quinta-feira, 19 de março de 2026

Medida do Executivo Bacabalense mobiliza sociedade, provoca debate acalorado no plenário e é defendida até por vereadores da oposição

A sessão ordinária da Câmara Municipal de Bacabal, realizada nesta quarta-feira (18), foi marcada por um dos debates mais intensos do ano legislativo. No centro da pauta, um tema que atravessa plantações e consciências: a proibição da pulverização aérea de agrotóxicos no território do município.

A sessão foi oficialmente aberta pela presidente da Casa, a vereadora Natália Duda (MDB). Em seguida, o pastor Raimundo Reis conduziu a tradicional leitura bíblica, imprimindo o tom solene que antecede as decisões políticas. O vereador Reginaldo do Posto fez a leitura da ata da sessão anterior, enquanto o vereador Alberto Sobrinho apresentou o expediente do dia, com destaque para projetos de lei e indicações colocados em votação.

Entre as matérias apreciadas, o projeto de lei encaminhado pelo prefeito Roberto Costa dominou as atenções. A proposta dispõe sobre a proibição da pulverização aérea de agrotóxicos, prática que, segundo defensores da medida, oferece riscos à saúde humana, ao meio ambiente e, especialmente, à agricultura familiar.

O plenário, que por vezes se transforma em arena de discursos, assumiu nesta tarde a forma de um campo em disputa simbólica. Vereadores de diferentes espectros políticos se posicionaram, alguns com cautela, outros com veemência. Ainda assim, o resultado foi expressivo: 15 votos favoráveis e apenas 1 contrário.
Chamou atenção o fato de que parlamentares que se identificam como oposição ao Executivo votaram pela aprovação do projeto. Em suas justificativas, destacaram a defesa da vida, da saúde pública e o fortalecimento da agricultura familiar como princípios que se sobrepõem a divergências políticas.

A galeria da Câmara esteve completamente lotada, revelando o alcance social da pauta. Sindicalistas,  Trabalhadores rurais, representantes de organizações não governamentais ambientalistas e famílias que relatam prejuízos associados ao uso inadequado de agrotóxicos acompanharam atentamente cada fala, cada voto  como quem observa o próprio destino sendo decidido em voz alta.

Do lado das entidades representativas, o Sindicato Rural de Bacabal divulgou nota oficial reconhecendo e elogiando a iniciativa do prefeito Roberto Costa, destacando sua preocupação com os impactos da pulverização aérea, inclusive por meio de drones. No entanto, a entidade também expressou insatisfação, sugerindo que o projeto possa ser aperfeiçoado, em uma defesa mais ampla da atividade agropecuária.

Com a aprovação, Bacabal se posiciona de forma pioneira na região ao enfrentar diretamente uma prática controversa. Para o Executivo, a medida representa um avanço na proteção da vida e no incentivo a modelos mais sustentáveis de produção.

No tabuleiro político, a decisão também redesenhar narrativas: ao pautar um tema sensível e conquistar apoio quase unânime, o prefeito Roberto Costa ampli0a seu protagonismo e se antecipa em um debate que cresce em todo o país , aquele em que o futuro da agricultura precisa caber dentro dos limites da saúde e da dignidade humana.

A sessão terminou, mas o eco das discussões ainda paira no ar, como poeira fina sobre lavouras.tudo indica que entidades representativas do agronegócio devem lutar pra flexibilizar o uso de  drones na pulverização, mas  desta vez, porém, o vento parece soprar em outra direção.






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