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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Seguidores de Lula se organizam para o segundo turno em Bacabal

Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva começaram a se organizar em Bacabal para a campanha do segundo turno das eleições presidenciais. Uma reunião realizada no Comitê de Lula, localizado na Rua Magalhães de Almeida, marcou o início da articulação de diferentes setores políticos e sociais do município.

O encontro, articulado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) de Bacabal,predsidido pela professora Mariana e Wiliam do PT e Raimundo Sousa, conseguiu agregar, inicialmente, representantes e apoiadores do PSOL, PCdoB e Rede Sustentabilidade, ampliando o diálogo entre as forças políticas que defendem a candidatura de Lula no segundo turno

Além das representações partidárias, a reunião contou com expressiva participação de diferentes segmentos da sociedade bacabalense. Professores, jornalistas, influenciadores digitais, trabalhadores rurais, empresários ,estudantes e operários estiveram entre os presentes, demonstrando a intenção de construir uma mobilização plural em torno da campanha.

Durante o encontro, os participantes tiveram espaço para se apresentar e falar sobre suas expectativas para esta nova etapa do processo eleitoral. As manifestações foram marcadas pelo sentimento de esperança em uma vitória de Lula no segundo turno e pela defesa da democracia como um dos principais pontos de convergência entre os presentes.

As falas também destacaram a necessidade de ampliar o diálogo com a população de Bacabal e intensificar a mobilização nas próximas semanas. A proposta é aproximar diferentes setores da sociedade, organizar atividades e fortalecer a presença da campanha nas ruas e também nas redes sociais.

Não foi feita uma análise da conjuntura pois todos já sabem o projeto defendido pelas as candidaturas postas no segundo turno, Várias pessoas presentes se voluntariaram para participar das comissões de mobilização, finanças e mídia. As pessoas espontaneamente decidiram contribuir para produzirem os primeiros matériais de campanha que serão adicionados a outros preparados pelo partido.

Está definido que quinta-feira os apoiadores de Lula em Bacabal se concentraram a partir das 16h, para em seguida seguirem em caminhada até o bairro Trizidela num primeiro arrastão para conversar com a comunidade de casa em casa.

O encontro representou, dessa forma, um primeiro movimento de reorganização das forças políticas e sociais que apoiam Lula no município após o resultado do primeiro turno.

A expectativa dos participantes é de que novas lideranças, movimentos sociais e cidadãos sem filiação partidária também se integrem à mobilização ao longo da campanha.

Para os apoiadores reunidos no Comitê, o segundo turno será mais do que uma disputa eleitoral: será também um período de mobilização política em defesa da democracia e do projeto de país que acreditam estar representado pela candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva.










segunda-feira, 5 de outubro de 2026

CRÔNICA DO DIA: O Voto e o Lombo

 

A urna tem dessas ironias. Às vezes, a mão que aperta o botão parece esquecer o corpo que a sustenta. Esquece o despertador tocando antes do sol. Esquece o ônibus lotado, a marmita, a jornada que ocupa seis dias da semana e deixa apenas um para descansar, cuidar da casa, abraçar os filhos e tentar lembrar que a vida deveria ser mais do que trabalhar para sobreviver.

Esquece a fila do supermercado e aquela conta silenciosa feita diante da prateleira: isso cabe no salário? Dá para levar a carne? O leite? O remédio? E se faltar dinheiro antes do fim do mês?

A política, para quem tem pouco, nunca foi apenas uma discussão abstrata entre esquerda e direita. Política é comida. É salário. É aposentadoria. É universidade. É financiamento estudantil. É a prestação da casa própria. É o preço do gás. É o ônibus que leva ao trabalho. É saber se, depois de uma vida inteira contribuindo, haverá alguma segurança na velhice.

Por isso me espanta quando trabalhadores transformam a política numa espécie de torcida e passam a defender projetos sem perguntar primeiro o que esses projetos significarão na própria mesa.

Há quem receba Bolsa Família e despreze políticas sociais. Há quem dependa do salário mínimo e trate sua valorização como assunto menor. Há pais e mães que jamais poderiam pagar uma universidade particular, mas cujos filhos chegaram ao ensino superior por programas como Prouni e Fies. Há famílias que passaram décadas pagando aluguel e enxergaram no Minha Casa, Minha Vida a primeira possibilidade concreta de chamar quatro paredes de suas.

Nada disso deveria pertencer a um político como propriedade pessoal. São políticas públicas. São escolhas de país. E, justamente por isso, precisam ser discutidas, cobradas, fiscalizadas e defendidas quando funcionam.

O eleitor deveria perguntar a qualquer candidato — Lula, Flávio Bolsonaro ou qualquer outro — coisas muito simples: o que acontecerá com meu salário? Com minha aposentadoria? Com a universidade do meu filho? Com os programas habitacionais? Com os direitos de quem trabalha? Com a jornada de trabalho? Com o preço dos alimentos? E, sobretudo, com a democracia?

Porque eleição não é concurso para escolher quem fala mais alto. É uma decisão sobre quem pagará a conta depois.

Às vezes observo certas escolhas políticas e me vem à cabeça, como metáfora imperfeita, a chamada Síndrome de Estocolmo: aquela associação conhecida popularmente pela situação paradoxal em que uma vítima desenvolve vínculo ou lealdade em relação a quem a submete ou ameaça. Na política, a comparação deve ser usada com cuidado, mas a imagem provoca uma pergunta incômoda: por que alguém apoiaria alegremente aquilo que acredita poder prejudicá-lo?

Talvez porque a política tenha conseguido uma façanha terrível: fazer muita gente votar primeiro pela identidade e somente depois pelo próprio interesse concreto.

O trabalhador passou a dizer que é “de direita” ou “de esquerda” antes de perguntar quem defende sua jornada, seu salário e sua dignidade. O aposentado escolhe uma camisa antes de conferir o que cada projeto pretende fazer com sua aposentadoria. O jovem aprende o nome do inimigo político antes de descobrir quem pretende ampliar ou restringir suas oportunidades.

E então nasce uma tentação amarga. Às vezes penso: talvez seja preciso sentir no próprio lombo.

Talvez algumas sociedades só compreendam o valor de determinadas conquistas quando correm o risco de perdê-las. É fácil desprezar uma ponte enquanto estamos atravessando por ela. Difícil é perceber sua importância depois que o rio fica entre nós e o outro lado.

Mas esse pensamento dura pouco. Política não deveria ser uma experiência de sofrimento destinada a ensinar uma lição. Um país inteiro não pode ser colocado em risco para que uma parcela de seus cidadãos descubra, tarde demais, o peso das próprias escolhas.

Democracia é justamente o contrário disso. É escolher antes da queda. É desconfiar das promessas. É comparar projetos. É cobrar números. É verificar declarações. É lembrar do passado sem transformar ninguém em santo e olhar para o futuro sem transformar ninguém em salvador.

Tenho minha opinião sobre Lula. Tenho também minhas críticas. Nenhum governante deve estar acima delas. Mas considero impossível negar a dimensão que ele adquiriu na história política brasileira e, sobretudo, o lugar que as políticas sociais associadas aos seus governos ocuparam na vida de milhões de brasileiros.

O eleitor, entretanto, não deve nada a Lula. Nem a Flávio Bolsonaro. Nem a partido algum. Deve alguma coisa apenas a si mesmo, à sua família e ao país que deixará para os filhos. Por isso, depois do barulho do primeiro turno, talvez a pergunta mais importante não seja: “De que lado eu estou?” Talvez seja outra: “Que país haverá do outro lado do meu voto?”

Porque a urna leva poucos segundos, mas resultado dela pode durar anos.

José Casanova

Professor, Jornalista, Escritor e Cronista

Membro da Academia Bacabalense de Letras

Academia Mundial de Letras da Humanidade

 

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Prefeito Roberto Costa sanciona lei que torna Festa de Santa Teresinha Patrimônio Cultural Imaterial de Bacabal

 

O prefeito de Bacabal, Roberto Costa, sancionou nesta quinta-feira (1º de outubro) a Lei nº 1.755/2026, que declara a Festa de Santa Teresinha Patrimônio Cultural Imaterial do Município. A assinatura da legislação ocorreu durante a tradicional Missa das Rosas, celebrada no encerramento dos festejos em homenagem à padroeira de Bacabal, que neste ano completam 90 anos de história, fé e devoção.

A data, que integra o calendário do feriado municipal dedicado às celebrações de Santa Teresinha, movimentou a cidade ao longo de todo o dia. No final da tarde, fiéis participaram da Santa Missa na Igreja de Sant'Ana e São Joaquim e, posteriormente, acompanharam a Procissão Luminosa pelas ruas de Bacabal até a Catedral de Santa Teresinha.

Na chegada à Catedral, uma multidão aguardava para participar da tradicional Missa das Rosas, presidida pelo bispo da Diocese de Bacabal, Dom Armando Martín Gutiérrez. Durante a celebração, foi realizada a assinatura solene da nova legislação, que reconhece oficialmente a festividade como parte do patrimônio cultural imaterial do município.

Ao destacar a importância da iniciativa, o prefeito Roberto Costa ressaltou que o reconhecimento ultrapassa o aspecto religioso e representa a preservação de uma tradição que faz parte da identidade de Bacabal.

“É um momento muito especial para mim, porque o que nós fazemos aqui é o reconhecimento de um patrimônio que não é feito de concreto, mas acima de tudo de sentimento. Imaterial significa dizer que não é algo concreto; é algo que você sente através da festa e de toda a fé que nós temos. Essa festa de Santa Teresinha já é um patrimônio no coração de todo bacabalense e da comunidade católica.”

Lei preserva manifestações culturais e religiosas

A Lei nº 1.755/2026 contempla o conjunto de manifestações culturais, religiosas e comunitárias relacionadas à Festa de Santa Teresinha, realizada tradicionalmente entre a segunda quinzena de setembro e o dia 1º de outubro.

Entre as manifestações abrangidas pelo reconhecimento estão os novenários, procissões, celebrações litúrgicas e apresentações artísticas que integram a programação dos festejos.

A legislação tem como objetivo preservar a memória histórica da festividade, valorizar as expressões culturais e religiosas da comunidade e contribuir para a continuidade das tradições ao longo das próximas gerações.

Para o bispo da Diocese de Bacabal, Dom Armando Martín Gutiérrez, a sanção representa um momento significativo para a história do município.

“É um presente que o prefeito Roberto Costa está dando para Bacabal. São 90 anos dessa celebração de Santa Teresinha, a padroeira da nossa cidade. Estamos felizes por esse reconhecimento!”

Fé que atravessa gerações

Durante o ato, Roberto Costa também destacou a relação construída ao longo das décadas entre a devoção a Santa Teresinha e a vida das famílias bacabalenses.

Segundo o prefeito, a fé na padroeira está presente não apenas nas celebrações religiosas, mas também nos momentos de dificuldades enfrentados pela população.

“A fé em Santa Teresinha e os pedidos pela sua intercessão ao nosso Senhor mexem com a fé e com as dificuldades que as pessoas enfrentam na saúde ou na economia. Santa Teresinha tem sido essa grande mãe que abraça e traz esperança para a vida da nossa população. Como prefeito e membro da comunidade católica, fico muito feliz em assinar essa lei e materializar um sentimento de gratidão e carinho que sempre existiu no nosso município.”

Com a sanção da Lei nº 1.755/2026, a Festa de Santa Teresinha passa a contar com reconhecimento formal como patrimônio cultural imaterial de Bacabal. A medida reforça a preservação de uma tradição que, há nove décadas, reúne manifestações de fé, cultura e participação comunitária e integra a memória coletiva da cidade.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Vila da Paz confirma apoio ao Time Roberto Costa durante arrastão em Bacabal

A Vila da Paz foi palco, nesta quarta-feira (23), de mais uma mobilização política do grupo liderado pelo prefeito Roberto Costa, em Bacabal. O Arrastão do Time Roberto Costa percorreu as ruas do bairro e reuniu moradores, apoiadores e lideranças políticas em uma demonstração de apoio às candidaturas que integram o grupo.

Durante o percurso, o prefeito Roberto Costa e o deputado estadual Davi Brandão foram recebidos pelos moradores, que acompanharam a caminhada e participaram das manifestações de apoio. A mobilização também destacou a presença da administração municipal nas comunidades e ações realizadas ao longo da gestão.

Para a dona de casa Maria dos Santos, a presença do prefeito no bairro representa a continuidade de um trabalho que, segundo ela, vem sendo acompanhado pelos moradores.

“Eu estou com Roberto Costa porque ele tem feito um grande trabalho na cidade. A gente acompanha as ações e está com ele e com o time Roberto Costa”, afirmou.

Roberto Costa agradece receptividade

Durante o arrastão, Roberto Costa agradeceu a participação dos moradores e destacou a proximidade mantida com as comunidades de Bacabal.

“Eu fico muito feliz quando venho nessas comunidades, porque isso tem sido a minha vida: estar sempre junto com a população. E quando a gente volta, em um momento como esse, para pedir o apoio da população, a gente fica feliz porque a população nos abraça de uma forma efusiva e as pessoas, mais uma vez, dizem que vão dar o voto de confiança pelo trabalho que estamos fazendo”, declarou.

Em outro momento, o prefeito mencionou as lideranças que integram o grupo político e pediu união aos apoiadores durante a reta final da campanha.

“A Vila da Paz já disse que o time que ela vai nessa eleição é o time do prefeito Roberto Costa, com o nosso governador Orleans Brandão, com a nossa senadora Roseana, com o nosso senador Weverton, com a nossa deputada federal Iracema Vale e com o nosso deputado estadual Davi Brandão. Vamos juntos porque a vitória vem, porque a vitória é do povo de Bacabal”, afirmou.

Próximo arrastão

A agenda do grupo continua nesta quinta-feira (24). A partir das 16h, o Arrastão do Time Roberto Costa será realizado nos bairros Novo Bacabal e Vila Frei Solano, dando sequência à mobilização política nos bairros de Bacabal.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Câmara de Bacabal aprova reconhecimento do Festejo de Santa Terezinha como Patrimônio Cultural Imaterial do município

 

A Câmara Municipal de Bacabal realizou, nesta quarta-feira (23), mais uma sessão ordinária marcada por debates, aprovação de matérias e pela valorização de uma das mais tradicionais manifestações religiosas e culturais do município. A reunião foi conduzida pela presidente da Casa, vereadora Natália Duda (MDB), que abriu os trabalhos regimentais e convidou o professor Markim para realizar a leitura bíblica, seguindo a tradição das sessões do Legislativo bacabalense.

Na sequência, o vereador Reginaldo do Posto (PP) realizou a leitura da ata da sessão anterior, que posteriormente foi apreciada pelos parlamentares. Em seguida, o vereador Alberto Sobrinho fez a leitura da Ordem do Dia, apresentando as matérias que seriam analisadas pelo plenário.

Durante a sessão, os vereadores aprovaram requerimentos em bloco e encaminharam indicações para os setores responsáveis do Poder Executivo. Entretanto, o principal destaque da reunião foi a aprovação do Projeto de Lei encaminhado pelo Executivo Municipal (Prefeito Roberto Costa) em regime de urgência, que reconhece o Festejo de Santa Terezinha como Patrimônio Cultural Imaterial de Bacabal.

A aprovação representa um marco para a preservação da história e da identidade cultural do município. O reconhecimento de uma festa religiosa como patrimônio cultural imaterial significa oficializar que aquela manifestação é um elemento vivo, essencial para a memória, a tradição e o sentimento de pertencimento de uma comunidade.

Diferentemente de um patrimônio material, como uma igreja, monumento ou imagem religiosa, o patrimônio imaterial está relacionado às práticas, celebrações, rituais, cantorias, expressões de fé, costumes e conhecimentos transmitidos entre gerações.

No caso do Festejo de Santa Terezinha, o reconhecimento valoriza a vivência religiosa e cultural dos bacabalenses, destacando a importância da participação popular, da fé coletiva e dos elementos que fazem parte da história do município.

Além disso, o título de patrimônio cultural imaterial contribui para a proteção e salvaguarda da tradição, possibilitando ações de documentação, apoio e preservação por parte dos órgãos públicos responsáveis pela valorização cultural, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

A medida também reforça o respeito à diversidade cultural e religiosa, reconhecendo que manifestações como o Festejo de Santa Terezinha fortalecem os vínculos comunitários e representam parte da formação histórica e social de Bacabal.

Debates na tribuna

No espaço destinado aos pronunciamentos, fizeram uso da palavra os vereadores Jairo Lira (PSB), Bertulino(PSDB), Cândido de Madureira( UNIÃO), Feitosa( UNIÃO) e Luizinho Padeiro(PSDB).

Durante suas manifestações, os parlamentares abordaram temas relacionados à realidade política e administrativa do município, além de destacarem questões ligadas ao cenário eleitoral e aos candidatos apoiados por cada um deles.

Os discursos reforçaram o papel da tribuna como espaço democrático de diálogo, onde os vereadores apresentam suas opiniões, defendem suas posições e levam ao conhecimento da população os assuntos que consideram relevantes.

Ao final, a sessão foi encerrada após a votação das matérias previstas na pauta e os pronunciamentos dos parlamentares.











A disputa esquenta: Roberto Costa manda recado à oposição durante arrastão em Bacabal

 

A reta final da campanha eleitoral ganhou um tom mais acirrado em Bacabal. Na terça-feira (22), durante um arrastão realizado no bairro Vila Coelho Dias, o prefeito Roberto Costa intensificou os ataques ao grupo de oposição e cobrou dos adversários uma comparação entre as administrações de Bacabal e Bom Lugar.

O ato percorreu as ruas do bairro e reuniu apoiadores da chapa defendida pelo prefeito, que tem Orleans Brandão na disputa pelo Governo do Maranhão, Davi Brandão para deputado estadual, Iracema Vale para deputada federal e Roseana Sarney e Weverton Rocha para o Senado. A mobilização contou ainda com a presença do deputado estadual Davi Brandão. A agenda integra uma sequência de atos políticos realizados pelo grupo de Roberto Costa durante a campanha.

Entre abraços, manifestações de apoio e a recepção dos moradores, Roberto Costa percorreu as ruas do bairro ao lado de Davi Brandão. No discurso, porém, o prefeito adotou uma postura mais contundente e direcionou críticas ao grupo político ligado à Prefeitura de Bom Lugar.

Comparação entre os municípios

Roberto Costa afirmou que os eleitores deveriam comparar as ações e os serviços oferecidos pelas duas administrações. Entre os pontos mencionados pelo prefeito estão fardamento escolar, contratação e permanência de servidores, pagamento do décimo terceiro salário e qualidade da merenda escolar.

Ao falar sobre os adversários, Costa também fez referência à prefeita de Bom Lugar e ao filho dela, que, segundo o prefeito, disputa uma vaga de deputado estadual.

“O que eu quero nesta campanha é só uma coisa: faça comparação! [...] Traz o filhinho pra pedir voto aqui, mas antes eu quero que eles prometam que as crianças de lá vão ter fardamento como as de Bacabal!”

Na sequência, Roberto Costa questionou a situação dos servidores contratados e afirmou que, em Bacabal, esses trabalhadores permaneceriam em atividade.

“Eu quero que ele traga o filhinho, que a mãe lá é prefeita, mas que ela venha pra Bacabal dizer: os contratados de Bom Lugar não serão demitidos no final do ano, como os de Bacabal continuam trabalhando!”

O prefeito também citou o pagamento do décimo terceiro salário como outro ponto de comparação entre os municípios.

“Eu quero que antes dele vir pedir voto aqui, que a mãe dele diga lá para os funcionários, para os servidores, que ela vai pagar o décimo terceiro de todo mundo, como Bacabal paga!”

Críticas à merenda escolar

A merenda escolar foi outro tema explorado por Roberto Costa durante o discurso. O prefeito afirmou que a qualidade da alimentação oferecida aos estudantes de Bom Lugar deveria ser comparada com a realidade da rede municipal de Bacabal.

Em seguida, fez uma acusação relacionada ao uso de recursos destinados à merenda escolar em Bom Lugar. A declaração foi feita pelo prefeito durante o ato, mas a acusação não foi acompanhada, no discurso, pela apresentação de documentos ou de decisão judicial que a comprovasse.

“A merenda escolar das crianças de Bom Lugar vai ser como a merenda boa que Bacabal tem hoje! Porque a de lá, ele botou o filho pra ser candidato a deputado, sabe por quê? Porque ele foi pego desviando o dinheiro da merenda escolar das crianças de Bom Lugar!”

A afirmação coloca a disputa eleitoral também no campo da comparação entre políticas públicas e serviços municipais, ampliando o confronto entre os grupos políticos que atuam em Bacabal e Bom Lugar.

Convocação para a reta final

Na parte final do discurso, Roberto Costa pediu aos apoiadores que transformassem a mobilização nas ruas em votos no dia da eleição e voltou a citar Davi Brandão e Iracema Vale.

“Por isso, eu quero dizer a vocês: pras nossas conquistas continuarem, nós vamos dar de capote no filhinho de lá com o deputado Davi Brandão! E vamos dar também a maior votação para deputada federal que é a Iracema Vale.”

O prefeito encerrou a fala reforçando que pretende ampliar a votação de seus candidatos em Bacabal e afirmou que a mobilização também estaria relacionada à defesa de políticas públicas voltadas às crianças do município.

O episódio ocorre em meio à intensificação das agendas eleitorais no Maranhão. Candidatos e grupos políticos têm ampliado caminhadas, arrastões e encontros com eleitores na reta final da campanha.

Próximo arrastão

A agenda de mobilização do grupo liderado por Roberto Costa continua nesta quarta-feira (23). O próximo arrastão está previsto para o bairro Vila da Paz, a partir das 16h.

Com a aproximação do dia 4 de outubro, os atos de rua entram na fase decisiva da campanha e devem manter Bacabal no centro das articulações políticas da região.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

CRÔNICA DO DIA: A neta de Humberto de Campos e a luz de uma memória literária na FELIS

Há encontros que não terminam quando a fotografia é guardada no celular. Eles permanecem como uma espécie de marca silenciosa na memória de quem teve o privilégio de estar presente. Foi assim quando Patricia de Campos, neta de Humberto de Campos, chegou ao estande da FALMA (Federação das Academias de Letras do Maranhão), durante a 19ª FELIS (Feira Literária de São Luís).

Naquele instante, o espaço ganhou uma atmosfera diferente. Não era apenas a chegada de uma visitante ilustre. Era a presença de um pedaço vivo da história literária maranhense. Pessoas se aproximavam emocionadas, com livros nas mãos, olhos curiosos e aquele desejo quase infantil de registrar um momento raro: uma fotografia ao lado da descendente de um dos maiores nomes da literatura brasileira.

Humberto de Campos não era apenas um nome escrito nas páginas dos livros. Foi um escritor que conquistou leitores com sua prosa elegante, fluida e acessível. Sua produção literária transitou entre a poesia, a crônica e o ensaio, sempre marcada por erudição, sensibilidade e um humor refinado que aproximava o autor do público.

Mas a história de Humberto de Campos também carrega capítulos cercados de debates e mistérios. Após sua morte, algumas obras atribuídas ao escritor foram psicografadas pelo médium Chico Xavier, apresentadas como mensagens ditadas pelo espírito do próprio Humberto. O episódio gerou grande repercussão e levou a família do escritor a contestar judicialmente a situação, em 1944, em um processo envolvendo Chico Xavier e a Federação Espírita Brasileira, buscando uma definição sobre a autoria das obras e questões relacionadas aos direitos autorais. Há quem diga em tom de humor, que a psicografia é a prscussora da inteligencia artificial.

É claro que aquele não era o momento para transformar um encontro de celebração literária em uma discussão sobre polêmicas históricas. Havia algo muito maior acontecendo ali. O que importava naquele instante era a homenagem, o afeto e o reconhecimento de uma trajetória que atravessou gerações.

A curiosidade existia. Estava nos olhares, nos comentários discretos, nas conversas entre escritores e visitantes. Afinal, quando uma família carrega consigo a memória de uma personalidade tão marcante, inevitavelmente desperta perguntas e reflexões. Mas a delicadeza daquele momento falou mais alto.

Patricia de Campos trouxe ao estande da FALMA algo que nenhum livro consegue transmitir sozinho: a sensação de proximidade com a história. Sua presença aproximou passado e presente, escritor e leitor, memória e emoção.

Naquela tarde, entre abraços, sorrisos e fotografias, a literatura maranhense ganhou mais uma página para guardar. Uma página escrita não com tinta, mas com sentimento.

Porque algumas pessoas não chegam apenas para visitar um lugar. Algumas chegam para iluminar a história que já estava ali.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Jeane Miranda lança “Casas de Todo Jeito” durante a 19ª FELIS, em São Luís

 

A escritora Jeane Miranda lançou, neste domingo (20), o livro “Casas de Todo Jeito”, durante a programação da 19ª Feira do Livro de São Luís (FELIS). O lançamento aconteceu no estande da FALMA – Federação das Academias de Letras do Maranhão e integrou a participação de escritores convidados pela  Academia Bacabalense de Letras no evento literário realizado na capital maranhense.

Jeane Miranda levou ao público uma obra voltada especialmente ao universo infantojuvenil. Durante o lançamento, a escritora apresentou o livro de maneira lúdica e interativa, despertando a curiosidade e prendendo a atenção das crianças presentes no espaço.

“Casas de Todo Jeito” propõe uma reflexão sensível sobre os lares e as diferentes formas de convivência retratadas em histórias que atravessam gerações. Por meio de uma narrativa leve, criativa e envolvente, Jeane Miranda conduz o leitor por conhecidas casas da literatura infantil, atribuindo a cada uma delas novos sentidos sobre família, acolhimento, convivência e pertencimento.

Entre as referências presentes na obra estão a casa dos Três Porquinhos, que sonhavam com vizinhos, e a inesquecível casa de doces de João e Maria, que, apesar de toda a aparência encantadora, tornou-se um lugar do qual as crianças precisaram fugir

A partir dessas e de outras referências do imaginário infantil, a autora apresenta diferentes realidades de convivência. Há casas que acolhem, protegem e oferecem segurança, mas também existem aquelas marcadas por desafios, dificuldades e exclusões. Dessa forma, o livro ultrapassa a simples ideia da casa enquanto espaço físico e provoca o leitor a pensar sobre aquilo que, verdadeiramente, transforma um lugar em lar.

Ao longo da obra, Jeane Miranda conduz crianças, jovens e adultos por uma jornada de descoberta e reflexão, defendendo a construção de um mundo em que todas as pessoas, independentemente de suas histórias ou circunstâncias, possam encontrar um espaço que realmente possam chamar de “lar” — marcado pelo afeto, pelo respeito, pela proteção e pelo sentimento de pertencimento.

O percurso literário encontra, ao final, uma das mais conhecidas referências de “O Mágico de Oz”, quando Dorothy expressa o sentimento de que “não há lugar como a nossa casa”. A lembrança reforça a principal mensagem da obra: mais do que paredes e telhados, o verdadeiro lar é construído onde existem amor, segurança, acolhimento e pertencimento.

A apresentação lúdica realizada por Jeane Miranda durante a FELIS transformou o lançamento em um momento de aproximação entre literatura e infância. A interação com as crianças evidenciou ainda uma das principais potencialidades da literatura infantojuvenil: abordar temas profundos e universais por meio da imaginação, da fantasia e de histórias capazes de dialogar com diferentes gerações.


O lançamento de “Casas de Todo Jeito” também marcou, com brilho e sensibilidade, a participação de escritores de Bacabal na 19ª Feira do Livro de São Luís, ampliando a visibilidade da produção literária bacabalense e fortalecendo a presença da literatura produzida no interior do Maranhão em um dos mais importantes espaços de celebração do livro, da leitura e da cultura no estado.