terça-feira, 8 de março de 2011

Estudo mostra que brasileiras se acham boas de cama e querem sexo com mais frequência

POR CLARISSA MELLO
 Elas garantiram presença no mercado de trabalho, marcaram território nas universidades, largaram o estereótipo de donas de casa e provaram que conseguem dar conta de filho e marido sem deixar de lado a vaidade. Mas elas querem mais. Dessa vez, em um lugar um pouquinho mais reservado: entre quatro paredes.

Uma pesquisa realizada pela psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) da USP, apontou que 60% das brasileiras se acham “boas de cama” e 96% consideram o sexo uma prioridade. O estudo também revelou que elas estão mais saidinhas: apesar de fazerem sexo, em média, três vezes por semana, a maioria quer duplicar essa frequência.

“Depois da revolução sexual, a mulher começou a assumir que gosta de sexo. Hoje ela é mais livre para dizer o que gosta na cama. Mas ainda há preconceitos, travas interiores”, crê a psicanalista Regina Navarro Lins.

Para a presidente da Associação Brasileira de Sexualidade, Carla Cecarello, falta de experiência, ausência de diálogo e vergonha são fatores que criam barreiras na hora do sexo. “Além disso, são raros os pais que orientam os filhos em relação ao sexo. A educação sexual é fundamental para que as meninas comecem a ter relações mais confiantes, conhecendo melhor o próprio corpo”, diz Carla.

“Algumas mulheres, principalmente as das classes C e D, ainda são muito dependentes do homem. Há uma relação forte de poder no casamento, e elas não ousam dizer o que as satisfaz, por medo de perder o parceiro”, diz o vice-presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado, Hugo Miyahira. O medo também prejudica o uso do preservativo: 70% das brasileiras não usam camisinha em todas as relações. “Liberdade sexual também é exigir o uso do preservativo e colocar a saúde em primeiro lugar”, conclui Carmita Abdo.

ENTRE QUATRO PAREDES

- 45,4% temem não satisfazer o parceiro
- 44% têm medo de DSTs
- 41,9% têm medo de gravidez indesejada
- 50,9% têm alguma dificuldade sexual
- 5,4% procuraram médico para tratar o problema

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