Diário do Mearim Cidadania

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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Hoje é dia do dono a festa mais esperada do MA

Inara Rodrigues

Hoje é dia de São João
 

O São João é a festa mais esperada do ano no Maranhão. É a época em que mostramos toda a força da nossa cultura popular, com um mês inteiro de apresentações de manifestações folclóricas pelos quatro cantos do Estado. Nos demais estados nordestinos, o período também é de festa, mas engana-se quem pensa que os festejos juninos acontecem somente no Brasil.

Festas juninas ou festas dos santos populares são celebrações que acontecem em vários países e estão historicamente relacionadas com a festa pagã do solstício de verão, que era celebrada no dia 24 de junho, segundo o calendário juliano (pré-gregoriano) e cristianizada na Idade Média como "Festa de São João". Essas celebrações são particularmente importantes no Norte da Europa — Dinamarca, Estónia, Finlândia, Letônia, Lituânia, Noruega e Suécia —, mas são encontrados também na Irlanda, partes da Grã-Bretanha (especialmente na Cornualha), França, Itália, Malta, Portugal, Espanha, Ucrânia, outras partes da Europa, e em outros países como Canadá, Estados Unidos, Porto Rico e Austrália.

Nas cidades do Porto e de Braga, em Portugal, o São João é festejado com uma intensidade inigualável, sendo que a festa é, à semelhança do que acontece no Nordeste do Brasil, entregue às pessoas que passam o dia e a noite nas ruas das cidades, que são autênticos arraiais urbanos. Festas de São João são ainda celebradas em alguns países europeus católicos, protestantes e ortodoxos (França, Irlanda, os países nórdicos e do Leste europeu). As fogueiras de São João e a celebração de casamentos reais ou encenados (como o casamento fictício no baile da quadrilha nordestina e na tradição portuguesa) são costumes ainda hoje praticados em festas de São João européias.

A Fête de Saint-Jean (Festa de São João), tal como no Brasil e em Portugal, é comemorada na França no dia 24 de junho e tem como maior característica a fogueira. Em certos municípios franceses, uma alta fogueira é erguida pelos habitantes em honra a São João Batista. Trata-se de uma festa católica, embora ainda sejam mantidas tradições pagãs que originaram a festa.

Na Polônia, as tradições juninas estão associadas, principalmente, com as regiões da Pomerânia e da Casúbia e a festa é comemorada dia 23 de junho, chamada localmente Noc Świętojańska (Noite de São João). A festa dura todo o dia, começando às 8h da manhã e varando a madrugada. De maneira análoga à festa brasileira, uma das características mais marcantes é o uso de fantasias, no entanto não de trajes camponeses como no Brasil, mas de vestimentas de piratas. Fogueiras são acesas para marcar a celebração. Em algumas das grandes cidades polonesas, como Varsóvia e Cracóvia, esta festa faz parte do calendário oficial da cidade.

A festa de Ivana Kupala (João Batista) é conhecida como a mais importante de todas as festas ucranianas de origem pagã e vai desde 23 de junho até 6 de julho. É um rito de celebração pelo verão, que foi absorvido pela Igreja Ortodoxa. Muitos dos rituais das festas juninas ucranianas estão relacionados com o fogo, a água, fertilidade e autopurificação. As moças, por exemplo, colocam guirlandas de flores na água dos rios para dar sorte. É bastante comum, também, pular as chamas das fogueiras.

As festas juninas da Suécia são as mais famosas do mundo. É considerada a festa nacional sueca por excelência, comemorada ainda mais que o Natal. Ocorre entre os dias 20 e 26 de junho, sendo a sexta-feira o dia mais tradicional. Uma das características mais tradicionais são as danças em círculo ao redor do majstången, um mastro colocado no centro da aldeia. Quando o mastro é erigido, são atiradas flores e folhas. Tanto o majstången sueco como o mastro de São João brasileiro tem as suas origens no mastro de maio dos povos germânicos.

Durante a festa, são cantados vários cânticos tradicionais da época e as pessoas se vestem de maneira rural, tal como no Brasil. Por acontecer no início do verão, são comuns as mesas cheias de alimentos típicos da época, como os morangos e as batatas. Também são tradicionais as simpatias, sendo a mais famosa a das moças que constroem buquês de sete ou nove flores de espécies diferentes e colocam sob o travesseiro, na esperança de sonhar com o futuro marido. No passado, acreditava-se que as ervas colhidas durante esta festa seriam altamente poderosas e a água das fontes dariam boa saúde. Também nesta época, decoram-se as casas com arranjos de folhas e flores, segundo a superstição, para trazer boa sorte. Durante este feriado, as grandes cidades suecas, como Estocolmo e Gotemburgo, tornam-se desertas, pois as pessoas viajam para suas casas de veraneio para comemorar a festa.
FONTE: O IMPARCIAL

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