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segunda-feira, 8 de setembro de 2025

LIXO ZERO PELA REGENERAÇÃO DO PLANETA TERRA!!

- Não é só o lixo que descartamos.

É o tempo. É a chance. Não é lixo que pesa — é o esquecimento da volta. O que descartas, retorna. O que ignoras, cresce. O planeta Terra não é lixeira, é a nossa casa, é os biomas e ecossistemas dos seres vivos que vivem no planeta Terra.

- Estamos empacotando a vida em plásticos eternos para um amanhã que talvez não venha de maneira sustentável. Regenerar é viver sustentável; gerar ou produzir novamente; formar(-se) de novo, devolver à Terra o que dela tomamos sem veneno, sem degradações ambientais.

- Somos a espécie que fabrica e transforma restos —
restos de tudo, menos de consciência socioambiental.
Enterramos o meio ambiente e a natureza em sacolas plásticas,
mas queremos colher futuro nos escombros das degradações antropogênicas.

- Lixo zero não é apenas uma meta:
é uma ética, é educação e consciência ambiental e práticas sustentáveis.
É a recusa de um sistema capitalista selvagem e pobre que nos ensina apenas a consumir, poluir e contaminar os nossos recursos hídricos e descartar de maneira incorreta os nossos resíduos sólidos (lixo) no meio ambiente e na natureza, mas esquece de ensinar a preservar, a conservar, cuidar e retornar.
- É o passo atrás que nos devolve ao passo certo.
É lembrar que tudo que sai da Terra, à Terra deve retornar,
sem veneno, sem violência, sem demora e sem consumismo exagerado.

- Reduzir, reutilizar, reciclar, reintegrar, recusar, repensar, recuperar, responsabilizar, respeitar e repassar — não como moda, mas como propostas de sustentabilidade. Porque o planeta Terra não precisa de salvadores:
precisa de menos agressores ambientais.

- Lixo Zero é semente da consciência ecológica.
É início de cura e salubridade ambiental.
É reconciliação com o ciclo da vida dos seres vivos
e renúncia ao ciclo da perda e dos desperdícios.

- Se quisermos ser sustentável e regenerar o nosso planeta Terra,
não bastam palavras verdes em embalagens marrons ou amarelas
É preciso mudar o hábito, a rotina, o consumo e o olhar para o meio ambiente e a natureza. É preciso viver com o básico e o menos, para que todos possam viver com dignidade e qualidade de vida socioambiental.

- Lixo Zero não é utopia e nem uma mera peça de ficção cientifica produzida por pesquisadores alarmistas e ambientalistas radicais — é urgência de ações e políticas públicas socioambientais, é qualidade de vida ambiental para as presentes e futuras gerações.

José Carlos Aroucha.

Engº Florestal, Biólogo, Profº, Ambientalista, Cronista e Escritor.

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Indígenas e órgãos internacionais celebram derrubada do marco temporal

Entidades representativas dos povos indígenas e organismos internacionais comemoram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pela inconstitucionalidade da tese do marco temporal para demarcação de terras indígenas. Nas redes sociais, o assunto ficou entre os mais comentados na tarde desta quinta-feira (21). Em Brasília, lideranças indígenas e representantes de diversos povos acompanharam a votação.

De acordo com a presidenta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana, prevaleceram, na decisão, os direitos constitucionais dos povos originários.

“Hoje o dia é de comemorar a vitória dos povos indígenas contra o marco temporal. Nós temos muitos desafios pela frente, como outros pontos que foram incluídos, mas é uma luta a cada dia. Uma vitória a cada dia. Nós acreditamos na Justiça, na Justiça do Supremo Tribunal Federal para dar essa segurança jurídica aos direitos constitucionais dos povos indígenas, cumprir o seu dever pela constitucionalidade e dar esperança a esse povo que tem sofrido há muitos anos com intimidações e pressões. Hoje se enterra de vez o marco temporal”, diz em nota divulgada pela fundação.

De acordo com a Funai, a tese do marco temporal ignorava o longo histórico “de esbulho possessório e violência praticada contra os povos indígenas, acarretando a expulsão de seus territórios, além de violar os direitos indígenas previstos na própria Constituição Federal e em tratados internacionais dos quais o Estado brasileiro é signatário”.

A Funai destaca ainda que pela Constituição, as terras indígenas são bens da União e de usufruto exclusivo dos povos indígenas. Tratam-se de bens inalienáveis e indisponíveis, ou seja, não podem ser objeto de compra, venda, doação ou qualquer outro tipo de negócio, sendo nulos e extintos todos os atos que permitam sua ocupação, domínio ou posse por não indígenas.

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) acompanha os indígenas em Brasília e em outras regiões do país. Na capital, de acordo com a entidade, cerca de 600 indígenas de várias regiões do país acompanham a votação do lado de fora do STF, por meio de um telão. Além deles, um grupo de 70 lideranças indígenas assistiram a sessão direto do plenário da Corte.

A entidade postou vídeo em que indígenas celebraram com cantos e danças, em tenda montada ao lado da Corte, quando formou-se maioria dos ministros contra o marco temporal.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Vazamento de petróleo já atinge toda a costa maranhense, aponta instituto


O vazamento de óleo de origem ainda não identificada nas praias do Nordeste brasileiro já atinge toda a costa maranhense, principalmente as áreas de mar aberto. Até agora, se tem registro do petróleo nas ilhas do Delta do lado maranhense, como a Ilha dos Poldros em Araioses, praias de Tutoia, de Paulino Neves, Barrerinhas, São Luís, Alcântara, Ilhas de Cururupu e outros – aponta o Instituto de Pesquisa e Conservação Amares, que vem trabalhando com o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) no caso.

O maior número de animais encontrados encalhados por causa da substância é da espécie das tartarugas marinhas, já ameaçada de extinção. “Muitas vezes o animal não possui sinais do óleo externamente, mas ingeriu pequenos fragmentos do óleo flutuante e veio a óbito em função disso”, pontuou a bióloga do Instituto Amares, Nathali Ristau.

A profissional ainda atenta para a incidência de tartarugas com fibripapilomatose: uma doença tumoral ocasionada pela aglomeração de vírus, entre eles o herpes, que se manifesta pela queda da imunidade e por tumores no corpo do animal. “A poluição está entre os fatores desencadeadores da doença”, afirma.

O petróleo chegou, inclusive, nos Lençóis Maranhenses. Em varredura feita pelo Instituto na área até a última sexta-feira (4), foram identificados sinais recentes de óleos em pequenos fragmentos chamados de “pellets”, que atraem tartarugas marinhas em busca de alimentos.

Além disso, pescadores relataram que tiveram suas redes e partes do corpo oleados durante a pesca noturna. Segundo eles, a malha teria vindo coberta de uma grande quantidade de piche.

O Instituto Amares permanece percorrendo áreas prioritárias para a sobrevivência das espécies, como locais de alimentação do peixe-boi marinho, de descanso e alimentação de aves migratórias e de alimentação e desova de tartarugas marinhas.

Em nota, a Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Maranhão (Sema) informou que está trabalhando em parceria com o Batalhão da Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros e setores de Fiscalização, Monitoramento, Biodiversidade e Áreas Protegidas e Laboratório de Análises Ambientais no monitoramento da região onde foram encontradas as manchas de óleo.

“Foram feitos sobrevoos na área na tentativa de identificar e mapear a região atingida. As
amostras coletadas foram encaminhadas para análise. O monitoramento tem sido realizado
para identificar a extensão e avaliar danos”, diz o texto.

Origem ainda não identificada

A origem do óleo continua sob investigação. Segundo o IBAMA, o conteúdo não seria de origem brasileira e teria vazado de uma embarcação nas proximidades de Sergipe. O Instituto Amares afirma que está coletando amostras do óleo que será examinado por uma equipe da Universidade de São Paulo (USP).


Desde que as manchas começaram a aparecer, no mês de setembro, a Polícia Federal do Rio Grande do Norte instaurou um inquérito para investigar de onde vem a substância. De um total de 115 pontos afetados em oito estados do Nordeste, o RN é o mais atingido, com 53.

A limpeza é possível?

Assim que se iniciaram as coletas para a análise do petróleo, uma equipe da Petrobrás especializada em limpeza foi contratada pelo IBAMA. O processo consiste na retirada total ou da maior parte possível do conteúdo petrolífero da areia. “Da água esse processo é bem mais complicado pela capacidade de dissipação do conteúdo”, explica a bióloga.


Caso se encontre um animal encalhado devido ao óleo em praias maranhenses, deve-se ligar com urgência para o Instituto Amares e dar o máximo de informações: o número de bichos, se espécias, se estão vivos ou mortos, localização, pontos de referência e, se possível, enviar fotos e vídeos por WhatsApp. (98) 98836-1717 / (98) 98120-1281.

O Instituto alerta para não entrar em contato com o óleo, pois há alto risco de contaminação. Também não se deve jogar sabão, areia ou qualquer produto corrosivo, nem produtos para limpeza de óleo ou graxa.

Também não se deve devolver o animal para a água. Animais oleados necessitam de atendimento veterinário, senão podem encalhar em outro local. A área em que ele está esperando por resgate deve ser isolada, longe de “curiosos”, crianças, animais, sons altos ou coisas que podem estressar o animal. Se possível, cubra-o do sol com um guarda-sol.