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domingo, 21 de dezembro de 2025

GUARDADORES DA BIODIVERSIDADE: A ESPERANÇA QUE BROTA DOS POVOS TRADICIONAIS DAS FLORESTAS


A esperança, às vezes, chega mansa, como um vento que sopra de dentro das florestas. É assim que brota das histórias e dos passos dos povos tradicionais, indígenas e quilombolas — aqueles que conversam e interagem com a terra muito antes de ela aprender a sofrer as degradações antropogênicas.

Eles carregam nas mãos o mapa vivo da regeneração natural, escrito não em papel, mas em trilhas, rituais, cantos, sementes e silêncio. Enquanto o mundo corre apressado atrás de soluções que não compreende, eles permanecem, firmes como troncos antigos, lembrando que a vida se sustenta no cuidado e na preservação dos recursos naturais.

E, quando olhamos para nossos biomas e ecossistemas feridos, compreendemos que a verdadeira esperança não nasce de discursos teóricos grandiosos e eloquentes, mas da continuidade dessas vidas que persistem apesar de tudo. É delas que surge a rota — aquela que pode nos conduzir de volta ao que jamais deveríamos ter abandonado: a harmonia com a própria mãe natureza.

Precisamos urgentemente resgatar os modos de vida sustentável de nossos ancestrais — os povos tradicionais das florestas —, que compreendiam a Terra não como um recurso, mas como um organismo vivo do qual fazemos parte. Somente ao reatar esse vínculo ancestral com a natureza poderemos restabelecer a qualidade ambiental e assegurar a continuidade da vida no planeta Terra.

Os povos tradicionais indígenas e quilombolas são a esperança e o caminho para a regeneração e a perpetuação dos nossos biomas e ecossistemas. Se não ouvirmos a voz e a caixa de ressonância da floresta, que são os povos tradicionais, talvez, em um futuro não muito distante, ouviremos apenas o eco do que perdemos.


José Carlos Aroucha.

Engº Florestal, Biólogo, Prof°, Ambientalista, Escritor e Cronista.





segunda-feira, 8 de setembro de 2025

LIXO ZERO PELA REGENERAÇÃO DO PLANETA TERRA!!

- Não é só o lixo que descartamos.

É o tempo. É a chance. Não é lixo que pesa — é o esquecimento da volta. O que descartas, retorna. O que ignoras, cresce. O planeta Terra não é lixeira, é a nossa casa, é os biomas e ecossistemas dos seres vivos que vivem no planeta Terra.

- Estamos empacotando a vida em plásticos eternos para um amanhã que talvez não venha de maneira sustentável. Regenerar é viver sustentável; gerar ou produzir novamente; formar(-se) de novo, devolver à Terra o que dela tomamos sem veneno, sem degradações ambientais.

- Somos a espécie que fabrica e transforma restos —
restos de tudo, menos de consciência socioambiental.
Enterramos o meio ambiente e a natureza em sacolas plásticas,
mas queremos colher futuro nos escombros das degradações antropogênicas.

- Lixo zero não é apenas uma meta:
é uma ética, é educação e consciência ambiental e práticas sustentáveis.
É a recusa de um sistema capitalista selvagem e pobre que nos ensina apenas a consumir, poluir e contaminar os nossos recursos hídricos e descartar de maneira incorreta os nossos resíduos sólidos (lixo) no meio ambiente e na natureza, mas esquece de ensinar a preservar, a conservar, cuidar e retornar.
- É o passo atrás que nos devolve ao passo certo.
É lembrar que tudo que sai da Terra, à Terra deve retornar,
sem veneno, sem violência, sem demora e sem consumismo exagerado.

- Reduzir, reutilizar, reciclar, reintegrar, recusar, repensar, recuperar, responsabilizar, respeitar e repassar — não como moda, mas como propostas de sustentabilidade. Porque o planeta Terra não precisa de salvadores:
precisa de menos agressores ambientais.

- Lixo Zero é semente da consciência ecológica.
É início de cura e salubridade ambiental.
É reconciliação com o ciclo da vida dos seres vivos
e renúncia ao ciclo da perda e dos desperdícios.

- Se quisermos ser sustentável e regenerar o nosso planeta Terra,
não bastam palavras verdes em embalagens marrons ou amarelas
É preciso mudar o hábito, a rotina, o consumo e o olhar para o meio ambiente e a natureza. É preciso viver com o básico e o menos, para que todos possam viver com dignidade e qualidade de vida socioambiental.

- Lixo Zero não é utopia e nem uma mera peça de ficção cientifica produzida por pesquisadores alarmistas e ambientalistas radicais — é urgência de ações e políticas públicas socioambientais, é qualidade de vida ambiental para as presentes e futuras gerações.

José Carlos Aroucha.

Engº Florestal, Biólogo, Profº, Ambientalista, Cronista e Escritor.

quarta-feira, 2 de abril de 2025

OS VERDES CAMPOS ALAGADOS DA BAIXADA OCIDENTAL DO MARANHÃO, PEDEM SOCORRO!!

Os verdes campos alagados da Baixada Ocidental, em tempos remotos espelhos d’água onde o céu repousava sua imensidão, hoje gritam por socorro em um silêncio fúnebre. O que antes era um mosaico vivo de cores, entre aves ribeirinhas, peixes saltitantes e a dança das águas sob o sopro do vento, agora agoniza sob a sombra do descaso e da ambição desmedida.

As águas e os peixes, que um dia alimentaram gerações inteiras de ribeirinhos, pescadores, lavradores e munícipes, são hoje um véu opaco de abandono e crimes ambientais. A terra, antes alagada, úmida e fértil, racha-se em protesto contra o esquecimento e a negligência das autoridades competentes e dos gestores ambientais. O ciclo das chuvas já não encontra resistência nos braços generosos da vegetação; em seu lugar, as degradações ambientais causadas pela ação humana abrem feridas que se aprofundam a cada ano.

As aves migratórias, que cruzavam oceanos para nidificar entre a fartura dos verdes campos e céus azuis da Baixada Ocidental, agora buscam outros refúgios devido à caça predatória e à escassez de alimentos, talvez sem saber que não há mais para onde fugir. A fauna e a flora, antes exuberantes, definham na incerteza de um futuro que se dissolve na negligência das autoridades competentes e dos gestores ambientais. E os munícipes da baixada ocidental, outrora filhos da terra e das águas, veem-se órfãos de sua própria história.
Os verdes campos alagados da Baixada Ocidental do estado do Maranhão pedem socorro devido às degradações ambientais causadas pela ação humana. (Fonte: Arquivo do Autor, 2025.)

Os verdes campos alagados da Baixada Ocidental pedem socorro e a implementação de políticas públicas socioambientais. Seus rios e lagos, agora rasos e cercados por domicílios e estabelecimentos comerciais em Áreas de Preservação Permanente (APPs), recebem efluentes sanitários e domésticos lançados “in natura”, além de resíduos sólidos (lixo). Eles sussurram histórias do passado, esperando que alguém as ouça antes que se percam no esquecimento. - O tempo urge, e a natureza, ainda que ferida, clama por mãos e ações sustentáveis que a resgatem, por olhos que a enxerguem além da exploração humana, por corações que batam no compasso da resistência em prol da luta pelo meio ambiente e pela natureza.

Crimes Ambientais: Aterramento de Áreas de Preservação Permanente (APPs), protegidas por lei federal ambiental, para a construção de residências e estabelecimentos comerciais. (Fonte: Arquivo do Autor, 2025.)

Ainda há tempo? Talvez. Mas somente se os homens, enfim, compreenderem que sem os campos verdes alagados, sem as águas livres, sem a vida vibrando nos refúgios naturais, também eles se perderão. O apelo está lançado, e o eco dessa súplica ressoa nos ventos que ainda carregam as últimas lembranças de um paraíso com belezas cênicas à beira do abismo.

Crimes Ambientais: Ocupação desordenada de residências e estabelecimentos comerciais em Áreas de Preservação Permanente (APPs), protegidas por lei federal ambiental, nos verdes campos alagados da Baixada Ocidental Maranhense. (Fonte: Arquivo do Autor, 2025.)


Quem sabe, um dia, os campos verdes alagados da Baixada Ocidental voltem a sorrir e a verdejar — em vez de chorar e pedir socorro. Mas a terra ainda guarda memórias. Ainda há sementes escondidas na escuridão, esperando o tempo certo para romper o solo e reivindicar a luz.

Por José Carlos Aroucha
Engº Florestal, Professor, Ambientalista, Cronista e Escritor.



quarta-feira, 5 de março de 2025

OS CANTOS DO RIO MEARIM


O rio Mearim que banha o estado do Maranhão, conhecido como rio do povo; o rio da gente navegar ou rio da caça, já não canta como antes. Suas águas, que um dia foram ricas em biodiversidade aquática, agora carregam o peso da poluição, contaminação e do descaso dos gestores ambientais.

As suas matas ciliares suprimidas e queimadas sussurram histórias de tempos em que as matas ripárias eram os cílios de seus olhos, os refúgios da fauna silvestre e sua própria proteção; tempos em que as aves e os peixes dançavam ao som dos cantos das correntezas.

Mas agora, o que resta? Um rio ferido, poluído e contaminado que segue seu curso sem promessa de renascimento que vem sofrendo constante problemas ambientais, relacionados a salinização das suas águas, o assoreamento do seu leito, o abandono de meandros, a supressão das suas matas de galerias, dentre outros. As margens do rio Mearim ardem em febre devido às agressões ambientais antropogênicas. A floresta , que um dia o acompanhou com sombra e canto, curva-se ao peso do desmatamento, do fogo e da ganância dos seres humanos. O chão racha, e o vento espalha o cheiro amargo da destruição e das queimadas de sua vegetação. O colapso ambiental não é um presságio distante; ele já está acontecendo, escrito nas águas turvas e nos olhos vazios das árvores caídas que antes protegiam as margens desse importante, imponente e majestoso Mearim.

O rio Mearim, teimoso, resiste e se regenera. Mesmo quando cortam suas veias, ele sangra e se refaz. Mas e nós seres humanos? Sem consciência ambiental e mudança, seremos apenas simples mortais apagados na linha do tempo. Precisamos aprender com as raízes das árvores que se entrelaçam no subsolo, com o rio que insiste em seguir seu curso natural, mesmo ferido, contaminado e poluído. Regenerar não é uma escolha; é um chamado.

Se quisermos um amanhã onde o rio Mearim volte a cantar, devemos ser como ele: resistir, proteger, renascer e regenerar. Pense nisso e seja sustentável!


José Carlos Aroucha.
Engº Florestal, Professor, Ambientalista, Cronista e Escritor.



                     Rio Mearim na cidade de Bacabal/MA







segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

A Agonia e Morte do Rio Itapecuru e seus Afluentes

O Rio Itapecuru outrora foi um gigante imponente. Suas águas serpenteavam pelo Maranhão, levando vida e sustento às margens que o cercavam. Era o berço dos peixes, o espelho das matas, o caminho das canoas que, por décadas, transportaram histórias, sonhos e esperanças. Mas hoje, o rio está morrendo, agonizando sob os olhares omissos, negligentes e inoperantes das autoridades políticas e dos gestores ambientais.

- Seus dias de glória ficaram para trás, afogados no descaso e na poluição. O que antes era um fluxo generoso de águas cristalinas agora se arrasta em um fio barrento, sufocado por resíduos sólidos e contaminação. As matas ciliares, que outrora o protegiam como braços zelosos, foram suprimidas e queimadas sem piedade, cedendo espaços a pastagens e plantações que drenam e sangram sua essência. A terra nua desliza em suas margens, despejando sedimentos que o sufocam — como se fossem os últimos punhados de areia sobre um túmulo prestes a ser fechado.

- Os peixes, antes abundantes, tornaram-se raridade. Os que ainda resistem nadam entre plásticos, garrafas e esgotos despejados sem pudor. A poluição e a contaminação de suas águas contrastam com a brisa fresca que embalava a infância dos ribeirinhos. As crianças, que antes brincavam em suas margens, agora se afastam, alertadas pelos pais sobre os perigos que um rio doente pode trazer.

- Os velhos pescadores e ribeirinhos, de olhar entristecido, sentam-se à beira do que restou do rio e contam histórias de um tempo em que Itapecuru era sinônimo de fartura. Falam do brilho dos peixes prateados, das tardes em que as águas eram tão límpidas que refletiam o céu como um espelho. Hoje, o reflexo é outro. É o de uma humanidade que, cega por sua própria ganância, assiste impassível à morte e a agonia lenta de um de seus maiores tesouros naturais.

RIO ITAPECURU
- O Rio Itapecuru agoniza e pede socorro. Sua voz é o silêncio dos peixes que já não saltam, o murmúrio das águas que se arrastam cansadas, a dor de quem vive às suas margens e sente sua morte dia após dia. Mas ainda há tempo para salvá-lo? Ou nos resta apenas lamentar, como quem se despede de um velho amigo que partiu cedo demais?

- Se houver esperança, que ela venha como chuva sobre suas águas barrentas e ressecadas. Que brote na consciência ambiental dos que ainda podem agir, no despertar daqueles que compreendem que o Rio Itapecuru não agoniza nem morre sozinho. Ele leva consigo a história, a vida e o futuro de todos que dele dependem. E, no fim das contas, todos nós dependemos do Itapecuru para nos alimentar e saciar nossa sede.




José Carlos Aroucha.
Engº Florestal, Professor, Ambientalista, Cronista e Escritor

domingo, 2 de fevereiro de 2025

O Ambientalista Prático no seu Cotidiano

Ninguém pode mensurar o cotidiano do ambientalista prático em relação a defesa em prol do meio ambiente e da natureza, dedicando-se sempre a proteção, conservação e preservação dos biomas e ecossistemas.

Trabalho árduo e incessante, por vezes ostensivo e ofegante, profissional dedicado com esmero, atuando em áreas diversificadas.

Na educação e no direito ambiental, desde a gestão de projetos às práticas sustentáveis, o ambientalista prático preocupa-se ao enfrentar os desafios, mitigando os impactos negativos das ações e atitudes humanas que interferem no ecossistema. A relevância dos ambientalistas é sua voz que ecoa no tempo e fora dele.

O ambientalista prático desempenha um papel crucial na educação ambiental e na conscientização das comunidades tradicionais sobre os impactos das mudanças climáticas e os benefícios das práticas sustentáveis, promovendo o engajamento da sociedade na construção de um futuro mais equilibrado e resiliente por meio de ações sustentáveis.

Sua interferência no combate as mudanças climáticas é constante. Eles se opõem às ameaças, ameaças essas do presente, prevendo o futuro da humanidade. Para tanto, necessitam de orientações referenciais.

O ambientalista prático é um nômade contemporâneo, um observador atento das interações entre sociedade, o meio ambiente e a natureza. Sua missão vai além da simples identificações dos problemas de degradações ambientais antrópicas; ele busca compreender e atuar diretamente na reabilitação e/ou recuperação de áreas degradadas, promovendo soluções sustentáveis e acessíveis.

Portanto, ser um ambientalista prático é mais do que um estilo de vida; é um compromisso com a sustentabilidade e com a preservação ambiental. Ele é o elo entre o conhecimento acadêmico e as ações concretas, atuando como facilitador de mudanças positivas e construindo um futuro mais equilibrado entre o homem e a natureza.

José Carlos Aroucha.
Engº Florestal, Professor, Ambientalista e Escritor


sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

HOJE É DIA DE... José Carlos Aroucha no Diário do Mearim

Minha trajetória como um Ambientalista Prático

Prof. Esp. José Carlos Aroucha.

 Desde a minha infância, fui incentivado por meus pais a ter um contato direto e profundo com a natureza. Nasci na zona rural, em um povoado chamado São Benedito, pertencente ao município de São Bento no Maranhão. Foi nesse cenário que desenvolvi meu amor e respeito pelo meio ambiente. Ainda adolescente, percebi que o meu papel precisava ir além da contemplação da natureza – era necessário agir.

Com o passar dos anos, comecei a observar de perto os impactos do racismo ambiental em comunidades tradicionais das florestas. Essas comunidades, que dependem diretamente dos recursos naturais para sobreviver, sofrem as consequências de poluição, contaminação e degradação ambiental causadas por ações humanas. Durante minhas andanças e observações, presenciei muita poluição, contaminação e degradação ambiental antropogênica dos nossos recursos naturais e ambientais, além de grandes quantidades de resíduos sólidos (lixo). Essa situação tem transformado o meio ambiente e a natureza em uma grande lixeira humana, sob os olhares omissos, inoperantes e negligentes dos gestores ambientais e das autoridades políticas das esferas federal, estadual e municipal.

Imagem de Internet
A minha trajetória profissional e missão ancestral com relação a dimensão ambiental, o meu olhar como militante nas relações entre o homem, meio ambiente, natureza e a crise socioambiental, desenvolveu-se no meu egresso no curso de Engenharia Florestal na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), no ano de 1992. Porém, já me identificava muito com os povos e comunidades tradicionais das florestas, os biomas e/ou ecossistemas brasileiros, os recursos hídricos, a fauna silvestre e as plantas, desde adolescente.

Na Faculdade de Engenharia Florestal e no curso de Biologia na UNIASSSELI (Centro Universitário Leonardo da Vinci) e na minha Pós-graduação como especialista em Gestão Interdisciplinar do Meio Ambiente e Educação Ambiental, compreendi a importância e os objetivos de ações de práticas sustentáveis destinadas à preservação e/ou conservação de áreas naturais, ambientais e outras manifestações de cunho ambiental.

Não tenho a pretensão de ser o melhor ambientalista prático do mundo, eu quero ser o meu melhor modo de ser um ambientalista prático, porque eu tenho que fazer por merecer e me afastar da mediocridade.