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PT apresenta chapa majoritária com Flávio Dino candidato ao governo

A banda do  PT contrária a aliança com Roseana Sarney (PMDB) no Maranhão,  manteve a decisão do encontro do partido realizado no último sábado e apresentou na tarde desta segunda-feira, na sede do diretório estadual do PT em São  Luís (MA), a chapa majoritária formada em aliança com o PC do B e PSB.
Estavam presentes os pré-candidatos a governador, Flávio Dino (PC do B), a vice, a ex-deputada federal Terezinha Fernandes (PT) e ao Senado, o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) e o dirigente partidário, Ubirajara do Pindaré (PT), todos aprovados pela maioria dos delegados petistas presentes ao encontro de sábado.
O vice-presidente do diretório estadual do PT, Augusto Lobato, ressaltou que não houve nenhum comunicado oficial da direção nacional do partido, inviabilizando o encontro.
- Estamos cumprindo o que determina o nosso estatuto, que está acima dos desejos pessoais de A ou B, e somente uma intervenção poderá mudar esse quadro – avisou.
Intervenção que na ótica do secretário de organização do partido e pré-candidato ao Senado, Ubirajara do Pindaré, não há razão de ser, pois ela só poderá acontecer se houver um  processo disciplinar que o justifique, o que não é o caso do Maranhão.
-  Nós não infringimos nenhuma norma  partidária e nem ferimos as diretrizes do Congresso do partido.  Não acreditamos que o comando do PT vá levar essa mácula para a campanha de Dilma Russef – observa.
Sobre a determinação do presidente Lula em apoiar a aliança com a família Sarney no Maranhão, Pindaré foi irônico:
- No nosso estatuto a base é soberana e não há previsão de caciques políticos – alfinetou.
O pré-candidato do PC do B ao governo, Flávio Dino, aproveitou para destacar que o seu partido em reunião ocorrida no último final de semana em São Paulo, reafirmou a sua candidatura e que iria cobrar o apoio do PT no Maranhão.
- Em 26 estados estamos apoiando o PT, e esperamos que ele nos apóie no Maranhão – avisou.
Dino também destacou que a aliança  proposta para 2010 é a mesma de 1989, na primeira candidatura de Lula quando se formou a Frente Brasil Popular e a mesma de 2006, quando Sarney já era aliado de Lula, e Roseana saiu candidata a governadora do Maranhão sem o apoio do PT.
-Por que isso agora? Somos aliados históricos e comprometidos com a mudança no nosso estado, onde o povo amarga a miséria e o abandono – disse.
A candidata a vice-governadora, Terezinha Fernandes (PT), ressaltou que eles não estão confrontando a direção nacional do PT, mas cumprindo o que a ampla maioria decidiu.
- Estamos cumprindo o que é melhor para a democracia interna do PT e o melhor para o povo do Maranhão que não suporta mais conviver com o atraso. O Brasil inteiro se desenvolve e o nosso estado continua com os  piores índices sociais do País.
Suborno – É esperado para esta quarta-feira a presença em São  Luís de uma comissão do diretório nacional para investigar as denúncias veiculadas pela revista Veja, de que emissários da família Sarney estariam tentando comprar delegados petistas para mudarem o voto e passarem a apoiar a aliança com o PMDB, por valores que variam de R$ 20 mil e R$ 40 mil.
Presente ao ato de apresentação da chapa majoritária, o delegado Francivaldo Coelho, citado  pela revista, reafirmou que recebeu em um estacionamento de um shopping em São  Luís a oferta  de R$ 40 mil para mudar o seu voto, feita pelo  petista Rodrigo Comerciário. E acrescentou que recebera também proposta de emprego no governo Roseana Sarney.
- Ele veio me ofereceu emprego e depois voltou me oferecendo os R$ 40 mil. Tenho provas testemunhais e materiais, no caso do dinheiro, mas não tenho como provar a oferta de emprego – avisou.
Coelho disse que só apresentaria essas provas à comissão nacional do partido que investiga o caso. Elas seriam um áudio com o teor da conversa entre ele e Rodrigo Comerciário.
- Não quero causar mais desgastes ao partido – justifica.
O autor da proposta, Rodrigo Comércio chegou a ser candidato a vice-prefeito de São  Luís em 2008 na chapa com o próprio Flávio Dino, mas mudou de lado antes do encontro do dia 26 de março que definiu pelo  apoio ao comunista.
Logo após ele indicou o secretário de Desenvolvimento Social do governo Roseana Sarney, o também petista, Edmilson Santos
fonte:blog do jornalista Raimundo Garrone.

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