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segunda-feira, 2 de maio de 2011

MPMA e Prefeitura de Vitória do Mearim assinam Termo de Ajustamento de Conduta

A Promotoria de Justiça de Vitória do Mearim e a Prefeitura do município assinaram na última quarta-feira, 27, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que prevê a construção de um novo matadouro público municipal, em conformidade com as normas técnicas de higiene, saneamento e fiscalização.
De acordo com o Relatório de Inspeção Sanitária realizada pela Superintendência de Vigilância Sanitária em outubro de 2010, o matadouro público representa um grave problema de saúde pública por não possuir condições higiênicas e sanitárias necessárias ao funcionamento. A atual situação do local contraria o Decreto Estadual n° 17.364/2000 (que regulamenta a implantação e o funcionamento de matadouros públicos) e o Código de Defesa do Consumidor.
De acordo com o TAC, assinado pela promotora de Justiça Letícia Teresa Sales Freire, representando o Ministério Público, e pela prefeita Dóris de Fátima Ribeiro Pearce, como representante da Prefeitura, o Município construirá um novo matadouro, em local apropriado e de acordo com a legislação ambiental e sanitária, no prazo de oito meses.
No mesmo prazo, a Prefeitura deverá providenciar o licenciamento do matadouro junto à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e ao Órgão de Vigilância Sanitária do Estado, além do registro no Ministério da Agricultura. Em caso de descumprimento, o Município estará sujeito a multa diária de R$ 545.
A Prefeitura de Vitória do Mearim assumiu, ainda, outros compromissos: adotar todas as medidas para evitar que os dejetos do matadouro escoem para córregos, rios e lagos; ampla campanha de divulgação contra o abate clandestino 60 dias antes da inauguração da obra; e cumprir a legislação estadual de combate à febre aftosa. O descumprimento dessas medidas pode levar ao pagamento de multa diária de R$ 500.
Durante a vigência do Termo de Ajustamento de Conduta, uma Ação Civil Pública já existente sobre o assunto ficará suspensa.
FONTE: CCOM-MPMA

Possibilidades de novas fraudes no ECAD

Dois filhos menores de idade, pode estar por trás da segunda fraude a abalar o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) em menos de uma semana.
De acordo com o Ecadnet, sistema de busca que o escritório responsável pelo recolhimento e pagamento dos direitos autorais de todos os músicos do país mantém na internet, Marco Aurelio da Silva, Laurinda Nascimento Vieira Silva, Marco Tales Vieira Silva e Lais Petra Vieira Silva seriam mais prolíferos do que Chico Buarque. Só Marco Aurelio, o patriarca da família, tem registradas em seu nome 629 obras, frente às 468 do irmão da ministra da Cultura, Ana de Hollanda.
Entre as composições que caem na conta dos Silva, todos cadastrados como artistas pela Sociedade Brasileira de Administração e Proteção dos Direitos Intelectuais (Socinpro), há vários homônimos de hits nacionais. Entre eles: “Coisas que eu sei”, de Dudu Falcão – uma das cinco músicas mais tocadas em 2009 na voz de Danni Carlos -, “Tá perdoado”, de Arlindo Cruz, e “Chora me liga”, da dupla sertaneja João Bosco e Vinícius.
Os Silva não têm o costume de informar o intérprete de suas produções e parecem trabalhar nos mais diversos estilos musicais. Na lei brasileira, não há nada que impeça que duas composições tenham o mesmo título. Mesmo assim, o Ecad decidiu submeter toda a família a uma auditoria interna. O processo começou no ano passado.
Procurado pelo GLOBO, o Ecad informou, por sua assessoria de imprensa, que entre janeiro de 2010 e abril deste ano os Silva receberam R$ 1.700 pela reprodução de todas as suas supostas composições. A reportagem, porém, obteve documentos que comprovam que o ganho deles com apenas quatro canções entre janeiro de 2005 e dezembro de 2010 beira os R$ 4 mil. Só por “Festa no apê”, obra homônima ao sucesso do cantor Latino, os Silva, que detêm 75% dos direitos (o detentor dos outros 25%, também desconhecido, não pertence à família), embolsaram R$ 2.207 em cinco anos.
De acordo com o Ecad, “com a colaboração de produtores de shows, a família Silva relacionava obras da autoria deles entre os roteiros de shows pelo Brasil”.
- Se a falha no registro de obras permite que qualquer pessoa informe o compositor errado ao Ecad, então, existem muito mais famílias Silva do que se sabe – diz, irritado, Dudu Falcão.
Se a falha no registro de obras permite que qualquer pessoa informe o compositor errado ao Ecad, então, existem muito mais famílias Silva do que se sabe
Apesar da nota do Ecad, Jorge Costa, presidente da Socinpro, diz desconhecer qualquer investigação sobre os Silva.
Na última segunda-feira, O GLOBO denunciou o pagamento de R$ 127,8 mil ao falso compositor Milton Coitinho dos Santos. Cadastrado no sistema do Ecad pela União Brasileira de Compositores (UBC) – outra associação de artistas -, ele listou como sendo suas várias trilhas de filmes brasileiros, algumas conhecidas por outros autores. Após a denúncia, o Ecad congelou os pagamentos que lhe seriam feitos e informou que moveria um processo contra ele.
A reportagem, que já estava atrás dos Silva há dois meses, tentou localizar Coitinho ao longo da semana. Todos os dados que constam nas fichas cadastrais de ambos não levam a lugar algum. O e-mail que os Silva forneceram à Socinpro retorna com uma mensagem de erro. O telefone da família dá ocupado. Trata-se de um número em Belo Horizonte, mesma cidade onde Coitinho fez o seu registro. Já na ficha submetida por Coitinho à UBC, o número de identidade tem dois dígitos a mais do que o normal e o endereço e telefone “para correspondência” correspondem ao cassino Palms Place, em Las Vegas. Lá, ninguém nunca ouviu falar do brasileiro.
A data de nascimento de Coitinho também é falsa. Segundo um sistema de informações que reúne dados de segurança pública de todos os órgãos de fiscalização do Brasil, o CPF de Coitinho está ativo, mas atrelado a alguém que nasceu em 1964 e não em 1940, como registrou a UBC. Supõe-se que o fraudador tenha optado por envelhecer como forma de justificar a autoria de trilhas sonoras produzidas em sua infância.
O mesmo sistema de segurança revela que Coitinho reside ou residiu em Bagé, no Rio Grande do Sul, e trabalhou numa distribuidora de cervejas. Contatado pelo GLOBO, o departamento de recursos humanos da Cargnelutti & Cia. Ltda. disse que um homem com CPF idêntico ao do registrado na UBC prestou serviços à empresa entre 2001 e 2008. Sem especificar o cargo, acrescentou que ele atuou em Santana do Livramento (RS).
Coitinho também foi dono de uma padaria em Bagé, mas o escritório de contabilidade que geria a sua conta diz que ele não aparece lá há anos. Os documentos relativos ao negócio já estão no arquivo morto da empresa.
Segundo consta, Coitinho recebia seus direitos autorais através da procuradora Bárbara de Mello Moreira, uma jovem que mora com a mãe e o irmão num condomínio no Pechincha, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro. A procuração, datada de 28 de maio de 2010, era falsa.
O carimbo que está acima é uma falsificação do selo da Secretaria de Estado Americano, que deveria reconhecer o carimbo do meu cartório
- Esse documento é uma fraude – informa Bobbie G. Bell, tabelião do Notary on Wheels, cartório da Flórida cujo selo aparece estampado no documento. – Além disso, o carimbo que está acima (na mesma página) é uma falsificação do selo da Secretaria de Estado Americano, que deveria reconhecer o carimbo do meu cartório.
Bárbara não respondeu aos pedidos de entrevista para esclarecer o destino final dos R$ 127,8 mil debitados em sua conta no banco Itaú. Seus vizinhos dão conta de que ela é universitária e não está trabalhando.
Fácil de registrar
Sexta-feira, na filial mineira da UBC, o correspondente do GLOBO em Belo Horizonte comprovou que é simples o caminho para se declarar autor de uma música. Bastava preencher um formulário padrão, informando o nome da composição a ser cadastrada, e anexar um papel com a letra impressa, numa autodeclaração. As atendentes daquela tarde acrescentaram ainda que a documentação poderia ser encaminhada ao escritório pelos Correios e que não seria indispensável a apresentação de uma cópia gravada da obra nem do encarte do suposto CD. A reportagem só não finalizou o registro de uma música homônima escolhida aleatoriamente porque não apresentou à associação de artistas um comprovante de residência. A medida foi proposital.
- Nosso procedimento padrão, que segue as determinações da Convenção de Berna de 1886, valoriza o autor. Só se for provado o contrário (do registrado) é que se desconfia – defende Marisa Gandelman, diretora executiva da UBC. – Funciona assim no mundo todo. É como um livro. Ninguém desconfia da autoria dele.
Descontente com a repercussão do caso Coitinho, Marisa diz que vai investigar até o fim:
- Eu quero punir, tirar do meio de nós os fraudadores, estejam eles dentro ou fora do sistema. Não quero que essa história acabe em pizza.
créditos- O GLOBO
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/04/30/ecad-admite-possibilidade-de-nova-fraude-924355396.asp#ixzz1L6gbrFZp

Empregos na Costa Cruzeiros – 520 Vagas pelo Brasil

Costa Cruzeiros, companhia nacional de transatlânticos, está com inscrições abertas para a contratação de520 profissionais em diversas áreas do conhecimento.

Alguns dos cargos de demanda são para: fotógrafo, assistente de cozinha, mordomo, garçonete, atendente e assistente de bar, operador de serviços especiais para hóspedes, primeiro e segundo cozinheiro, entre outras colocações.
O contrato de trabalho é de 8 meses.
Podem se inscrever candidatos com formação na área de hospitalidade e com conhecimentos em outra língua.
Envie o seu currículo para o e-mail paismontoya@uol.com.br (até o dia 13 de maio de 2011) e embarque nessa experiência profissional!
Os participantes selecionados irão receber remunerações entre US$ 430 e US$ 1.450, além de vantagens como assistência médica, seguro, moradia e alimentação.
Aproveite para conferir o site institucional da empresa e corra garantir a sua inscrição online!
Retirado deAgencia Empregos

Morre José Renato Pécora-

José Renato Pécora
José Renato Pécora morreu no início da madrugada desta segunda-feira, 2 de maio, em São Paulo. Terminada a sessão de ontem de “12 homens e uma sentença”, ele foi jantar como de hábito no Planetas e de lá uma amiga o levou ao Terminal do Tietê onde ele pegaria o ônibus da meia-noite para o Rio. Ela o deixou na área de acesso ao terminal e, horas depois, recebeu ligação da enfermeira do Pronto Socorro de Santana, na Voluntários da Pátria, que localizou seu telefone no celular do próprio Zé Renato, comunicando a sua morte.
José Renato, que voltou a atuar como ator depois de 56 anos, estava em um momento feliz. O sucesso de “12 homens e uma sentença” é, especialmente, o sucesso dele que, por ter feito a sua trajetória no teatro como diretor, desde que criou o Arena, não tinha provado o reconhecimento das plateias, em especial dos muito jovens que assistem ao espetáculo. Reconhecimento que agora ele experimentou com uma alegria juvenil que nós, que dividíamos o camarim com ele, testemunhamos nesses sete meses de temporada. O Zé ria, fazia e provocava piadas, formava o nosso coral que todas as noites desengavetava um repertório de músicas do passado, em exercício de puxar pela memória. Era assim o “aquecimento” e a “concentração” de rotina antes do espetáculo. Uma noite, de tanto rir das brincadeira do Riba, do Norival Rizzo e da Ieda, nossa fiel camareira, ele desabafou com um sorriso largo: “Vocês ainda vão me provocar um enfarte de tanto rir”. Na sessão deste domingo, ele trocou uma palavra do seu texto, que só o elenco percebeu. Em vez de dizer “o velho queria um pouco de atenção” ele disse: “o velho queria um pouco mais de tempo”. Me fugiu a palavra, ele se desculpou sorrindo no camarim ao final do espetáculo. Pois é, tanto ele como todos nós queríamos um pouco mais de tempo para o nosso encontro. Não fomos atendidos. Fica em nós a saudade, que dói demais. Mas fica também a certeza de que José Renato marcou definitivamente o teatro brasileiro – e, em particular, marcou a vida e o caminho de cada um de nós.
Obrigado, Zé.
Do amigo e discípulo Oswaldo Mendes
 BIOGRAFIA
Renato José Pécora (1926-2011), mais conhecido como José Renato, é um diretor de teatro atuante na cidade do Rio de Janeiro e em São Paulo.
Foi o fundador e idealizador do Teatro de Arena de São Paulo, responsável pela montagem de “Els não Usan Black-Tie”, considerado marco do teatro dos anos cinquenta, em uma das correntes do nacionalismo no teatro brasileiro.
Aluno da primeira turma daa Escola de Arte Dramática (EAD), em São Paulo, ao terminar o curso, em 1950, propõe o formato de arena para um espetáculo. O professor e crítico Décio de Almeida Prado apresenta ao diretor o texto de Margot Jones, Theater in The Round. José Renato e Décio então escrevem, em colaboração com Geraldo Mateus Torloni, uma justificativa teórica para o projeto, apresentada como tese no 1º Congresso Brasileiro de Teatro, no Rio de Janeiro, em 1951. Surge daí, em 1955, a partir de uma garagem, a pequena casa de teatro da Rua Teodoro Bayma, o TEATRO DE ARENA DE SÃO PAULO, em frene à Igreja da Consolação, hoje Teatro Experimental Eugênio Kusnet.
Depois de décadas ausentes do palco como ator, José Renato integrou em 2010 o elenco da peça Doze Homens e Uma Sentença.
Comunicado oficial do Forum Brasileiro de Teatro

Novos municípios: projeto deve ser votado esta semana…

Melo vai comandar processo de criação de municípios

O presidente da Assembléia Legislativa, Arnaldo Melo (PMDB), espera votar até quarta-feira o projeto de Resolução que estabelece as regras para criação de municípios no Maranhão.
-Na minuta já foi encaminhada aos deputados. Após análise, deve entrar em votação até quarta-feira – disse o parlamentar.
Arnaldo Melo arcedita que há tempo suficiente para iniciar os processos de criação de municípios, mesmo às vésperas do ano eleitoral.
- Nós temos oito meses. É tempo suficiente para analisar e votar os requerimentos de criação – explicou o presidente.
Neste período, os deputados terão que apresentar os requerimentos de criação – com os devidos documentos comprobatório dos pré-requisito – organizar o plebiscito e encaminhar para que o Tribunal Regional Eleitoral faça a consulta popular.
Só após a decisão da população o povoado emancipacionista estará pronto para ser instalado.
Como possibilidades de já participar das próximas eleições municipais...
FONTE: Blog do Marco aurélio D'Eça

FICHA LIMPA E O ESTRAGO DEMOCRÁTICO EM 2010

Por Rodrigo Lago
Conselheiro e Presidente da Comissão de Estudos Constitucionais da OAB/MA
Twitter: www.twiter.com/@rodlago – Facebook: www.facebook.com/rodlago
A Lei Complementar n° 135/10, conhecida por Lei Ficha Limpa, continua causando estragos democráticos para a legislatura eleita em 2010. Muitos candidatos eleitos encontram dificuldades para tomar posse, mesmo após o STF ter decidido que a lei não seria aplicável para as eleições do ano passado.
Desde o protocolo do projeto de lei, muitas dúvidas surgiam sobre a constitucionalidade de algumas novas causas de inelegibilidade que afrontavam recente decisão do STF, na ADPF n° 144 que pretendia barrar candidatos considerados “fichas sujas”, e além de outras duas questões que se mostravam relevantes àquele momento: a possibilidade das novas causas de inelegibilidade apanharem fatos do passado para barrar as candidaturas do futuro (por alguns chamada de retroatividade da lei); e a aplicação das alterações legislativas já para as Eleições 2010, que ocorreriam em menos de quatro meses após a publicação da lei.
Ministro do STF Joaquim Barbosa
Durante todo o mês de junho de 2010, aguardava-se que o Supremo Tribunal Federal fosse instigado a se manifestar sobre o tema. Mas o STF não pode agir de ofício, e dependia de provocação. E pela Constituição, somente alguns poucos podem provocar o STF, diretamente, nas questões constitucionais. Por motivos óbvios, de possível repercussão negativa da conduta perante o eleitorado, muitos dos legitimados, como os partidos políticos, não se atreveram a impugnar a norma perante o STF.
O resultado da inércia dos legitimados em provocar o STF seria terrível: a insegurança jurídica. Isso porque muitos candidatos assumiram o risco da candidatura impugnada, na esperança de ver a questão resolvida pelo STF antes do dia da eleição. A pretensão não seria fácil, porque o STF só julgaria algum caso concreto, ou seja, algum registro de candidatura em grau de recurso, e depois de ter sido julgado pelo respectivo TRE em primeira instância, e pelo TSE em recurso ordinário.
O STF só conseguiu se reunir para decidir um caso da Ficha Limpa faltando poucos dias para as eleições. Era o recurso extraordinário interposto por Joaquim Roriz (PSC-DF), que pretendia ser candidato ao governo do Distrito Federal, e considerado um dos favoritos na disputa. Mas o Tribunal estava desfalcado de um ministro, devido à aposentadoria do ministro Eros Grau, e porque o presidente da República ainda não havia indicado um substituto. O resultado de um tribunal que estava dividido, e que tinha composição provisória em número par, acabou sendo um empate. E o Tribunal se viu em um impasse: como desempatar a questão sem o décimo primeiro ministro? O julgamento foi suspenso e, antes mesmo de ser retomado, o pretenso candidato Joaquim Roriz desistiu da disputa, impedindo a solução do caso.
O STF só retornou ao tema depois do dia da votação, no caso Jader Barbalho (PMDB-PA) x Ficha Limpa. Como era previsível, ocorreu um novo empate, e um novo impasse. Desta vez, porém, o STF optou por uma solução provisória, decidindo o processo, mas sem impedir a rediscussão da tese em um processo futuro, já quando o Tribunal estivesse completo, com um número ímpar de ministros, a impedir novo empate. E a decisão foi por manter o julgamento do TSE, que era contrário ao recorrente, e seus votos ao Senado Federal permaneceram anulados. Ele tinha sido o segundo mais votado nas eleições para senador da República pelo Pará, e ficaria com a segunda vaga se vencesse o recurso. Por coincidência, o terceiro colocado nestas mesmas eleições, o ex-deputado Paulo Rocha (PT-PA), sofreu com impugnação por idêntico fundamento – a conhecida alínea “k” da Lei Ficha Limpa, a impedir a candidatura do político que renunciou mandato para evitar cassação. Assim, com o impedimento de ambos, e por decisão de discutível legalidade, em vez de considerar prejudicada a eleição porque somados os votos de ambos ultrapassava a metade dos votos válidos, o TRE/PA decidiu diplomar como senadora a ex-vereadora de Belém, Marinor Silva (PSOL-PA), que foi apenas a quarta colocada naquelas eleições.
Depois disso o STF voltaria a julgar a questão constitucional que envolvia a Lei Ficha Limpa. Mas só o faria após o recesso judiciário de janeiro de 2011, e por conseguinte após a posse dos eleitos – e também dos que não foram eleitos, mas foram beneficiados pelo indeferimento das candidaturas dos eleitos. Em 23 de março de 2011, o Supremo Tribunal Federal julgou o recurso interposto pelo pretenso candidato a deputado estadual em Minas Gerais, Leonídio Bouças (PMDB-MG). Mesmo que vencesse o recurso, a validação de seus votos não alteraria a composição da Assembléia Legislativa, e ele seria proclamado apenas suplente de deputado estadual. E foi o que ocorreu. O STF optou por julgar apenas a discussão envolvendo a possibilidade de se aplicar a questão que envolvia o art. 16 da Constituição, e decidiu que a Lei Ficha Limpa não seria aplicável para as Eleições 2010, deferindo o registro daquele candidato.
Em razão do regime de repercussão geral das decisões do STF, o Tribunal decidiu que a todos os demais processos seria aplicável a mesma tese constitucional, sendo desnecessário que cada um dos processos fosse julgado pelo STF, especialmente pelo Plenário. Ainda assim, muitos estão frustrados com tamanha demora, porque acreditavam que no dia seguinte todos os candidatos barrados pela Lei Ficha Limpa assumiriam os seus mandatos. Outros pensaram que, nos dias que se seguissem, os candidatos conquistariam decisões favoráveis, revertendo o indeferimento dos registros de candidaturas e de logo seriam empossados. Mas, já ultrapassado mais de um mês após aquela histórica sessão do STF, os candidatos barrados indevidamente no TSE pela Lei Ficha Limpa continuam fora de seus mandatos.
O que ocorre, além de uma injustificável demora na apreciação de cada processo específico, é que nem todos os candidatos barrados pela Lei Ficha Limpa deixam de ser inelegíveis quando afastada a aplicação da lei para o processo eleitoral de 2010. Isso porque seria aplicável a redação anterior da Lei Complementar n° 64/90, com menos causas de inelegibilidade, e cujos prazos de impedimento das candidaturas eram menores. E foi exatamente isso que fez o TSE em um julgamento já após a decisão do STF. No recurso interposto por Rainel Araújo, pretenso candidato a deputado estadual no Tocantins, o TSE analisou o seu caso, afastou a aplicação da Lei Ficha Limpa, mas concluiu que, mesmo pela redação anterior da Lei Complementar n° 64/90, a Lei das Inelegibilidades, o candidato era inelegível, como noticiou o TSE.
É custoso acreditar que mesmo os que realmente não são inelegíveis, se afastada a aplicação da Lei Ficha Limpa, ainda precisam percorrer um longo caminho até serem empossados. Primeiro é necessário que o relator de seu processo no STF ou no TSE acolha o seu recurso, analisando se realmente o pretenso candidato deixa se ser inelegível com o afastamento da LC n° 135/10. Caso tenha êxito no recurso, a decisão deverá ser comunicada ao respectivo TRE. É que o TSE e o STF não têm competência para proclamar o resultado das eleições. E somente o TRE verificará se o êxito no recurso daquele candidato altera a composição do parlamento, no caso de eleições proporcionais, porque a validação dos votos do candidato, até então computados como nulos, altera o quociente eleitoral, e pode alterar a distribuição de vagas no Poder Legislativo – nos casos de deputados estaduais e federais, apenas, para os quais a Constituição prevê a disputa pelo sistema proporcional. Por fim, ainda poderá encontrar alguma resistência pelo Congresso Nacional para assumir o mandato, por aplicação (indevida) do denominado Estatuto Parlamentar a conceder prazo para a defesa dos parlamentares que tiverem que ser afastados para a posse dos barrados pela Lei Ficha Limpa.
Janete Capiberibe
Basta pegar como exemplo o caso da deputada Janete Capiberibe (PSB-AP), que venceu o seu recurso no STF, por decisão monocrática do min. Joaquim Barbosa desde o dia 11 de abril de 2011, e até a presente data sequer a decisão foi comunicada ao TRE/AP. O Tribunal Regional, por sua vez, não pôde proclamar novo resultado e os votos da deputada permanecem computados como nulos, e ela está sem diploma eleitoral, não podendo pleitear a sua posse na Câmara dos Deputados.
Em que pese jurídicos argumentos, a justificar o atraso burocrático, o fato representa grave ofensa à Constituição. Uma vez tendo considerado que o STF afirmou que a Lei Ficha Limpa não poderia ter eficácia nas Eleições 2010, o decurso de um dia que seja do mandato dos candidatos indevidamente barrados viola o princípio democrático. E isso vicia o exercício do poder, titulado por quem não detém legitimidade popular, porque não foi eleito. Os dias vão se passando, e poucos entendem o porquê de tanta demora para que aqueles que verdadeiramente foram eleitos possam tomar posse no Congresso Nacional, e também nas assembléias legislativas. Portanto, apesar de declarar que a Lei Ficha Limpa não produz efeitos para as Eleições 2010, na prática não é isso que se vê, porque os candidatos efetivamente eleitos já estão há três meses afastados de seus mandatos por conta desta lei, e muitos deles sequer tem expectativa de quando tomarão posse.
Mas a situação mais esdrúxula é o que ocorre no Pará. Como já mencionado acima, o segundo colocado na disputa, o ex-deputado Jader Barbalho (PMDB-PA), foi barrado no TSE pela Lei Ficha Limpa e seu recurso no STF terminou com um empate, sendo proclamada uma decisão definitiva ao seu caso, mas provisória quanto à tese. Tanto é assim que o STF voltou a debater o mesmo tema, sobre a aplicação da Lei Ficha Limpa ao processo eleitoral de 2010, no caso Leonídio Bouças (PMDB-MG), e chegou a conclusão antagônica ao resultado proclamado no caso Jader Barbalho, abrindo as portas para a reversão do indeferimento de outras candidaturas.
Todavia, um fato inusitado ocorreu, antes mesmo que o acórdão (que é a formalização da decisão dos tribunais) do recurso de Jader Barbalho fosse concluído, e ele pudesse recorrer para tentar reformá-lo. O recurso do seu adversário, o ex-deputado Paulo Rocha (PT-PA), barrado no TSE pelo mesmo motivo, e que ficou em terceiro lugar nessa mesma disputa, foi acolhido nesta última semana por decisão monocrática do min. Dias Toffoli. Portanto, corre-se o risco, iminente, do ex-deputado Paulo Rocha (PT-PA) assumir o mandato que deveria estar sendo ocupado pelo ex-senador Jader Barbalho (PMDB-PA), e que está presentemente ocupado pela senadora Marinor Brito (PSOL-PA).
Se no Direito Penal, propriamente dito, a injustiça causada a um não pode ser estendida a nenhum outro, sob pena de uso indevido do princípio isonômico, o mesmo não ocorre no Direito Eleitoral. A lei que for aplicável a um, por mais injusta que possa parecer, deverá ser aplicada a todos para garantir o equilíbrio das forças na disputa. No processo eleitoral, injustiça maior não há que aplicar regras diferentes aos concorrentes. A função jurisdicional mais marcante da Justiça Eleitoral é garantir a igualdade de forças e oportunidades aos concorrentes. É de se perguntar: onde está o princípio da isonomia neste caso? Por que a lei acaba valendo ao Chico, e não alcança o Francisco? Qual o respeito deve essa situação ao princípio democrático?
Essa situação mostra o quanto estrago fez a Lei Ficha Limpa ao processo eleitoral de 2010. E é impossível se contabilizar o estrago eleitoral causado pela lei nestas eleições. Quantos candidatos não teriam visto minguar os seus votos em razão da insegurança jurídica de suas candidaturas, com a séria possibilidade de anulação de seus votos. Essa situação enfraquecia os movimentos políticos de muitas candidaturas, ocasionando perda de apoio político, e até mesmo no financiamento das campanhas.
Estão brincando de fazer democracia no Brasil!

Ex-primeira-dama do Estado conclama o PDT a zelar pela memória do ex-governador


 
POR MANOEL SANTOS NETO, Jornal Pequeno
Ainda abalada com a perda de Jackson Lago, com quem foi casada durante 35 anos, a médica Maria Clay Moreira Lago acredita que o PDT saberá preservar a memória do ex-governador, por tudo que ele representou na luta por um Maranhão melhor. Para Dra. Clay, a trajetória do líder pedetista não será esquecida.
“Ninguém nunca foi tão perseguido neste país como o Jackson. Ele foi perseguido pelo governo estadual, pelo governo federal e até mesmo pela Justiça. São raros os casos de políticos, à exceção do Brizola, que foram tão perseguidos neste país quanto o Jackson”, afirmou Dra Clay, em entrevista concedida ao Jornal Pequeno, na manhã de ontem.
Por diversas vezes, a entrevista teve que ser interrompida, porque Clay Lago vai às lágrimas quando começa a falar dos momentos mais marcantes de sua convivência com o ex-governador. Eles iam completar 35 anos de casados no próximo dia 2 de junho.
Para Clay Lago, Jackson, além das duras perseguições que sofreu, teve de enfrentar os embates mais difíceis ao fim da sua vida. Ela confessa que ele viveu momentos de angústia e sofrimento diante da luta contra o câncer, diante do envolvimento de seu nome na ‘Operação Navalha’ da Polícia Federal e da cassação de seu mandato pelo TSE.
Por fim, Jackson – doente e fragilizado – se lançou em 2010 para a sua derradeira campanha eleitoral, ficando em terceiro lugar na eleição para governador, durante a qual fora acusado de ser “ficha suja”.
Aos 76 anos, Jackson morreu no dia 4 de abril passado no Hospital do Coração (Hcor), em São Paulo, onde estava internado para tratamento de miocardite (inflamação do músculo cardíaco). O ex-governador fazia tratamento quimioterápico para combater um câncer de próstata, contra o qual lutava há vários anos. Leia abaixo os principais trechos da entrevista concedida por Dra. Clay ao JP:
A morte
“Para toda a nossa família e até para a população em geral, a morte do Jackson foi uma comoção muito grande. Nós já vínhamos acompanhando a doença do Jackson. Sabemos que as coisas têm começo, meio e fim, mas no fundo no fundo a gente nunca está preparado para aguentar o impacto da morte. Mas deprimida eu não estou. Eu estou triste com a perda do Jackson. Afinal de contas, foram anos e anos de convivência”.
Comoção
“Eu fiquei muito comovida quando cheguei ao aeroporto e vi aquela comoção em geral, todo mundo querendo nos dar uma palavra de conforto. Passando nas ruas, dava para ver aquela multidão, as pessoas consternadas, acenando. Foi algo importante para toda a nossa família e faz a gente ficar com essa imagem forte do que foi o Jackson ao longo de toda a sua vida. Ele era uma pessoa muito querida. Aliás, eu nem sei como ele conseguiu isso. Ele foi eleito prefeito três vezes, depois foi eleito governador, enfrentando todo o aparato e toda a estrutura de comunicação do Estado e até mesmo a grande imprensa nacional. Enfim, enfrentando todos os tipos de perseguições”.
Perseguições
“Ninguém nunca foi tão perseguido neste país como o Jackson. Ele foi perseguido pelo governo estadual, pelo governo federal e até mesmo pela Justiça. São raros os casos de políticos, à exceção do Brizola, que foram tão perseguidos neste país quanto o Jackson. O Brizola foi perseguido pelo governo federal, pela Rede Globo... O Jackson foi perseguido por todos”.
Cassação do governador
“Para nós a cassação do mandato do Jackson foi um ato de injustiça. E isto hoje é reconhecido no país inteiro. Todo mundo viu tudo aquilo que aconteceu. O julgamento do Jackson foi uma vergonha. Ele não podia ter sido cassado, de jeito nenhum. Cada voto era um voto desencontrado. Viu-se aquele palco que o Eros Grau montou no plenário do TSE. Eu nunca tinha visto se passar filme num julgamento como aquele. Forjaram a cassação do Jackson, e os ministros do TSE aceitaram isso, que foi um ato de violência”.
De cabeça erguida
“Jackson foi cassado, mas nós tínhamos uma vida normal. Nós andávamos em todos os lugares como pessoas comuns: num cinema, num restaurante, sem que ninguém chegasse para nos dizer alguma coisa, que nos fizesse baixar a cabeça. Isso não. Agora, eu duvido que muita gente aí, que se vangloria de muita coisa, tenha coragem de sair nas ruas como a gente andava. Tenha coragem de conviver com a população como nós convivíamos”.
Eleições de 2010
“Foi uma luta muito desigual. Porque, de um lado, o grupo dominante agia nos tribunais, como eles sempre agiram. É uma tragédia neste país ter de lutar contra uma Justiça com este padrão. E de outro lado havia pessoas que diziam o tempo todo, no Maranhão inteiro, que o Jackson era ficha suja, que ele não poderia ser candidato e que, se vencesse, não poderia assumir. Pessoas que não tiveram nenhum respeito pela história de vida que o Jackson representou para o Maranhão”.
Esperança
“O corpo físico do Jackson foi levado ao cemitério. Mas o Jackson está presente entre nós e em todos os lugares desta cidade e de tantos outros lugares que ele percorreu no Estado inteiro. A luta do Jackson foi, o tempo todo, a luta da sua palavra, da sua presença, querendo mudar o Maranhão, tendo contra si a mídia poderosa. Mas a gente espera que, futuramente, isso possa acontecer: o Maranhão mudar para valer”.
Infâmia e agressões
“Não conheci até hoje na minha vida uma pessoa mais corajosa do que o Jackson. Porque os enfrentamentos em nossa vida foram permanentes. Teve época em que disseram que o Jackson era um traficante de drogas. Passamos juntos uma vida inteira para manter uma posição, manter uma postura serena e equilibrada diante de tantos ataques. Manter uma posição para não se afastar dos valores, dos princípios, da ética, das coisas que nortearam a nossa vida”.
Valeu a pena
“Ele era um homem determinado, e ele tinha um foco. E não se afastava desse foco. Ele tinha normas de vida, ele tinha conceitos, tinha valores. E não se afastava desses valores, de jeito nenhum. O mais importante é que essa luta toda valeu a pena. Hoje eu leio notas de pessoas que falavam mal do Jackson, que o tratavam não como um adversário, e sim como um inimigo, e que agora tentam elogiá-lo”.
Vida em comum
“A vida do Jackson foi uma vida de luta, e de luta o tempo todo. Mas valeu a pena por tudo. A nossa vida foi muito rica. Nós não éramos simplesmente um casal. Nós éramos apaixonados um pelo outro. Aprendíamos um com o outro. Havia uma determinação de que um precisava do outro e de que aquilo que nos unia não iria nos separar nunca. E talvez isso desse uma consolidação muito grande à nossa convivência. Porque havia entre nós essa compreensão: nós temos que acertar, nós temos de seguir juntos, nós temos que estar juntos até o fim das nossas vidas”.
Legado
“O legado do Jackson - de respeito, de amor, de afeição - não pode ser esquecido. Tenho certeza de que a população não vai esquecer. Afinal de contas, milhares e milhares de reuniões foram feitas por ele nesta cidade e no interior do Estado. Nunca um governador se sentou dois dias e duas noites com a população para discutir os seus problemas, e Jackson fez isso com os Fóruns Regionais. Nunca um prefeito discutiu Orçamento Participativo ficando quatro, cinco horas respondendo cento e tantas perguntas. E o Jackson fez isso”.
Futuro do PDT
“O PDT no Maranhão, sem o Jackson, vai se reunir e, naturalmente, vai encontrar o seu caminho. O Jackson era um conciliador. Tudo mundo sabe disso. Ele respeitava muito todo mundo. Então, o que eu quero para o partido é que seja um partido que tenha unidade, que tenha respeito por suas normas programáticas. Jackson dedicou a sua vida ao PDT, desde a fundação do partido. Eu também fui um dos primeiros quadros que se filiaram ao partido. Então, o que se quer para o PDT é que seja um local de discussões, que tenha atitudes acertadas, que respeite o legado que o Jackson deixou e que siga os caminhos que o Jackson, com muita dificuldade, conseguiu trilhar”.

Osama bin Laden morre. Será?

Quatro aviões sequestrados e 19 terroristas dispostos a morrer foram suficientes para, no dia 11 de setembro de 2001, mergulhar os Estados Unidos no horror e transformar esse país até então inatingível em seu próprio solo na vítima de uma magistral operação terrorista dirigida contra os símbolos de seu poder.
O mentor do ataque era Osama bin Laden, que quase dez anos após o atentado, foi dado como morto neste domingo (30).

Em poucos minutos, o mais grave atentado terrorista de todos os tempos fez explodir o sentimento de invencibilidade dos norte-americanos, oito meses depois da chegada de George W. Bush à Casa Branca.
No céu ensolarado de Nova York, dois Boeing 767 sequestrados, com 92 e 65 pessoas a bordo, se espatifaram com 17 minutos de intervalo (8h46 e 9h03) contra as torres gêmeas do World Trade Center de Nova York, símbolo do capitalismo norte-americano.
Às 9h43 locais, um Boeing 757 no qual viajavam 64 pessoas se lançou contra o Pentágono em Washington, sede do Ministério de Defesa norte-americano, e 30 minutos mais tarde, um Boeing 757 com 44 pessoas a bordo caiu em um campo perto de Pittsburgh (a 300 km de Washington).
Os passageiros - todos mortos - deste último enfrentaram os piratas aéreos, que tinham aparentemente como objetivo a Casa Branca ou o Congresso.
O presidente Bush foi informado da tragédia quando visitava uma escola na Florida (Sudeste). "Trata-se aparentemente de um atentado terrorista", declarou 45 minutos depois do primeiro atentado.
Os aeroportos foram fechados em todo o país e o pânico se apoderou de Nova York e Washington, onde pelo temor de que a Presidência fosse atacada, o vice-presidente Dick Cheney foi levado a um bunker no subsolo da Casa Branca.
Enquanto isso, o país, petrificado, via ao vivo pela televisão a tragédia em Nova York.
As equipes de socorro, superadas pela magnitude da catástrofe, tentavam coordenar-se enquanto nos andares superiores das torres do World Trade Center, centenas de pessoas prisioneiras tentavam escapar do inferno.
Alguns subiam ao telhado esperando os helicópteros, incapazes de aproximar-se devido ao calor e à fumaça. Outros empreendiam uma longa descida pelas escadas de socorro, algumas delas bloqueadas pelos escombros. Mas muitos se jogaram pelas janelas.
Às 10h05, a torre sul do World Trade Center, atacada em segundo lugar, desabou em uma avalanche de fogo e poeira, lançando à morte centenas de empregados e membros de grupos de socorro. A segunda desabou 23 minutos mais tarde.
Cerca de 25 mil pessoas trabalhavam nas torres de 110 andares naquela manhã de 11 de setembro de 2011. As primeiras estimativas avançaram o dramático número de 6 mil mortos. O balanço desceu progressivamente a 2.919 após meses de buscas.
A zona sul de Manhattan foi enterrada sob a poeira e os escombros. Dezenas de milhares de pessoas em pânico, algumas feridas, tentavam fugir para a zona norte da cidade. As famílias buscavam desesperadamente notícias de seus parentes.
Sob o impulso de seu prefeito, Rudolph Giuliani, a quem um drama converteu em herói nacional, Nova York tentava fazer frente à catástrofe.
As pontes e túneis que unem Manhattan ao resto da cidade foram fechados, o então prefeito Rudolph Giuliani da cidade ordenou ao s nova-iorquins que não saíssem de casa e toda a zona sul de Manhattan, onde trablaham centenas de milhares de pessoas, foi progressivamente evacuada.
A 330 km dali, a capital federal, Washington, estava também em pânico. Os meios de comunicação informaram de um incêndio nas proximidades da Casa Branca e sobre a explosão de um carro-bomba no Departamento de Estado, desmentida mais tarde.
O presidente Bush embarcou, por sua parte, em uma viagem por todo o país, da Florida até uma base aérea em Louisiana (Sul), por motivos de segurança.
"Não se enganem, os Estados Unidos caçarão e castigarão os responsáveis por esses atos covardes", declarou no início daquela tarde, antes de embarcar no avião presidencial Air Force One para dirigir-se a outra base aérea, esta em Nebraska, a mais de 1.600 km da capital.
No meio da tarde, a fotografia de Osama bin Laden, dado como morto neste domingo (1), chefe da rede Al-Qaeda, apa recia nas telas de televisão e foi assinalado com o suspeito de organizar os atentados.
FONTE: G1

domingo, 1 de maio de 2011

Bira do Pindaré diz Ao Jornal pequeno que não abre mão de ser oposição

  NOTA DO DIÁRIO DO MEARIM: A declaração do Deputado Estadual Bira do Pindaré de que será oposição ao governo Roseana os bacabalenses já conheciam, pois o mesmo em reunião com lideraçãs populares do bairro da areia afirmou isso com bastante claresa, segue abaixo entrevista consedida pelo deputado ao Jornal  Pequeno, que pelo conteúdo das declaraçoes achamos bom bem disponibiliza-las no blog para que os leitores tirem suas proprias coclusões.
POR JORGE VIEIRA

Considerado a maior revelação política do Estado nos últimos tempos, o deputado Bira do Pindaré (PT), 41 anos, advogado praticante e militante dos movimentos sociais organizados, cumpre a missão mais espinhosa da atual legislatura: fazer oposição ao governo sendo um dos integrantes da bancada que dá sustentação a Roseana Sarney (PMDB).
Ele reconhece a dificuldade, mas garante que nada o afastará de sua coerência e de sua história de luta contra o grupo que está no poder há quase 50 anos, ainda que seu partido se mantenha na aliança que lhe foi imposta pela direção nacional do PT em 2010, e que obrigou a militância petista a pedir votos para a então candidata Roseana Sarney.
Bira conversou com o Jornal Pequeno.
Jornal Pequeno – É difícil fazer oposição sendo integrante da bancada que dá sustentação ao Governo do Estado no parlamento?
Bira do Pindaré – É a situação mais complicada que um deputado pode viver, porque meu partido é de situação e eu sou de oposição. Isso não acontece por acaso e sim consequência de uma situação que a gente viveu na eleição de 2010.
Todos sabem que o Partido dos Trabalhadores teve uma intervenção nacional que obrigou o PT do Maranhão, que havia deliberado pelo apoio a Flávio Dino (PCdoB), a se aliar com o PMDB em torno da candidatura de Roseana Sarney. Mas eu não posso negar minha coerência nem minha história. Custe o que custar nós vamos manter nossa posição. Sei que é muito difícil, desconfortável, delicada e que torna o meu mandato o mais complicado de todos, mas graça a Deus, até agora, nós temos conseguido sobreviver com muita dignidade, e é isso que eu acho o mais importante.
JP - A Assembleia viveu uma semana de muita agitação em função dos episódios envolvendo a desconvocação da secretária Olga Simão (Educação) e o não encaminhamento de um ofício ao Ministério Público Federal solicitando investigação sobre o desvio de recursos destinados a socorrer flagelados. O que ficou de positivo do debate?
BP - Eu acho que até o momento a Assembleia Legislativa cumpre um papel importante, mesmo porque é o espaço para os grandes debates sobre o Maranhão. Começamos muito bem essa legislatura, mas os últimos incidentes são preocupantes por colocarem em risco a segurança jurídica. Por isso, acho que nós devemos primar pelo debate político, que é próprio da democracia, independente de ser de oposição ou situação, para não permitir que isso contamine a ordem regimental da Casa e a Constituição do Estado. Temos que preservar porque essa é a nossa garantia. Eu nem votei neste Regimento que está em vigência, mas certamente ele foi aprovado pela vontade da maioria e nós temos que respeitar. Alguma coisa tem que ser referência entre nós, senão vai ser a luta de todos contra todos e neste cenário não se salva ninguém.
JP – Em que momento a segurança jurídica esteve ameaçada?
BP – Deixar de cumprir uma decisão do plenário é uma posição temerária. Acho que a Mesa da Assembleia não deve alterar nem se intrometer nas decisões do plenário, porque ele é soberano. O requerimento do deputado Manoel Ribeiro (PTB) desconvocando a secretária Olga Simão não deve prosperar, muito menos ter efeito suspensivo com relação ao que o plenário estabeleceu, que foi a convocação e a representação ao Ministério Público Federal, conforme foi votado pelo plenário. Temos que discutir mais do que quem cochilou ou quem deixou de cochilar. Nós temos é que cumprir com a decisão do plenário, que é a força máxima da Assembleia.

Nos pênaltis, Flamengo vence Vasco e é campeão do Campeonato Carioca de forma invicta

Do R7
Mauricio Val/VipcommMauricio Val/Vipcomm
O flamenguista Deivid disputa bola com o vascaíno Fellipe Bastos no Engenhão

Tinha de ser nos pênaltis. Depois de eliminar Botafogo e Fluminense dessa forma, o Flamengo agora desbancou o Vasco, após empate por 0 a 0 no tenso tempo normal, e sagrou-se campeão do Campeonato Carioca em 2011, ao conquistar a Taça Rio neste domingo (1º) à tarde.
melhor campanha na competição. O Rubro-Negro venceu de forma invicta e antecipada o Estadual, já que havia faturado a Taça Guanabara.
Foi a 32ª conquista do Carioca pelo Flamengo, que se isola como maior vencedor, abrindo dois títulos de vantagem para o Fluminense. O Vasco, novamente, teve de amargar o gosto de perder uma decisão para seu maior rival, algo que ocorreu em 1999, 2000, 2001 e 2004, além de 2006 pela Copa do Brasil.
Pela Copa do Brasil, os dois times iniciam a disputa das quartas de final no meio de semana. Na quarta-feira (4), às 21h50, o Vasco encara o Atlético-PR na Arena da Baixada. O Flamengo, por sua vez, entra em campo nesta quinta-feira (5), no mesmo horário, no Engenhão, para enfrentar o Ceará.
O clima quente fora do estádio deu a impressão de ter contagiado os jogadores. Isso porque os primeiros minutos foram marcados por ríspidas disputas, discussões e um árbitro conivente ao que se passava.
Para sorte do espetáculo, os ânimos serenaram e os times se soltaram, embora não tenham realizada uma grande primeira etapa. O Vasco começou controlando o duelo, mas se limitou a arriscar chutes de fora da área com Fellipe Bastos, Felipe e Eder Luis, sem obrigar o goleiro Felipe a nenhuma defesa.
O Flamengo melhorou apenas após o tempo técnico e foi mais perigoso. Aos 22min, Thiago neves perdeu gol feito de cabeça, após centro de Ronaldinho Gaúcho, mandando para fora. Aos 26min, depois de tabela envolvendo todo o ataque, Bottinelli, livre, chutou para defesa de Fernando Prass.
Com dor no braço direito, o flamenguista Felipe ainda salvou o seu time aos 44min, quando Diego Souza, sozinho, cabeceou em suas mãos na pequena área.
Fla 700
O elenco rubro-negro posa para a foto de campeão do Carioca em 2011. Crédito: Nina Lima/Vipcomm
O goleiro rubro-negro conseguiu voltar para o segundo tempo. Logo aos 3min, de sua meta assistiu ao seu colega de profissão, Fernando Prass, fazer magistral defesa em cobrança de falta de Ronaldinho Gaúcho, no ângulo.
O lance deu a falsa impressão de que o segundo tempo seria mais movimentado. A partida permaneceu tensa e com os times fechados. Aos 24min, Ricardo Gomes trocou Diego Souza por Bernardo. No minuto seguinte, o meia bateu de fora da área e Felipe espalmou para fora.
O “último suspiro” do jogo veio aos 34min. E contra-ataque, Renato invadiu livre a área vascaína pela esquerda e bateu cruzado. Com os pés, Fernando Prass defendeu e levou a decisão para os pênaltis. Antes, porém, Willians e Allan discutiram nos acréscimos e foram expulsos.
Nas penalidades, o Vasco abusou da má pontaria. Bernardo, Fellipe Bastos e Elton chutaram para fora. Apenas Alecsandro, o primeiro a cobrar, converteu. Pelo Flamengo, Fierro também isolou, mas Renato, Fernando e Thiago Neves conferiram e deram o título ao Rubro-Negro. 
FICHA TÉCNICA
VASCO X FLAMENGO
Local: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 1º de maio de 2011 (domingo)
Horário: 16h
Árbitro: Luis Antônio Silva dos Santos (RJ)
Assistentes: Ediney Mascarenhas (RJ) e Marco Aurélio Pessanha (RJ)
Público: 39.029 presentes
Cartões amarelos: Fellipe Bastos, Alecsandro, Elton, Bernardo (V); Bottinelli, Rodrigo Alvim, Galhardo (F)
Cartões vermelhos: Allan (V); Willians (F)
VASCO: Fernando Prass; Allan, Dedé, Anderson e Ramon; Rômulo, Fellipe Bastos, Felipe e Diego Souza (Bernardo); Eder Luis (Elton) e Alecsandro
Técnico: Ricardo Gomes
FLAMENGO: Felipe, Galhardo (Fernando), Welinton, David e Rodrigo Alvim; Willians, Renato, Bottinelli (Fierro) e Thiago Neves; Ronaldinho Gaúcho e Deivid (Wanderley)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Código Florestal: relator Aldo Rebelo recua e concorda com mais proteção nas margens dos rios .

 Às vésperas da data marcada para a votação da reforma do Código Florestal, o relator da proposta, Aldo Rebelo (PCdoB- SP), decidiu abrir mão do ponto mais polêmico de seu texto: a redução de 30 para 15 metros do limite mínimo de mata ciliar que deve ser preservada na margem de rios com menos de 5 metros de largura. Ao GLOBO, o deputado diz que foi convencido de que não há fundamento científico e não haveria outra forma de acordo se não cedesse. Aldo, no entanto, não arredará pé de liberar os donos de propriedades de até quatro módulos fiscais de manter uma reserva legal em suas terras.
INFOGRÁFICO:Os principais pontos do projeto
Como será a redação final com relação à reserva legal para quem tem até quatro módulos fiscais?
ALDO REBELO: Nós encontramos uma fórmula que deixa confortável a ideia de que o país não vai abrir mão de reserva legal em nenhuma propriedade. As pequenas propriedades declararão como reserva legal aquela existente, para que o pequeno proprietário não seja obrigado a arrancar de sua propriedade plantação para plantar mata.
Vai ser escrito diferente, mas o princípio é este que já está no seu relatório, certo?
ALDO: É.
O fato de o texto dizer que pequenos produtores podem registrar como reserva legal apenas o que ainda resta de vegetação nativa não pode desencadear uma onda de novos desmatamentos? Como fiscalizar isso?
ALDO: Não. Nós não somos ingênuos. Há registro dessas reservas no Censo Agropecuário. E também vamos dar um corte pra trás: é reserva existente até julho de 2008. Hoje se você vai derrubar uma pitangueira todo mundo fica sabendo. Imagina vegetação nativa. As pessoas sabem, denunciam, principalmente os pequenos. Então não há risco. A não ser que haja um complô de todos os pequenos para fazer isso.
Com relação à Área de Proteção Permanente (APP) de margem de rio, o governo cedeu a respeito de que quem desmatou só precisará recompor metade (15m). O senhor vai incluir ainda a demanda da agricultura familiar, de que para eles a exigência de reflorestamento deve ser de apenas 7,5m?
ALDO: Isso pode ser feito de duas formas: ou abre esta exceção na metragem para o agricultor familiar, ou flexibiliza, para o agricultor familiar, a possibilidade de um uso mais amplo desta faixa, que pode ser por interesse social, que ele pode usar de uma forma mais ampla que os demais proprietários, poderia usar para alguns cultivos, desde que não trouxesse danos e riscos ao rio.
A largura mínima de mata ciliar, como vai ficar?
ALDO: Vamos manter a faixa de 30 metros como faixa mínima. E abre a exceção, apenas para efeito de recomposição, nos rios de até 10m de recompor apenas 15m.
O senhor está abrindo mão do ponto que mais desagradou os ambientalistas. Por quê?
ALDO: Não é pra fazer um acordo? Se ninguém abrir mão de nada, não tem acordo. Se uma parte do país quer isso, que seja feita vossa vontade.
Essa concessão contempla a maior parte das pessoas e setores que o senhor ouviu?
ALDO: Não. Contempla uma minoria. Mas a minoria também faz parte do país. Quando você se dispõe a celebrar um pacto em torno de uma controvérsia, você só celebra quando há concessão de lado a lado. Há uma resistência grande dos agricultores e de uma parte da ciência que diz que esta metragem não significa nada, cada rio é um rio, cada solo é um solo e que não há sustentação científica. Mas como aqui no Brasil isso virou dogma, não tem forma de fazer acordo sem essa concessão. Então, que assim seja.
Então o senhor não está recuando por ter sido convencido pela ciência.
ALDO: Não. A ciência me convenceu do contrário, que isso não faz sentido. Decidi porque acho que acordo é melhor do que briga, em certos casos.
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) dizem que não há fundamentação científica para diminuir a proteção.
ALDO: O documento diz que não há fundamentação científica para determinar essa metragem. De fato, a decisão não foi tomada com base em estudos técnicos e científicos, foi tomada com base na ideia de que 30 metros protegem o rio. Não é errada, porque é óbvio que se você adota medidas mais rígidas, protege mais. É tão óbvio quanto dizer que, se retirar todos os automóveis de circulação, vai diminuir o número de acidentes.
Ambientalistas argumentam que perdoar quem cometeu irregularidades passa um mau sinal de que quem cumpriu a lei saiu em desvantagem, já que vizinhos que cometeram ilegalidades não serão punidos.
ALDO: Essa lei ninguém cumpriu, tanto que foi suspensa por decreto presidencial. O que é ilegal hoje até antes de ontem era legal. O que vale, a ilegalidade de 2002 ou a legalidade de décadas anteriores de uso para esta prática? Por esta razão a lei tem que fazer um esforço de consolidação das áreas em uso, com restrições no que for pertinente. De fato há áreas de APP que vão ter que ser desocupadas.
Com relação à anistia a quem desmatou irregularmente até julho de 2008, a decisão é que infratores terão multas perdoadas se aderirem ao programa no qual repararão o dano. O programa é o Mais Ambiente, do governo federal, ou serão planos feitos pelos estados?
ALDO:O que ainda estamos conversando com o Mi
nistério do Meio Ambiente é a possibilidade de programas múltiplos, desde que haja os mesmos padrões e mesmas exigências.
A ABC e a SBPC dizem que seriam necessários pelo menos dois anos para que o assunto fosse devidamente discutido. O senhor discorda?
ALDO: Não. Eles estão certos e são até modestos. Precisaria de mais tempo. Eles estão trabalhando com uma categoria diferente da minha, não estão preocupados com a legalização da agropecuária, que é minha preocupação. Estão trabalhando com a necessidade de estudos que estabeleçam zoneamento científico do território mostrando as terras mais vulneráveis e que merecem mais proteção.
Texto que altera o Código Florestal divide ruralistas e ambientalistas
O polêmico relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) foi apresentado no ano passado. Aldo queria tirar da ilegalidade produtores ameaçados de multa por manter plantações em áreas consideradas de proteção ambiental. Também ousou propor anistia para quem destruiu mata nativa até 2008.
O texto foi duramente criticado por ONGs e pelo Ministério do Meio Ambiente. Com receio de ver o Código Florestal desfigurado, a área ambiental do governo chegou a elaborar uma nova versão do projeto, sem as propostas polêmicas de Aldo Rebelo. Mas não conseguiu convencer nem mesmo todo o governo.
O Ministério da Agricultura entrou em campo para barrar a iniciativa dos ambientalistas. Com o governo dividido, o Palácio do Planalto desistiu de enviar nova proposta ao Congresso. Só mudou de ideia este mês, quando o PT veio a público para criticar as propostas de Aldo Rebelo. O governo convocou seus ministros para reuniões na Casa Civil e fechou um consenso mínimo, mas ainda não há garantia de uma votação tranquila esta semana.

O segredo dos supercentenários

Não esquentar a cabeça e comer de tudo, mas pouco, estão entre as atitudes que podem acrescentar mais velas ao bolo


Do alto de sua sabedoria de 103 anos, dona Canô não pensa duas vezes antes de revelar o segredo de sua longevidade. “É saber viver: não brigar e nem perder a cabeça. Quem briga fica maluco e não vive bem”, conta a baiana. A afirmação da mãe de Caetano Veloso e Maria Bethânia mostra uma das principais características que os centenários saudáveis têm em comum: calma e habilidade para lidar com situações estressantes. As semelhanças não param por aí: assim como Dona Canô, a maioria dos ‘superidosos’ nunca fumou, não bebe e come de tudo — mas pouco. “Gosto de feijoada, de cozido, como pão com manteiga. Mas bem pouquinho, pra não pesar o estômago e não ter indigestão”, conta.
Mesmo sem saber, dona Canô adotou hábitos cujos benefícios para a longevidade são cientificamente comprovados. Estudo da Universidade de Wisconsin (EUA) feito com ratos mostrou que manter uma dieta equilibrada, com redução calórica de 30%, fez com que os animais vivessem o dobro do tempo e os tornou quase imunes a câncer e diabetes. “Quando a pessoa come pouco, alguns genes ligados à longevidade são ativados”, ensina a especialista em envelhecimento Giulliana Moralez.
PAPEL DA GENÉTICA

“Além disso, é importante escolher alimentos que contribuem com o funcionamento do organismo, como frutas, legumes e verduras. Eles ajudam a evitar doenças degenerativas”, complementa.

A presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Silvia Pereira, lembra o papel da genética no envelhecimento: estudos apontam que mais da metade dos centenários têm parentes que atingiram os 100 anos ou mais. Mas, segundo ela, a forma como se vive pode dar um empurrãozinho a favor de alguns anos a mais.
“Desde jovens precisamos nos preparar para viver muito — e bem. Praticar exercícios e manter um peso adequado é essencial. Porém, também é preciso manter a mente ativa: jogar cartas, ler bastante, fazer quebra-cabeças. Manter-se perto de familiares e amigos também prolonga o tempo de vida, pois evita a depressão”, diz Silvia.

Até o fio dental pode acrescentar uma velinha a mais no bolo de aniversário. No best-seller ‘Vivendo até os 100’, o médico americano Thomas Perls explica que há uma relação direta entre inflamação da gengiva e doenças do coração. Quem cuida dos dentes, vive mais.“Quanto mais velho você está, mais saudável você foi”, conclui o escritor.
FONTE: O Dia

Legendários testa reação do público ao bullying

 FONTE: R7
A equipe do Legendários foi às ruas para conferir a reação das pessoas aos casos de bullying. A ideia é checar se os indivíduos defendem ou ajudam vítimas desse tipo de agressão escolar.
O termo "bullying", surgido nos Estados Unidos, remete à ação de "valentões" nas escolas contra alunos mais fracos. A agressão não precisa ser direta - pode ser na forma de apelidos e ofensas, por exemplo.
Há também o cyberbullying - a prática de ameaças e violência pela internet.
Teste
Três garotos assumiram o papel de opressores e fingiram agredir um ator, que fez o papel de vítima, em uma praça. Eles jogaram os cadernos da "vítima" no chão e fingiram roubar seu agasalho.
Várias pessoas pararam e reagiram, acusando a agressão. Um guarda apareceu e interviu, tentando ajudar o ator agredido.
Em um dado momento, a própria "vítima" disse já estar acostumada ao bullying. O guarda deu conselhos ao jovem, para que ele não fosse passivo e reagisse.
Veja o vídeo completo abaixo:

1º DE MAIO: a data que ajuda construir Bacabal

 
Por Zezinho Casanova
Hoje comemoramos o dia do Trabalahdor(a), a peça chave na engrenagem do capitalismo. Lembro que na minha juventude participei às vezes como ator  princinpal outras como expectador dos famosos 1º de maio em Bacabal que geralmente realizdos por meio de atos publicos em frente ao armazém Paraíba na Praça Silva Neto. Mas para chegarmos até aqui enfretamos 500 anos de luta e resitencia pela vida, a história nos conta que " O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época.
    Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.
    Em memória dos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalho.


Chicago, maio de 1886 


     O retrocesso vivido nestes primórdios do século XXI remete-nos diretamente aos piores momentos dos primórdios do Modo de Produção Capitalista, quando ainda eram comuns práticas ainda mais selvagens. Não apenas se buscava a extração da mais-valia, através de baixos salários, mas até mesmo a saúde física e mental dos trabalhadores estava comprometida por jornadas que se estendiam até 17 horas diárias, prática comum nas indústrias da Europa e dos Estados Unidos no final do século XVIII e durante o século XIX. Férias, descanso semanal e aposentadoria não existiam. Para se protegerem em momentos difíceis, os trabalhadores inventavam vários tipos de organização – como as caixas de auxílio mútuo, precursoras dos primeiros sindicatos.
    Com as primeiras organizações, surgiram também as campanhas e mobilizações reivindicando maiores salários e redução da jornada de trabalho. Greves, nem sempre pacíficas, explodiam por todo o mundo industrializado. Chicago, um dos principais pólos industriais norte-americanos, também era um dos grandes centros sindicais. Duas importantes organizações lideravam os trabalhadores e dirigiam as manifestações em todo o país: a AFL (Federação Americana de Trabalho) e a Knights of Labor (Cavaleiros do Trabalho). As organizações, sindicatos e associações que surgiam eram formadas principalmente por trabalhadores de tendências políticas socialistas, anarquistas e social-democratas. Em 1886, Chicago foi palco de uma intensa greve operária. À época, Chicago não era apenas o centro da máfia e do crime organizado era também o centro do anarquismo na América do Norte, com importantes jornais operários como o Arbeiter Zeitung e o Verboten, dirigidos respectivamente por August Spies e Michel Schwab.
Como já se tornou praxe, os jornais patronais chamavam os líderes operários de cafajestes, preguiçosos e canalhas que buscavam criar desordens. Uma passeata pacífica, composta de trabalhadores, desempregados e familiares silenciou momentaneamente tais críticas, embora com resultados trágicos no pequeno prazo. No alto dos edifícios e nas esquinas estava posicionada a repressão policial. A manifestação terminou com um ardente comício.
 
Manifestações do Primeiro de Maio de 1886

No dia 3, a greve continuava em muitos estabelecimentos. Diante da fábrica McCormick Harvester, a policia disparou contra um grupo de operários, matando seis, deixando 50 feridos e centenas presos, Spies convocou os trabalhadores para uma concentração na tarde do dia 4. O ambiente era de revolta apesar dos líderes pedirem calma.
Os oradores se revesavam; Spies, Parsons e Sam Fieldem, pediram a união e a continuidade do movimento. No final da manifestação um grupo de 180 policiais atacou os manifestantes, espancando-os e pisoteando-os. Uma bomba estourou no meio dos guardas, uns 60 foram feridos e vários morreram. Reforços chegaram e começaram a atirar em todas as direções. Centenas de pessoas de todas as idades morreram.
A repressão foi aumentando num crescendo sem fim: decretou-se “Estado de Sítio” e proibição de sair às ruas. Milhares de trabalhadores foram presos, muitas sedes de sindicatos incendiadas, criminosos e gângsters pagos pelos patrões invadiram casas de trabalhadores, espancando-os e destruindo seus pertences.
A justiça burguesa levou a julgamento os líderes do movimento, August Spies, Sam Fieldem, Oscar Neeb, Adolph Fischer, Michel Shwab, Louis Lingg e Georg Engel. O julgamento começou dia 21 de junho e desenrolou-se rapidamente. Provas e testemunhas foram inventadas. A sentença foi lida dia 9 de outubro, no qual Parsons, Engel, Fischer, Lingg, Spies foram condenados à morte na forca; Fieldem e Schwab, à prisão perpétua e Neeb a quinze anos de prisão".

Spies fez a sua última defesa:

"Se com o nosso enforcamento vocês pensam em destruir o movimento operário - este movimento de milhões de seres humilhados, que sofrem na pobreza e na miséria, esperam a redenção – se esta é sua opinião, enforquem-nos. Aqui terão apagado uma faísca, mas lá e acolá, atrás e na frente de vocês, em todas as partes, as chamas crescerão. É um fogo subterrâneo e vocês não poderão apagá-lo!"

Parsons também fez um discurso:

"Arrebenta a tua necessidade e o teu medo de ser escravo, o pão é a liberdade, a liberdade é o pão". Fez um relato da ação dos trabalhadores, desmascarando a farsa dos patrões com minúcias e falou de seus ideais:

"A propriedade das máquinas como privilégio de uns poucos é o que combatemos, o monopólio das mesmas, eis aquilo contra o que lutamos. Nós desejamos que todas as forças da natureza, que todas as forças sociais, que essa força gigantesca, produto do trabalho e da inteligência das gerações passadas, sejam postas à disposição do homem, submetidas ao homem para sempre. Este e não outro é o objetivo do socialismo".
 
Mártires de Chicago: Parsons, Engel, Spies e Fischer foram enforcados, Lingg (ao centro) suicidou-se na prisão.



  Como voce percebeu a história dos trabalhadores é a mesma em qualquer lugar da terra, patrão é patrão,empregado é empregado, um não vive sem o outros, mas há interesses antagonicos na busca pela felicidade.


A Históriua do Brasil tem sido ao longo do tempo uma ditadura atrás da outras, milhares de vidas foram sacrificadas na luta pela democracia que hoje serve na maioria dos casos para enriquecer patrõies descompromissados com suas promessas de campanha, temho muitas coisas a escrever sobre o 1º de Maio em Bacabal, lembro que o movimento articulado por entidades ligadas a partidos do campo popular e democrárico era duramente combatido pelos os poderosos da cidade que chegavam a realizar diversas festas com sorteio de premios e bebidas alccolicas de graça para esvaziar as manifestações. com a estabilidade da abertura democrática e a luta para eleger um presiente comprometido com as causas populares o 1º de Maio  sofreu a adesão daqueles que antigamente faziam tudo para boicotá-lo, hoje milhares de órgão publicos patrocinam a realização de eventos publicos no 1º de maio que ganhou ares de festa com a realização de show's, mas sem perder seu carater de classe.
É com grande emoção que o diário do Mearim presta homenagem a todas as trabalhadoras e trabadores de Bacabal e  do Brasil, gostaria de saudar a todos em nome de Professora Lourdes Meira Cabral (Vítima da ditadura militar), Raimundo da ACR, Guilhemina, Prof. Jesus Carvalho, Mestrinho (sindicato dos Feirantes), Reinaldo Companheiro, Lopes do PSB, Joaquim Kicil, Lourinho, Dom Pasquásio, Ir, Vilma, Ir. Nicodema,
Vicente, Comunidade da Aldéia, Lúcia Correia,  Patricio da Asdebal, as incansávei Iraide Martins e Marilene Gaioso e tanto e tantas trabaldoras e trabalhadores quem teem dedicado suas vidas por um mundo melhor para todos.
O Diário do Mearim agradece em nome do povo brasileiro; A luta continua companheiros! Na certeza que diass melhores virão, Feliz dia do trabalhador.

ENQUENTE DO DIÁRIO DO MEARIM SOBRE SUCESSÃO MUNICIPAL AQUECE CORRIDA RUMO AO PALÁCIO DAS BACABAS


Por Zezinho Casanova

O blog Diário do Mearim com o objetivo de contribuir no debater sobre as proximas eleições em Bacabal lançou uma timida enquete sobre os futuros prefeituráveis, para nossa supresa a enquente teve grande repercussão na cidade e região do Mearim, no entanto queremos aqui afirmar que a mesma não tem critério científico pois foi feita num suporte de mídia em que nem todos eleitores tem acesso, além de que a máquina pode de alguma forma errar nos calculos dos percentuais, portanto a mesma não deve ser interpretada como uma referencia para tomadas de decisões politicas, mas com um retrato 3X4 em preto e branco da nosso presente momento político.
A Direção do Blog não tinha conehcimento dos nomes de todos os possiveis pré-candidatos a prefeito de Bacabal, por isso por  se tratarem de pessoas publicas e pelo prisma da liberdade de imprensa relacionamos oito nomes que estavam sendo cogitados nos "senadinhos", lugares folclóricos da politica bacabalense espalhados por toda a cidade. Segue abaixo os resultados.
  1. Liduína Tavares - 42%
  2. Dr. Júnior - 25%
  3. Taugi Lago - 6%
  4. .Zé Vieira - 6%
  5. Reinado Companheiro - 6%
  6. Nonato chaves - 5%
  7. Bento Vieira 5%
  8. Zé Alberto 2% 
  9. Outros 3%
A grande novidade foi a preferencia dos internautas pela Vereadora Liduína Tavares que aparece na enquete com o percentual de 42% de preferencia, o que causou um zum-zum no meio poltica, será que ela é candidata? A vereadora apesar de ser e atuar na câmara como uma integrante da "situação" é vista por pessoas proximas á gestão como de oposição, já chegaram a afirmar que a mesma faz "oposição dentro da situação", o fato é que Líduína Tavares vem se destacando com indepencia e responsabilidade, uma legítima representante do povo de Bacabal na Câmara Municipal.
Dr. Júnior do Saae atingiu o percentual de 25%, talvez esse resultado seja fruta de articulação de pessoas mais proximas a ele, hoje Dr. Júnior que não tem forte tradição poltica , é tecnico, mas é nome mais leve do grupo do prefeito Lisboa e tem pretenções de chegar à prefeitura de Bacabal com gestor principal. Taugi Lago, Zé Vieira e Reinaldo Companheiro empataram em terceiro lugar com 6% de intençoes de votos dos internautas, Taugi continua sendo o grande nome do grupo do Senador João Alberto á prefeitura de Bacabal, o seu grupo espera que sua candidatura torme corpo, mas depois da aliança com o Prefeito Lisboa "Para o Bem de Bacabal" politicamente seu nome perdeu força poltica, mas a mesma ainda tem uma gama de leitores apaixonados. Com relação a Zé Vieira todo mundo sabe que ele tem muito mais do que 6% de preferencia, sua votação nunca caiu em Bacabal, é candidato forte e que pode derrotar o grupo do prefeito Lisboa, no entanto ultimamente o mesmo vem mudando o discurso e de psotura com relação ao grupo do Prefeito lisboa, já se fala numa provável aliança o que tem deixado muita tente do seu grupo insatisfeito. Reinaldo Companheiro é o nome do PT, mas seu partido não tem ainda expressão política no municipio, vem sofrendo violencias internas por parte de diretorios estadual e nacional, dividiu-se nas nas eleições para Prefeito e para governo estadual, isso enfraquece os laços ideologicos da militancia, seu nome é novo, mas falta força agrutinadora, que pode ser construída com o tempo.
Outro nome tradicional de nossa poltica é Dr. Bento Vieira, advogado de Sucesso que sempre faz análise da realidade de Bacabal em programas de televisão, ainda não conseguiu se firmar como um nome forte na política , mas é respeito por toda a sociedade e teve 5% de preferencia dos internautas., quem também aaprrece com 5% de intenções de votos é o engenheiro Nonato Chaves. que vem se destacando como secretário de obras no Governo Lisboa, muito conhecido e querido na cidade Nonato chaves  não vem encontrando espaço dentro do grande grupo politico do governos pra  sustentar sua candidtura, vem relaizando reuniões em comunidades onde vem sendo bem recebido , sua candidatura poderá crescer , mas não será tão fácil, já o Senhor Alberto Filho  já afirmou que quer ser Prefeito de Bacabal, o mesmo já conseguiu eleger através do poder econômico por diversas veses sua Irmã Doralice Veloso como Vereadora, preparou o filho e o elegeu Vereador e agora Deputado Federal, o mesmo tem influência bastante par ser o candidato do grupo ligado ao Senador João Alberto. Entedemos que está cedo demais para chegarmos a qualquer conclusão, o debate está só começando e a presente enquete voltará a ser feita no mes de maio com a inclusão de diversos outros nomes.Não deixe de participar desse debate.