Associação de Mulhere e Mães de Autistas do Maranhão se Reúne em Bacabal

Mães atípicas se sentem valorizadas pela entidade

Pedreiras, Lima Campos e Trizidela do Vale são premiados com Selo de Referência em Atendimento pelo Sebrae

A Sala de Pedreiras ganhou Selo Ouro

Programa Saúde Ocular Beneficia Cerca de 200 Crianças em Bacabal

Programa é uma parceria entre as secretarias de Educação e Saúde

Sessão Solene na Câmara Municipal de Bacabal Celebra o Dia Internacional da Mulher

Vereadoras Nathália Duda e Regilda Santos conduzem Sessão Solene

domingo, 19 de maio de 2024

CRÔNICA DO DIA: Um Caloroso Confronto Policial

Numa movimentada tarde de Sexta-feira, os olhares curiosos dos transeuntes na BR 316 eram atraídos para a cena que se desenrolava em frente à delegacia regional na Terra da Bacaba. Um homem de meia-idade, cabelos desalinhados e semblante exasperado, era conduzido pelos policiais, acusado de violência doméstica e embriaguez ao volante. Seu nome era Edvaldo, e o calor escaldante da tarde parecia intensificar ainda mais a sua irritação. Estava a sentir o peso que tem as mãos delicadas de Maria da Penha.
Enquanto os repórteres em seu Plantão Veneno se aglomeravam em torno da viatura policial, feito urubus em cima da carniça, ávidos por captar qualquer palavra que escapasse dos lábios de Edvaldo, este não perdeu a oportunidade de expressar sua insatisfação com a situação.
- Fala de boa com Romarinho cidadão. – Insistiu um Repórter.
- Isso é um absurdo! – Exclamou Edvaldo.
_ O que aconteceu? – Indagou Ray, repórter que exibia uma exuberante barriga com ares de advogado.
- Eu não mereço ser transportado como um criminoso por causa de uma briga de casal e uns goles a mais! – Gritava Edvaldo muito revoltado.
_ Calma meu bixim! – Pediu Samuel David com sua cara de anjo barroco.
- E olha só essa viatura meu Bixim , nem ar-condicionado tem! Estou suando como se estivesse num sauna! – Reclamava Edvaldo com um misto de indignação e desconforto.
Desconfortável mesmo estava o relacionamento de Edvaldo com sua mulher Sandra, o amor perdera o encanto devido a postura pouco ética de Edvaldo que achava-se no direito de traí-la sem a mínima compostura, fazia questão que a companheira soubesse de suas aventuras fora do casamento. Cansada de ouvir calada, Sandra tomou a atitude de denunciar o marido violento à Patrulha Maria da Penha. Talvez isso tenha salvo sua vida.
Os policiais, acostumados com as diferentes reações dos detidos, mantinham a calma diante das irônicas lamúrias de Edvaldo. Um deles, o sargento Silva, tentava acalmar os ânimos do homem exaltado.
- Compreendemos sua frustração, senhor Edvaldo, mas é importante que coopere conosco.– Disse Sargento Silva bem sério.
- Mas Sargento, eu sou um homem trabalhador.- Apela Edvaldo- Isso não lhe dá o direito de bater em mulher. Além do mais , mossa prioridade é garantir a segurança de todos os envolvidos, inclusive a sua. – afirmou Sargento Silva quase de irritando com o conduzido!
- Mas o ar da viatura não presta, tanto imposto que a gente paga e quando vai preso é desse jeito. -– Insistiu Edvaldo em sua irônica reclamação.
- Quanto ao ar-condicionado, infelizmente temos que nos contentar com o que temos. - Explicava o sargento, em tom conciliador, mas no fundo queria mesmo dá uma boa Cream Craker naquele elemento neutro da multiplicação.
Enquanto o tumulto se desenrolava, um pequeno grupo de curiosos comentava a situação, misturando-se em meio aos flashes das câmeras e aos microfones estendidos em direção a Edvaldo.um dos repórter fazia uma Live que era acompanhada por dezenas de pessoas que comentavam com “kkkkkkkkkkk”

#Coitado desse homem, deve estar mesmo sofrendo com esse calor todo dentro da viatura.

# Manda ele pro Rio Grande do Sul.

#Mas não pode reclamar, né? Se meteu em confusão, agora tem que aguentar as consequências -Opinava uma senhora de meia-idade, com ar de superioridade.

Enquanto isso, Edvaldo continuava a desabafar para quem quisesse ouvir, protestando veementemente contra a falta de conforto na viatura policial. Seus argumentos, embora permeados por um misto de revolta e ironia, não deixavam de ressaltar o lado humano por trás daquela situação inusitada.
_ Meus amigos isso é um absurdo, um camburão sem ar-condicionado, os Policia nem pode prender a gente direito, eles merecem melhor condições de trabalho e aumento salarial acima da inflação. – Desabafou Edvaldo para as câmaras dos repórteres de plantão.
E assim, entre reclamações sobre o calor sufocante e críticas à ausência de ar-condicionado na viatura policial, a B.O de Eduardo parecia se desenrolar em uma trama improvável, onde os elementos do cotidiano se mesclavam de forma singular, revelando a complexidade das emoções e das circunstâncias que moldam as experiências humanas.

Por José Casanova
professor, Jornalista e escritor membro das 
Academia Bacabalense de Letras e
Academia Mundial de Letras da Humanidade  

quarta-feira, 1 de maio de 2024

Recorte racial no autismo

 Abril do autismo. Abril da conscientização. Abril de combate ao capacitismo. Abril anticapacitista. Abril de combate ao racismo. Abril antirracista. Abril de respeito às diferenças. Abril de lutas por garantias de direitos,mostrando desigualdades e consequentemente promovendo inclusão. 

Tratando-se do recorte racial no autismo que é estrutural ainda é pouco evidenciado. Sendo um tanto "esquecido".Refletindo o racismo estrutural da sociedade brasileira.
Uma vez que, pessoas negras autistas constituem a maior parte da comunidade autista e mesmo assim são inviabilizadas, sem as mesmas terem acesso à ações efetivas da esfera pública que atendam os direitos básicos, atrelando-se a falta de informação e vulnerabilidade.
Assim, como seria tratada uma criança autista negra em crise num espaço público ou privado? Bem como, uma pessoa adulta negra? Seriam tratados da mesma forma que crianças e autistas adultos brancos? Constatações já mostraram que os tratamentos seriam diferenciados, tendo em vista, a condição financeira de pessoas negras autistas. Destarte, os esteriótipos sociais que destacam predominantemente pessoas autistas brancas.
Além disso, o CDC ( Centro de Controle de Doenças e Prevenção) , aponta que as crianças brancas brancas são mais identificadas com o autismo do que crianças negras em razão de diversos fatores. Ademais, a dificuldade de acesso ao diagnóstico e tratamento das pessoas autistas negras não é somente devido à condição financeira, mas também, a falta de oferta de profissionais qualificados  e equipe multidisciplinar por parte do Poder Público.
Percebendo-se um significativo atraso no diagnóstico de pessoas autistas negras ou até a falta de acesso a esse diagnóstico.Tampouco, tratamentos necessários  e imprescindíveis.
Analogamente, autistas  ciganos, indígenas e quilombolas são invisibilizados e consequentemente desumanizadas à maneira das pessoas autistas negras que precisam "mascararem" as suas condições para que possam ser aceitas socialmente. Inclusive, numa tentativa de diminuírem um risco real de sofrerem violências. 
Enfatizando-se que fazer recorte racial no autismo não é "mimimi".Também, não é desejar que pessoas autistas brancas sejam alijadas dos seus direitos num contexto de assegurar e garantir direitos humanos para todos(as) diante de uma sociedade democrática que visa a inclusão. 
Por conseguinte, as desigualdades socieconômicas e as ausências de efetivas políticas públicas evidenciam que no autismo se faz necessário debate racial, numa perspectiva anticapacitista e antirracista.

Antonio David Filho da Silva Morais(David Morais)
Adulto Autista e Ativista
Anticapacitista e Antirracista

domingo, 28 de abril de 2024

A Carta



A casa estava silenciosa naquela tarde de maio, a luz fraca filtrando-se pelas cortinas entreabertas. Maria, uma mulher de meia-idade, sentou-se à mesa da cozinha, mãos trêmulas segurando uma xícara de café já frio. Seu filho, Gabriel, havia saído na noite anterior e não voltara. Era um padrão com o qual ela já estava infelizmente familiarizada.

Gabriel, agora com 21 anos, havia sido um raio de sol em sua vida, mas também uma tempestade implacável. Desde os 11 anos, Gabriel se afundara nas profundezas do vício. As drogas o haviam roubado de Maria, deixando-a com apenas lembranças de um garoto que costumava brincar no quintal. Ela não sabia mais como ajudá-lo. As noites eram longas e solitárias, e o medo a sufocava.

_ Mãe! Me dá dinheiro Mãe!!! – Entrou Gabriel de repente. cambaleou pela porta da cozinha, os olhos injetados de vermelho, o corpo trêmulo.

Maria o encarou, com coração apertado.

_ Meu filho, você precisa parar com isso. Você está se matando.

_ Me larga mãe. Me dá logo um dinheiro ai!!

_ Não! Dessa vez não Gabriel!! – Disse Maria seriamente!

_ Mas eu quero!!! – Gritou Gabriel agressivo.

_ Eu não dou Gabriel. – Respondeu Maria.

_ Vagabunda! – Disse Gabriel já agredindo a mãe.

Maria gritou com o rosto sangrando, Gabriel enfurecido de raiva quebrou tudo dentro de casa, chamando a atenção de vizinhos que socorreram Maria enquanto ele fugia em disparada pelas ruas do bairro.

Maria foi levada ao hospital com o rosto desfigurado. Recebeu atendimento para médico e voltou para casa pensativa, sentindo-se derrotada pela vida; as horas se passaram, sozinha no silêncio do seu quarto pensava no futuro do filho.

Era quase meia noite quando o celular tocou, fazendo-a pular. Com o coração apertado, ela atendeu. Era um policial, Coronel Túlio do outro lado da linha, falando sobre uma possível ocorrência envolvendo Gabriel. Sem pensar duas vezes, Maria pegou suas chaves e saiu apressada.

Chegando à delegacia, foi levada a uma sala onde Gabriel estava, visivelmente abalado. Ele estava em crise de abstinência, tremendo e suando, uma expressão de dor no rosto. Maria se aproximou dele, sentando-se ao seu lado. Ela não sabia o que dizer, então apenas segurou sua mão, transmitindo silenciosamente seu amor e apoio.

_Me desculpe, mãe ... - Disse Gabriel com a voz trêmula. - Eu não queria te agredir. Eu só... Eu só não aguentava mais.

Maria sentiu um nó na garganta. Ela olhou nos olhos do filho, vendo a dor e a angústia que ele carregava. Ela queria poder tirar toda aquela dor dele, mas sabia que não podia. Ela o abraçou com força, sentindo as lágrimas escorrerem pelo rosto machucado.

_Eu sei, meu filho. Eu sei... - Sussurrou ela, acariciando seus cabelos. - Vamos buscar ajuda, juntos. Você não está sozinho nessa luta.

Os dias seguintes foram difíceis, com Gabriel passando por um processo de desintoxicação na Fazenda da Esperança onde fora bem recebido por Padre Lauro. Maria estava ao seu lado a cada momento, apoiando-o incondicionalmente. À medida que o Dia das Mães se aproximava, ela pensava no que gostaria de receber: a segurança de que seu filho estava bem, livre do domínio das drogas.

Na manhã do Dia das Mães, Gabriel apareceu na cozinha de casa com um sorriso tímido no rosto. Ele segurava um pequeno envelope nas mãos. Maria o abraçou com força, sentindo uma onda de alívio e gratidão inundar seu coração.

_Obrigado, mãe. - Disse Gabriel, entregando-lhe o envelope. -Por nunca desistir de mim, mesmo quando eu mesmo já havia desistido.

Maria abriu o envelope e encontrou dentro dele uma carta escrita à mão por Gabriel. Ele expressava todo o amor, gratidão e arrependimento que sentia porque não conseguia dizer com palavras. Maria sorriu através das lágrimas, abraçando-o com força.

Ao abrir a carta, Maria encontrou um bilhete de passagem para uma viagem que ela sempre sonhou em fazer, mas nunca teve a chance. Visitar parentes que moravam numa praia do litoral cearense. Gabriel, com a ajuda de pessoas que conheceu durante sua reabilitação, organizou tudo em segredo. Ele queria que sua mãe tivesse um momento de descanso e felicidade depois de tantos anos de preocupação e sofrimento. Juntos, mãe e filho embarcaram nessa viagem de cura e recomeço.

José Casanova
Professor, Jornalista e Escritor membro da 
Academia Bacabalense de Letras

Nota do autor: A luta contra o vício é uma jornada dolorosa e complexa. Que esta crônica seja uma homenagem a todas as que enfrentam essa batalha com amor e coragem

domingo, 7 de abril de 2024

Autismo: Desconhecimento e desserviço por David Morais

Em outubro do ano passado, No  último dia 23 de outubro, no Programa The Noite, o apresentador Danilo Gentili entrevistou a autista e jornalista Amanda Ramalho. A qual falou da sua trajetória e do seu diagnóstico de autismo. Sendo várias vezes interrompida na sua fala pelo apresentador Gentili que comunicou ter sido “diagnosticado” com autismo há mais de um ano.

Ao fazer o comunicado do  seu “diagnóstico” , o apresentador disse que teria sido informado que teria que “fazer exame” para saber em “qual espectro”, nível do autismo estaria. Desinformado e mal assessorado, pois não há exame para detectar o TEA(Transtorno do Espectro Autista). A avaliação é clínica. Pode ser com psicólogo(a) ou médico(a). Geralmente, a partir do relatório psicológico , o (a) médico(a) realiza testes para fechar o diagnóstico. Isso levando ano ou anos para fechar o diagnóstico. Assim, foi o meu diagnóstico e de muitos(as) outros(as) autistas adultos.



Não existe menos ou mais autista. Autista é autista. O diagnóstico mostra o nível de suporte a partir do prejuízo vivido e vivenciado. Somando-se a necessidade de intervenções terapêuticas. Dessa forma, o diagnóstico só faz sentido se a pessoa precisa de ajuda e não para quem não quer saber se é autista como bem disse o apresentador mencionado anteriormente, prestando tamanho desserviço devido ser uma pessoa pública. Como um autista adulto digo que já basta a sociedade capacitista e racista tentar invalidar o meu diagnóstico e destilar estigmas e preconceitos.

Fiquei pensando: se o apresentador Danilo Gentili não queria saber se era autista. Por que foi buscar o diagnóstico? Muito contraditório. Não é mesmo? Ao mesmo tempo, banalizando o diagnóstico que não é nenhum “ diploma para fazer piada”. Não sabendo que a Lei 12.764/12 determina que a pessoa com TEA é considerada pessoa com deficiência para todos os efeitos legais. Em função do meu ativismo e militância neurodivergente, conheço e tenho conhecimento de vários adultos que não querem buscar o diagnóstico e de muitos que não querem comunicar o diagnóstico. Um direito pessoal e intransferível. Mas que não dá o direito de banalizar o diagnóstico.

“ O autismo virou modinha”; “ Você não tem cara de autista”; “ todo mundo é um pouco autista”; “ autismo e TDAH( Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) são invenções mentais para não demonstrar fraqueza”; sendo falas e expressões que , na verdade, são banalizações do diagnóstico que acabam repercutindo negativamente, constrangendo e prejudicando, principalmente, autistas adultos com transtornos comórbidos : ansiedade generalizada e depressão.

Diante de tantos desconhecimentos e desserviços que já se apresentaram, gostaria de falar da minha condição de autista adulto com diagnóstico tardio , nível 2 de suporte com comorbidades associadas. De vez em quando , percebo que ainda há os(as) fiscais do autismo que não são nada empáticos(as) e, sim, peçonhentos(as). Visto que, ficam fazendo julgamentos e questionamentos sobre os meus direitos enquanto pessoa com deficiência. Direitos não são privilégios. São adaptações necessárias visando intervenções, tratamento e uma melhor qualidade de vida.

Leitor e leitora? Mas tanto falei de diagnóstico que o mesmo pareceu ser ofertado facilmente. No entanto, não é. Mostrando-se um tanto difícil devido à escassez de oferta de profissionais qualificados, sobretudo, na rede pública. Apesar de alguns avanços, entendo que são necessárias políticas públicas que garantam o acesso ao diagnóstico e o atendimento especializado para todos e todas que precisam.

Sei que os desconhecimentos e os desserviços sobre o autismo continuarão. Contudo, a luta seguirá firme no sentido de levar a conscientização e promover as mais diversas políticas públicas de inclusão. “É hora da inclusão”. Por uma sociedade antirracista e anticapacitista!

Antonio David Filho da Silva Morais, conhecido como   “David Morais”. Autista e TDAH. Ativista e militante neurodivergente. Burilador de palavras. Membro da Coordenação da UNEGRO MA. Bem como, Membro da Coordenação Municipal do MOAB( Movimento do Orgulho Autista) em Santa Inês MA e da Coordenação Estadual /MA do VNDI  ( Movimento Vidas Negras com Deficiência Importam).


 

segunda-feira, 25 de março de 2024

Programa Saúde Ocular Beneficia Cerca de 200 Crianças em Bacabal

Nesta segunda-feira(25), o Programa Saúde na Escola de Bacabal promoveu uma ação voltada para a saúde ocular das crianças do ensino fundamental menor, atendendo quase 200 alunos. A iniciativa, que contou com a presença da Secretária Adjunta de Educação, Patricia Teles, teve como objetivo principal a prevenção e o diagnóstico precoce de problemas visuais entre os estudantes na ação Saúde Ocular. 

A ação foi realizada no Centro de Especialidades Dr. Coelho Dias, localizado no centro da cidade, e contou com uma equipe multidisciplinar composta por oftalmologistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, professores, coordenadores e indiretamente com agentes comunitários de saúde. Durante o evento, as crianças passaram por uma triagem oftalmológica, onde foram realizados testes de acuidade visual e exames para identificação de possíveis problemas oculares.

Segundo a Secretária Adjunta de Educação, Patrícia Teles, a iniciativa faz parte de um conjunto de ações do programa Saúde na Escola, que tem como objetivo promover a saúde e o bem-estar dos alunos. "A saúde ocular é fundamental para o desenvolvimento das crianças, pois uma boa visão está diretamente relacionada ao aprendizado escolar. Por isso, é importante realizar essas ações preventivas e garantir o acesso da população escolar aos serviços de saúde", destacou a secretária.

Além da triagem oftalmológica, a ação também ofereceu orientações sobre a importância da saúde ocular, cuidados básicos com os olhos e a importância do uso correto dos óculos, quando necessário. Os alunos que apresentaram algum problema visual durante a triagem serão encaminhados para acompanhamento médico e, se necessário, receberão óculos gratuitamente.
Para a Secretária Adjunta da Atenção Básica da Secretaria de Saúde, Eduarda Vieira, a iniciativa foi muito importante para os alunos. " Esta é uma ação conjunta da Secretaria de Saúde com a Secretaria de Educação. Muitas vezes, os pais não têm condições de levar seus filhos ao oftalmologista, então essa ação veio em um momento muito oportuno. É uma forma de garantir que nossos alunos tenham uma visão saudável e possam aprender melhor", ressaltou a secretária.

O Programa Saúde na Escola é uma parceria entre as Secretarias Municipais de Saúde e Educação, que visa promover a integração entre saúde e educação, garantindo o acesso dos alunos da rede pública a serviços de saúde de qualidade. A ação de saúde ocular em Bacabal demonstra o compromisso do município com a saúde e o bem-estar da população escolar, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e o sucesso acadêmico das crianças.

sábado, 23 de março de 2024

Pedreiras, Lima Campos e Trizidela do Vale são premiados com Selo de Referência em Atendimento pelo Sebrae

Incentivar e apoiar as boas práticas de atendimento é o objetivo da Premiação Selo Referência em Atendimento do Sebrae. Por isso, na última quinta-feira (21) o Sebrae Maranhão premiou 45 Salas do Empreendedor que se destacaram no atendimento no ciclo 2023, sendo 6 delas na categoria bronze, 9 na prata e 30 no ouro. 

A Unidade Regional do Sebrae em Bacabal teve três salas premiadas nesta edição, sendo elas, Pedreiras e Lima Campos na categoria ouro, e Trizidela do Vale, na categoria prata.  

“O prêmio é um reconhecimento às salas do empreendedor pelo atendimento qualificado prestado aos empreendedores do nosso território. A parceria com as Prefeituras amplia o atendimento do Sebrae e parceiros, e por consequência promove o acesso às soluções em gestão tão necessárias à competitividade dos pequenos negócios”, destaca o gerente Regional da Unidade de Negócios do Sebrae em Bacabal, Adalberto Fraga.

O Município de Pedreiras se inscreveu no prêmio pela primeira vez e foi premiada na categoria Ouro. 

“Essa premiação representa o compromisso que a nossa gestão tem. Procuramos sempre fazer um trabalho de excelência, um trabalho de equipe, com apoio da nossa prefeita, do nosso secretariado e nosso grande parceiro que é o Sebrae. Esse prêmio não é só da Sala, mas também de todos os empresários, dos colaboradores da regional do Sebrae de Bacabal. Estou muito feliz, muito obrigado a todos”, agradece Joyce Vanessa, coordenadora da Sala do Empreendedor de Pedreiras. 

A Sala de Lima Campos também ganhou o Selo Ouro, e comemora o reconhecimento. 

“Sentimos muita alegria em receber o selo de referência na categoria ouro. Esse reconhecimento que o Sebrae nos proporciona é muito emocionante. E eu quero agradecer a parceria da nossa prefeitura, dos secretários e do Sebrae, que está sempre de braços abertos para nos ajudar a atender as demandas”, diz Francisco Monteiro, agente de Desenvolvimento da Sala do Empreendedor de Lima Campos. 

Conheça todos os Vencedores

As Salas de Anapurus, Chapadinha, Mirinzal, Presidente Vargas, Santa Luzia do Paruá e São Bento foram premiadas na categoria bronze. Na prata, receberam o selo Barreirinhas, Cajapió, Grajaú, Itapecuru Mirim, Itinga do Maranhão, Porto Franco, Timon, Trizidela do Vale e Tuntum. Levaram ouro as Salas de Barra do Corda, Bom Jesus das Selvas, Buriticupu, Codó, Estreito, Governador Nunes Freire, Guimarães, Humberto de Campos, Lima Campos, Matinha, Nina Rodrigues, Parnarama, Pastos Bons, Pedreiras, Pinheiro, Rosário, Santa Helena, Santana do Maranhão, São Benedito do Rio Preto, São Bernardo, São Domingos do Maranhão, São José de Ribamar, São Luís — Anjo da Guarda, São Luís — Cohab, São Pedro da Água Branca, Sucupira do Norte, Turilândia, Urbano Santos, Vargem Grande e Viana. Ficaram entre as top 3 as Salas de Governador Nunes Freire, Guimarães e Parnarama.

Sala do Empreendedor

As Salas do Empreendedor são locais de atendimento das Prefeituras para facilitar os processos de abertura de empresas, regularização e baixa, assim como serviços exclusivos aos Microempreendedores Individuais (MEI's). Das 157 Salas ativas no Maranhão em 2023, 112 fizeram inscrição para concorrer nessa edição da premiação, quase o dobro do número de inscritas no ciclo 2022, com 65. Houve ainda aumento de mais de 100% no número de premiados em relação à edição anterior, que teve 22 reconhecidas.

"A disseminação dos resultados obtidos pelas Salas do Empreendedor ganhadoras do selo nas edições anteriores acabou estimulando novas adesões no ciclo 2023. Além disso, também passamos a atuar em mais localidades no ano passado por meio das Salas, quantitativo esse que segue crescendo", comenta Marina Lavareda, gerente da Unidade de Atendimento do Sebrae no Maranhão.

ConectaCom

A solenidade de entrega do selo ocorreu durante o ConectaCom, I Convenção da Rede de Atendimento do Sebrae e Parceiros. O evento reuniu colaboradores do Sebrae, agentes, consultores, atendentes das Salas do Empreendedor e parceiros de todo o estado. O intuito é ampliar a percepção de valor dos serviços oferecidos aos empreendedores pela instituição, direta ou indiretamente, frisa o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Maranhão, Celso Gonçalo.

"O Sebrae Maranhão está muito feliz em poder reunir toda a nossa rede de atendimento, interna e externa, e os nossos parceiros para levar conhecimento e gerar mais integração. Todos são essenciais para alcançarmos o nosso propósito de transformar os pequenos negócios em protagonistas do desenvolvimento sustentável do nosso estado. Temos feito muito, mas sabemos que ainda podemos melhorar. Por isso, de olho no que há de mais atual, o foco desse encontro será aprender sobre a experiência do cliente 360°", ressalta o dirigente.

Reportagem Érica Andrade

Associação de Mulheres e Mães de Autistas do Maranhão se Reúne em Bacabal

A manhã do último sábado(23) foi marcado por um encontro significativo em Bacabal. A AMAAR, Associação de Mulheres e Mães de Autistas do Maranhão, reuniu-se sob a liderança de Eva Simone, à frente do núcleo da entidade na cidade, para discutir questões relevantes sobre autismo e compartilhar experiências.

A reunião, realizada em um ambiente acolhedor, contou com a participação de professores, psicólogos e mães atípicas, todas engajadas em buscar soluções e promover a inclusão e o bem-estar de seus filhos e de outros autistas da região.

Durante o encontro, foram abordados temas como a importância da educação inclusiva, os desafios enfrentados pelas famílias de autistas no acesso a serviços e tratamentos adequados, bem como os avanços conquistados na luta por direitos e reconhecimento.

Eva Simone, que tem se destacado pelo seu comprometimento e dedicação à causa, ressaltou a importância do apoio mútuo e da troca de experiências entre os membros da associação. "Nós enfrentamos muitos desafios, mas juntas somos mais fortes. É fundamental que as mães de autistas se unam e se empoderem para garantir um futuro melhor para nossos filhos", destacou.

A presença de profissionais como professores e psicólogos também foi fundamental para enriquecer o debate e proporcionar novos insights sobre o autismo e suas nuances.

Ao final da reunião, ficou evidente o compromisso da AMAAR e de seus membros em promover a inclusão e a valorização das pessoas com autismo, reafirmando que, com amor, informação e união, é possível superar os desafios e construir uma sociedade mais inclusiva e acolhedora para todos.









quinta-feira, 21 de março de 2024

Programa "Mais Saúde no Ritmo Certo" Promove Saúde e Bem-Estar em Bacabal


No fim da tarde desta quinta-feira (21), o povoado Brejinho, em Bacabal, foi palco de mais uma edição do programa "Mais Saúde no Ritmo Certo", promovido pela Secretaria Municipal de Saúde e liderado por James Soares. O evento atraiu uma grande participação feminina, com muitas mulheres engajadas nas atividades físicas e na animada aula de Zumba.

O programa tem como objetivo principal promover a saúde e proporcionar uma melhor qualidade de vida às comunidades, especialmente às mulheres, que representam um pilar fundamental na promoção do bem-estar familiar e comunitário. Através de atividades físicas e momentos de lazer, o evento busca estimular a prática regular de exercícios e conscientizar sobre a importância de hábitos saudáveis.

James Soares, à frente dessa iniciativa, destacou a importância da adesão da comunidade às atividades propostas. "É gratificante ver tantas mulheres participando e se envolvendo com as atividades. Nosso objetivo é promover a saúde de forma alegre e descontraída, incentivando hábitos saudáveis que podem fazer a diferença no dia a dia de cada um", afirmou.

Além da Zumba, que animou a todos com seus ritmos contagiantes, o evento contou também com aulas de alongamento e outras atividades físicas, todas supervisionadas por profissionais capacitados da área da saúde e educação física.

Os participantes elogiaram a iniciativa e destacaram a importância de eventos como esse para a promoção da saúde e integração comunitária. "É maravilhoso poder participar de algo assim, que nos faz bem e nos motiva a cuidar mais da nossa saúde", comentou uma das participantes.

O programa "Mais Saúde no Ritmo Certo" continua trabalhando pela melhoria da qualidade de vida em Bacabal, levando saúde, bem-estar e muita animação por onde passa, seja na zona urbana ou rural.














quarta-feira, 20 de março de 2024

Sessão Solene na Câmara Municipal de Bacabal Celebra o Dia Internacional da Mulher

Na noite desta quarta-feira( 20), a Câmara Municipal de Bacabal realizou uma Sessão Solene em homenagem às mulheres, com o tema "Elas Fazem a Diferença: Mulher". A sessão, presidida pelo vereador Melquiades Neto, contou com a condução das vereadoras Regilda Santos e Natália Duda.

Os trabalhos foram abertos com uma Sessão Ordinária, na qual a Vereadora Nathalia Duda fez leitura do Decreto Legislativo Nº 04/2024 que Institui oficialmente a Sessão Solene "Elas fazem a diferença" a ser realizada anualmente no mês de março em homenagem às mulheres. O projeto foi aprovado por unanimidade.

Durante a sessão, foram destacadas as conquistas das mulheres ao longo dos anos e a importância de seu papel na sociedade, não apenas no âmbito familiar, mas também nas esferas política, econômica e cultural. Diversas personalidades femininas locais foram homenageadas por suas contribuições à comunidade.

Em seu discurso, o presidente Melquiades Neto ressaltou a importância de reconhecer e valorizar o papel das mulheres, destacando a luta contínua por igualdade de direitos e oportunidades. As vereadoras Regilda Santos e Natália Duda também enfatizaram a importância de se promover a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres em todos os setores da sociedade.

A Sessão Solene foi marcada por momentos de emoção e reflexão, reafirmando o compromisso da Câmara Municipal de Bacabal em reconhecer e valorizar a contribuição das mulheres para o desenvolvimento da cidade e do país.




















segunda-feira, 18 de março de 2024

O Controverso Caso do Clube Recreativo Icaraí em Bacabal

 

Em Bacabal, um tema tem dominado as rodas de conversa e mobilizado a comunidade local: o destino do antigo Clube Recreativo Icaraí (CR Icaraí), agora nas mãos da justiça .  O CR Icaraí, outrora um clube social vibrante com muitos sócios, viu-se incapaz de resistir às ondas da crise que assolam diversos clubes pelo país, e acabou fechando suas portas, deixando um legado de descontentamento e incertezas.

A controvérsia começou quando, sem a devida autorização da diretoria, do conselho e da maioria dos sócios, um único sócio decidiu vender o patrimônio do CR Icaraí, desencadeando uma onda de insatisfação entre os bacabalenses. O vendedor parece ter esquecido que o CR Icaraí é considerado de utilidade pública, o que significa que qualquer mudança em sua estrutura ou propriedade deve seguir rigorosos processos legais.

Diante desse cenário, um número significativo de sócios está se mobilizando judicialmente na tentativa de reaver o patrimônio que lhes pertence por direito. Além disso, já se especula sobre como será o novo Clube Icaraí, levantando esperanças de que, com essa luta, Bacabal possa recuperar parte de sua história e identidade perdidas.

A   gestão de  Clube como o Icaraí, deve ter a responsabilidade de respeitar os direitos e interesses dos antigos sócios. O desfecho desse imbróglio não só definirá o futuro do clube, mas também poderá ser um divisor de águas para a comunidade de Bacabal, que aspira a recuperar sua antiga glória e se reinventar para o futuro.

domingo, 17 de março de 2024

CRÔNICA DO DIA: O legado de Diomar, o Pajé!

 

Em uma tarde ensolarada no Bairro Setúbal, em Bacabal, o poeta Paulo Campos visitava a casa de Diomar, conhecido carinhosamente como Pajé, um verdadeiro guardião da cultura maranhense. Sentados à sombra de uma mangueira frondosa, observavam o ensaio animado do bumba-meu-boi, com seus personagens coloridos dançando ao som dos tambores.

Paulo, com sua voz tranquila, que parecia carregar os segredos do mundo, iniciou a conversa:

_Pajé, meu amigo, tenho pensado muito nos mistérios da vida ultimamente. Como explicar a beleza efêmera dessas manifestações culturais, como o bumba-meu-boi, que alegram nossos corações, mas duram apenas um instante no tempo?

Pajé, com sua sabedoria simples e acolhedora, respondeu:

_Paulo, meu irmão de poesia, os grandes mistérios da vida estão justamente nesses momentos fugazes, onde a alegria e a tristeza se encontram, onde a vida e a morte dançam juntas, como os personagens do nosso boi. Cada batida do tambor, cada passo de dança, nos lembra que somos parte desse ciclo eterno. Catirina pra mim, representa todas as mulheres do bairro, o Cazumbá os encantos que às vezes falam comigo. Acredita Paulo?

O poeta refletiu por um momento, contemplando a dança dos brincantes, e então disse:

_É verdade, Pajé. Em cada batida do tambor, podemos ouvir a voz dos nossos antepassados, que nos ensinam a valorizar cada momento, cada encontro, cada festa. E quando chegar a nossa hora, como acredita o povo, seremos bem recebidos por Oxalá no reino de Aruanda, onde os tambores rufam de forma diferente, mas igualmente bela.

_ Vixe!!!...fiquei todo arrepiado Paulo. Quando eu morrer quero uma festa ,já disse Paulo, muito boi, reggae e carnaval..

Ambos sorriram. Assim, entre conversas e reflexões, Pajé e Paulo Campos compartilhavam não apenas palavras, mas também o profundo respeito pela vida e pela cultura que os unia, celebrando juntos os mistérios que tornam a existência tão fascinante.

A vida é uma grande mistério, que por vezes nos põe em labirintos com saída para  a morte. O tempo teima em dar uma natureza efêmera á vida que quando menos se espera se despede de nós. Com Diomar não foi diferente, ele desencarna deixando  órfã a comunidade que se despediu de um de seus maiores ícones culturais.  

O velório de Pajé foi o reflexo da vida que ele levou, animada e cheia de cores. Enquanto amigos e familiares se reuniam para se despedir, a comunidade se unia em uma celebração de sua vida. Na comunidade Setubal, com todas suas características de um Quilombo urbano um silêncio respeitoso pairava no ar, quebrado apenas pelo som suave dos tambores ao longe. Era o adeus a um grande vizinho. Sua partida deixou um vazio, não apenas na comunidade, mas em todo o coração do Maranhão.

Diomar era mais do que um produtor cultural talentoso; ele era um guardião da cultura maranhense, um defensor apaixonado das tradições e raízes que definem o povo daquela terra. Sua dedicação e amor eram evidentes em cada projeto que ele tocava, em cada evento que ele organizava. Ele não apenas preservava a cultura, ele a celebrava, trazendo vida e cor para as tradições que tanto amava.

Em suas mãos, o bumba-meu-boi dançava com mais energia, as quadrilhas juninas brilhavam com mais intensidade, e o carnaval ganhava um novo significado. Mas o legado de Diomar não se resumia apenas às festas e celebrações; ele também se estendia à culinária maranhense, onde sua paixão e habilidade culinária encantavam a todos que provavam suas iguarias.

Mas além de suas habilidades, era a generosidade e gentileza de Diomar que o tornavam verdadeiramente especial. Ele estava sempre pronto a compartilhar seu conhecimento, a ajudar aqueles que precisavam, a inspirar os mais jovens a seguirem seus passos. Sua presença era como um raio de sol, aquecendo os corações daqueles ao seu redor.

Enquanto a comunidade se despede de Diomar, o Pajé, é certo que seu legado viverá para sempre. Em cada batida de tambor, em cada dança de boi, em cada prato de arroz de cuxá, seu espírito estará presente, lembrando-nos da importância de preservar e celebrar nossa cultura.

 O sol se punha sobre o velório de Pajé.  Paulo Campos, o poeta, lembra o ultimo bate papo: E quando chegar a nossa hora, como acredita o povo, seremos bem recebidos por Oxalá nas terras de Aruanda, onde os tambores rufam de forma diferente, mas igualmente bela.”

Pajé, que sua alma seja recebida com alegria nas terras de Aruanda, onde seu amor pela cultura maranhense continuará a brilhar para sempre.

Por José Casanova
Professor, Jornalista e Escritor membro da
Academia Bacabalense de Letras