senhor acha que, em sua atual fragilidade, conseguirá se descolar de Dilma na campanha de 2014? A mesma campanha em que a JBS foi a maior “doadora oficial” para 178 deputados? O que dirá seu cupincha, Joesley Batista, dos R$ 366 milhões que a JBS doou ao todo para 24 partidos em 2014? Sua amizade com Joesley permitiu uma conversa íntima sobre crimes contra a República no Palácio do Jaburu, onde o senhor mora com sua família.
O bandido-mor da JBS levou um gravadorzinho muito ordinário no bolso para gravar suas palavras e seus silêncios, às 22 horas, em sua casa, Temer. Para reforçar que mantinha Cunha calado, Joesley disse: “Eu tô bem com o Eduardo”. O ex-deputado continua a receber propina na prisão. Mas o presidente não achou impróprio. Joesley também lhe disse que estava “segurando as pontas” de juízes e procuradores para não ser prejudicado. O senhor disse: “Ótimo”. “Está segurando as duas pontas.” Que raio de pontas é preciso segurar na Justiça, Temer?
Agora, vai rifar seu amigo Rodrigo Rocha Loures, o mesmo deputado que o senhor indicou a Joesley para “resolver os problemas da JBS”? O mesmo Loures filmado pela Polícia Federal começando a receber R$ 500 mil por semana, num trato que iria durar 20 anos? Vinte anos? Quanta ganância de quem o senhor chamou de “belíssima figura”.
Joesley é um desclassificado, um cupim de dinheiro público, como tantos. Deu desculpas esfarrapadas à nação depois de faturar milhões de dólares até com sua própria delação. Do pequeno açougue que o pai abriu em Anápolis, Goiás, em 1953, os filhos Joesley e Wesley enriqueceram vertiginosamente e se tornaram um conglomerado internacional, com ajuda do BNDES, nos governos Lula e Dilma. O faturamento da JBS em 2006 era de R$ 4,3 bilhões, em 2016 passou a R$ 170 bilhões. Esse Joesley lhe disse, presidente: “Tamu junto”.
Temer, seu governo perdeu apoio de quatro partidos e o senhor tinha, na sexta-feira, oito pedidos de impeachment. O senhor se diz vítima de uma “conspiração” e de “gravações clandestinas”. Todos se dizem assim. Lula, Dilma, Eduardo Cunha, Renan Calheiros e o abominável tucano Aécio Neves, que ainda está solto para ver a irmã presa pelos malfeitos e pela arrogância dele. Obstrução da Justiça é fichinha para Aécio.
Estamos remexendo no lixo da História, que ainda vai cheirar mal por muito tempo. E assim deve ser. O Brasil precisa ser saneado. Presidente, o Supremo abriu um inquérito contra o senhor. Com respeito, Temer, pede para sair.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Secretário da Juvenude Ítalo Gaioso vistoria obras da Praça da Juventude



O Secretário da Juventude ìtalo Gaioso aconpanhado de acessores, visitou nesta segunda(22) a tão sonhada Praça da Juventude. Localizada no Bairro da Areia, a imponente cosntrução é fruto da luta dos movimentos organizados da juventude que há tempos reividicam espaço de lazer na cidade.


A Praça é um projeto do governo federal, e que deveria ter sido entregue ainda na gestão municipal passada, tem parceria com o governo municipal. E agora, no governo do prefeito Zé Vieira, a população tem uma confiança de que sairá tudo a contento, por conta das cobranças que já estão sendo feitas no sentido de agilizar.



O complexo, digamos assim, da juventude, está sendo preparado para atender os desportistas em várias modalidades, como: Pista de skate, pista de atletismo, futebol society, voley, futebol, futebol de salão, sala de dança para a terceira idade, academia ao ar livre e outros. E de acordo com um funcionário da obra, que atendeu o secretário, 3 repasses ainda serão feitos. E a previsão de entrega da mesma é de aproximadamente três meses.

O Secreta´rio Ítalo Gaioso ficou satisfeito com a visita e já planeja várias ativades para serevem desenvolivdas na quele espaço que beneficiará jovens de várias comunidades bacabalenses


Com inormações do fotográfo Jeremias

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Processo contra Aécio Neves será analisado, diz João Alberto



O senador João Alberto Souza (PMDB-MA), que deverá ser reconduzido à presidência do Conselho de Ética do Senado, afirmou que dará andamento à representação apresentada pela Rede Sustentabilidade e pelo PSOL contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG). João Alberto disse que, depois de confirmado como presidente do Conselho, irá analisar os documentos para decidir se abre ou não um processo de cassação.

Um dos autores do pedido, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que Aécio Neves teria cometido os crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça com base na gravação em que aparece pedindo dinheiro para um dos donos da JBS. Por meio de nota, Aécio alegou que o repasse do dinheiro se refere a um empréstimo de recursos lícitos pedido ao empresário na condição de pessoa física. Os recursos, segundo o senador, seriam usados para o pagamento de um advogado e ressarcidos com a venda de um imóvel.
Fonte: Agência Senado

Simplicio Araújo convoca Secretários Estaduais de Desenvolvimento para debater reforma tributária

Um dos temas mais debatidos atualmente no país, foi discutido durante a 21° reunião do Conselho de Secretários de Desenvolvimento de Indústria e Comércio (Consedic), na última quarta-feira (17), em Brasília. O presidente do Conselho, Simplício Araújo, Secretário de Indústria, Comércio e Energia do Maranhão, apresentou as pautas da reunião que incluíram, além da reforma tributária, as ações do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Durante a reunião, as ações do MDIC, como sua nova estrutura, a nova política automotiva e o debate sobre o futuro da indústria, foram destacados pelo Ministro Marcos Pereira. “Convido os secretários a participar com as contribuições nesse momento em que o ministério toma medidas de grande relevância para o Brasil”, afirmou. O Ministro, anunciou que está em fase final de elaboração a portaria de criação, ainda este mês, do Grupo de Trabalho da Indústria 4.0.

O ministro convocou os Secretários a participar do novo momento do Mdic, com pautas que redefinem rumos para a indústria em geral e programas de valorização dos empreendimentos nacionais. ” Ressalto a importância desse Conselho para discute pautas importantes para o futuro do Brasil”, pontuou Marcos Pereira.

O deputado federal Luiz Hauly convidado para expor sobre seu projeto referente a reforma tributária, destacou a participação do Conselho, pois segundo ele, são secretários que lidam com o empresariado, com a geração de emprego e renda. “A proposta que eu estou fazendo de simplificação tributária e tecnológica, é a proposta do emprego. A nossa proposta vai ajudar no desenvolvimento econômico e social do país, gerando esses empregos, pois além de eliminar novos impostos”

O Presidente Nacional do Consedic, Simplício Araújo, frisou que num momento tão importante para o segmento produtivo brasileiro, onde pode surgir uma nova matriz tributária, o Consedic precisa estar presente, acompanhando e debatendo sobre o processo.

“É hora de diálogo, estudo e muita responsabilidade com as reformas , dentre elas a mais importante, para nosso segmento, é a tributária, que deve ser conduzida para ajudar a desenvolver o país e desburocratizar a atual seara de impostos e tributos”.
Fonte: Mayara Rêgo

domingo, 21 de maio de 2017

Maranhão tem supersafra de grãos em 2017, mas faltam armazéns para estocar a produção



A produção de milho no Maranhão, na safra deste ano, que deve aumentar em mais de 100%, segundo estimativas tanto da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) quanto do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pode trazer desconfortos para quem apostou alto no plantio do grão na esperança de fazer boas vendas. É que o preço no mercado internacional caiu e, para complicar, faltam unidades armazenadoras no estado para estocagem do produto enquanto se espera melhor oportunidade para fazer negócios.

Segundo o presidente da Federação da Agricultura do Maranhão (Faema), Raimundo Coelho, devido à brutal queda da safra passada, a cotação do grão melhorou muito (chegou a R$ 32,00 a saca no final do ano passado), o que provocou um aumento extraordinário da área plantada, mas quando chegou o momento da colheita os preços despencaram (varia hoje de R$ 21,00 a R$ 26,00 a saca) e os agricultores querem segurar as vendas, a fim de obter negócios mais vantajosos no futuro, até para evitar eventuais perdas, contudo, devido à grande produção, faltam armazéns para a estocagem do grão.

Pelas projeções da Conab, a colheita de milho terá no estado uma elevação de 129,1%, ou seja, aumentará de 874,4 mil da safra passada para 2,003,2 milhões de toneladas. Já o IBGE prevê um aumento de 177,2%, porque, segundo ele, a colheita de 2017 será de 1,892 milhão de toneladas contra 682,7 mil da safra passada, ou seja, apesar da diferença, de números, ambos projetam algo em torno de 2 milhões de toneladas.

De acordo com a Conab, além de uma ampliação de 36,9% na área plantada, que foi de 354,3 mil hectares na safra 2015/16 e chegou a 485,1 mil este ano, o bom desempenho se deve também à produtividade, que teve variação de 67,3%. Na safra passada foram colhidos 2.468 quilos por hectare e nesta safra serão 4.129. Os dois fatores surpreenderam os produtores, que agora terão de fazer ginástica para evitar perdas.

Comércio – O presidente da Faema diz que neste momento há três situações envolvendo os produtores de milho. Uns se desfazendo logo de seus estoques porque receberam financiamento dos compradores para fazer os plantios, isto é, conseguiram vender, antecipdamente, a preço bom, por isto são os menos prejudicados. Há outro segmento que está precisando vender a produção para pagar o financiamento bancário, e corre o risco de obter lucro menor por conta da queda de preço, e há ainda aqueles que não estão apressados em vender, precisam estocar e não estão encontrando silos disponíveis. Nas fazendas, segundo Coelho, os armazéns estão chegando ao limite máximo de estocagem e se não forem encontradas condições adequadas pode ocorrer perda de parte da produção.

Além do milho, os armazéns estão sendo utilizados para estoque da soja, que também terá um crescimento na colheita. Pela estimativa da Conab, haverá uma variação de 101,6%, ou seja, a colheita aumentará de 1,250,2 milhão para 2,521,0 milhões de toneladas, enquanto o IBGE diz que a elevação será de 100,3%, pois teriam sido 1,243 milhão de 2016 e serão 2,489 milhões este ano.
Fonte: Aquiles Emir

sábado, 20 de maio de 2017

BNDES abre inscrições para patrocínio de projetos culturais


No ano passado, foram patrocinados pelo banco 50 projetos culturais

Inscrições de projetos culturais nas áreas de audiovisual, música e literatura podem ser enviadas até até 6 de junho ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O resultado do processo será divulgado em julho, no portal da instituição.

O banco oferece recursos de até R$ 12 milhões para o patrocínio de eventos que comecem entre 1º de agosto e 30 de dezembro deste ano. 

As ações de patrocínio são direcionadas a festivais e mostras de cinemas, feiras e espetáculos musicais – principalmente de música clássica e instrumental – e feiras, festas e eventos literários que divulguem a produção brasileira.

Patrocínio cultural

O projeto Patrocínio Cultural BNDES 2017 traz inovações em comparação aos anos anteriores. Uma delas a exigência de que todos os projetos promovam ações inclusivas direcionadas ao público infantojuvenil de comunidades carentes.

No caso da literatura, os eventos devem incentivar o acesso às bibliotecas públicas. Já as propostas de música e audiovisual devem ter, pelo menos, duas edições anteriores, e incluir músicas instrumental e erudita. Também serão aceitas propostas de festivais e mostras de cinema que divulguem a produção audiovisual brasileira.

No ano passado, foram patrocinados pelo banco 50 projetos culturais de todas as regiões brasileiras.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Agência Brasil

Entenda como a taxa de juros é definida pelo Banco Central Selic


Votação sobre a taxa de juros ocorre a portas fechadas, com qualquer comunicação externa cortada

A evolução da taxa básica de juros (Selic) é decidida pela diretoria do Banco Central em reunião complexa, fechada, com grande volume de informações. Qualquer definição sobre a queda, manutenção ou aumento dos juros no País depende de sete diretores e do presidente da instituição. Somente eles podem votar para definir a taxa

O encontro que acontece com a diretoria do Banco Central para decidir sobre a taxa Selic é chamado de Comitê de Política Monetária (Copom). Essa reunião ocorre oito vezes por ano, mais ou menos a cada 45 dias. Por ser sigilosa e fechada, não há como antecipar qualquer tipo de informação até que os números oficiais sejam divulgados publicamente

A tomada de decisão não é simples. A reunião ocorre em duas etapas. Na primeira parte, na terça-feira, é feita uma análise de mercado e de conjuntura. Durante a manhã e a tarde, técnicos do Banco Central apresentam análises da economia brasileira e internacional para os diretores.

A segunda etapa da reunião ocorre na quarta-feira. Essa parte do encontro, no entanto, conta somente com a presença dos diretores e do presidente do Banco Central. Eles se reúnem no 20º andar do edifício sede, em Brasília, sem acesso a qualquer meio de comunicação com o ambiente externo. O grupo debate a conjuntura e, ao fim da reunião, vota e define a taxa Selic que vai valer pelos próximos 45 dias.

Propostas para a Selic

Nesse segundo dia de reunião, o diretor de Política Econômica é o responsável por coordenar a apresentação da situação macroeconômica do País.

Ele também apresenta os resultados dos modelos (simulações de cenário) e faz sugestões sobre as diretrizes de política monetária. Depois das apresentações, esse diretor e o de Política Monetária fazem propostas para a definição da Selic.

Comunicado do Copom

Definida a taxa, o grupo redige um comunicado que informa o resultado da reunião, traz explicações sobre essa definição e dá indicações de como a diretoria pode seguir no próximo encontro.

O documento ainda relata como cada diretor votou. Assim que o texto é finalizado, ele é imediatamente divulgado no site da instituição, em local de fácil acesso. Os diretores só podem deixar a sala e voltar a ter acesso aos meios de comunicações após a divulgação do comunicado.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Banco Central