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sexta-feira, 12 de junho de 2026

João Mohana In Concert emociona público durante a II Semana Cultural João Mohana em Bacabal

 A música erudita e a música popular brasileira encontraram-se em perfeita harmonia na noite desta quinta-feira (11), durante a realização do João Mohana In Concert 2026, evento promovido pela Academia Bacabalense de Letras (ABL) dentro da programação da II Semana Cultural João Mohana.

Realizado no auditório da Escola de Música Almir Garcez Assaí, o concerto reuniu um público seleto formado por amantes da música,da literatura,  da cultura e admiradores da trajetória do padre, escritor e intelectual maranhense João Mohana. A apresentação teve como protagonista o instrumentista Leonardo Bezerra de Castro, o Leo 7 Cordas, que conduziu a plateia por uma experiência musical marcada pela sensibilidade, técnica e emoção.

Para o músico, a apresentação representou um momento especial em sua trajetória artística.

"Ontem vivi um dos momentos mais marcantes da minha trajetória na Escola de Música de Bacabal. Tive a honra de realizar um recital de música erudita em homenagem ao saudoso Padre João Mohana, um homem de fé, ciência e profunda ligação com a arte e a cultura da nossa terra", afirmou Leonardo.

O recital foi cuidadosamente concebido em dois atos que dialogaram diretamente com o legado cultural e espiritual deixado por João Mohana. Na primeira parte, a plateia foi conduzida pelas sonoridades da música sacra do compositor alemão Johann Sebastian Bach, em uma atmosfera de contemplação e profunda conexão espiritual.

Já no segundo ato, o concerto celebrou as raízes brasileiras. Empunhando o violão de sete cordas, Leo 7 Cordas apresentou clássicos da Música Popular Brasileira (MPB), destacando a riqueza melódica, o balanço e a identidade cultural presentes no repertório nacional. A mudança de linguagem musical demonstrou a versatilidade do artista e a capacidade da música de transitar entre o erudito e o popular sem perder sua força emocional.

A apresentação encantou o público presente, que também teve a oportunidade de conhecer mais sobre a importância de João Mohana para a cultura brasileira. Médico, sacerdote, escritor, músico e pensador humanista, Mohana deixou uma obra marcada pela valorização da dignidade humana, da espiritualidade e da cultura.

Para a Academia Bacabalense de Letras e para o músico Leonardo Bezerra, prestar essa homenagem em Bacabal possui um significado especial. Foi nesta cidade que João Mohana nasceu e viveu os primeiros anos de sua infância, estabelecendo os vínculos afetivos com a terra que o acompanhariam por toda a vida.

A primeira edição do João Mohana In Concert reafirmou o poder transformador da música, capaz de unir o céu e a terra, o clássico e o popular, a memória e a emoção. Mais do que um concerto, o evento tornou-se um tributo à vida e à obra de um dos mais importantes intelectuais maranhenses.

A expectativa dos organizadores é que o João Mohana In Concert se consolide como parte permanente da programação cultural de Bacabal, mantendo viva a memória de um homem que acreditava na arte como instrumento de formação humana, cura, afeto e encontro entre as pessoas.










segunda-feira, 17 de junho de 2024

CRÔNICA DO DIA: Cante o Carpinteiro!

Na frenética cena musical dos anos 60, um dos maiores ícones da Jovem Guarda, Ronnie Von, enfrentava um dilema. Seu novo álbum estava quase pronto, mas faltava uma peça crucial: a décima segunda canção. Era uma regra não escrita dos discos da época terem exatamente doze músicas, um padrão que os fãs e a indústria esperavam. No entanto, após gravar onze faixas, ele se viu em um beco sem saída.

Ronnie e seu produtor vasculharam o repertório nacional e internacional em busca da canção perfeita que fechasse o álbum com chave de ouro. A pressão aumentava, e o prazo para o lançamento do álbum se aproximava rapidamente. Foi então que, em uma noite de insônia, seu produtor se lembrou de uma música de Tim Hardin de "If I Were A Carpenter" que ressoava em sua memória, trazendo consigo uma solução inesperada.

Convencido de que essa era a música certa, o produtor apresentou a ideia a Ronnie. Havia, no entanto, um desafio: adaptar a canção ao português de maneira que mantivesse a essência poética e emotiva da versão original. A tarefa não seria fácil, mas ambos sabiam que era a escolha certa e a versão foi feita por um amigo.

Durante dias e noites, eles trabalharam na tradução, ajustando cada palavra e frase para que se encaixassem perfeitamente na melodia. A versão final, intitulada "O Carpinteiro", carregava consigo uma profundidade e um sentimento que cativavam desde a primeira nota.

A canção falava de amor, sacrifício e dedicação – temas universais que encontraram ressonância tanto na voz única de Ronnie Von quanto nos corações dos ouvintes. Quando o álbum finalmente foi lançado, "O Carpinteiro"  não foi  sua música de trabalho. A música escolhida para tocar foi “ A praça” .    

Apesar do sucesso do album, "O Carpinteiro" quase não era executada nos shows de Ronnie Von. A música ganhou  vida própria no Nordeste, onde foi lançada em compacto, um pequeno disco de vinil com duas ou no máximo quatro músicas. Embora desconhecida no Sul, "O Carpinteiro" tornou-se extremamente popular no Nordeste, criando um contraste interessante na trajetória da música.

 Os acordes do tempo passaram, na década de 80, Ronnie Von realizou um show aberto ao público em Bacabal. O evento atraiu uma multidão entusiasmada, mas uma situação inesperada marcou a noite. Um fã alcoolizado e armado apareceu durante o show e, em um ímpeto, gritou: 

- Cante O Carpinteiro! - Gritou o homem.

Ronnie, surpreso, não sabia a letra de cor, pois não era uma das músicas de trabalho do disco.

 O homem puxou um revólver e exigiu que o cantor cantasse "O Carpinteiro". 

- Você é uma fraude! Cante o Carpinteiro! - Disse o fã em alto e bom som.

- Ronnie até admitia não lembrar completamente, mas ser chamada de uma fraude, já era demais para o artista. No entanto, nos anos 70 e 80 eram quase comum serem realizados shows no nordeste de sócias de artistas famosos, talvez por isso o temperamental fã o tenha chamado de Fraude.

- Se você é realmente Ronnie Von, Cante o Carpinteiro! -Insistia o homem com a arma apontada para o cantor.

A situação saiu do controle, houve correria e gritos de medo na plateia, seguranças e policiais tiveram que intervir para evitar uma tragédia. Desde então, para evitar situações semelhantes e em respeito aos fãs do Nordeste, Ronnie incluiu "O Carpinteiro" no repertório de seus shows a partir do Espírito Santo para cima como música de abertura.

Atualmente, a música ganhou nova vida com gravações de artistas como Nattan e Elias Monkbel, provando que uma boa canção nunca morre, apenas se transforma e encontra novos públicos. "O Carpinteiro" permanece como um elo entre gerações e um exemplo de como a música pode transcender barreiras geográficas e culturais, tocando corações e deixando memórias inesquecíveis.

José Casanova

professor, Jornalista e Escritor membro da

Academia Bacabalense de Letras  e 

Academia Mundial de Letras da Humanidade


domingo, 30 de julho de 2023

ENTREVISTA – GISELLE PAIVA: De Bacabal para o Mundo, Papete é imortal


Em 2016, a cultura do Maranhão e do Brasil perdeu um grande artista: o cantor, compositor e premiado instrumentista Bacabalense José de Ribamar Viana, mais conhecido como Papete. Ao longo de quatro décadas de músicas, Papete ganhou prêmios, tocou com grandes nomes da MPB e se apresentou por 18 países, além de realizar uma importante obra de preservação dos ritmos maranhenses. Um pouco da sua história está contada nesta entrevista, concedida pela Relações Públicas Giselle Paiva, viúva de Papete, que vem trabalhando para manter vivo o nome deste artista multifacetado, apaixonado pela cultura popular do estado, ao jornalista Marcos Fábio também Bacabelense e membro da Academia Bacabalense de Letras, responsável pelo site  Região Tocantina. Vale a leitura.

Região Tocantina – Quem foi Papete antes de ser Papete, artista, músico, cantor e compositor?

Giselle Paiva – O Papete, ou melhor, o José de Ribamar Viana, foi uma pessoa simples, nascido em Bacabal- MA. Na infância foi morar em São Luís, estudou no colégio Marista e foi uma criança bem danada, criado pela avó. Morava, no centro, no Largo do Santiago e por ali mesmo já começou o seu interesse pela música. Naquela região orbitavam vários músicos, todos vizinhos: Ubiratan Sousa, que Papete chamava de Cara de Ralo, João Pedro Borges e muitos outros. O Papete tinha uma ligação muito forte com Chico Saldanha, cantor e compositor, seu irmão Nena e Ubiratan Sousa. Faziam muitas músicas juntos e eram todos vizinhos. Terminou a escola, trabalhou no grupo Lusitana e depois foi para a Marinha. Tempos depois resolveu que queria morar em São Paulo para tentar a vida. Essa decisão não agradou o pai, que não queria filho artista. Em SP, a vida não foi fácil, passou fome, dormiu na praça e muitas vezes lavou banheiro de bares por um prato de comida, mas nunca perdeu a esperança e a dignidade, valores que trouxe da família.

Região Tocantina – Qual é a dimensão artística de Papete?

Giselle Paiva – Diferentemente do que muitas pessoas sabem, o Papete conquistou uma carreira nacional e internacional como músico, sendo muito premiado pelo APSA – Associação Paulista de críticos e Artes. No ano de 1970, ele começou a tocar na casa noturna Jogral (SP), acompanhando alguns cantores da noite. E foi nessa casa que tudo começou, pois ali ele começou a ser conhecido e reconhecido como um exímio percussionista. Posteriormente, realizou sua primeira incursão em estúdio, ao lado do cantor Toquinho. Em 1974, participou de um projeto de músicas regionais, lançado pela etiqueta Marcus Pereira, onde gravou o disco Bandeira de Aço. Atuou como músico em shows de Toquinho & Vinicius de Moraes, onde acompanhou Toquinho em vários shows, em turnê por 18 países. Foi considerado pela Apca como o melhor percussionista brasileiro nos anos de 1983, 1984 e 1985. A partir de 1990, passou a apresentar-se pelo Brasil com uma banda própria, interpretando músicas do Maranhão. Nessa época, começou a se dedicar à pesquisa, registro e divulgação das obras de compositores maranhenses. Ao longo de sua carreira artística, atuou em shows e gravações com Rosinha de Valença, Marília Medalha, Hermeto Pascoal, Osvaldinho da Cuíca, Toquinho e Vinicius, Benito de Paula, Inezita Barroso, Diana Pequeno, Renato Teixeira, Almir Sater, César Camargo Mariano, Rita Lee, Sadao Watanabe, Angelo Branduardi, Andreas Wollenweider, Ornella Vanone e Alex Acuña, entre outros. Obteve notoriedade internacional por sua técnica no berimbau.
https://br.video.search.yahoo.com/search/video;_ylt=AwrFcoK_I8JkJaoK6UTz6Qt.;_ylu=Y29sbwNiZjEEcG9zAzEEdnRpZAMEc2VjA3BpdnM-?p=bandeira+de+a%C3%A7o&fr2=piv-web&type=E210BR91199G0&fr=mcafee#id=2&vid=8e646d943433525381218b7f81a6d213&action=view

Região Tocantina – Quais as características da obra do cantor e compositor Papete?

Giselle Paiva – O Papete fez uma grande pesquisa da música maranhense, onde deixou um grande legado, gravando e elevando as músicas de alguns artistas maranhenses. Acredito que uma grande característica da sua obra era o ritmo, a percussão, os tambores. Sua grande paixão era o Bumba meu Boi, sendo o seu último trabalho o livro, “Senhores Cantadores, Amos e Poetas do Bumba meu Boi do Maranhão”, uma pesquisa nunca realizada retratando a história e realidade desses cantadores.

Região Tocantina – Se você pudesse indicar, qual é o melhor “caminho” para se conhecer a obra dele?

Giselle Paiva – Para conhecera sua obra, eu recomendo o site:

Papetesp.com.br


no Instagram: papeteoficial


e no Youtube: papeteoficial


Região Tocantina – Qual a relação de Papete com o Maranhão?

Giselle Paiva – Essa relação envolvia muito amor, dedicação e preocupação com a cultura da sua terra, principalmente o que era voltado para a música. Ele dizia que tinha uma missão com a cultura e música maranhense.

Região Tocantina – Hoje, alguns anos depois da sua morte, como a arte de Papete continua viva?

Giselle Paiva – A Arte dele sempre é divulgada por meio das redes sociais e também por muitas homenagens que são feitas no Maranhão e no Brasil afora. Dessa forma, a sua obra permanece viva.

Região Tocantina – Há algum projeto futuro para um memorial, museu ou algo do tipo?

Giselle Paiva – Sim, está vindo em 2024, ano em que o Papete faria 50 anos de carreira, um projeto bem interessante, mas infelizmente ainda não pode ser divulgado.

Região Tocantina – Como você enxerga o futuro para a obra e a memória do cantor e compositor Papete?

Giselle Paiva – Bom, eu sou responsável por toda a obra do Papete, gostaria muito de poder me dedicar mais à preservação da memória e de toda a sua obra/trabalho, mas infelizmente eu não tenho esse tempo, não trabalho com cultura e também não moro em São Luís. Mas, na medida do possível, acabo me envolvendo e sempre sendo requisitada para falar da obra desse grande artista e grande ser humano.

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Artistas e Imprensa bacabalenses lamentam morte do cantor Galego

 

Artistas, produtores culturais e profissionais da imprensa de Bacabal foram  surpreendidos na manhã des quarta-feira(23) com a noticia da morte do Cantor e Compositor Galegão Campos de Freitas, como  ele mesmo se identificava nas redes sociais.  Galego, como era conhecido, faleceu decorrente de um infarto durante a madrugada. O cantor e interprete da música popular maranhense e brasileira, nos deixou com apenas 58 anos de idade. 

"Galego era um artista que não só cantava, mas era conhecido por dedilhar com maestria o seu companheiro inseparável, o violão. Galego foi cantar e brincar em outra dimensão, onde os fãs serão os anjos. Sua alegria será lembrada pelas pessoas que curtiam seu bom repertório e pelos amigos mais próximos".

O artista  tinha um bom relacionamento com a imprensa, cantou com grandes artistas como Zé Lopes, Perboire, Marquinho Maranhão e também Raimundinho, já falecido. O cantor deixa  a sua única filha, Darciana, três netos que eram suas maiores canções e Raimundinha, sua companheira de produção e de vida.

O corpo foi velado na Pax União, no Canto da Fabril, onde a família, amigos e fãs prestam sua última homenagem. O sepultamento previsto para acontecer às 16h foi realizado com grande emoção de todos.

A  Associação de Imprensa de Bacabal e a Rede Bacabalense de Cultura registraram nas redes sócias sentimentos de pesar pela morte do cantor que marcou gerações  no Maranhão.

Diário do Mearim com informações da INTERNET

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Câmara poderá votar hoje PEC da Música e projeto sobre aids

O Plenário pode votar hoje, em sessão extraordinária, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 98/07, que incentiva a produção musical brasileira, e o Projeto de Lei 6124/05, de combate ao preconceito contra portadores do vírus da Aids. A pauta foi definida ontem em reunião de líderes partidários.
Essas matérias devem ser analisadas logo após a votação, em sessão ordinária, da Medida Provisória 541/11, que integra o Plano Brasil Maior e cria o Fundo de Financiamento à Exportação (FFEX) para atender especificamente às micro, pequenas e médias empresas exportadoras, além de reformular as atribuições do Inmetro. O parecer do relator, deputado Ratinho Júnior (PSC-PR), foi apresentado ontem no Plenário.
O presidente da Câmara, Marco Maia, não descarta a possibilidade da inclusão de outras matérias na pauta da sessão extraordinária.
A chamada PEC da Música tramita na Câmara desde 2007 e isenta de impostos a produção de CDs e DVDs musicais contendo obras de autores brasileiros. Já o projeto sobre a Aids prevê reclusão de um a quatro anos e multa para quem pratica atos discriminatórios contra portadores do vírus HIV.
Preconceito
O PL 6124/05 foi incluído na pauta após encontro ontem do presidente da Câmara com representantes do Fórum ONG/Aids de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Para o presidente da sessão paulista do fórum, Rodrigo Pinheiro, esse projeto é fundamental para combater o preconceito que ainda existe contra as pessoas que convivem com a Aids.
“Esse projeto de lei já está na Ordem do Dia há três anos e viemos conversar com o presidente para que ele tramite e logo vire lei. Hoje, no Brasil, as pessoas que vivem com HIV/aids sofrem bastante estigma e preconceito e ainda são mandadas embora do trabalho. A gente quer tentar diminuir isso. Infelizmente, no Brasil, só se consegue trabalhar a diminuição do estigma e do preconceito com punição”, ressaltou Pinheiro.
O projeto que pune a discriminação contra portadores do vírus HIV foi aprovado em 2009 pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania na forma de um substitutivo que também altera a Lei 7.716/89, que já pune a discriminação de raça, cor, etnia, religião e procedência nacional.
Rádio Câmara

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Djavan revela que fuma maconha 'eventualmente'

Considerado um dos maiores artistas da MPB, Djavan não tem medo que opinar sobre assuntos polêmicos. Ao falar sobre maconha, o autor de clássicos como "Oceano" e "Flor de Lis" revelou: "É muito bom. Nunca tive envolvimento com drogas, nunca cheirei cocaína. Mas, agora, a maconha sim, já fumei várias vezes. Fumo eventualmente. Mas não tenho o hábito de comprar e fumar sempre". As declarações foram dadas em entrevista ao site iG.
Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia