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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Prefeito Roberto Costa sanciona lei que torna Festa de Santa Teresinha Patrimônio Cultural Imaterial de Bacabal

 

O prefeito de Bacabal, Roberto Costa, sancionou nesta quinta-feira (1º de outubro) a Lei nº 1.755/2026, que declara a Festa de Santa Teresinha Patrimônio Cultural Imaterial do Município. A assinatura da legislação ocorreu durante a tradicional Missa das Rosas, celebrada no encerramento dos festejos em homenagem à padroeira de Bacabal, que neste ano completam 90 anos de história, fé e devoção.

A data, que integra o calendário do feriado municipal dedicado às celebrações de Santa Teresinha, movimentou a cidade ao longo de todo o dia. No final da tarde, fiéis participaram da Santa Missa na Igreja de Sant'Ana e São Joaquim e, posteriormente, acompanharam a Procissão Luminosa pelas ruas de Bacabal até a Catedral de Santa Teresinha.

Na chegada à Catedral, uma multidão aguardava para participar da tradicional Missa das Rosas, presidida pelo bispo da Diocese de Bacabal, Dom Armando Martín Gutiérrez. Durante a celebração, foi realizada a assinatura solene da nova legislação, que reconhece oficialmente a festividade como parte do patrimônio cultural imaterial do município.

Ao destacar a importância da iniciativa, o prefeito Roberto Costa ressaltou que o reconhecimento ultrapassa o aspecto religioso e representa a preservação de uma tradição que faz parte da identidade de Bacabal.

“É um momento muito especial para mim, porque o que nós fazemos aqui é o reconhecimento de um patrimônio que não é feito de concreto, mas acima de tudo de sentimento. Imaterial significa dizer que não é algo concreto; é algo que você sente através da festa e de toda a fé que nós temos. Essa festa de Santa Teresinha já é um patrimônio no coração de todo bacabalense e da comunidade católica.”

Lei preserva manifestações culturais e religiosas

A Lei nº 1.755/2026 contempla o conjunto de manifestações culturais, religiosas e comunitárias relacionadas à Festa de Santa Teresinha, realizada tradicionalmente entre a segunda quinzena de setembro e o dia 1º de outubro.

Entre as manifestações abrangidas pelo reconhecimento estão os novenários, procissões, celebrações litúrgicas e apresentações artísticas que integram a programação dos festejos.

A legislação tem como objetivo preservar a memória histórica da festividade, valorizar as expressões culturais e religiosas da comunidade e contribuir para a continuidade das tradições ao longo das próximas gerações.

Para o bispo da Diocese de Bacabal, Dom Armando Martín Gutiérrez, a sanção representa um momento significativo para a história do município.

“É um presente que o prefeito Roberto Costa está dando para Bacabal. São 90 anos dessa celebração de Santa Teresinha, a padroeira da nossa cidade. Estamos felizes por esse reconhecimento!”

Fé que atravessa gerações

Durante o ato, Roberto Costa também destacou a relação construída ao longo das décadas entre a devoção a Santa Teresinha e a vida das famílias bacabalenses.

Segundo o prefeito, a fé na padroeira está presente não apenas nas celebrações religiosas, mas também nos momentos de dificuldades enfrentados pela população.

“A fé em Santa Teresinha e os pedidos pela sua intercessão ao nosso Senhor mexem com a fé e com as dificuldades que as pessoas enfrentam na saúde ou na economia. Santa Teresinha tem sido essa grande mãe que abraça e traz esperança para a vida da nossa população. Como prefeito e membro da comunidade católica, fico muito feliz em assinar essa lei e materializar um sentimento de gratidão e carinho que sempre existiu no nosso município.”

Com a sanção da Lei nº 1.755/2026, a Festa de Santa Teresinha passa a contar com reconhecimento formal como patrimônio cultural imaterial de Bacabal. A medida reforça a preservação de uma tradição que, há nove décadas, reúne manifestações de fé, cultura e participação comunitária e integra a memória coletiva da cidade.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Câmara de Bacabal aprova reconhecimento do Festejo de Santa Terezinha como Patrimônio Cultural Imaterial do município

 

A Câmara Municipal de Bacabal realizou, nesta quarta-feira (23), mais uma sessão ordinária marcada por debates, aprovação de matérias e pela valorização de uma das mais tradicionais manifestações religiosas e culturais do município. A reunião foi conduzida pela presidente da Casa, vereadora Natália Duda (MDB), que abriu os trabalhos regimentais e convidou o professor Markim para realizar a leitura bíblica, seguindo a tradição das sessões do Legislativo bacabalense.

Na sequência, o vereador Reginaldo do Posto (PP) realizou a leitura da ata da sessão anterior, que posteriormente foi apreciada pelos parlamentares. Em seguida, o vereador Alberto Sobrinho fez a leitura da Ordem do Dia, apresentando as matérias que seriam analisadas pelo plenário.

Durante a sessão, os vereadores aprovaram requerimentos em bloco e encaminharam indicações para os setores responsáveis do Poder Executivo. Entretanto, o principal destaque da reunião foi a aprovação do Projeto de Lei encaminhado pelo Executivo Municipal (Prefeito Roberto Costa) em regime de urgência, que reconhece o Festejo de Santa Terezinha como Patrimônio Cultural Imaterial de Bacabal.

A aprovação representa um marco para a preservação da história e da identidade cultural do município. O reconhecimento de uma festa religiosa como patrimônio cultural imaterial significa oficializar que aquela manifestação é um elemento vivo, essencial para a memória, a tradição e o sentimento de pertencimento de uma comunidade.

Diferentemente de um patrimônio material, como uma igreja, monumento ou imagem religiosa, o patrimônio imaterial está relacionado às práticas, celebrações, rituais, cantorias, expressões de fé, costumes e conhecimentos transmitidos entre gerações.

No caso do Festejo de Santa Terezinha, o reconhecimento valoriza a vivência religiosa e cultural dos bacabalenses, destacando a importância da participação popular, da fé coletiva e dos elementos que fazem parte da história do município.

Além disso, o título de patrimônio cultural imaterial contribui para a proteção e salvaguarda da tradição, possibilitando ações de documentação, apoio e preservação por parte dos órgãos públicos responsáveis pela valorização cultural, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

A medida também reforça o respeito à diversidade cultural e religiosa, reconhecendo que manifestações como o Festejo de Santa Terezinha fortalecem os vínculos comunitários e representam parte da formação histórica e social de Bacabal.

Debates na tribuna

No espaço destinado aos pronunciamentos, fizeram uso da palavra os vereadores Jairo Lira (PSB), Bertulino(PSDB), Cândido de Madureira( UNIÃO), Feitosa( UNIÃO) e Luizinho Padeiro(PSDB).

Durante suas manifestações, os parlamentares abordaram temas relacionados à realidade política e administrativa do município, além de destacarem questões ligadas ao cenário eleitoral e aos candidatos apoiados por cada um deles.

Os discursos reforçaram o papel da tribuna como espaço democrático de diálogo, onde os vereadores apresentam suas opiniões, defendem suas posições e levam ao conhecimento da população os assuntos que consideram relevantes.

Ao final, a sessão foi encerrada após a votação das matérias previstas na pauta e os pronunciamentos dos parlamentares.











sábado, 13 de dezembro de 2025

FALMA realiza capacitação para elaboração de projetos culturais na Casa de Cultura Josué Montello

 A Federação das Academias de Letras do Maranhão (FALMA) promoveu, nos dias 11 e 12 de dezembro, uma Capacitação para Elaboração de Projetos Culturais, realizada na Casa de Cultura Josué Montello, em São Luís. A formação reuniu representantes de diversas academias de letras do estado, fortalecendo o diálogo e a qualificação técnica no campo da cultura.

A capacitação foi ministrada pelo técnico em Projetos Culturais Stuart Júnior, presidente da Academia de Letras de São Mateus, que conduziu os participantes por etapas fundamentais da construção de projetos culturais, com foco em editais públicos e mecanismos de fomento. Durante os encontros, foram abordados temas como estruturação de propostas, definição de objetivos, justificativa cultural, metas, cronograma, orçamento e adequação às exigências legais.

Os trabalhos foram coordenados pelo presidente da FALMA, escritor César Brito, que destacou a importância da formação continuada para o fortalecimento das academias e da produção cultural no Maranhão.

“Essa capacitação é estratégica para que nossas academias estejam preparadas para acessar os editais e políticas públicas de cultura. Precisamos unir literatura, arte, ciência e cultura, ampliando nosso campo de atuação e dialogando com a realidade de cada município”, afirmou César Brito.

Várias  academias  foram representadas por seus presidentes  ou  membros Inaldo Lisboa, de Itapecuru; o Coronel Carlos Furtado, vice-presidente da FALMA e Presidente da AMCLAM - Academia Maranhense de Ciências, Letras e Artes Militares; Joaquim, da Academia de Letras de Viana; José Casanova, da Academia Bacabalense de Letras, além de outras representações de diferentes regiões do estado.

Um dos pontos centrais discutidos durante a formação foi a necessidade de repensar o modelo das Academias de Letras, ampliando sua atuação para além do campo estritamente literário.

“Hoje, muitas academias ficam de fora de editais justamente por se apresentarem apenas como Academias de Letras. É fundamental que também se reconheçam como espaços de artes, ciência e cultura, respeitando a identidade e as potencialidades de cada academia”, explicou Stuart Júnior.

Para o presidente da Academia Bacabalense de Letras, José Casanova, a capacitação representa um avanço importante para a interiorização das políticas culturais.

“Essa formação nos oferece ferramentas práticas para transformar ideias em projetos viáveis. É um passo decisivo para que as academias do interior ocupem seu espaço nos editais e fortaleçam a cultura local”, ressaltou Casanova.

A realização do evento na Casa de Cultura Josué Montello reforçou o simbolismo do espaço como centro de memória, formação e valorização da cultura maranhense. Ao final da capacitação, os participantes destacaram a importância da iniciativa e a necessidade de novas ações formativas que contribuam para o fortalecimento das academias e dos fazedores de cultura no estado.































quarta-feira, 16 de julho de 2025

Outdoor de festa religiosa é alvo de intolerância em Bacabal e gera forte reação da comunidade de matriz africana

Um ato de intolerância religiosa ocorrido esta semana em Bacabal, cidade do interior do Maranhão, provocou forte indignação entre praticantes e lideranças das religiões de matriz africana. Um outdoor que divulgava uma festa religiosa da Tenda São Raimundo Nonato foi vandalizado — o painel, montado na Avenida João Alberto, uma das áreas mais nobres da cidade, teve sua lona rasgada na madrugada.

O cartaz anunciava uma celebração tradicional da casa de Umbanda Tenda São Raimundo Nonato. O ato foi prontamente classificado como crime de intolerância religiosa por integrantes da comunidade, que organizaram uma manifestação de repúdio na Praça da Família, nesta quarta-feira(16).

A mobilização foi liderada pela Associação dos Ubandistas de Bacabal , que tem a frente Mãe Jaqueline e contou com a presença de representantes de diversas casas de Umbanda da cidade e região. Dentre eles, destacou-se a presença do Pai Francisco de Folha Seca, conhecido como Babalorixar, vítima direta de ataques por sua atuação religiosa.

Lideranças se revezaram ao microfone durante o protesto, reafirmando a importância da liberdade religiosa e exigindo providências das autoridades. Rita de Cássia, representante da UNEGRO (União de Negras e Negros pela Igualdade), núcleo Bacabal, foi uma das vozes mais contundentes:

“Não podemos permitir que atos como esse passem impunes. Quando atacam um símbolo religioso nosso, atacam toda uma história de resistência, de cultura e de fé, foi um crime  de racismo religioso”, afirmou.

Também usou da palavra Mãe Angela, da Tenda São Raimundo Nonato, que emocionou o público ao denunciar publicamente o crime:

“Não é a primeira vez que tentam nos silenciar. Mas não vamos recuar. Seguiremos de pé, com nossos atabaques, nossos cânticos e nossa fé.”

O ato foi encerrado com o canto do Hino da Umbanda, entoado em coro por todos os presentes. Em seguida, uma roda de tambor foi formada como símbolo de união, resistência e ancestralidade.

O caso reacende o alerta sobre a crescente onda de intolerância religiosa no país, especialmente contra as religiões de matriz africana. Em nota, a Associação dos Ubandistas de Bacabal reiterou o compromisso com a luta por respeito, visibilidade e liberdade de culto, conclamando a população a se posicionar contra qualquer forma de preconceito.



















Se você presenciou ou foi vítima de intolerância religiosa, denuncie. O respeito à diversidade é um direito garantido pela Constituição Federal.

Da Redação do Diário do Mearim