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Diário do Mearim Cidadania

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domingo, 28 de dezembro de 2014

Andrea Murad e Roberto Costa travam embate sobre a disputal presidencial da Assembleia

A atual legislatura mal acabou e as movimentações de bastidores são intensas na Assembleia Legislativa do Maranhão. Tudo porque existe uma forte probabilidade de o deputado Humberto Coutinho (PDT) ser aclamado como novo presidente da Casa, com o apoio de várias correntes de deputados.

Mesmo com uma eleição quase consolidada, a formação dos blocos, por exemplo, ainda é uma incógnita. A única certeza será a constituição de um bloco governista, que deverá reunir toda a bancada atual de oposição e alguns dissidentes. A composição da próxima bancada de oposição ainda também é incerta.

Nesta semana, uma declaração da deputada eleita Andrea Murad (PMDB) causou burburinho nas entranhas legislativas. Na atual legislatura, o pai dela, o deputado Ricardo Murad (PMDB) foi pré-candidato em chapa única por algum tempo, mas na opinião da deputada eleita deve existir uma coalizão de forças para fazer um contraponto à chapa única de Humberto Coutinho, a exemplo do que aconteceu com seu pai, que perdeu a eleição às vésperas de sentar na cadeira de presidente. “A Assembleia tem que ser mais independente, não deve ficar tão nas mãos do governo. Se o nosso grupo elegeu a maioria dos deputados, eu acho que a gente pode ter um bom nome para fazer uma disputa com o candidato Humberto. Não podemos deixar que o Governo decida por nós todos”, enfatizou.


'A Assembleia tem que ser mais independente, não deve ficar tão nas mãos do governo', Andréa Murad, deputada estadual eleita


A deputada eleita argumentou que o perfil de Humberto Coutinho não representa o sentimento de mudança o qual motivou a renovação política no estado. “O povo já mostrou que quer mudança e com todo respeito ao deputado Humberto, ele não é renovação e mudança, muito pelo contrário, acho que temos no nosso grupo candidatos que expressem melhor esse sentimento. A gente não necessariamente vai ficar contra o governo. O que for de bem para o povo a gente fazer”, ressaltou.

A deputada enfatizou ainda que não chegou a conversar com nenhum dos colegas eleitos e reeleitos e que esse pensamento é pessoal e não reflete consenso dentro do partido, o PMDB.

Roberto Costa pensa diferente

O deputado reeleito, Roberto Costa, ligado ao mesmo grupo político de Andrea Murad e membro do mesmo partido, o PMDB, declarou à reportagem de O Imparcial que possui uma visão diferente da colega.


'A representatividade dos partidos e correntes ideológicas pode ser expressada também na composição da mesa. Eu defendo que exista um consenso na hora da eleição', Roberto Costa, deputado estadual


Roberto Costa afirma que é necessário que exista um consenso entre os parlamentares para criar um ambiente harmônico. “Não é necessário que exista um contraponto na eleição para que a eleição seja democrática. A representatividade dos partidos e correntes ideológicas pode ser expressada também na composição da mesa. Eu defendo que exista um consenso na hora da eleição”, disse.

Costa disse ainda que ainda não refletiu acerca do nome de Humberto Coutinho, mas não descarta a possibilidade de ajudar a elegê-lo. “Eu ainda não pensei sobre o nome do Humberto, que na minha opinião é uma pessoa bem preparada e tem toda uma experiência para exercer o cargo. Eu não veto a possibilidade”, declarou.

A eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa será em fevereiro e como já era de se esperar, todos os dias o assunto é pauta que repercute no cenário político local.

Sobre a próxima eleição para a Mesa Diretora, Roberto Costa disse ter assumido não só uma posição pessoal e transparente, mas fruto, inclusive de conversas com lideranças importantes do PMDB. Costa enfatizou que a sua decisão segue o encaminhamento de respeitar todos os outros 41 deputados eleitos, o que o faz manter a posição que ele sempre teve no poder Legislativo. O deputado disse defender hoje, a mesma tese que já seguiu em momentos anteriores, referindo-se aos diferentes contextos políticos que definiram as duas últimas eleições para a presidência da Casa.

"Assim como na eleição de 2011, em que o meu candidato à presidência era o deputado Ricardo Murad, mas não conseguimos construir um consenso em torno do seu nome, elegendo, na época, o deputado Arnaldo Melo; assim também, como na eleição seguinte, em que o deputado Arnaldo Melo conseguiu aglutinar em torno do seu nome, todos os deputados, inclusive com o meu voto, já que defendi a união do Legislativo, assim, hoje me posiciono da mesma forma e defendo o princípio de que o importante para a Assembleia é a união de todos os deputados", pontuou.

De forma clara, Roberto disse não ver dificuldades em votar no nome até agora lançado para a vaga. “Acho que independente da sua posição política, Humberto Coutinho tem todas as condições de comandar a Assembleia Legislativa pela sua experiência e pela forma democrática como tem se conduzido ao conversar com todos os parlamentares; o que defendo hoje para a participação do PMDB é que se respeite a proporcionalidade de cada bancada para a composição da Mesa Diretora, não me cabe fazer vetos a nomes ou fazer restrição a qualquer deputado".

Mais uma vez, o parlamentar reforçou que a sua postura será a postura do PMDB, de uma oposição responsável em relação ao futuro Governo, sobretudo respeitando a vontade popular, que colocou o partido como oposição no estado ao fazer a sua escolha pelo governador Flávio Dino: "a nossa oposição não será pautada no ódio, será coerente para que possamos cobrar todos os compromissos assumidos com a população do Maranhão", disse. Sobre a sua posição em relação ao partido, Costa disse ainda que tentará construir, com os outros deputados, um caminho que possa atender a todos e não ao interesse de um ou de outro e sobre a posição do PMDB, partido no qual milita há mais de 20 anos, o parlamentar disse se sentir completamente tranquilo para falar.

"A minha forma de fazer política no PMDB sempre foi pela participação de todos, nunca fiz a política de exclusão de nomes internamente no partido, em todos os momentos estive ao lado do senador Lobão Filho em sua candidatura ao governo, mas acho que antes de opinar não podemos esquecer do passado, quem e quais causas foram responsáveis pelas divisões internas do nosso grupo; a oposição ao candidato Humberto Coutinho por questões de interesse pessoal, certamente, não prevalecerá dentro do PMDB, a política de vetos é ultrapassada e esse tipo de comportamento já fez com que candidatos perdessem espaço, sempre ajudei a construir o PMDB no dia a dia, respeitarei a posição de todos, mas vejo como é fácil falar em nome de um partido, difícil é trabalhar para construí-lo".

Roberto Costa acompanhou todo o processo de crescimento do PMDB no Maranhão, foi presidente da juventude do partido, tanto municipal, como estadual, foi membro da Executiva Nacional, é membro do Diretório Estadual e atual presidente do Diretório Municipal do partido.
FONTE: laucione Pedrozo DE O IMPARCIAL

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Estudo analisa veracidade de cartas psicografadas por Chico Xavier




O médium Chico Xavier, falecido em 2002
Pesquisa cientifica realizada por núcleo da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) concluiu que informações contidas em lote de cartas psicografadas pelo médium Chico Xavier, morto em 2002, eram verídicas.

Ao todo, foram analisadas treze cartas atribuídas a Jair Presente, morto por afogamento em 1974, na cidade de Americana (SP). As correspondências começaram a ser psicografadas pelo médium ainda no ano da morte de Presente e prosseguiram até 1979.

Conforme o psiquiatra Alexander Moreira-Almeida, diretor do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde (NUPES-UFJF), o estudo teve início em 2011 e foi feito em parceria com o Departamento de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), a partir do pós-doutorado dos pesquisadores Denise Paraná e Alexandre Rocha.

O resultado, de acordo com o pesquisador, foi publicado em setembro deste ano pela revista científica Explore, editada na Holanda.

O interesse para desenvolver a pesquisa, explica Almeida, foi a relevância dada no país às cartas psicografadas.

"A motivação foi a importância que as chamadas cartas psicografadas têm no Brasil e a falta de estudos acadêmicos a respeito delas. Sabe-se que pessoas enlutadas podem aceitar, como sendo reais e precisas, cartas que contêm apenas informações genéricas", afirmou o pesquisador.

Segundo ele, o estudo comprovou que os dados colhidos nas cartas atribuídas a Presente eram críveis.

"As informações comunicadas nas cartas eram precisas (nomes, datas e descrições de fatos acontecidos na vida da família) e verídicas (nenhuma informação comunicada nas cartas estava incorreta ou era falsa)", afirmou Almeida em entrevista ao UOL por e-mail.

O pesquisador informou que a análise foi feita nas cartas originais, das quais foram extraídas 99 informações objetivas e passíveis de verificação.

"Familiares e amigos de Jair Presente foram entrevistados, documentos como jornais de época foram checados, além de escritos do Jair Presente e registros em cartórios", disse.

Conforme Moreira, o intuito era comprovar se Chico Xavier poderia ter tido acesso a essas informações por meios convencionais e se as cartas continham dados verídicos e específicos em relação ao falecido.

"A probabilidade de Chico Xavier ter tido acesso a grande parte destas informações por vias convencionais era extremamente remota. Em vários casos, eram informações muito privativas da família e, em algumas delas, até desconhecidas dos familiares que visitaram Chico Xavier para obter as cartas psicografadas", afirmou.

O pesquisador citou como exemplo o falecimento da madrinha da mãe de Presente, "fato que ainda não era do conhecimento da família", descreveu Almeida.
Médiuns em atividade

O psiquiatra Alexander Moreira-Almeida informou que o resultado de outro lote de cartas psicografadas por Chico Xavier, também investigado por Denise Paraná e Alexandre Rocha, será publicado em breve. Ele adiantou que o núcleo dará início a pesquisas com médiuns em atividade.

"Assim teremos maior possibilidade de um controle experimental do vazamento das informações para o médium. Seu desenho metodológico nos permitirá investigar um número bastante significativo de médiuns em atividade", disse.
Por  Rayder Bragon
Do UOL, em Belo Horizonte

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Integra do discurso de despedida do senador José Sarney do Senado Federal

Em uma sessão marcada pela emoção, o senador José Sarney se despediu da Casa na qual exerceu nada menos do que cinco mandatos, dois pelo Maranhão e três pelo Amapá. Quando a sessão desta quinta-feira (18/12) do Senado Federal foi aberta, às 14 horas, apenas três senadores estavam no plenário. Mas, assim que Sarney – sem alarde nem aviso prévio – ocupou a tribuna e iniciou seu derradeiro discurso, muitos parlamentares correram ao plenário para acompanhar o momento histórico, a despedida do político que por mais tempo exerceu mandatos na história do parlamento brasileiro: nada menos do que 60 anos entre Câmara dos Deputados e Senado Federal.

Foi um discurso singelo, que teve como alicerce o sentimento da gratidão. Mas também foi um pronunciamento contundente. Parlamentarista convicto, Sarney defendeu uma reforma política de verdade, e fez severas críticas ao modelo atual, que transforma partidos em balcões de negociação e em cartórios controlados por poucos. Ele também se mostrou preocupado com a radicalização de posições que recrudesce a cada eleição. “O País está dividido, e cresce uma coisa nova na política que nunca vi no Congresso: o ódio. Essa não é uma tradição brasileira, vamos conjurá-lo. É hora de conciliar o país”, disse Sarney.

Sua última contribuição como parlamentar será a reapresentação do projeto de autoria dele que cria o Estatuto das Estatais. Um texto que, se aprovado, reforçará os mecanismos de fiscalização e controle das empresas públicas.

Apesar da apreensão com o momento atual do país, Sarney concluiu seu discurso com uma poética mensagem de esperança: “Ai, meu Senado, tenho saudades do futuro”.

Acompanhe, na sequência, a íntegra do discurso de despedida do senador José Sarney na tribuna do Senado Federal:

Agradecimento e lembrança


Esta é a última vez que ocupo a tribuna parlamentar, que frequentei desde 1955. Sou supersticioso e avesso a adeus e a despedidas.
Mas não posso fugir ao dever e sentimento da alma, de que falava Bergson, de deixar nos Anais do Senado a avassaladora emoção que me domina: a da gratidão.

Só ela me obriga a não seguir o meu desejo de sair como entrei, pálida e modestamente.

Gratidão ao povo do Amapá, que me deu três mandatos de Senador.
Gente boa, generosa, humana, trabalhadora e que vai cumprir o destino de construir um dos maiores estados da Amazônia.

Gratidão ao povo do Maranhão, minha terra, minha paixão, onde meus olhos se abriram para o mundo.

Ao povo brasileiro, que me deu a oportunidade de ser Presidente da República, contribuir para melhorar a vida de nossa gente, fazer a transição para a democracia — com os tempos de maior liberdade, plenos direitos civis, verdadeira cidadania — e construir uma sociedade democrática. Só Deus é testemunha do que isso me custou e das cicatrizes que até hoje sangram.
Governador do Maranhão em 1966, vejo o Estado hoje com o 16º PIB do Brasil, acima de Mato Grosso do Sul; com o 2º complexo portuário do Brasil, o Itaqui; como o Estado que mais cresceu — 10,3% —, índice chinês; com o 13º lugar em criação de empregos e grande atração de investimentos; com a 2ª melhor relação dívida/receita do País — 0,41 —, absoluto controle das contas públicas e responsabilidade fiscal; com as despesas com saúde tendo crescido 138% diante dos 39% que cresceu o Brasil, com educação, tendo crescido 75% contra 22% do Brasil, com segurança pública, tendo crescido 53% contra 16% do Brasil. A Ferrovia Norte-Sul, velho sonho, o integra ao Planalto Central.

Deixo o Amapá — que encontrei com a economia dependendo do cheque dos funcionários públicos e com energia racionada — com Zona de Livre Comércio consolidada e grande dinamismo mercantil. Criei a Zona Franca Verde, de aproveitamento de produtos regionais; três hidrelétricas, uma já em funcionamento, a de Santo Antônio, e duas em construção, Caldeirão e Ferreira Gomes; o Linhão do Tucuruí chegando até Macapá, integrando o estado ao sistema elétrico nacional e levando fibra ótica para Banda Larga — e hoje o Amapá é exportador de energia elétrica; a ponte sobre o Oiapoque, ligando-o à Guiana Francesa; iniciei a BR-156, do Oiapoque a Macapá, com quase 900 quilômetros, hoje em fase final; instalei o porto de containers e promovi sua independência de Belém com a criação da Companhia Docas de Santana. Criei a Universidade Federal do Amapá; levei o Hospital da Rede Sarah; consegui a transferência das terras da União para o Estado, que não tinha terras, falha da Constituição de 88.

Evitei por duas vezes o fechamento do Projeto Jari e levei investidores para a área mineral, hoje, polo vocacionado do Estado.

Sem ser nenhuma vez executivo no Amapá, consegui estas conquistas, além de terem passado por minhas mãos quase todos os benefícios, verbas e melhorias do funcionalismo.

Gratidão ao Senado, por sua História — poderosa História! —, responsável pela unidade nacional, cujos Anais foram objeto de longas noites de leitura e de aprendizagem com seus homens públicos, verdadeiros fundadores do País, que é uma construção do Poder Civil.

Deixo minha participação na construção e modernização dos nossos sistemas de comunicação e informática, e nas reformas administrativas que fazem da Casa exemplo de eficiência e inovação. Renovei, em vários concursos — dos mais difíceis do País —, o nosso quadro de pessoal.

Minha gratidão aos funcionários. Com eles estabeleci uma relação de empatia, admiração, carinho e orgulho de conviver. Dos mais humildes aos dos mais altos escalões.

Devo ressaltar o quanto me alegraram — porque espontâneas, simples e carinhosas — as homenagens que me foram feitas pela área de comunicação e pela biblioteca, que posso chamar de casa querida, pelo seu extraordinário trabalho a favor de um grande amigo, o livro, e onde o Coral do Senado me comoveu surgindo de repente de entre os assistentes.

A eles agradeço do fundo do coração, repetindo o que já disse centenas de vezes: o quadro de funcionários do Senado é um dos melhores do País.
Gratidão a Deus pela graça da longa vida que me deu por meio de minha Mãe e meu Pai, e às estrelas com que encheu minhas mãos.

Gratidão aos meus colegas, Senadoras e Senadores, pela consideração com que sempre me tratam e pelo apoio que me deram. A política tem essa virtude: a convivência e a convergência de ideias, o afeto e a intimidade que nos ligam no dia a dia nos fazem amigos.

Sempre cultivei o diálogo e a paz, a solução consensual e o encontro de caminhos que respeitassem os pontos de vista comuns.

Deus me poupou do sentimento do ódio e do ressentimento, da inveja e do desejo de vingança. Nunca tive inimigos e mesmo com os adversários tive sempre um convívio em que os tratei com cordialidade e amizade.

Quero deixar também alguns pontos de vista que considero importantes.
Minha causa parlamentar foi a da cultura. Por ela lutei e para ela deixei alguns instrumentos.

Quando me afastei para ocupar a Vice-Presidência da República, reapresentei o projeto de incentivos fiscais à cultura, que vinha de longe, e que depois foi aprovado, tornando-se a Lei Sarney, de que tanto me orgulho.

Esperei, para relatar, a nova proposta de Lei de Incentivos à Cultura. Não houve tempo. Passo esta bandeira à Senadora Martha Suplicy, que tão bem a conhece. Quero lhes dizer que passei muitos anos lutando pela ideia de que é importante que o Estado viabilize o investimento na atividade cultural. As consequências são individuais, pois cada obra de arte é uma criação única, que, materializada, assume vida própria e exprime a essência dos sentimentos de um povo; e são coletivas, pois o caminho para um País manter sua identidade, tornar-se forte, é a cultura. Não há grande nação que não tenha uma grande cultura.

E — já assinalava quando apresentei meu primeiro projeto em 1972 — a cultura pode ser também uma importantíssima fonte de renda para os países. Vejam os Estados Unidos, vejam a Europa, vejam sua participação, direta e indireta, nos PNBs de tantos países. Assim, o incentivo à cultura tem um retorno que não é somente imaterial — o que já o justificaria —, mas que é também econômico.
Muitos outros problemas da cultura me ocuparam em minha vida política. Criei o próprio Ministério da Cultura. Mas tenho me preocupado muito nos últimos anos com a política do livro e da leitura. Propus e foi aprovada a Política Nacional do Livro, e foi mandada para a Câmara dos Deputados minha proposta do Fundo Nacional Pró-Leitura. A leitura é uma das peças chaves da formação dos jovens, do conhecimento dos adultos. É lendo que se abrem as portas, os horizontes da imaginação, a capacidade de compreender e a esperança de transformar o mundo.


De muitas outras coisas gostaria de falar hoje.

Já lhes disse que me preocupa o problema da educação no Brasil. Recursos temos. A qualidade é o profundo abismo. Penso que é necessário pensar com uma visão mais voltada para o futuro, sem esquecer as lições do passado. Os objetivos do Plano Nacional de Educação são ambiciosos e tecnicamente muito fundamentados, mas não são suficientemente ambiciosos. As palavras-chaves são tecnologia e inovação. Os currículos, a infinidade de matérias são atrasos. Trabalhemos na formação de professores, nos centro de treinamento.

A libertação do homem se fez pela educação: ela propiciou as oportunidades e, ao mesmo tempo, os instrumentos para se descobrirem as potencialidades da humanidade. Devemos abrir os olhos para o futuro. Temos que fazer uma revolução na educação. Repito: não se pode invocar falta de recursos, já destinamos recursos consideráveis a ela: o que tem faltado é inovação. O mais importante é aprender a estudar e aprender a aprender, criar gosto pelo conhecimento, pela descoberta cultural.

Não adianta a idolatria a máquinas, colocando-se computadores nas salas de aula, lousas digitais nas escolas, se não tivermos pessoal qualificado que, preparado, possa operá-las. As escolas não devem ser um depósito de máquinas, mas sim contar com elas para utilizar novas metodologias.

O ensino a distância, o uso da televisão, de que fui precursor criando a TV Didática no Maranhão, há quase cinquenta anos, é um caminho que precisa ser mais bem aproveitado. Lembro o nível de excelência com que no século passado surgiram aulas como Civilização, de Kenneth Clark, ou Cosmo, de Carl Sagan. Assisti a esses programas equivalia a seguir cursos inteiros de aulas convencionais.

O desafio de encontrar novas linguagens que usem de forma atraente e eficiente o imenso repertório de novas tecnologias precisa ser respondido pelos nossos educadores. De sua resposta depende o nosso futuro.

Não podemos perder a visão do futuro. Estamos no mundo da ciência e da tecnologia. O Brasil está atrasado. Nossas últimas descobertas de ponta foram do tempo em que ocupei a Presidência da República: enriquecimento de urânio, fibra ótica, fabricação de satélites, semicondutores… Nossos avanços hoje ficam por conta da agroindústria.

A falta de reforma administrativa é responsável, em grande parte, por nosso emperramento.

Outro tema de que tenho tratado repetidamente nestes quase sessenta anos que se passaram desde que cheguei ao Parlamento é o da reforma política.
Já denunciei à exaustão que o nosso sistema eleitoral apodreceu. Já tentei de todas as maneiras despertar o Congresso Nacional para a necessidade de mudanças profundas. O voto proporcional uninominal é o pior sistema eleitoral possível. Com ele não há saída. Eu, pessoalmente, há muito defendo o voto distrital misto, metade majoritário e metade lista fechada.

Precisamos evitar a proliferação de partidos, verdadeiros cartórios de registros eleitorais, que só servem para negociações materiais. A maioria deles é dirigida por comissões provisórias, maneira encontrada para criar feudos pessoais. É preciso estabelecer a obrigatoriedade de que pratiquem integralmente uma democracia interna, de maneira que sejam dirigidos pela vontade da maioria.
O financiamento de campanhas tem que ser resolvido de maneira a que não haja cooptação de vontades. É preciso ter regras claras para as doações de empresas privadas. Estabeleceu-se uma promiscuidade entre cargos, empresas e setores da administração que apodreceu o sistema em vigor. A solução deste problema não pode ser abordada isoladamente, mas deve ser feita em conjunto com a do sistema partidário.

Precisamos levar a sério o problema da reeleição, que precisa acabar, estabelecendo-se um mandato maior. Também, com o exemplo do meu erro e com arrependimento, penso que é preciso proibir os ex-presidentes de voltar a exercer qualquer cargo público, mesmo eletivo.

Já expressei minha convicção de que precisamos caminhar, a passos mais ou menos largos, para o parlamentarismo. Apresentei aqui proposta de que avançássemos por etapas, começando com a introdução de um ministro-chefe de governo e terminando com a forma clássica do voto de confiança e a possibilidade de dissolução do parlamento. O exemplo de como essa caminhada foi possível no Império é útil; mas eles levaram um tempo nessa transformação de que não dispomos.

A Presidente Dilma marcará a História do Brasil se fizer essa mudança de regime.

Ainda no espaço da reforma política, temos que ter a coragem de acabar com a medida provisória. Elas deformam o regime democrático: o executivo legisla e o parlamento fica no discurso. As leis são da pior qualidade, e as MPs recebem penduricalhos que nada têm a ver com elas para possibilitar negociações feitas por pequenos grupos a serviço de lobistas. Se tivermos o parlamentarismo, elas não serão necessárias, pois o Congresso passará a agir com maiorias estáveis, unidas, que efetivamente governarão o País.

Passo adiante. Estamos no final da tramitação do novo Código Penal, que provoquei com a criação de uma Comissão de Juristas, como o fiz com outros códigos. Tenho denunciado a violência no Brasil e proposto algumas medidas para ajudar a combatê-la. Estou convencido que o aumento do número de homicídios está diretamente relacionado à famigerada Lei Fleury e ao excesso de possibilidades de defender-se solto. Critico também a suavidade das penas por homicídio, que ainda não é crime hediondo!

Não há nada pior que se tirar a vida de uma pessoa, é o fim de tudo, de todas as esperanças, do presente e do futuro. E não é hediondo! E os assassinos confessos passam livres diante dos familiares da vítima. A pena máxima é de 30 anos, livres com um sexto do seu cumprimento. E se o assassino mata várias vezes, o artigo 75 do Código Penal manda que as penas sejam consideradas em conjunto e reduzidas aos mesmos trinta anos.

Temos o maior número absoluto de homicídios do mundo, que continua crescendo. O último número, do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, para 2013, é 53.646 assassinatos. Nosso índice por 100 mil mortes é de 27, muito acima dos de nossos vizinhos, mais acima ainda do que os de países como China, Japão, Inglaterra, França…

Ainda existem, no Brasil, 80 mil inquéritos policiais sobre crimes de homicídio não concluídos, nas metas de solução daqueles abertos até 2007 e 2008. A elucidação dos homicídios — é oficial — é da ordem de 5%.

Quero dizer também que não considero razoável que haja uma barreira de impunidade para os menores de 18 anos. Esta não é a solução encontrada para o problema do crime infantil nos países mais avançados. Ao tentarmos ser pioneiros, enredamos-nos numa armadilha que é a cooptação de menores pelo crime organizado e que é as terríveis estatísticas de mortes de crianças e por crianças.

Há anos está parada na Câmara dos Deputados uma proposta minha, aprovada pelo Senado: regulamentação do artigo 245 da Constituição e criação do Fundo Nacional de Assistência às Vítimas de Violência. Os criminosos têm seus direitos declarados em muitos artigos da Constituição; as vítimas, só num. Os criminosos recebem apoio financeiro do Estado, o auxílio-reclusão previsto no artigo 201, cujo valor mínimo é, atualmente, de 724 reais. As vítimas, nada. Repito, nada, nenhum apoio, financeiro ou de outra natureza. São pessoas que sofreram ou que perderam a vida, que desapareceram, que tiveram seu destino cortado, o que se estende a famílias inteiras.

Hobbes já dizia que o que justifica o Estado é o medo da morte, é a possibilidade de as pessoas se reunirem para resistir à morte. Pois o Estado brasileiro não tem defendido as pessoas da morte, e ainda por cima não apoia as famílias dos assassinados. E eu aqui me dirijo às Senhoras Deputadas e aos Senhores Deputados, pedindo que não deixem que se cometa essa injustiça, não comigo, mas com a multidão das vítimas de violência.

Aprendi muito cedo a preocupar-me com as causas sociais. Recusando o marxismo que seduzia pelo sonho belo e generoso da igualdade entre os homens, sempre batalhei por uma sociedade mais justa. Jovem líder da UDN, promovi no partido o grupo renovador que Carlos Castello Branco chamou de Bossa Nova, cujo lema, frente ao desenvolvimentismo de Juscelino Kubistchek, era “desenvolvimento com justiça social”. Presidente da República, adotei o “Tudo pelo social”: programa do leite, seguro-desemprego, vale-transporte, vale-refeição, universalização da saúde, farmácia básica…

Mas me orgulho especialmente de um projeto de 1996, aprovado muito rapidamente, e que teve repercussões mundo afora: o da distribuição gratuita de medicamentos contra a AIDS. Assim que soube da comunicação dos cientistas em Vancouver de que o coquetel de medicamentos salvaria a vida dos contaminados com o vírus e dos portadores da síndrome da imunodeficiência apresentei o projeto. No Executivo propuseram o veto presidencial. Fui ao Presidente Fernando Henrique, dizendo-lhe que não podia, como Presidente do Congresso, aceitar que isso ocorresse. Ele foi sensível à proposta e sancionou a lei. E ela foi replicada em muitos países, e aqui e lá tem salvo muitas vidas.

Bati-me pelas causas dos negros. Passados quinze anos, a proposta de cotas para acesso à universidade e ao serviço público que apresentei aqui se tornou realidade.

Apresentei o primeiro estatuto da pequena empresa. Estas são hoje uma das grandes impulsionadoras do progresso nacional.

Defendi uma ideia que vi na China, ainda no tempo de Deng Xiaoping, quando o visitei: a das zonas de exportação. Criei-as quando era Presidente. Elas foram inviabilizadas. Perdemos 20 anos, nos quais a China, que tinha uma economia do nosso porte, deixou-nos para trás, em grande parte com as ZPEs. Voltei a defendê-las, enfrentei resistências, e acabamos vencendo a parte legislativa. Mas novamente se erguem dificuldades. Será que os defensores do capitalismo não veem os exemplos? Não querem ver o caso chinês, olhem o americano.

Propus aqui também o Estatuto das Estatais, regulamentando os §§ 1º e 3º do art. 173 da Constituição. O projeto trazia algumas inovações. Primeiro, as empresas públicas passariam a adotar o regime de sociedade anônima de capital fechado, o qual exige a instituição de Conselho Fiscal e o cumprimento de normas contábeis mais rígidas e eficazes; segundo, a constituição de nova empresa pública ou sociedade de economia mista dependerá de prévia integralização de todo o capital social subscrito; terceiro, há imposição de um regime de avaliação, individual e coletiva, do desempenho dos administradores, realizada pelo Conselho Fiscal e que conterá diagnóstico acerca da licitude, eficácia e contribuição dos atos de administração para o resultado do exercício social, bem como para a evolução do faturamento da estatal e da participação no mercado em que atua. Além disso, no que se refere à fiscalização, elimina-se antiga discussão, estabelecendo em definitivo a competência dos Tribunais de Contas para verificar sua gestão. Desejo ressaltar a importância desse projeto neste momento em que se discute tanto a administração da Petrobrás.

Senhoras Senadores, Senhores Senadores,
Não quero deixar a tribuna com uma expressão de pessimismo. O País é outro, diminuiu muito a pobreza, aumentou a classe média, criamos recursos humanos, somos a sexta economia do mundo.

O século XXI será, também, do Brasil. Deng Xiaoping me afirmou isso.
Avançamos nas áreas econômica e social. Consolidamos a liberdade. O País ficou mais justo e humano, avançou no social, mas a política regrediu. A democracia não se aprofundou depois da redemocratização. Avançou um corporativismo anárquico beneficiando ilhas de interesses, gerando uma divisão do País, que aflorou nas eleições.

Tenhamos a coragem de enfrentar a solução do problema. O tempo acabou.
A Justiça também tem responsabilidade sobre o Estado. É o Poder Moderador. Entregamos ao Supremo Tribunal Federal a guarda da Constituição. É a maior confiança e delegação dada pelo povo a um Poder. Ele não pode deixar a judicialização da política e nem a politização da Justiça. Não foi a outro Poder dada essa delegação. O STF deve usar essa responsabilidade. Sem Justiça não pode haver democracia.

A Justiça não pode ser o Estado espetáculo. Ela é quem decide sobre a nossa liberdade, nosso patrimônio, nossos direitos individuais, coletivos, humanos. Essa responsabilidade é quase dos deuses. Ela só tem uma limitação: a lei, o direito.

Tenho apreensões. O País está dividido, e cresce uma coisa nova na política que nunca vi no Congresso: o ódio.

Esse não é da tradição brasileira. Vamos conjurá-lo. É hora de conciliar o País.
É uma exortação a todos.

Vamos limpá-lo das práticas dos mal-feitos e dos maus administradores irresponsáveis. Para isso mais eficaz que a punição é a profilaxia. Leis, controles, formação de pessoal e valores. Leis que evitem em vez de depois ter de corrigir após custos imensos.

Exemplo: se tivéssemos feito o Estatuto das Estatais, projeto de minha autoria, morto na Câmara, esse problema da Petrobrás não teria acontecido. Não se pode raciocinar que o livre arbítrio de algumas pessoas tenha levado a tantos desmandos.

As estatais precisam de outra estrutura, acompanhamento e controle.
Mas a economia é o transitório. As instituições são o permanente. A democracia representativa está em crise. Marchamos, com a ajuda da ciência e da tecnologia da informação, para a democracia direta. Até lá, é preciso tempo.

O mundo continuará melhorando, e o homem chegará à felicidade. Um pensador teria dito que a política é inimiga da felicidade. Mudemos essa equação. É preciso ter fé, acreditar em Deus, voltar a ter utopias, sonhar.

Quero terminar invocando as raízes de minha terra e vou buscar nos folguedos populares, do Bumba-Meu-Boi, a toada de despedida, no raiar do dia.

“O céu é o reinado das estrelas,
onde a lua faz sua morada,
e o orvalho é a lágrima da noite,
que chora pela madrugada.
Adeus, eu já vou-me embora.
É chegada a hora de me despedir.
Assim como o dia se despede da noite,
eu me despeço de ti!”
Deixo no Senado uma palavra: gratidão.
Saio feliz, sem nenhum ressentimento.

Ai, meu Senado: tenho saudades do futuro.”

Deputado federal Alberto Filho perde vaga que será ocupada por Julião Amim (PDT)




Foram validados nesta terça-feira (23) pelo Tribunal Superior Eleitoral, os votos para de deputado federal de Deoclides Macedo (PDT), ex-prefeito de Porto Franco.

Com a decisão, o deputado federal Alberto Filho perde a vaga que será ocupada por Julião Amim (PDT), que havia ficado na primeira suplência em virtude da anulação dos votos de Deoclides. Amim já havia sido indicado para o cargo de Secretário do Trabalho do governo Flávio Dino a partir de janeiro de 2015.

O novo deputado deverá tomar posse e se licenciar para permitir que Deoclides assuma o mandato de deputado federal enquanto ele estiver servindo ao governo de Flávio Dino.

com informaçoes do Blog do Luis Cardoso

sábado, 20 de dezembro de 2014

Centro Espirita Julio Luz Elege Nova Diretoria

O Centro Espirita Júlio Luz de Carvalho localizado na Cohab III no município de Bacabal, realizou em 17 de dezembro em sua Sede propria a eleição de sua nova diretoria para o Triênio 2015 a 2017. O processo eletivo foi coordenado por uma comissão eleitoral composta por  

Berenice Souza de Carvalho Pontes, Avelino Antonio Silva Jansen e Silvana Moreira Lima. Por não haver inscriçaõ de chapas no periodo regulamentado pelo Edital, a eleição foi realizada por aclamação.

A Assembléia presente foi indagada sobre quem queria candidatar-se presidência, como ninguém manifestou-se o professor Antonio Luis candidatou-se, sendo aclamado Presidente eleito, a comissão passou então a proceder a eleição dos demais cargos, que apos breve debate, a diretoria executiva da instituição ficou assim constituída.

• Presidente: Luis Antonio (Professor)

• Vice-Presidente: Zezinho Casanova ( Poeta, Professor e Jornalista )

• 1º Secretário; Graça Chaves (Pedagoga)

• 2º Secretário: Ana Nunes ( Enfermeira )

• 1º Tesoureiro: Poly Freitas (Secretária)

• 2º Tesoureiro: Conce (Dona de casa )

• Conselho Fiscal: Sirlete (Voluntária da APAE), Conce5ção Nunes (Dona de casa) e Grijalva (professor)


Apos a eleição realizada a luz de vela por problemas técnicos na rede elétrica, os eleitos usaram da palavra assumindo compromissos com a casa espirita, o Pres5dente eleito Luis Antonio Santos Silva se pronunciou defedendo a união de todos em prol do crescimento do centro, a posse da nova diretoria está marcada para dia 5 de janeiro de 2015 no Salão Nobre do Centro Espirita Assistencial e Educacional Júlio Luz, localizado na VP 33, Quadra 50, Casa 02, bairro COHAB III, na cidade de Bacabal-MA,

Senac oferece 400 vagas gratuitas em Bacabal

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC, abriu as inscrições para diversos cursos, por meio do Centro de Educação Profissional de Bacabal. Estão sendo ofertadas 400 vagas gratuitas pelo Programa Senac de Gratuidade – PSG. Aos interessados, as inscrições acontecem até o dia 08 de janeiro de 2015.

Os cursos oferecidos são os de Almoxarife, Auxiliar Administrativo, Auxiliar de Pessoal, Cuidador de Idoso, Depilador, Montador e Reparador de Computadores, Operador de Caixa, Operador de Computador, Operador de Telemarketing, Recepcionista, Representante Comercial e Vendedor. Os cursos possuem carga horária que variam entre 160h a 196h.

O resultado do processo seletivo será divulgado no site do PSG no dia 13 de janeiro por meio de listagens nominais, disponíveis nos locais onde os cursos serão oferecidos. Para mais informações os interessados devem entrar em contato pelos telefones (99) 3621-1247 ou (99) 3621-8539.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Uma conquista da luta do povo Cubano contra o bloqueio econômico






Em acordo histórico estabelecido pelos Presidentes Raúl Castro, de Cuba e do EUA Barack Obama, foi dado inicio hoje ao processo de normalização das relações diplomáticas entre os dois países, após mais de meio século de interrupção. É um importante fato na atual conjuntura das relações entre os EUA e a América Latina e o Caribe, uma conquista da luta do povo Cubano para começar levantar o bloqueio econômico que tenta sufocar a ilha caribenha que resiste e avança em sua construção socialista.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Fábrica clandestina de medicamentos é descoberta em Pedreiras


Na manhã desta quarta-feira, 17, uma ação conjunta entre Vigilância Sanitária Estadual, Ministério Público e Policia Civil de Pedreiras estouraram uma fábrica clandestina de medicamentos no bairro Seringal em Pedreiras. No local foram encontradas uma vasta quantidade de embalagens, caixas, rótulos para o fabrico de medicamentos. Os medicamentos Gota do Zeca, Charque Verde, Diabetfim, Emagrecim, aguardente da Natuquímica e Cerveja Preta eram fabricados no local, que não possuía nenhuma condição sanitária para tanto. Também foram encontrados vários tonéis de álcool e sacos de ervas bem como máquinas para lacres de embalagens.
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A ação foi desencadeada após denuncia de uma empresa piauiense de aguardente que, ao perder mercado nesta cidade passou a suspeitar dos fatos e denunciou à Vigilância Sanitária Estadual do Maranhão.

A Promotora de Justiça da Comarca de Pedreiras, Sandra Soares de Pontes, com atribuições na área do consumidor e saúde, participou da ação e alertou à população quanto ao uso dos medicamentos citados como remédios para emagrecer e até para diabetes que podem causar sérios danos à saúde.
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A pessoa que foi encontrada no local informou que aquela residência havia sido alugada pelo Sr. Ronaldo, que fora preso em flagrante no dia anterior, acusado de vender medicamentos falsificados e que ele o havia convidado para trabalhar com naquele local, mas nunca imaginou que seria ilegal tal atividade.

Também foi localizada outra residência na rua da Palmeirinha onde eram armazenados os medicamentos, e a a suposta farmácia, onde na realidade funcionava como distribuidora e um depósito ao lado.
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PorJP

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Jovem morre após ser agredido com paulada na cabeça, em Bacabal




Vítima de uma forte paulada na cabeça desferida por um elemento conhecido pela alcunha de “Potássio”, o pedreiro Leandro de Sousa Cardoso, de 29 anos, morreu na noite desta quarta-feira (10), no Hospital Doutor Clementino Moura, o Socorrão II, em São Luís, para onde foi encaminhado em estado grave após o crime.
Apesar do caso ter ocorrido na madrugada da última sexta (5), as informações quanto suas circunstâncias ainda são poucas. O que a família de Leandro relata é que ele estaria ingerindo bebida próximo de casa, no bairro Alto da Assunção, em Bacabal, quando foi cercado por Potássio e mais dois elementos. Na confusão a vítima foi atingida com a paulada na cabeça que resultou na sua morte.
De acordo com uma tia de Leandro, vítima e agressores eram conhecidos, tendo inclusive conviveram juntos na infância, no mesmo bairro.



Após cometer o crime Potássio teria indo à delegacia e prestado queixa contra Leandro, porém, acabou recebendo voz de prisão. Com a alegação de sofrer distúrbios psicológicos foi posto em liberdade. Seus dois comparsas continuam livres.
O caso está sendo investigado e o corpo de Leandro será velado em sua residência, no bairro Alto da Assunção. Ele é pai de duas crianças.
POR SÉRGIO MATIAS

Casal acusado de assalto é preso na cidade de Alto Alegre do Maranhão

Na madrugada desta quarta-feira (10), por volta das 05h45, policiais militares do 15º Batalhão de Polícia Militar de Bacabal, conduziram a delegacia de polícia da cidade de Alto Alegre do Maranhão, o casal José Garcia e Joice Soares, acusado de ter tomado uma motocicleta de assalto na noite do último dia 07, em São Luís Gonzaga do Maranhão. Já na noite do dia seguinte, teria assaltado o posto de combustível São Francisco, na cidade de Alto Alegre.

Após tomar de assalto a motocicleta em São Luís Gonzaga, começaram as perseguições ao bando, que a priori seria de cinco pessoas. Após o assalto ao posto São Francisco, o casal fugiu em direção ao povoado Areias, onde foi interceptado pelos policiais militares. No momento, três se embrenharam no matagal e conseguiram fugir, enquanto o casal citada foi preso.
Com o mesmo foi encontrado um carro Classic, cor branca, de placas OJI 9044, que após consulta, constatou-se que foi roubado na cidade de São Luís. Ainda foram apreendidas uma pistola e certa quantidade em dinheiro, fruto do assalto ao posto de gasolina. A polícia procura agora pela moto roubada pelo bando.
Os acusados e todo o material apreendido foram apresentados à autoridade competente para os tramites que o caso requer.
FONTE: BLOG DO SERGIO MATIAS

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Juiz perde voo e dá voz de prisão a funcionários de companhia aérea




O juiz da comarca de Senador La Rocque, no sul do Maranhão, Marcelo Baldochi, deu voz de prisão a três funcionários da companhia aérea TAM, no último sábado (6).O magistrado chegou no aeroporto após o encerramento do check-in e queria embarcar, porém foi impedido pelos funcionários. Diante desta situação o juiz deu voz de prisão a ambos e acionou a Polícia Militar, que levou todos a uma delegacia na cidade.

Marcelo Bladochi não compareceu para registrar a ocorrência e todos foram liberados. Segundo o magistrado ele chegou com meia hora antes do horário do voo e com o check-in feito, o voo da TAM saindo de Imperatriz estava marcado para as 21h02 e ele chegou ao guichê da companhia, para embarcar, já com o check-in feito, às 20h32.

O juiz já é conhecido no Estado por se envolver em polêmicas. Em 2007, foi flagrado por fiscalização e denunciado por manter trabalhadores em condições análogas à escravidão em uma fazenda de sua propriedade.

Em dezembro de 2013,, em Imperatriz, ele se negou a dar dinheiro a um flanelinha, discutiu com ele e acabou sendo esfaqueado.
FONTE:O Imparcial

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Pesquisa aponta que 75% aprovam governo Dilma Rousseff


Contrariando artigos de personalidades enterradas e revelando a falta de capilaridade social da insistente onda golpista, pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (7) mostrou que 75% (42% consideram “boa ou ótima”, 33% regular) aprovam, e o governo da presidenta Dilma Rousseff.


Outro ponto avaliado foi o combate à corrupção, a pesquisa revela que para os brasileiros (40%), nunca houve tanta punição aos corruptos como hoje.

A pesquisa também apontou que bandeiras como saúde (43%) e segurança (18%) são os assuntos que mais preocupam os brasileiros. Somente 24% como ruim ou péssimo.

Democracia

Pesquisa Ibope, também publicada neste domingo (7), indicou que a satisfação dos brasileiros com o regime democrático cresceu 13% em 2014 e atingiu o melhor nível desde 2010. De acordo com o levantamento, 39% dos brasileiros estão satisfeitos ou muito satisfeitos com o regime democrático.

A pesquisa também apresnetou um diferença entre regiões. No índice de satisfação atinge 50% no Nordeste e apenas 32% no Sudeste.

O dados alertam sobre o clima da atual conjuntura política. Por que a região supostamente mais “moderna” do Brasil estaria cultivando um sentimento como esse?

Da Redação do Diário do Mearim
Com informações de agências

MPMA aciona ex-prefeito de Lima Campos por improbidade administrativa

Ex-prefeito de Lima Campos, Francisco Geremias de Medeiros

O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Pedreiras e do Grupo de Promotores Intinerantes (GPI), ajuizou Ação Civil Pública por ato de Improbidade administrativa e ofereceu Denúncia, em setembro, contra o ex-prefeito de Lima Campos, Francisco Geremias de Medeiros.

As ações – assinadas pelos promotores de justiça, Sandra Soares Pontes, Gustavo de Oliveira Bueno, Tarcísio José Sousa Bonfim e André Charles Alcântara Martins Oliveira – foram motivadas por várias irregularidades apontadas no Acórdão PL/TCE nº 85/2011, do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

As ilicitudes praticadas por Francisco Medeiros, na condição de ordenador de despesas, estão relacionadas à ausência de procedimentos licitatórios na contratação de bioquímico, na locação de imóvel para funcionamento do laboratório de Bioquímica e na aquisição de material de expediente, de gêneros alimentícios e de medicamentos.

Nos termos da Ação Civil, “o ex-prefeito de Lima Campos contratou as empresas sem cumprir a lei, causando dano ao patrimônio público”. De acordo com os promotores de justiça, o prejuízo causado está quantificado em aproximadamente R$ 434.936, equivalente ao valor dos serviços e bens adquiridos de forma ilícita, sem licitação.

O MPMA requer a condenação do requerido nas sanções descritas no art. 12, II, da Lei 8.429/92, referentes ao ressarcimento dos danos patrimoniais e morais causados; suspensão dos direitos políticos, sem prejuízo das demais penalidades.

Na esfera criminal, o Parquet requer a condenação do denunciado nos termos do artigo 89 da Lei de Licitações (8.666/93), o qual prevê a pena de três a cinco anos de detenção por “dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses previstas em lei, ou deixar de observar as formalidades pertinentes à dispensa ou à inexigibilidade”.

Criado em 2013, o GPI é composto de 10 promotores de justiça e tem como objetivo auxiliar no desempenho das atividades processuais e extraprocessuais junto às Promotorias de Justiça, na capital e no interior do Maranhão, quando o elevado número de procedimentos administrativos justificar a sua atuação.
Fonte: MPMA

Maranhense Ferreira Gullar toma posse na Academia Brasileira de Letras


Numa cerimônia concorrida, o poeta maranhense Ferreira Gullar, de 84 anos, assumiu nesta sexta (5) a cadeira nº 37 da ABL (Academia Brasileira de Letras), sucedendo ao poeta e tradutor Ivan Junqueira (1934-2014). 

Em seu discurso, de linguagem simples e pontuado por anedotas, Gullar falou sobre o caminho que o levou à Academia e homenageou seus antecessores. Entre os convidados estavam a atriz Fernanda Montenegro e o cartunista Ziraldo. O evento aconteceu no salão nobre do Petit Trianon, a sede da Academia, no centro do Rio. Vestindo o fardão de acadêmico, Gullar abriu seu discurso agradecendo aos amigos acadêmicos que tanto insistiram para que ele se candidatasse a uma vaga na casa, como José Sarney, Eduardo Portella, Ana Maria Machado, Cicero Sandroni e Antonio Carlos Secchin.

"Aproveito para pedir desculpas por tanto ter me esquivado à sua paciente generosidade", declarou. Desde sua candidatura, Gullar vem sendo alvo de críticas por inconsistência. Ele, que é conhecido por sua postura transgressora, estaria traindo seu passado ao participar de uma instituição que representa a tradição e o 'establishment'. Gullar referiu-se à guinada como coerente com suas escolhas na vida, sempre surpreendentes. "Como minha vida tem se caracterizado não pelo previsível, mas pelo inesperado, ao decidir-me pela candidatura à que nunca aspirei, agi como sempre agi, ou seja, optar pelo imprevisível. Estou feliz da vida, uma vez que, aos 84 anos de idade, começo uma nova aventura pelo inesperado que a algum lugar desconhecida há de levar-me. Pode alguém se espantar ao me ouvir dizer que posso encontrar o novo nesta casa que é o reduto próprio da tradição. E pode ser que esteja certo. Não obstante, como na vida, em qualquer lugar, em qualquer momento, o inesperado pode acontecer". Seguindo a tradição, homenageou os ocupantes da cadeira 37: Alcântara Machado, Getúlio Vargas, Assis Chateaubriand, João Cabral de Melo Neto e, finalmente, seu antecessor e amigo, Ivan Junqueira.
FONTE: O Imparcial

Casas de escritores se firmam no roteiro cultural do Brasil; veja guia

Refúgio certeiro para o ócio ou palco de criações de expoentes da literatura brasileira, as residências de grandes autores transformadas em museus democratizam o acesso a espaços tão particulares. O sentimento de união à mesa e a casa cheia durante banquetes tipicamente baianos era ritual comum na família de Jorge Amado. Os fãs do escritor podem conhecer o endereço no bairro Rio Vermelho, que passou a funcionar em 7 de novembro como casa-museu.

“Depois da morte de meu avô, as pessoas batiam à nossa porta pedindo para entrar e conhecer a casa. Não restou nenhuma dúvida da importância de abrirmos a Casa do Rio Vermelho aos inúmeros fãs dele e da esposa, Zélia Gattai”, ressalta Maria João Amado, neta dos escritores e coordenadora do espaço.

As cinzas de Jorge Amado e Zélia Gattai foram depositadas sob uma mangueira no quintal da casa, perto de um banco que recebe o colorido de mosaico de azulejos, o preferido do casal, projetado por Carybé. A antiga penteadeira de Zélia está entre o mobiliário que continua presente no quarto do casal. “Nesse espaço quase posso ver minha avó alegre e sorrindo com a realização de um sonho”, destaca Maria João.

Frequentador do cenário cultural brasileiro e grande defensor da cultura popular, Jorge Amado recebeu nomes ilustres como Simone de Beauvoir, Pablo Neruda, Roman Polanski e Jack Nicholson. “Ao passear no quintal, Jack Nicholson comeu uma jaca que quase caiu na cabeça dele. Esses e outros fatos curiosos permeiam a história dessa casa que prometi transformar em memorial no leito de morte da minha avó”, relembra, João Jorge Amado, neto do escritor e coordenador do museu.

Memória afetiva
Em frente à ponte de madeira que sobrepõe o Rio Vermelho na pacata Cidade de Goiás, a pequena casa de arquitetura vernacular portuguesa erguida no século 18 preserva as características de adobe e pau a pique, típicos das construções da terra natal da poetisa e doceira Cora Coralina. Os pequenos cômodos abrigam antigos móveis e objetos de família da escritora, como um baú de couro, a inseparável máquina de escrever e os grandes tachos de cobre que recebiam frutas e açúcar, ingredientes principais para as geleias e os doces caseiros feitos pela poetisa.

O espaço, mantido pela Associação Casa de Cora Coralina, recebe anualmente cerca de 24 mil visitantes que desejam conhecer detalhes da vida e da obra de Cora Coralina, que teve seu primeiro livro, Poemas dos becos de Goiás e estórias mais, publicado em 1965, aos 75 anos. “A casa tem um caráter familiar e não houve nenhuma alteração na estrutura original. Além de museu, também é uma casa natal, onde a escritora nasceu”, ressalta Marlene Velasco, diretora do museu Casa de Cora Coralina.



Varanda de poesias
Grande admirador dos versos de Cora, o escritor mineiro Carlos Drummond de Andrade também possui vida e obra representadas na antiga residência, em Itabira, Minas Gerais, cidade onde viveu dos 2 aos 14 anos. A jabuticabeira que sombreia a residência inspirou os versos do escritor no poema Furta-fruta: “Jabuticaba chupa-se no pé. O furto exaure-se no ato de furtar. Consciência mais leve do que asa/ Ao descer, volto de mãos vazias para casa”.

A importância do espaço na memória afetiva do escritor impulsionou a série de livros Boitempo, com 20 poesias sobre a casa, incluindo Recinto defeso, sobre a misteriosa sala de visitas que nunca era acessível aos moradores da casa, e O criador, no qual o escritor registra a confecção do jardim interno.
Apesar de não ter o mobiliário original, a Casa Azul preserva a mobília do quarto do escritor durante o período em que viveu no Rio de Janeiro. A fachada da casa ostenta um muro que é pano de fundo para obras inspiradas na vida e na obra de Drummond por artistas contemporâneos.



Pesquisa e história
A temática histórica que marcou a obra do escritor e sociólogo pernambucano Gilberto Freyre tem sua residência no tradicional bairro Apipucos, no Recife, com um acervo destinado à pesquisa. Mais de 40 mil livros podem ser encontrados na biblioteca da Casa-Museu Magdalena e Gilberto Freyre. Os cômodos bem decorados da casa construída no início do século 19 permitem uma verdadeira viagem no tempo com mobílias esculpidas em madeira de lei e uma sala de jantar com jogo de chá de prata portuguesa e painéis de azulejos portugueses fabricados entre os séculos 16 e 17.

Além do amor pela sociologia, Gilberto Freyre admirava espécies botânicas. No terreno da casa é possível conhecer o sítio ecológico batizado com o nome do escritor. Espécies botânicas de diversas partes do mundo, como Índia e China, difundidas pelos portugueses nas antigas colônias formam um conjunto que representa a diversidade ecológica do jardim, que abriga exemplares de uso medicinal, gastronômico religioso e decorativo.

A fim de tornar a visitação do espaço atrativa para todas as idades, a casa-museu elaborou uma versão em quadrinhos da obra mais famosa de Freyre, Casa grande e senzala, além de promover um tour temático durante o qual uma atriz interpreta Dona Zefa, antiga funcionária da casa, e fala sobre cada espaço da antiga residência de Freyre e os principais pontos de sua obra. “Esse passeio é uma maneira de perpetuarmos a obra de Gilberto Freyre para as próximas gerações”, destaca Manuella Falcão, gerente de relacionamento da Fundação Gilberto Freyre.

Endereços:
Casa de Drummond
(Praça Centenário, nº 116 , Centro, Itabira, Minas Gerais; telefone: 31 3835-3894), aberto de terça a sexta, das 9h às 17h, sábado e domingo, das 9h às 16h. Entrada gratuita.

Fundação Gilberto Freyre
(Rua Dois Irmãos, 320, Apipucos, Recife; telefone 81 3441-1733), aberto de segunda a sexta, das 9h às 16h. Entrada: R$ 10.

Museu Casa de Cora Coralina
(Rua Dom Cândido, 20, Centro, Cidade de Goiás, telefone 62 3371-1990), aberto de terça a sábado, das 9h às 16h45. Domingo, das 9h às 15h. Entrada: R$ 5.

Museu Casa do Rio Vermelho – Jorge Amado e Zélia Gattai
(Rua Alagoinhas, 33, Rio Vermelho, Salvador; telefone 71 3176-4200), aberto até dia 7 de dezembro: sexta, sábado e domingo, das 10h às 17h. A partir de 9 de dezembro, de terça a domingo, das 10h às 17h. Entrada: R$ 20

Como usar borra de café como fertilizante



A borra de café tem tantas utilidades que, às vezes, é difícil imaginar que muita gente simplesmente a joga no lixo. Tem quem acredite que é possível ler o futuro na borra de café, isso não podemos dizer se é verdade ou não. Mas uma certeza há: a borra de cafévai da cosmética ao jardim com muita eficiência.

Veja aqui como usar borra de café como fertilizante.
Borra de café: uma excelente forma de adubar


A borra de café preserva importantes nutrientes, por isso pode ser usada como umexcelente fertilizante. Há duas formas muito conhecidas de usá-la, veja cada uma delas aqui para nutrir e embelezar o seu jardim e vasos de plantas.
Compostagem

O primeiro passo é misturar a borra de café a restos de folhas, grama, galhos de plantas e cascas de frutas, vegetais e ovos, tudo triturado, coloque esta mescla espalhada em um recipiente aberto e deixe secar ao sol. Depois, o processo será mais demorado, 60 dias! Mas vai valer a pena! É hora de deixar esta mistura fermentar.

caixas para compostagem que são comercializadas em vários sites e que cumprem perfeitamente a função de conter esta mistura enquanto ela fermenta. Você também pode improvisar um recipiente de compostagem (composteiro), há diversos sites que ensinam como fazer um de acordo com o material e o espaço disponível. Mas voltando à fermentação, você deverá abrir o “composteiro” e mexer a mistura constantemente até que ela vire uma massa homogênea. Aí será hora de adubar as suas plantas com esta mistura natural e de custo zero!
Misturada quase diretamente à terra

Outra maneira de usar a borra de café, sem precisar realizar o processo de compostagem, é misturar uma parte de borra para 10 partes de terra.

Mas evite guardar a borra de café. O ideal é já encaminhá-la para a compostagem ou para a mistura na terra, porque ela pode mofar muito rapidamente.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Governo do Maranhão entrega unidade do Procon em Bacabal


A secretária de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Cidadania, Luiza Oliveira, inaugurou nesta terça-feira (3) uma unidade da Gerência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-MA), em Bacabal. A secretária estava acompanhada do prefeito José Alberto e de outras autoridades. Deverão ser entregues, ainda, outros 13 pontos de atendimento no interior do Maranhão.

A inauguração do Procon de Bacabal faz parte do projeto de municipalização do órgão no Maranhão, com o objetivo de descentralizar os serviços de defesa do consumidor, e deve atender aos consumidores de toda a região. “O Convênio foi firmado com 16 municípios para receberem o Procon, mas infelizmente não conseguiremos entregar todas as unidades ainda este ano por causa do tempo, mas a população terá acesso a esse serviço garantindo ainda mais cidadania aos consumidores”, garantiu a secretária Luiza Oliveira.

O prefeito de Bacabal, José Alberto, comemorou a chegada do órgão no município como um compromisso para a população. “Com a chegada do Procon na cidade não queremos afrontar os comerciantes e empresários, ao contrário, queremos dialogar para o bem dos bacabalenses, e fazer que assim o cidadão tenha mais esse direito conquistado. Mais uma parceria louvável com o Governo do Estado”, disse.

O Procon do Maranhão já está presente nos municípios de São Luís, Caxias, Balsas, Itapecuru-Mirim, Codó e Bacabal. Deve ser inaugurada, ainda este ano, uma unidade de atendimento em Estreito, finalizando a agenda de entregas de 2014. Porém, ficam asseguradas para o próximo ano as unidades do órgão em: São José de Ribamar, Presidente Dutra, Barreirinhas, Carolina, Chapadinha, Guimarães, Açailândia, Zé Doca, Colinas, Pinheiro, Coroatá, Grajaú e Carutapera, segundo o acordo firmado com os municípios em junho deste ano.
Fonte: Secom / Governo do Maranhão

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Liberados professores de Bacabal acusados de fraude em vestibular de medicina



Foram liberados na tarde desta segunda-feira (1º), após pagamento de fiança, os dois professores universitários detidos no fim de semana acusados de responderem a prova de um candidato à vaga no curso de medicina de uma universidade particular, em São Luís. O gabarito seria passado para o candidato. Pelo serviço, a dupla receberia a quantia de R$ 50 mil.


Deusimar Santos, 35 anos, bacharel em Filosofia e Matemática e Giovani Lopes Santos, 41 anos, bacharel em Direito e Matemática, lecionam no campus de Bacabal da Universidade Estadual do Maranhão e em outras instituições de ensino superior.

A fraude foi descoberta por uma perita criminal, contratada para fazer o confronto das digitais dos candidatos, analisando as colhidas no momento da prova com as dos documentos de identidade. Geovani apresentou a identidade com o nome de Alan de Arimatéia Gomes Alves e Deusimar com o nome de Amauri Silva Oliveira.

De acordo com o delegado Paulo Roberto, da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), as cédulas de identidade e os dados eram verdadeiros. Os suspeitos relataram à polícia que pagaram a quantia de R$ 700, por cada identidade, a um funcionário do Shopping do Cidadão do município de Santa Inês. A Seic está investigando essa versão. Os valores da aquisição dos documentos foram pagos pelo contratante.

Os professores foram encaminhados à Seic, onde foram autuados em flagrante pelos crimes de Falsidade Ideológica, Fraude e uso de Documentos Falsos, com agravante de serem funcionários públicos.
FONTE: JP

Dezembro começa com mais de 26 mil vagas em concursos públicos

O ano está se aproximando do fim, mas boas oportunidades em concursos públicos continuam abertas. Neste começo de semana, por exemplo, há mais de 26 mil vagas ofertadas em diversas seleções nacionais e regionais, destinadas a candidatos de todos os níveis de escolaridade, independentemente de terem ou não experiência.

O Inmetro, autarquia federal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, abriu editais para 80 vagas em cargos de níveis superior, médio e técnico. Os postos disponíveis são: analista executivo (39 vagas), pesquisador-tecnologista (11 vagas) e especialista-sênior (2 vagas de nível superior), assistente Executivo (19 vagas) e técnico (9 vagas, nível médio).

A remuneração inicial dos cargos de nível superior é de até R$ 8.886,71, com exceção do posto de especialista em metrologia e qualidade-sênior (exigência de doutorado há 10 anos), cuja remuneração poderá ser de até R$ 16.512,95. Para as vagas de nível médio, o rendimento chega a R$ 4.845,71. As inscrições vão até 22 de dezembro no site do Idecan(www.idecan.org.br/concursos.aspx).

Outro concurso que promete atrair muitos candidatos por causa do salário é o da Defensoria Pública da União. O órgão abriu 58 vagas, incluindo formação de cadastro de reserva para defensor público federal de segunda categoria. Os contratados receberão subsídio de R$ 16.489,37. As inscrições serão realizadas somente via internet, no site www.cespe.unb.br/concursos/dpu_14_defensor, até 8 de dezembro.