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segunda-feira, 18 de maio de 2026

CRÔNICA DO DIA: A Máscara de São Luís


O espelho do banheiro da repartição pública, no coração do Centro Histórico de São Luís, devolvia a Marina uma imagem que ela mal reconhecia. O rosto estava perfeitamente composto: um batom discreto, os cabelos cacheados domados por um prendedor elegante e um sorriso ensaiado que ela praticara no reflexo do elevador. Mas, por trás daquela vitrine de funcionalidade, Marina sentia que suas engrenagens internas estavam moendo areia.

Ela tinha trinta e seis anos e um diagnóstico recente de TDAH, acompanhado de uma bagagem pesada de ansiedade generalizada e episódios cíclicos de depressão. Em São Luís, uma cidade que transborda espontaneidade e barulho, a vida de Marina era uma coreografia de contenção.

— Você está ótima, Marina. O relatório está pronto, a reunião foi um sucesso — Sussurrou para si mesma, inspirando o ar úmido que subia do mar e se infiltrava pelas janelas coloniais do casarão onde funcionava seu setor.

O problema não era a competência. O problema era o masking. Para o mundo corporativo e social da Ilha, Marina era a profissional focada, a colega que nunca perdia um prazo. Ninguém via o esforço monumental que ela fazia para não se perder em devaneios durante as falas dos diretores, ou a exaustão física que sentia ao final do dia por ter passado oito horas controlando seus tiques nervosos e forçando um contato visual que lhe parecia invasivo e doloroso.

A máscara social era sua armadura, mas também sua cela.

Ao voltar para sua mesa, o som das conversas paralelas e o clique-clique incessante dos teclados começaram a perfurar sua paciência. A umidade de São Luís parecia pesar dez quilos sobre seus ombros. Marina sentia a ansiedade subindo como a maré da Baía de São Marcos: lenta, inevitável e sufocante.

— Marina, o pessoal vai tomar um sorvete ali na Rua do Giz depois do expediente. Você vem? — Perguntou Ricardo, um colega de trabalho sempre entusiasmado.

— Ah, Ricardo... hoje não vai dar. Tenho muita coisa para organizar em casa. — Mentiu ela, com a precisão de quem já domina a arte da evasão.

A verdade era que o reservatório de energia social de Marina estava abaixo da reserva. Ir ao sorvete significaria mais duas horas de máscara, mais duas horas de risadas calculadas e monitoramento constante da própria postura. Ela precisava do seu "casulo", o apartamento pequeno onde as luzes eram baixas e o silêncio era a única língua permitida.

Ao sair do trabalho, caminhou pelas ruas de paralelepípedos. O pôr do sol dourava os casarões, e o som de um saxofone vindo de uma galeria próxima tentava seduzi-la a ficar. São Luís é uma cidade que exige presença, que convida ao encontro. No entanto, para Marina, cada interação era um gasto de energia que ela não tinha. A depressão não se manifestava nela como uma tristeza profunda e melodramática, mas como uma apatia cinzenta, um descarregamento total da bateria da alma.

"Por que eu não posso simplesmente ser como eles?", pensava ela, observando um grupo de turistas rindo alto perto do Palácio dos Leões. "Por que para mim tudo é um cálculo? Por que o mundo parece ter o volume no máximo e eu não encontro o controle remoto?"

O peso da máscara começou a machucar o rosto invisível de sua mente. Adultos neurodivergentes, especialmente mulheres que passaram décadas sem diagnóstico, frequentemente desenvolvem quadros graves de ansiedade porque passaram a vida tentando se encaixar em moldes que não foram feitos para suas formas. Marina era o resultado dessa pressão interna. Ela era a excelência construída sobre os escombros da própria saúde mental.

Ao chegar em casa, a rotina de descompressão começou. Ela jogou as chaves na tigela, tirou os sapatos e sentou-se no chão da sala, no escuro. O choro veio sem aviso. Não era um choro de dor súbita, mas de alívio por poder, finalmente, soltar os músculos da face. Ali, ninguém exigia que ela fosse "normal". Ali, seus pensamentos podiam saltar de um lado para o outro sem precisar de uma conclusão lógica imediata.

A ansiedade, porém, ainda sussurrava em seu ouvido, enumerando as tarefas de amanhã, prevendo possíveis falhas, revisando conversas de hoje para ver se ela não tinha soado "estranha". A neurodivergência na vida adulta é um jogo de sombras. É lutar contra o preconceito dos outros e contra o próprio autojulgamento, a sombra que insiste em dizer que o cansaço é preguiça e a necessidade de isolamento é falta de afeto.

Marina levantou-se e foi até a janela. Lá fora, São Luís brilhava com as luzes dos postes e o reflexo da lua na água. Ela percebeu que a máscara era um recurso de sobrevivência, mas que não podia ser sua única pele. A inclusão real, que ela tanto lia nos portais de direitos das pessoas com deficiência e neurodivergentes, precisava começar dentro de si mesma.

— Amanhã. — Disse ela para a noite. — Eu vou levar meus fones de ouvido para o trabalho. Vou explicar que o barulho me atrapalha a concentrar.

Pode parecer um gesto pequeno, mas para quem viveu trinta e seis anos fingindo que o mundo não a machucava, admitir uma sensibilidade era um ato de coragem suprema. Era começar a tirar a máscara, peça por peça, e permitir que a Marina real, com seus silêncios, suas inquietações e sua criatividade fragmentada, pudesse respirar o ar úmido da Ilha sem sentir que estava se afogando.

A máscara de São Luís seria guardada na gaveta. Marina sabia que a depressão e a ansiedade não desapareceriam da noite para o dia, mas aceitar que seu cérebro tinha um ritmo diferente era o primeiro passo para que aquelas patologias deixassem de ser sua identidade. Ela era Marina. Ela era neurodivergente. E ela tinha o direito de habitar a cidade sem ter que representar um papel que não fora escrito para ela.

Naquela noite, o sono veio mais fácil. A ansiedade baixou como a maré, deixando na areia de sua mente as conchas de uma nova consciência. Ela não precisava ser normal; ela precisava ser apenas real. E a realidade, tal qual os casarões de sua cidade, podia ter rachaduras e azulejos faltando, mas ainda assim guardava uma beleza e uma dignidade que nenhum disfarce jamais conseguiria igualar.

Ela uma mulher que aprendera a respirar sem o peso de um sorriso forçado. E isso, por si só, já era uma vitória monumental contra o silêncio que o mundo insiste em impor aos que percebem a vida em outras frequências.


José Casanova 

Professor, Jornalista, Escritor e Cronista

Membro da Academia Bacabalense de Letras
Academia Mundial de Letras da Humanidade


domingo, 17 de maio de 2026

CRÔNICA DO DIA: A Assembleia dos Poetas de Ontem


   A noite em São Luís não é feita apenas de trevas; é tecida por fios invisíveis de maresia e história. Eu estava no sótão do casarão herdado de minha avó, na Rua do Sol, tentando terminar o terceiro capítulo do meu romance cyberpunk ambientado na Baixada Maranhense. A tela do laptop brilhava com uma luz azulada, fria, contrastando com o calor úmido que entrava pela janela ogival.

    Meus dedos voavam sobre o teclado, criando palavras que não existiam: "O neuroribamar conectou-se à rede manguezalica, fazendo o upload de sua consciência para a nuvem de babaçu."

    Sorri. "Neuroribamar". Achava genial. "Manguezalica". Uma fusão perfeita entre ecossistema e fibra ótica.

    De repente, a temperatura no sótão caiu. Não foi uma brisa. Foi um frio seco, de biblioteca antiga. O cheiro de maresia foi substituído por um odor forte de naftalina e rapé.

    Olhei para o canto escuro onde ficava uma estante de jacarandá. Ali, materializando-se a partir da poeira e das sombras, estavam três figuras translúcidas. O primeiro usava uma sobrecasaca puída e tinha olheiras profundas. O segundo, um monóculo e um bigode encerado. O terceiro, mais jovem, tinha o olhar febril dos tísicos românticos.

    — "Neuroribamar"? — A voz do primeiro ecoou como se viesse de dentro de um poço. Era Odorico Mendes. — Que aberração lexicológica é esta, jovem?

    Tentei fechar o laptop, mas minhas mãos estavam congeladas. Reconhecir o visitante de uma foto da Biblioteca Pública Benedito leite.

    — É... é um neologismo, Mestre Odorico. Uma atualização do arquétipo local para a era digital.

    — Neologismo? — O segundo fantasma, Aluísio Azevedo, aproximou-se, flutuando sobre o assoalho. Ele olhou para a tela com desprezo. — Isso não é neologismo. Isso é preguiça. "Manguezalica"? Por que não descrever a complexidade das raízes, o lodo fértil, a sinuosidade dos caranguejos? Você prefere inventar uma palavra oca a sujar as mãos na descrição da realidade?

    — Mas a realidade mudou! — Defendi-me, com a voz trêmula. — Hoje tudo é rápido. O leitor não tem paciência para o naturalismo detalhista.

    O terceiro fantasma, Gonçalves Dias, suspirou. O som foi como o vento nas palmeiras.

    — A paciência não é do leitor, meu filho. É da terra. — Ele apontou para a janela, para a escuridão onde se adivinhava a silhueta das palmeiras. — "Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá." Simples. Direto. Eterno. Você escreve "nuvem de babaçu". O babaçu não é nuvem. É coco. É quebra. É óleo. É trabalho. Você transformou a substância da vida em um termo técnico sem alma.

    Senti vergonha. Aqueles homens, que ergueram a "Atenas Brasileira" com a força de seus versos e a precisão de sua prosa, estavam ali para julgar minha modernidade. Eles não eram contra o novo; eram contra o vazio.

    — Mas eu quero inovar... — murmurei.

    — Inovar não é mutilar a língua! — Rebateu Odorico, ajustando a gola da sobrecasaca. — Eu traduzi Homero e Virgílio. Tive que dobrar o português para caber no hexâmetro grego. Mas nunca desrespeitei a raiz da palavra. "Neuroribamar"... Isso é um insulto a São José de Ribamar, o padroeiro! É reduzir a fé e a tradição a um chip!

    Aluísio Azevedo sentou-se na beira da minha mesa, atravessando uma pilha de contas pagas.

    — Ainda bem que você pelo menos paga as contas. O problema, rapaz, é que vocês hoje acham que a tecnologia substitui a metáfora. Vocês criam palavras-valise, aglutinam substantivos com prefixos estrangeiros, e acham que fizeram literatura. Literatura é carne e sangue. É o cheiro do mulato, é o barulho do cortiço, é a ambição humana nua e crua. Onde está o sangue no seu "upload"?

    Gonçalves Dias colocou a mão fantasmagórica em meu ombro. Senti um frio que queimava. Tinha o cheiro de saudade.

    — Não estamos aqui para te proibir de escrever sobre o futuro. O Maranhão sempre olhou para além do mar. Mas não esqueça de onde você pisa. Se você quer que seu "neuroribamar" voe, ele precisa ter raízes no chão de São Luís. Ele precisa comer juçara antes de conectar o cabo. Ele precisa ter medo de careta de Cazumbá , antes de ter medo de vírus de computador.

    Os três se entreolharam. Pareciam cansados. A eternidade devia ser exaustiva, especialmente quando se passava o tempo corrigindo a gramática dos vivos.

    — Apague!!! — Ordenou Odorico. — Apague essa "nuvem de babaçu". Escreva que a informação flui como o Rio Anil na maré cheia: barrenta, perigosa e vital. Use o que é nosso. A tecnologia muda, a geografia da alma maranhense, não.

    Com um gesto solene, eles começaram a desvanecer sem dirarem os olhos de mim. O cheiro de naftalina diminuiu, dando lugar novamente à maresia. A temperatura subiu.

    Fiquei sozinho diante da tela. "Neuroribamar". A palavra agora parecia ridícula, um brinquedo de plástico no meio de uma sala de antiguidades valiosas.

    Selecionei o parágrafo. Deletei.

    Respirei fundo, sentindo o ar pesado da noite. Comecei a digitar novamente, mas desta vez, com respeito.

    "O homem, com a mente conectada a cabos que lembravam raízes de mangue, sentiu a informação subir por sua espinha como a maré de setembro. Não era uma nuvem; era um alagado de dados, denso e escuro, onde memórias nadavam como peixes cegos no lodo da história."

    Li em voz alta. Soava melhor. Soava como São Luís. 

    Lá fora, um sabiá cantou, ignorando a hora tardia. Pensei que fosse coisa de Gonçalves . Talvez fosse um sinal de aprovação. Ou talvez, apenas a natureza seguindo seu curso, indiferente às nossas tentativas desajeitadas de aprisioná-la em palavras, fossem elas arcaicas ou neológicas. O importante, aprendi naquela noite, não era inventar o futuro, mas garantir que o passado tivesse lugar nele. A tradição não é uma âncora que prende o barco; é o lastro que impede que ele vire na tempestade da modernidade. E meu barco, agora, navegava mais firme.


José Casanova
Professor, Jornalista, Escritor e Cronista
Membro da Academia Bacabalense de Letras
Academia Mundial de Letras da Humanidade

quarta-feira, 13 de maio de 2026

CRÔNICA DO DIA: O 13 de Maio não foi Caridade

 

Em Bacabal, maio sempre chega vestido de duas cores: o verde das margens do Mearim e o preto invisível da memória que o Brasil insiste em esconder debaixo do tapete da História.

Na Praça Santa Terezinha, enquanto os carros passavam cuspindo pressa e fumaça, seu Antônio Preto, “dono” de um boi sotaque de Zambumba, ajeitava lentamente o chapéu de palha. Sentado num banco gasto pelo tempo, parecia conversar com os fantasmas da cidade. Não os fantasmas de lençol branco das histórias de assombração. Eram outros. Fantasmas que carregavam correntes nos tornozelos e cicatrizes nas costas.

Um menino parou diante dele .Ayo com seus 12 anos não era formador de opinião, mas sua curiosidade em saber o porquê das coisas lhe dava ares de ter mais idade.

— Vô, é verdade que a Princesa Isabel libertou os escravos porque era boazinha?

Seu Preto soltou uma risada seca. Dessas que não nascem da alegria, mas do cansaço. O coração bateu forte feito a Zabumba do seu bumba-meu-boi.

— Menino… se bondade acabasse com escravidão, o mundo nunca tinha precisado de revolta.

O vento atravessou a praça como quem queria ouvir melhor. Seu Preto olhou para o rio Mearim com olhos fixos no passado.

— A abolição não foi presente. Foi derrota da elite escravista. – Afirmou  seu Preto com um tom de vitória.

O menino franziu a testa. Ayo queria apenas entender o que dissera a professora de história na escola.

— Derrota? – Questionou Ayo.

— Sim. Os fazendeiros lutaram até o último segundo pra manter nossos parentes  acorrentados. Compravam políticos, financiavam deputados, inventavam leis que pareciam liberdade, mas eram armadilhas com perfume de progresso.

Seu Preto apontou para o céu, como se lesse palavras invisíveis. A história de seus ancestrais estrava escrita e gravada na sua mente, quem contou foi sua vó Venancia do Seco das Mulatas.

— A Lei do Ventre Livre dizia que os filhos dos escravizados nasceriam livres… mas tinham que trabalhar até os vinte e um anos. Liberdade com coleira.

—E a Lei dos Sexagenários?
— Libertava os velhos quando o corpo já estava quebrado pelo trabalho. Era como devolver ao mar um peixe depois que ele já morreu.

O menino ficou em silêncio. Cada palavra que ele dizia surgiam em sua mente como imagens acústicas,

Ao redor, Bacabal seguia viva: mototáxis zunindo como insetos nervosos, vendedores gritando promoções, ônibus sacudindo poeira. A cidade parecia correr sem perceber que pisava sobre séculos mal enterrados. Eram fantasmas, almas penadas sociais que se viam na obrigação de assombrar o futuro.

— Então a princesa não acabou com a escravidão? – Quis entender Ayo curioso,

— Quem acabou foi o medo da elite de perder tudo. A Inglaterra pressionava. Os escravizados fugiam em massa. Quilombos como o São Sebastião dos pretos cresciam por toda parte. O Exército já se recusava a caçar fugitivos. A escravidão não foi desmontada com delicadeza. Ela apodreceu em praça pública.

Seu Raimundo levantou devagar. Seus passos eram devagar devido ao peso da história que carregava nos ombros.

Os olhos dele tinham uma tristeza antiga, dessas que passam de geração em geração como herança invisível. Essa herança agora se materializava em novas arapucas da modernidade.

— Quando veio o 13 de maio de 1888, a princesa assinou a tal da lei áurea, a elite perdeu os escravizados… mas não perdeu as terras, nem o dinheiro, nem o poder político. E sabe o que fizeram com os libertos? Nada. Porque o Brasil não deu escola, não deu terra, não deu trabalho digno. Jogaram o povo negro numa liberdade vazia, como quem solta alguém no meio da tempestade sem abrigo. Libertaram o povo negro da senzala, mas penduraram nossos descendentes nos morros, nas periferias e nas margens invisíveis do país

O menino olhou para as próprias mãos. As palavras do avô ecoavam na cabeça do menino como tambores atravessando o tempo...

— Então o racismo de hoje começou ali?

Seu Raimundo respondeu quase num sussurro:

— O racismo de hoje é a continuação daquela assinatura. Só trocaram as correntes de ferro por outras mais modernas.

A tarde começou a cair sobre o Rio Mearim. O céu parecia uma brasa acesa. Bonito de se ver de onde estava com o neto.

Do outro lado da praça,  professora   Raquel encerrava a aula dizendo aos alunos:

— A abolição foi um ato de humanidade.

Seu preto lhou para o neto sacudindo a cabeça em sinal de desaprovação ap que ouviu.  Respirou fundo. Depois falou baixinho, como quem conversa com o próprio país:

— Humanidade teria sido repartir terra. Construir escolas. Garantir dignidade. O 13 de maio não foi bondade. Foi uma derrota incompleta da escravidão.

O menino perguntou:

— E o Brasil ainda vive essa derrota? – Indagou Ayo.

Seu Preto olhou para os bairros pobres espalhados pela cidade, Setubal tinha todas as caraterísticas de um quilombo urbano, embora não fosse reconhecido, a Trizidela estava á sua frente. Visualizou em sua tela mental  os rostos negros a carregar  caixas, empurrando bicicletas, limpando vidros de carros nos sinais.

Então respondeu:

— Vive meu neto. Porque a senzala acabou no papel. Mas muita gente poderosa passou séculos construindo maneiras novas de deixar o mesmo povo do lado de fora da casa-grande.

O sino da igreja Santa Terezinha bateu seis horas. Era Padre Lauro com sua cara de Santo Barroco que fez dieta chamando para a Missa das sete.

E naquela hora, Bacabal inteira pareceu ficar alguns segundos em silêncio. Como se até a cidade tivesse entendido que liberdade sem justiça é só uma porta aberta para o abandono.

Por José Casanova
Professsor, Jornalista, escritor e cronista
membro da Academia Bacabalense de Letras
Academia Mundial de Letras da Humanidade

domingo, 26 de abril de 2026

Prefeito Roberto Costa leva assistência a famílias isoladas pela cheia do Rio Bambu na zona rural de Bacabal

 

Na tarde deste domingo (26), o prefeito Roberto Costa esteve no povoado Mata de Ana, na zona rural de Bacabal, para acompanhar de perto a situação enfrentada por moradores afetados pela cheia do Rio Bambu.

Com o aumento do nível do rio, o acesso à sede do município ficou comprometido, dificultando a locomoção das famílias ribeirinhas. Durante a visita, o prefeito, acompanhado de sua equipe, realizou a entrega de água mineral, cestas básicas e ofertou atendimento médico à população.

A ação também foi marcada pelo deslocamento em áreas alagadas, onde o gestor percorreu trechos a pé, utilizou motocicleta e chegou a entrar na água para alcançar pontos mais críticos da comunidade. Segundo ele, o objetivo é garantir presença e assistência direta às famílias em situação de vulnerabilidade. “Seguimos presentes, cuidando de quem precisa”, afirmou.

A iniciativa integra as medidas emergenciais adotadas pela gestão municipal para minimizar os impactos causados pelas cheias na zona rural.

Diário do MEARIM com informações de Sérgio Matias

ABL e FALMA prestigiam Sessão Solene da ASCAL em comemoração ao seu aniversário de fundação

 

A Academia São-mateuense de Ciências, Artes e Letras(ASCAL) realizou, nesta sábado(25), uma sessão solene em comemoração ao aniversário de sua fundação. O evento, realizadao no Salão Paroquial de São Mateus do Maranhão, reuniu acadêmicos, autoridades, escritores, intelecutais e membros da sociedade civil em uma noite marcada por emoção, reconhecimento e celebração à cultura.

A solenidade contou com a participação  especial da ABL( Academia Bacabalense de Letras), representada por seu Presidente José Casanova, e da  FALMA - Federação das Acadeias de Letras do Maranhão, represebtado por seu vice-presidente Carlos Furtado  que também é Presidente da AMCLAM -Academmia Maranhense de Ciências, Letras e Artes Militares. Participaram do evento a Academia Gonzaguese de Letras e a Academia de Letras e Artes  de Porto Fanco repreentado por Renato Sérgio. As presenças reforçaramp os laços de cooperação entre as instituições e o fortalecimento do movimento acadêmico-literário  maranhense.

POSSE E COMPROMISSO 

Um dos momentos mais marcantes da noite foi a Posse dos Novos Membros Efetivos e Correspondentes da ASCAL, que passam a integrar o sodalício com a missão de promover, valorizar e difundir a produção intelectual, artística e científica de São Mateus do Maranhão.

"É uma alegria  testemunhar o crescimento da ASCAL  e ver novos nomes comprometidos com a preservação da nossa história e o futuro da nossa cultura", afirmou José Casanova, presidente da ABL.

INTEGRAÇÃO E  VALORIZAÇÃO

Em seu discurso, Carlos Furtado ressaltou  importância da ASCAL no cenário cultural do Maranhão e parabenizou a Academia pela dedicação em manter viva a chama do conhecimento e da literatura.

"A ASCAL é motivo de orgulho para nosso estado.. Sua trajetória inspira e fortalece todas as Academias filiadas à FALMA", destacou Furtado.

UMA NOITE HISTÓRICA

A  programação da sessão solene incluiu ainda, homenagens e a posse de Stuart Junior, presidente da  ASCAL como Delegado da FALMA na Mesorregião Central do Maranhão. em seus discurso  Stuart destacou o papel fundamental dos acadêmicos e parceiros na construção de uma sociedade mais consciente e comprometida com a educação e a cultura.

A sessão foi encerrada com uma  confraternização, celebrando não apenas o aniversário da ASCAL,mas também o poder transformador da cultura.






































terça-feira, 21 de abril de 2026

ASDEBAL celebra 35 anos com Assembleia Geral e reforça compromisso com inclusão em Bacabal

 

A ASDEBAL - Associação dos Deficientes de Bacabal celebrou, nesta terça-feira (21), seus 35 anos de fundação com a realização de uma Assembleia Geral marcada por participação ativa, articulação institucional e reafirmação da luta pelos direitos das pessoas com deficiência. O encontro ocorreu no Centro de Convivência Social de Bacabal e reuniu sócios, convidados e representantes de diversas entidades.

A assembleia foi conduzida pela presidente da entidade, Maria Minervina, e pelo vice-presidente, Edson Silva, que destacaram a trajetória da instituição ao longo de mais de três décadas de atuação em Bacabal. Durante suas falas, ambos ressaltaram os avanços conquistados, mas também os desafios persistentes na construção de uma sociedade mais inclusiva e acessível.

Além dos associados, o evento contou com a presença de representantes da Associação das Famílias de Pessoas com Deficiência da Região dos Cocais, da APAE de Codó, da Academia Bacabalense de Letras e da UNEGRO - União de Negras e Negros pela Igualdade. A diversidade de instituições presentes reforçou o caráter coletivo e intersetorial da luta por direitos, inclusão social e valorização da diversidade.

Ao longo da programação, foram apresentados balanços das atividades desenvolvidas pela ASDEBAL, bem como propostas e encaminhamentos para o fortalecimento das ações futuras. O espaço também foi dedicado à escuta dos participantes, que contribuíram com sugestões e demandas voltadas à ampliação de políticas públicas inclusivas no município.

O evento contou ainda com o apoio de voluntários e da Secretaria Municipal de Assistência Social de Bacabal, cuja parceria tem sido fundamental para o desenvolvimento de projetos e ações sociais voltadas às pessoas com deficiência.

Mais do que uma celebração, a Assembleia Geral dos 35 anos da ASDEBAL consolidou-se como um momento de reflexão, diálogo e mobilização. A entidade reafirma, assim, seu papel essencial na defesa dos direitos humanos e na promoção da cidadania, mantendo viva a missão de construir uma Bacabal mais justa, acessível e inclusiva para todos.