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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Cerca de 200 mil jovens deficientes estão fora da sala de aula

Quase metade das crianças e adolescentes (48%) com algum tipo de deficiência e que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) está fora da escola. A proporção equivale a cerca de 200 mil jovens que deveriam estar estudando, mas não conseguiram vaga nas escolas ou as famílias não efetuaram a matrícula.
Foto: Divulgação
Para Haddad, há falta de iniciativa do poder público local | Foto: Divulgação
Os números são do Ministério da Educação (MEC) que lançou em Brasília, nesta quarta-feira, a 2ª edição do Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas. De acordo o ministro Fernando Haddad, o grande contingente é fruto de problemas culturais (as famílias não têm a compreensão da necessidade e do direito de as pessoas com deficiência estudarem) e também da falta de iniciativa do Poder Público local.
Haddad espera que as secretarias de Educação dos estados e dos municípios busquem as crianças e os adolescentes que não estão na escola. “Eu tenho o cadastro de todas as crianças que recebem por lei um salário mínimo em virtude de uma deficiência. Eu tenho esse cadastro e cruzo com o do MEC. Se eu não encontro a criança matriculada, eu tenho que visitar essa criança. Cem mil crianças já foram resgatadas com esse processo, nós temos que buscar essas 200 mil”, disse.
De acordo com a secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), Cláudia Pereira Dutra, muitas famílias têm medo de perder o benefício ao matricular os filhos porque, na visão dessas pessoas, a frequência escolar seria a comprovação de que não existe invalidez. Cláudia afirma que não há essa possibilidade e esclarece que a Constituição Federal (Artigo nº 205) determina que a educação é “direito de todos e dever do Estado e da família”.
“Esse recurso é para promover a qualidade de vida das pessoas, entre eles, o exercício do direito à educação”, destacou.
Segundo Cláudia, desde 2007, mais de 24 mil salas de recursos multifuncionais (com equipamentos, mobiliários, material para atendimento especializado) foram instaladas nas escolas públicas (investimento de R$ 150 milhões). Anualmente, o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) oferece R$ 100 milhões para a adequação física de escolas (construção de rampas, instalação de corrimão, adaptação de banheiros).
Na opinião da secretária, além da adequação física e da formação dos professores, é fundamental a compreensão dos profissionais que atuam nas escolas de que muitas pessoas com deficiência necessitam do apoio de um acompanhante permanentemente – como parentes que possam ficar na escola para ajudar em atividades em sala, na locomoção, na alimentação e no uso dos banheiros.
No ano passado, escolas públicas de 420 municípios de todo o país inscreveram 713 iniciativas para concorrer ao prêmio. Uma escola em cada região foi premiada. Este ano,o prêmio foi dividido em três categorias: escolas públicas (para experiências pedagógicas exitosas); secretarias de Educação (gestão do sistema de ensino que gere inclusão); e estudantes de escolas públicas (para texto narrativo sobre o tema A Escola Aprendendo Com as Diferenças, que deve ser elaborado por estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio). O primeiro colocado receberá um notebook.
As inscrições devem ser feitas até 31 de dezembro, no site do MEC: www.mec.gov.br
Com informações da Agência Brasil

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Romário participa de jogo de futsal para cegos e faz dois gols

Romário chutou o ar várias vezes, Ricardo Rocha levou uma bolada no peito e Deley deixou a bola passar entre as pernas. Os craques da bola protagonizaram nesta sexta-feira cenas cômicas na partida de futsal contra o time de cegos da cidade de Volta Redonda. Com o placar de 3 x 2 para o time de cegos, Romário, Ricardo Rocha, Deley e Humberto (ex-jogador do Voltaço) disputaram uma partida de futsal de olhos vendados, abrindo a Olimpede 2011, a maior olimpíada de deficientes do Brasil, evento que acontece anualmente em Volta Redonda.
'Foi uma experiência incrível', disse Romário | Foto: Divulgação
"Foi uma experiência incrível. Esses caras são mesmo uns super-atletas. Deficiente é quem não vê o valor dos atletas paraolímpicos", disse Romário, após o jogo, no qual, mesmo de olhos vendados, fez dois gols.

Os jogadores do futsal de Volta Redonda, Bruno, Alexandre, Felipe (um gol), Gustavo (dois gols), Igor e Vilmar, todos deficientes visuais, se emocionaram com a partida inédita. "Se todo torcedor passasse por essa experiência ao menos uma vez, certamente o esporte paraolímpico teria muito mais fãs. A gente só tem a agradecer", disse Alexandre, de 17 anos.

A proposta da organização do evento é destacar o talento dos atletas especiais. "Com esse jogo mostramos que com a bola rolando não existem fronteiras para a prática desportiva", disse o prefeito do município, Antonio Francisco Neto.

A Olimpede é um evento oficial da Prefeitura de Volta Redonda com apoio do Ministério dos Esportes e do COB (Comitê Paraolímpico Brasileiro). As competições vão até segunda-feira, dia 19, e reúnem 3.200 atletas de vários estados do Brasil.
Foto: Divulgação

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

RECURSOS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

A União, por intermédio do MINISTÉRIO DA CULTURA (MINC),representado pela SECRETARIA DE CIDADANIA CULTURAL (SCC), estabelece e divulga normas para a realização do Concurso Público Prêmio Arte e Cultura Inclusiva 2011 – Edição Albertina Brasil – “Nada Sobre Nós Sem Nós”, patrocinado pela PETROBRAS. Serão premiadas 30 iniciativas culturais, já realizadas, no valor de R$ 12.500, 00 em expressão artística e Acessibilidade. Até 30 de setembro!  

Projeto garante vagas para portadores de deficiência em estacionamentos

Projeto do vereador Chico Viana assegura a reserva de 5% de vagas para deficientes nos estacionamentos públicos e privados de São Luís. De acordo com o artigo 2º do projeto, é de responsabilidade da administração municipal realizar a contagem de vagas disponíveis em estacionamentos públicos e privados e determinar a sinalização e posicionamento das vagas destinadas aos beneficiários, de forma a garantir-lhes melhor comodidade.
Segundo o vereador, o projeto beneficiará uma minoria da população, tão importante como os outros cidadãos, que raramente é lembrada quando da elaboração de normas. “Os deficientes batalham diariamente contra suas limitações e nada mais justo do que favorecê-los em situações como esta”, frisou o parlamentar.
Cartão especial – O artigo 3º do documento estabelece que a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) se responsabilizará pela emissão e fornecimento do cartão especial de estacionamento de deficientes. O cartão poderá ser utilizado em todos os estacionamentos localizados em logradouros públicos e privados de São Luís.
No artigo 4º a norma reforça que, fazem jus ao cartão especial, os deficientes que comprovarem suas enfermidades por intermédio de laudo médico competente. Além disso, o projeto prevê que o cartão especial de estacionamento terá validade de três anos, com renovação após esse prazo.
Já o artigo 6º estabelece que o descumprimento desta lei sujeitará ao proprietário do estacionamento à multa de mil reais (R$ 1.000,00), pela infração e o dobro deste valor no caso de reincidências, que seja destinada a Associação Maranhense em Defesa dos Animais (Amada).
FONTE: JP