quarta-feira, 17 de junho de 2026
CRÔNICA DO DIA: A Vida do Miolo
PROJETO DA CASA DO IDOSO E DEBATES SOBRE INFRAESTRUTURA MARCAM SESSÃO DA CÂMARA DE BACABAL
A Câmara Municipal de Bacabal realizou, na tarde desta quarta-feira (17), mais uma Sessão Ordinária marcada pela apresentação de projetos, indicações e debates sobre demandas da população. Os trabalhos foram conduzidos pela presidente da Casa, vereadora Natália Duda (MDB).
A sessão teve início com a abertura oficial dos trabalhos pela presidente do Legislativo. Em seguida, o vereador Paulo Brandão (PP) realizou a tradicional leitura bíblica. Dando prosseguimento à pauta, a vereadora Patrícia Teles (MDB) fez a leitura da ata da sessão anterior, enquanto o vereador Alberto Sobrinho(PSB) realizou a leitura da Ordem do Dia.
Um dos destaques da sessão foi a apresentação do Projeto de Lei de autoria da vereadora Vanusa das Jade's (MDB), que propõe a criação da Casa do Idoso no município de Bacabal. A matéria foi encaminhada às comissões permanentes da Câmara para análise técnica e jurídica, devendo retornar ao plenário para apreciação e votação dos parlamentares.
A vereadora também apresentou indicação solicitando ao Poder Executivo uma intervenção no Mercado Central de Bacabal, visando melhorias na estrutura e nas condições de funcionamento do espaço. Outra indicação de sua autoria solicita a realização de um mutirão para emissão da Carteira de Identidade, buscando ampliar o acesso da população ao documento.
Durante a sessão, o vereador Jário Lira (PSB) apresentou requerimentos relacionados à realização de concurso público municipal, melhorias no abastecimento de água e reforço da iluminação pública em diversos pontos da cidade.
Na tribuna, fizeram uso da palavra os vereadores Ivonete Paiva (PSB), Romarinho (União Brasil), Paulo Brandão (PP), Feitosa (União Brasil) e Alberto Sobrinho (PSB). Durante seus pronunciamentos, os parlamentares abordaram temas de interesse público e promoveram o tradicional debate político que marca as sessões legislativas, discutindo ações administrativas, demandas comunitárias e propostas para o desenvolvimento do município.
A sessão reafirmou o papel do Legislativo Municipal como espaço democrático de discussão e encaminhamento de propostas voltadas para a melhoria da qualidade de vida da população bacabalense.
terça-feira, 16 de junho de 2026
CRÔNICA DO DIA: Os Mistérios do Cazumbá
segunda-feira, 15 de junho de 2026
CRÕNICA DO DIA: O Voo do Caboclo de pena
domingo, 14 de junho de 2026
CRÔNICA DO DIA: Os Olhos de Catirina e o Gosto do Desejo
sábado, 13 de junho de 2026
CRÔNICA DO DIA - Pai Francisco: O Desejo e a Travessura
José Casanova
professor , Jornalista, escritor e cronista
Academia Mundial de Letras d Humanidade
CRÔNICA DO DIA: O Despertar do Couro
Professor, Jornalista, Escritor e Crônista
Membro da Academia Bacabalense de Letras
Academia Mundial de Letras da Humanidade
sexta-feira, 12 de junho de 2026
João Mohana In Concert emociona público durante a II Semana Cultural João Mohana em Bacabal
A música erudita e a música popular brasileira encontraram-se em perfeita harmonia na noite desta quinta-feira (11), durante a realização do João Mohana In Concert 2026, evento promovido pela Academia Bacabalense de Letras (ABL) dentro da programação da II Semana Cultural João Mohana.
Realizado no auditório da Escola de Música Almir Garcez Assaí, o concerto reuniu um público seleto formado por amantes da música,da literatura, da cultura e admiradores da trajetória do padre, escritor e intelectual maranhense João Mohana. A apresentação teve como protagonista o instrumentista Leonardo Bezerra de Castro, o Leo 7 Cordas, que conduziu a plateia por uma experiência musical marcada pela sensibilidade, técnica e emoção.
Para o músico, a apresentação representou um momento especial em sua trajetória artística."Ontem vivi um dos momentos mais marcantes da minha trajetória na Escola de Música de Bacabal. Tive a honra de realizar um recital de música erudita em homenagem ao saudoso Padre João Mohana, um homem de fé, ciência e profunda ligação com a arte e a cultura da nossa terra", afirmou Leonardo.
O recital foi cuidadosamente concebido em dois atos que dialogaram diretamente com o legado cultural e espiritual deixado por João Mohana. Na primeira parte, a plateia foi conduzida pelas sonoridades da música sacra do compositor alemão Johann Sebastian Bach, em uma atmosfera de contemplação e profunda conexão espiritual.
Já no segundo ato, o concerto celebrou as raízes brasileiras. Empunhando o violão de sete cordas, Leo 7 Cordas apresentou clássicos da Música Popular Brasileira (MPB), destacando a riqueza melódica, o balanço e a identidade cultural presentes no repertório nacional. A mudança de linguagem musical demonstrou a versatilidade do artista e a capacidade da música de transitar entre o erudito e o popular sem perder sua força emocional.A apresentação encantou o público presente, que também teve a oportunidade de conhecer mais sobre a importância de João Mohana para a cultura brasileira. Médico, sacerdote, escritor, músico e pensador humanista, Mohana deixou uma obra marcada pela valorização da dignidade humana, da espiritualidade e da cultura.
Para a Academia Bacabalense de Letras e para o músico Leonardo Bezerra, prestar essa homenagem em Bacabal possui um significado especial. Foi nesta cidade que João Mohana nasceu e viveu os primeiros anos de sua infância, estabelecendo os vínculos afetivos com a terra que o acompanhariam por toda a vida.A primeira edição do João Mohana In Concert reafirmou o poder transformador da música, capaz de unir o céu e a terra, o clássico e o popular, a memória e a emoção. Mais do que um concerto, o evento tornou-se um tributo à vida e à obra de um dos mais importantes intelectuais maranhenses.
A expectativa dos organizadores é que o João Mohana In Concert se consolide como parte permanente da programação cultural de Bacabal, mantendo viva a memória de um homem que acreditava na arte como instrumento de formação humana, cura, afeto e encontro entre as pessoas.
domingo, 7 de junho de 2026
CRÔNICA DO DIA: JOHNNY ROCK BLUES, O HOMEM QUE MOLDAVA SONHOS
Foi assim com Ejoão Martins Ferreira.
Mas poucos o conheciam por esse nome. Para a maioria, ele era Johnny Rock Blues. Um nome que parecia música, liberdade e estrada ao mesmo tempo. Um nome que cabia perfeitamente naquele homem que transformava tudo o que tocava em arte.
Dizem que alguns artistas aprendem a criar. Johnny não. Johnny nasceu criando.Ainda menino, quando outras crianças rabiscavam o chão com gravetos, ele já desenhava mundos inteiros. Seus traços possuíam a delicadeza dos que enxergam o invisível. O papel era pequeno demais para a imaginação que carregava. Havia algo mais a ser conquistado.
Vieram então as tintas. Deram cores a sua vida.
E as telas. Onde projetava os seus sonhos.
E os primeiros olhares de admiração.
Certa vez foi convidado para expor seus trabalhos em uma feira de artesanato. Levou suas obras sem grandes pretensões, como quem leva filhos para conhecer o mundo. Ao final do evento, todas as telas haviam sido vendidas.Todas.
Talvez naquele dia ele tenha compreendido que sua arte não lhe pertencia mais. Pertencia ao mundo. E para um artista admitir sua grandeza ´r comprender que não era uma pessoa comum.
Mas Johnny era daqueles espíritos inquietos que não se acomodam em um único horizonte.
Se a pintura lhe servia como linguagem, a escultura tornou-se oração.
A madeira ganhou alma.O isopor ganhou movimento.
A argila ganhou respiração. Era como se soprasse nas suas esculturas o fóligo da vida.
Das barrancas do Mearim surgia o barro que suas mãos transformavam em santos, anjos, pescadores, mães, crianças, pecadores e sonhadores. Não se sabia ao certo onde terminava a matéria e começava o artista.
Em alguns momentos, parecia que a argila se confundia com o próprio corpo de Johnny.
Era como se ele também tivesse sido moldado pelas águas e pela terra de Bacabal.Mas limitar Johnny Rock Blues às artes plásticas seria uma injustiça.
Ele era desenhista.
Pintor.
Escultor.
Artista plástico.
Cronista.
Poeta.
Músico.
Compositor.
Cantor.
Ator de cinema.
Um verdadeiro artesão de sensibilidades.
Enquanto muitos escolhem uma única estrada, Johnny caminhava por várias ao mesmo tempo, sem jamais perder o rumo da beleza.
Havia nele algo dos antigos alquimistas.
Transformava barro em emoção.
Palavras em memória.
Notas musicais em sentimento.
Silêncios em poesia.
Por isso sua partida deixou um vazio difícil de explicar.
Algumas pessoas morrem e deixam saudade. Outras deixam obras.
Johnny deixou universos.Suas esculturas continuam falando.
Seus textos continuam respirando.
Suas canções continuam ecoando.
Sua arte continua caminhando pelas ruas da cidade onde nasceu. Inspirando as anáforas dos poetas distraídos no fim de tarde sob o Mearim.
Talvez os gregos antigos o chamassem de semideus. Virtudes e talento para isso tinha de sobra.
Não por possuir poderes sobrenaturais, mas porque parecia conversar com a própria criação.
Hoje, quando alguém observa uma de suas obras, escuta uma de suas músicas ou encontra um de seus escritos, percebe que Johnny Rock Blues nunca partiu completamente.
Artistas assim não desaparecem. Transformam-se em permanência.
Viram rio.
Viram memória.
Encantam-se no Mearim
Viram lenda.
E Bacabal, que tantas vezes serviu de inspiração para suas mãos mágicas, guarda agora a honra de ter sido o berço de um dos seus mais extraordinários criadores.
Johnny Rock Blues foi um homem.
Mas sua arte continua sendo infinita.
José Casanova
Professor, Jornalista, Escritor e Crônista
Membro da Academia Bacabalense de Letras
Academia Mundial de Letras da Humanidade

















































