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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Telescópio Hubble revela 'anel' ao redor de supernova



Anel ao redor da estrela brilha por conta a ação de
raios X na região.  (Nasa)
Anel ao redor da estrela brilha por conta a ação de raios X na região.
Uma imagem divulgada pela agência espacial norte-americana (Nasa) mostra um anel de gás e poeira ao redor de uma estrela que explodiu na Grande Nuvem de Magalhães, uma das galáxias satélites da Via Láctea.

O fenômeno - conhecido como supernova - marca a "morte" da estrela e foi detectado por astrônomos na Terra apenas em fevereiro de 1987, após a luz emitida pela explosão ter chegado ao nosso planeta para poder ser identificada.

Nomeada Supernova 1987A, esta foi a explosão estelar mais próxima do Sistema Solar a ser testemunhada nos últimos 400 anos. Por estar "próxima" da Terra - em termos astronômicos -, a evolução do fenômeno pode ser estudada com detalhes.

A imagem captada pelo Telescópio Espacial Hubble mostra como os restos da estrela voltaram a brilhar, após um período de luz mais opaca. Segundo os astrônomos, isso significa que uma outra fonte de energia está iluminando o local.

A ação dos restos da estrela no anel que a cerca provocam a emissão de raios X, que podem ser detectados por um outro instrumento no espaço, o Observatório Chandra de Raios X. Com a presença dos raios X, ondas de calor surgem e fazem o material brilhar em luz visível. A luz visível pode ser detectada pelo Hubble, que mantém registros frequentes da estrela desde 1990.
FONTE: G1

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Grupo com brasileiro descobre duas estrelas com 80 massas solares

Um grupo de astrônomos liderados pelo brasileiro  Alexandre Roman-Lopes descobriu duas estrelas com 80 vezes a massa do Sol. Os astros receberam os nomes de WR20aa e WR20c. A descoberta é um dos temas da edição de setembro de uma publicação da Sociedade Astronômica Real inglesa.

A dupla foi encontrada nas imediações de Westerlund 2, um aglomerado de estrelas localizado a 26 mil anos-luz de distância da Terra. Segundo os astrônomos, as estrelas teriam nascido e sido "expulsas" do centro de Westerlund 2 durante os primeiros anos de formação do aglomerado.

Ao analisar as informações vindas das estrelas em ondas infravermelhas, os astrônomos puderam compará-las a duas outras estrelas já conhecidas naquelas região: WR20a e WR21a. Esses astros indicaram aos cientistas que a massa das duas novas estrelas é provavelmente próxima a 80 vezes a do Sol.















O aglomerado de estrelas Westerlund 2, localizado na direção da constelação da Quilha (ou Carina, em latim), onde a dupla de estrelas pode ter 'nascido' (NASA)