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domingo, 4 de fevereiro de 2024

CRÔNICA DE DOMINGO: Grisalhas

 

No universo dos fios que voam ao sabor do tempo, as grisalhas erguem suas cabeças adornadas por uma cor que é, ao mesmo tempo, a marca da passagem dos anos e o testemunho da resiliência diante das tempestades da vida. Não são apenas fios prateados, são reluzentes crônicas entrelaçadas por experiências, conquistas e aprendizados.

Os cabelos sempre foram elemento para identidade feminina. Desde da idade das pedras, as mulheres procuram impressionar os machos com seus cabelos. Quanto mais em desalinho, melhor. A falta de estética era tanto que às vezes se perguntavam para que serviam esses pelos.

Na era da pandemia, um fenômeno silencioso e poderoso começou a ganhar destaque: a escolha de muitas mulheres de deixarem seus cabelos desabrocharem em nuances prateadas. Não se tratava apenas de uma questão estética, mas sim de um movimento intrínseco de aceitação, empoderamento e resistência.

De repente, atrizes famosas começaram a aparecer em lives com os cabelos grisalhos ,sem as  maquiagens ou produtos capilares que a deixavam mais jovens. Com isso, pareciam assumirem suas verdadeiras personalidades. O tempo passou e elas continuavam lindas com seus cabelos brancos.

Os salões de beleza, antes santuários de tinturas e produtos rejuvenescedores, testemunharam uma mudança sutil, porém marcante. As mulheres, confinadas em seus lares durante os períodos de isolamento, descobriram uma nova liberdade nos cabelos que, outrora, eram disfarçados sob camadas de coloração. A pandemia se tornou um catalisador para a reflexão sobre a verdadeira essência da beleza e a aceitação de cada fase da vida.

Diante do espelho da alma, as grisalhas certamente diriam aos seus cabelos que não são apenas fios prateados, mas testemunhas silenciosas de todas as alegrias e desafios que a vida trouxe para elas. Cada fio reflete uma experiência, uma memória, que precisa ser celebrada.

As grisalhas emergiram desse período de introspecção como verdadeiras embaixadoras da autenticidade. Cada fio prateado carrega consigo a história de uma jornada, um livro aberto que sussurra segredos do tempo. Não é apenas uma transformação estética; é uma metamorfose interior que reflete coragem e autoaceitação.

A personalidade das grisalhas transcende a aparência. São mulheres que desafiaram as normas estabelecidas, rejeitaram os padrões impostos pela sociedade e abraçaram a beleza única que surge quando se abandona a busca incessante pela juventude eterna. São guerreiras que aprenderam a valorizar não apenas o que se vê no espelho, mas também a força que pulsa em seus corações.

Segundo a tradição bíblica cristã- judaica, o herói Sansão tinhas nos seus cabelos logos o segredo de sua força descomunal, caso seus cabelos ficassem grisalhos, ele perderia a força por isso?  Não sabemos, até pro que nos homens os grisalhos dão um certo charme, mas  ainda denuncia os efeitos do tempo.

Nas mulheres, os cabelos prateados tornaram-se um símbolo de resistência e sabedoria. São como estandartes de um bloco carnavalesco  que ondulam ao vento, proclamando que a passagem dos anos é um privilégio, não uma derrota. A decisão de se assumir como grisalha é um ato de rebeldia silenciosa contra os estigmas da idade, uma afirmação de que a verdadeira beleza é multifacetada e transcende os limites temporais.

Nas grisalhas, encontramos uma celebração da diversidade e da autenticidade. Cada fio branco é uma linha traçada no livro da vida, um tributo ao passado, ao presente e à promessa do futuro. As mulheres com cabelos prateados não são apenas um reflexo do envelhecimento; são a personificação de uma jornada extraordinária, moldada por experiências que deram forma a uma força inabalável e a uma beleza que se renova a cada dia.

Por José Casanova
Professor, Jornalista e membro da
Academia Bacabalense de Letras


sábado, 3 de fevereiro de 2024

CRÔNICA: O dia em que a tia preta parou

Sou desses boêmios mais observadores  que etílicos. Gosto de degustar a noite na terra da Bacaba como se fosse o último dia de minha vida. Sou avesso  à informação, não me dizem nada a não sei o que já sei. E só “sei que nada sei”. Depois de ter tomado todas num bar pouco frequentado na Avenida Mearim, me desloquei para BR 316 , agora muito bem iluminada com canteiros coloridos.

 Desde o princípio da minha jornada achei estranho. O número de usuários de drogas ilícitas, por que as lícitas os “cidadãos de bem” usam como se fossem água, havia aumentado e diminuíam quanto mais me aproximava da Tia Preta. A Tia Preta não é um Bar, mas uma família de restaurantes populares que pensam ser um clube dançante.

 Lá é o point da madrugada, quando os “cidadãos de bem”, esquecem que são casados e vão em busca de “afogar o ganso” numa fuga semanal da rotina caseira, mesmo que no setor só se ofereça comida caseira.

 Estranho! Não ouço o som da música nem sempre bem tocada, mas que agrada aos ouvidos. O esquema não estava lá, os músicos talvez estivem em outros... esquemas.

As mulheres com  cheiro de perfume barato também não estavam lá. Nem mesmo as  senhoras com 60 anos ou mais com suas maquiagens estranhas e roupas de periguetes novinhas, também não estavam lá.

A Garçonete mau vestida da qual sempre comprava uma cerveja fiado por semana, também não estava lá.

O homem de lata, uma figura exótica em situação de rua, também não estava lá. O moto taxi clandestino que já sabia a hora de me levar pra casa, também não estava lá.

Os repórter policias que iam à Tia Preta em busca de noticia, também não estavam lá.

No Fuzuê havia um zum-zum-zum, eram os frequentadores do lugar que expressavam seu amor pelo novo Delegado da cidade que resolveu não expedir a licença para  realização da tradicional festa do caipirinha.

Com essa deu até vontade de tomar uma caipirinha, dessas bem brasileiras com cheiro do Mearim. Será o Benedito? Não Dr. Benedito não faria uma coisas dessas, ele também é cliente do lugar, afinal depois da meia noite o local é frequentado por gente da “melhor qualidade”.

 O fato é que o novo delegado, dentro da lei é claro, fez toda uma cadeia produtiva da cultura parar, com isso consegue também diminuir o índice de violência, bebedeira descontrolada, prostituição e circulação de drogas. Coisas que fazem parte do cotidiano da vida e que passam despercebidas pelas pessoas envolvidas na matrix.

 É dentro da lei também que essas mesmas pessoas, na falta de outra ocupação, tiram dessas atividades nem sempre tão dignas, o sustento de suas famílias. Aí está a outra face da moeda. E agora José? E agora Maria? Que fazer?

Nos senadinhos da cidade já se comenta que o delegado não ficará muito tempo , nada mau num estado onde as autoridades comemoram a transferência para capital como uma promoção. O fato é que em cidade pequena a vida continua pequena, um jogo de cartas marcas onde não há vencedores. Não aprendemos que a realização de festas exige o mínio de segurança, principalmente quando parte dos frequentadores não inspiram confiança.

 Quer saber de uma coisa? Vocês que são brancos que se entendam. Esse angu tem muito caroço.  E não adianta vir atrás de mim. Não concedo entrevistas. A minha lei sou eu que faço.  Como amigo leitor? Quem sou eu? Eu sou você que critica a “Tia Preta” e vai pra lá depois da meia noite...

José Casanova
Professor, Jornalista e escritor membro da
Academia  Bacabalense de Letras

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

CRÔNICA DO DIA: As Cores da Rotina

 

Roberto Carlos, considerado Rei da juventude, imortalizou-se com uma canção Chamada “Rotina”. O que seria a rotina pra você querido leitor? Podemos imagina  o amanhecer de cada dia, quando o sol desperta timidamente no horizonte, somos apresentados a um espetáculo muitas vezes ignorado. A rotina, como um pano de fundo, se desdobra com suas nuances suaves, expondo os encantos invisíveis que moldam nossas vidas.

Na cozinha, enquanto a cidade ainda dorme, a chaleira sibila com entusiasmo, anunciando o início de um novo dia. A xícara de café, ali, à espera de ser preenchida, é mais do que apenas uma bebida que desperta os sentidos. Ela é um ritual matinal, um convite silencioso para saborear a quietude antes da agitação. O aroma do café paira no ar, e é nesse momento aparentemente trivial que descobrimos a magia contida em um simples gole.

A rotina seria no ritual que espontaneamente realizamos em nosso dia a dia. O trajeto para o trabalho, muitas vezes rotineiro e mecânico, esconde segredos inexplorados. A rua que percorremos diariamente, os rostos que passam, cada semáforo que muda de cor; todos esses elementos formam uma sinfonia silenciosa que se expressa na pulsação da vida. É quando decidimos desacelerar, desviar o olhar para além da pressa, que percebemos como até mesmo o caminho mais familiar pode ser uma oportunidade repleta de descobertas.

E que tal aquelas conversas casuais com amigos, que muitas vezes são relegadas ao segundo plano diante das obrigações cotidianas? São nesses diálogos despretensiosos que se escondem pérolas de sabedoria e momentos que se tornam pedras preciosas na  nossa história. Uma risada compartilhada, um conselho sábio ou simplesmente a sensação de pertencimento; são essas pequenas interações que formam a estrutura invisível de nossas vidas.

A rotina, quando observada com atenção, revela-se como um quadro em constante mutação, pintado com as cores sutis da vida cotidiana. São os detalhes aparentemente insignificantes que adicionam profundidade ao nosso existir. É como se pudéssemos decifrar as entrelinhas de um livro, descobrindo histórias não contadas entre os espaços aparentemente vazios.

Há pessoas que valorizam tanto a rotina que não consegue viver sem ela. Estão sempre a ir pro trabalho pelo mesmo percurso.  Abastecer o carro sempre no mesmo posto. Comprar na mesma loja e frequentar o mesmo bar ou igreja. No entanto, há outros que abominam a rotina, não consegue nem mesmo passar duas vezes no mesmo dia pela mesma rua.

A rotina também tem seu lado bom, contribui para fortalecer laços de amizade e de família, materializa a história e esconde nuances da felicidade e da despretensão de forçar mudanças desnecessárias. O bom senso tona a rotina encantadora.

Portanto, convido a todos a desvendar esses encantos, a saborear o café com a consciência de que cada gole é uma oportunidade de apreciar a arte presente na simplicidade. Que possamos aprender a enxergar as cores invisíveis da rotina, pois é nelas que reside a riqueza extraordinária de nossas vidas.

Por José Casanova
Professor, Jornalista e Escritor membro da
Academia Bacabalense de Letras

CRÔNICA DO DIA: Letras que dançam

 

Era uma tarde quente em Bacabal do Maranhão, os termômetros marcavam quase quarenta graus na Escola Paulo Freire, onde a professora Ana, uma verdadeira entusiasta da educação inclusiva, mergulhava nas águas desafiadoras da alfabetização de adultos e idosos. Sua sala de aula era um microcosmo de histórias não contadas, de vidas que buscavam desesperadamente o domínio das letras.

Naquele dia Professora Ana , escolhera trabalhar em círculo com a Turma, formada por doze alunos, a maioria idosos. No centro da sala, estava Mestre Chico, um respeitável homem negro de 70 anos, depois que começou a estudar, descobrira que tinha o pé na senzala, era neto de escravo vindos da África, tinha linhagem Imperial. Conhecido por ser um vibrante cantador de bumba-meu-boi, no sotaque de zabumba seu Chico brilhava no mês de junho nos terreiros das brincadeiras de São João. No entanto, entre as rimas e batuques, jazia a lacuna de não saber ler ou escrever.

A sala de aula estava impregnada com a ansiedade do aprendizado, mas Ana tinha um plano. Seu método envolvia multiletramentos culturais, reconhecendo as diferentes formas de expressão presentes na comunidade. Ela sabia que para Chico e seus colegas, a aprendizagem não poderia ser limitada a um livro didático pois eles traziam de casa saberes empíricos que eram confirmados pela ciência na escola.

Naquele dia, os olhos de Chico brilharam ao escrever seu próprio nome pela primeira vez. "Mestre Chico", murmurou ele, tocando a folha de papel com reverência, mas ele tinha escrito Francisco Salazar

 Ana, ao lado dele, sorriu com um misto de alegria e emoção contida.

_A leitura é como a melodia de uma canção. -  disse ela. _Você, Mestre Chico, agora pode compreender as notas que compõem a sua própria história.

O diálogo entre a professora e Mestre Chico fluía como uma conversa entre velhos amigos:i

_Nunca é tarde para aprender. -disse Ana, observando as letras ganharem vida nas mãos calejadas e experientes de Chico.

Ele, por sua vez, contou histórias não registradas, descrevendo como o mundo da escrita estava se abrindo diante de seus olhos. Olhos estes bem protegidos por um Óculos novinho que houvera ganhado num projeto da secretaria de educação.

_Antes, eu cantava com o coração, mas agora vejo as palavras dançarem diante de mim. - Afirmou Chico, tocando seu coração e sorrindo.

O coração de Chico agora era outro, batia ao ritmo da zabumba do seu boi de brincar como couro todo bordado em missangas, canutilho e paitês que brilhavam sob a luz do luar.

_ Professora, dona Ana! – Chamou Chico no meio aula.

_ Diga seu Chico.  – Respondeu a professora.

_ A senhora tem uma foto do professor Paulo Freire?

_Tenho seu Chico, por que? – Quis saber a professora.

_ Vou mandar minha mulher bordar Paulo Freire no Boi  Curupira, e ainda vou fazer uma toada pra ele. – Concluiu entusiasmo mestre Chico.

À medida que as semanas passavam, a sala de aula se transformava em um celeiro de descobertas. Outros alunos, também tardiamente imersos na alfabetização, compartilhavam suas conquistas e desafios superados. A atmosfera vibrava com a energia do conhecimento recém-adquirido. Como era gratificante ver o entusiasmo e a evolução daquelas senhoras e senhores de cabelos brancos a descobrir o mundo de conhecimento a desbravar.

O ápice da jornada chegou no dia em que todos, inclusive a professora Ana, se emocionaram ao lerem pequenos textos escritos por eles mesmos. Os rostos enrugados expressavam orgulho, as mãos trêmulas seguravam os papéis como troféus da superação. Ana no seu íntimo sabia que apesar dos pesares, estava no caminho certo.

No encerramento desse ano, Ana, ao olhar para sua turma, sentiu um misto de gratificação e esperança:

 _Vocês não apenas aprenderam a ler e escrever, mas também compartilharam suas riquezas culturais conosco. -  Disse ela, com lágrimas nos olhos.

A Escola Paulo Freire, através de suas estratégias de multiletramentos culturais, não apenas ensinou a ler e escrever, mas cultivou a valorização das diversas formas de expressão presentes na comunidade. Mestre Chico, finalmente, pôde decifrar as palavras que dançavam em sua mente, agora não dependia de ninguém para escrever as todas que compunha e a sala de aula tornou-se um palco de superação, celebrando a aprendizagem em todas as idades.

 Por José Casanova
professor, Jornalista e escritor da 
Academia Bacabalense de Letras

 

quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

CRÔNICA DO DIA: Versos de Redenção

No crepúsculo de sua carreira, o poeta aposentado escolheu um caminho de doação. Não optou pelo descanso merecido, mas sim pelo serviço voluntário em uma penitenciária. Corajoso, enfrenta os desafios do sistema prisional para compartilhar palavras de esperança e fé.

Dentro do presídio? Sim! É corajoso, já pensou em uma rebelião acontecendo. Ele retruca dizendo: - Não estamos por causa do que fizeram, não queremos saber o que fizeram. Estamos celebrando não para eles e sim com eles.

Duas vezes por semana, ele se torna a voz da fé dentro dos muros, colaborando na celebração da Missa e na catequese. Ao ser questionado sobre os riscos, ele responde com serenidade, recusando-se a enxergar os detentos como criminosos, mas sim como filhos amados de Deus em busca de perdão humano.

Certo dia, o sol já se punha no horizonte quando o poeta, com sua bíblia desgastada sob o braço, aproximou-se de um detento chamado Miro. Tinha a tatuagem de um palhaço no peito direito. As grades separavam os dois, mas a proximidade era sentida nas palavras que pairavam no ar.

_Boa tarde, Miro. Como você está hoje?

_ Ora, boa tarde. Eu? Estou como sempre, poeta. Perdido nesse labirinto de arrependimentos.

_O arrependimento é um caminho difícil de percorrer, meu amigo. Mas mesmo nos caminhos mais sombrios, a luz pode penetrar. - Disse o poeta sentado-se no banco de visita.

_ Luz? Aqui dentro? Não vejo nada além de sombras. - Respondeu Miro muito cético com tudo isso.

O Poeta sorriu e falou sereno:

_Às vezes, é preciso fechar os olhos para enxergar o que está lá dentro. Não vim aqui para julgar, Miro. Vim para lembrar que, mesmo na escuridão, a esperança ainda pode florescer.

_ Esperança? Já faz tempo desde que a perdi. - Suspirou Miro.

_Não é tarde demais, meu amigo. Deus é o pintor da nossa história, e Ele ainda tem muitos traços para adicionar à sua tela. - Disse o poeta colocando a mão através das grades.

- Você acredita mesmo nisso? - Questionou Miro olhando para a mão estendida.

_ Acredito, Miro. Porque acreditar é plantar a semente da mudança. E eu estou aqui para regar essa semente com palavras de amor e redenção. - Respondeu o poeta com sinceridade.

_ Eu não mereço isso, poeta. - Confidenciou Miro emocionado.

_ Não estamos aqui pelo que merecemos, mas sim pelo que podemos oferecer. A graça está nos gestos de compaixão, não nas balanças da justiça. - Afirmou o Poeta suavemente.

_Talvez... talvez eu precise acreditar nisso.

_ Então, deixe-me ser o eco dessa crença em seu coração. Há mais vida além dessas grades, Miro, e ela está esperando por você. - Sorriu o Poeta.

A conversa continuou entre as grades, uma troca de palavras que transcendia o espaço físico. O poeta e o detento, unidos pelo poder transformador das palavras, compartilhavam não apenas um diálogo, mas uma conexão que ressoava na essência de suas almas.

Sentindo que podia fazer mais, o poeta estende sua benevolência a uma casa de acolhimento. Ali, não vê apenas usuários de drogas, mas amigos necessitados de auxílio. Em suas interações, ele não apenas compartilha a palavra de Deus, mas também compartilha lágrimas, sorrisos, abraços e conversas, mergulhando de cabeça na realidade deles.

Os amigos e familiares do poeta observavam com uma mistura de admiração e preocupação seu comprometimento com o trabalho voluntário na penitenciária. Admiravam a compaixão e a dedicação que ele demonstrava ao se envolver com uma realidade muitas vezes esquecida pela sociedade.

Porém, não podiam deixar de se preocupar com a segurança do poeta, ciente dos desafios e perigos que o ambiente prisional apresentava. Alguns questionavam sua decisão, argumentando que ele merecia um merecido descanso na aposentadoria.

Mesmo com as preocupações, os amigos e familiares reconheciam a transformação que o trabalho voluntário causava no poeta. Notavam uma renovada vitalidade em sua voz ao falar sobre suas experiências, percebendo que ele encontrara um novo propósito que transcendia as limitações da aposentadoria.

Ao questionarem se o poeta realmente se aposentou, a resposta emerge naturalmente: sua aposentadoria é uma caminhada contínua de compaixão e solidariedade, um testemunho de que sua caneta pode ter descansado, mas seu coração continua a escrever histórias de redenção e amor.

Por José Casanova
Professor, Jornalista e Escritor da
Academia Bacabalense de Letras

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

CRÔNICA DO DIA: À Flor da Pele

Professora Rosangela é uma mulher incansável. Balzaquiana por excelência, encontra-se no auge de sua vida, mas com uma agenda que parece prestes a explodir. A rotina frenética entre aulas na universidade, palestras inspiradoras, a redação incessante de artigos científicos, participação em lives e a dedicação à formação de novos professores definem seus dias.

Além dessa rotina profissional, assume seu papel de mãe, mulher e líder religiosa. Seu nome é sinônimo de comprometimento, conhecimento e paixão pelo ensino. No entanto, nos bastidores dessa mulher multifacetada, há um episódio peculiar que desnuda sua fortaleza: o gás de cozinha.

A aparente trivialidade de um botijão de gás de cozinha torna-se um gatilho para um conflito interno profundo. Quando o indicador de gás vazio se manifesta, a serenidade de Rosangela se desfaz. Uma crise psicológica, um choro inesperado, nervosismo à flor da pele, quase uma ansiedade palpável. O gás, além de aquecer sua cozinha, alimenta também uma inquietação oculta.

Era como se, ao se deparar com a finitude do gás, ela confrontasse a sua própria exaustão. De onde surge esse conflito? Nem Freud explica. A chama que arde incessantemente na professora, iluminando mentes e inspirando outros, sente -se ameaçada pela escuridão iminente do botijão vazio. Não é apenas uma questão de cozinhar; é um confronto com a vulnerabilidade que ela resistia em mostrar.

É como se Rosangela tivesse em sua tela mental, lembranças de um passado remoto quando nem o gás existia. Como se ela tivesse abusado do uso do gás e agora mesmo sem lembrar do que fizera, numa mostra sutil da lei de causa e efeito, cada vez que acabasse seu gás de cozinha, seu subconsciente despertava gatilhos mentais de culpa que se perderam no labirinto do tempo.

Seus alunos, acostumados com a imagem inabalável da professora, ficaram surpresos ao descobrir esse lado sensível, essa fragilidade disfarçada. Afinal, Balzac não apenas descreveu a força das mulheres nesse estágio da vida, mas também delineou a complexidade de suas emoções, oscilando entre a maturidade e a nostalgia.

O dilema do gás revela-se como um capítulo oculto na vida movimentada de Rosangela, um reflexo de como a pressão da vida cotidiana afeta até mesmo as mulheres mais fortes e resilientes. Enquanto ela preenchia as mentes dos outros com conhecimento, estava ela mesma em constante aprendizado sobre suas próprias fragilidades.

Professora Rosangela, a Balzaquiana, enfrenta seus desafios cotidianos, lutando contra as tempestades da vida com a mesma coragem que nutre em seus discursos acadêmicos. A lição silenciosa do gás vazio é que, por trás de cada mulher forte, há uma alma que busca equilíbrio, uma busca constante por renovar as chamas que, por vezes, ameaçam se extinguir.

Por José Casanova
Professor, Jornalista e Escritor da 
Academia Bacabalense de Letras

CRÔNICA DO DIA: O exterminador das palavras

 

Nas ruas quentes de Alto Alegre, onde as tradições se entrelaçam com os tempos modernos, um adolescente cigano chamado Foguinho traça seu caminho no labirinto dos sonhos e desafios. O sol inclemente refletia nos fios de ouro de sua juba rebelde, enquanto ele navegava por entre as vielas rumo à Escola Santa Mônica.

A Escola Santa Mônica, com seus corredores silenciosos e salas cheias de promessas educacionais, tornou-se um palco inesperado e propício para as peripécias de Foguinho, Seu nome, que evocava a chama de uma fogueira, contrastava com as sombras que pairavam sobre suas dificuldades de aprendizagem.

Foguinho, com sua alma cigana, trazia consigo um mundo de tradições e uma identidade que pulsava em seu coração. A escola, porém, era um desafio de proporções desconhecidas. As letras e palavras dançavam diante de seus olhos, criando um emaranhado de símbolos que escapavam de sua compreensão. No entanto, algo mágico acontecia ao final de cada aula.

Embora Foguinho evitasse as tarefas escolares, ao soar do sirene ele entregava as lições meticulosamente concluídas, um enigma que intrigava seus professores e colegas. Era um segredo bem guardado, compartilhado apenas com algumas colegas que, generosamente, ofereciam sua ajuda.

A liderança de Foguinho, especialmente entre as meninas da turma, era inquestionável. Ele se tornou uma figura carismática, um elo entre o mundo cigano e a escola. Suas habilidades transcendiam os limites acadêmicos, manifestando-se na leitura de mãos que ele oferecia, principalmente ao professor de português com o qual mantinha certa intimidade pedagógica:

_ Professor, posso ler sua mão: - Perguntou Foguinho ao professor de português.

_ E Você já sabe ler mão, foguinho? - Quis saber o professor.

_Claro! - Respondeu Foguinho. _Minha mãe me ensinou a ciência. - Concluiu.

O professor se deu por vencido.

_ Tá bom. -Disse o professor oferendo a palma da mão.

Foguinho pegou a mão do professor a percorrendo com seus olhos escuros e penetrantes que carregavam a vivacidade de quem traz consigo séculos de cultura. Na sala de aula fez-se um silêncio total. Foguinho não apenas carregava o peso das tradições ciganas em seus ombros, mas também a esperteza de um adolescente apressado em querer ser homem.

- Mas tem que dá um agrado pro santo. - Disse Foguinho em alto e bom tom.

A turma quebrou o silêncio com uma sonora gargalhada.

A presença da mãe de Foguinho na escola era rara, mas quando ela aparecia, trazia consigo a força de uma linhagem antiga. Ela queria entender o universo educacional que envolvia seu filho e, ao mesmo tempo, garantir que as tradições que ele carregava não fossem esquecidas.

Foi em um dia comum, enquanto percorria os corredores da escola, que Foguinho se deparou com um quadro de isopor no mural. Seus olhos se fixaram nas letras que formavam a palavra "M U R A L". Soletrou a palavra; M,U, R A L.

Sabia o nome das letras, um sorriso malandro iluminou seu rosto quando decifrou a sua maneira , a mensagem, e uma faísca de inspiração acendeu-se em seu íntimo e espontaneamente gritou:

_ Aviso!!!!

Foguinho sabia que o Mural servia apenas para expor Avisos, era sua fora de ler o mundo, decidiu então, canalizar suas habilidades para melhorar a vida de seu povo cigano, podia não saber ler, mas sabia interpretar as coisas, dizer para que serviam, mesmo que para isso tivesse que exterminar as palavras para compreender a vida nômade no mundo.

Por José Casanova
Professor, Jornalista e Escritor da
Academia Bacabalense de letras

segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

CRÔNICA DO DIA: Conexão humana


A correria do dia a dia parece não nos deixar tempo para refletir sobre as pequenas coisas que, silenciosamente, moldam nossas vidas. Nessa crônica, proponho explorar os acontecimentos do cotidiano e as reflexões que eles nos despertam em meio a um mundo em constante transformação.

No cenário atual, onde a tecnologia avança em um ritmo cada vez mais acelerado, podemos nos questionar sobre qual o impacto dessas mudanças em nós mesmos. Será que nos adaptaremos rapidamente ou o suficiente? Ou será que nos deixamos ser levados pela vantagens das tecnologias?

Imagine-se sentado em um café, barzinho ou restaurante movimentado, olhando ao redor e percebendo como as pessoas estão imersas em seus próprios dispositivos tecnológicos. Enquanto muitos veem isso como uma desconexão da realidade, podemos encontrar uma oportunidade de reflexão sobre nossa relação com esses aparelhos eletrônicos.

Observando com atenção, você pode começar a notar que, mesmo imersos em seus aparelhos eletrônicos, as pessoas ainda estão em busca de conexões humanas. Afinal, os laços que nos unem são intrínsecos à nossa natureza como seres sociais. Portanto, podemos refletir sobre como encontrar o equilíbrio entre a tecnologia e o contato humano, o fato é que as novas tecnologias fascina as pessoas , mas as afastas uma das outras, a conexão virtual, provoca a desconexão dos sentimentos.

Através das conversas com amigos, familiares e até mesmo estranhos em bate-papos informais, nos conectamos de maneira genuína, compartilhando experiências e aprendendo uns com os outros. Entretanto o virtual provoca o fake , as pessoas esconde-se por trás de avatares que não representam suas verdadeiras personalidades.

Será que estamos realmente ouvindo o que o outro tem a dizer? Estamos abertos a perspectivas diferentes de nossas? Ou nós usamos as redes sociais para impor nossas supostas verdades?

Essas perguntas podem nos desafiar a parar e refletir sobre como estamos nos relacionando com as pessoas ao nosso redor. Afinal, a verdadeira arte de se comunicar envolve ouvir com empatia e buscar compreender o ponto de vista do outro, mesmo quando isso difere do nosso.

Ao final da crônica, concluímos que, em meio às mudanças às aceleradas do mundo moderno, é fundamental mergulharmos em nossas reflexões. Encontrar tempo para observar nosso cotidiano, questionar os resultados dessa forma de se relacionar com  outros.

Nessa busca de autoconhecimento e conexão, poderemos resgatar o que é essencial e encontrar um equilíbrio entre a tecnologia e a humanidade. Afinal, só assim poderemos viver uma vida mais plena e verdadeiramente em conexão uns com os outros.

JOSÉ CASANOVA 

domingo, 28 de janeiro de 2024

CRÔNICA DO DIA: Café Literário

 

O aroma robusto do café paira no ar, penetrando as ruelas de paralelepípedos e os boulevares movimentados. De Paris aos recantos mais modestos do Brasil, os cafés se tornam guardiões de histórias arquitetadas pelos fios invisíveis do destino. São palcos onde as vidas se desenrolam, onde as palavras fluem tão livremente quanto o vapor que sobe das xícaras.

Em Paris, a cidade do amor e da boemia, os cafés são mais do que meros estabelecimentos; são lendas vivas. Sob as sombras das icônicas mesas externas, poetas como Hemingway e escritores como Simone de Beauvoir deixaram suas pegadas literárias. Os cafés parisienses, com suas cadeiras de vime gastas pelo tempo, testemunharam a dança do amor em muitas línguas, nas palavras sussurradas e nos olhares que se encontram como páginas de um romance.

Mas não é apenas nas avenidas iluminadas por luzes de rua que encontramos essa mágica. Nas calçadas desgastadas de cafés anônimos em pequenas cidades brasileiras, a magia está presente de maneira mais sutil, mas igualmente envolvente. É assim o café da Raquel, mulher, forte e lutadora, que vender seu café com bolo de Tapioca de Caroço, Beiju e o Cuscuz de Arroz, guloseima matinal da culinária maranhanse, mas no final de semana o reggae é a Lei.

As histórias que se desenrolam entre essas paredes muitas vezes escapam dos registros históricos, mas são igualmente dignas de nota.

No café de Raquel, situado em uma esquina esquecida, entre as ruas Clores Miranda e 28 de Julho, na terra da Bacaba, presenciei o delicado encontro de dois amantes que, nas palavras trocadas ao sabor do café, tornaram-se cúmplices de um capítulo romântico que escaparia dos livros. Era como se o bule borbulhasse com o doce perfume do destino. Vi Dr Bento Vieira fazer uma análise da conjuntura politica local e ouvir a Resenha sobre a ultima noite de Reggai de Raquel.

Os cafés, em sua natureza acolhedora, tornam-se refúgios para a introspecção. Sob a luz suave de lâmpadas penduradas, os clientes se perdem em pensamentos, enquanto as páginas de um livro viram a cadência da vida que passa. A solidão, longe de ser uma mera ausência, transforma-se em companhia silenciosa entre as paredes enfeitadas de fotos antigas e quadros desbotados.

E que dizer da relação intrínseca entre cafés e a arte da escrita? Poetas traçam versos nas páginas dos guardanapos enquanto a tinta da caneta flui mais intensamente do que a cafeína nas veias. Escritores, curvados sobre seus cadernos, desvendam enredos em meio ao burburinho e ao tilintar das xícaras. Quantas músicas e percussões Papete, Joãozinho Ribeiro, Zé Lopes e João do Vale devem terem criados embriagados pelo cheiro dos cafés.

As conversas nos cafés são um espetáculo próprio, uma sinfonia de vozes que narram o cotidiano. Na mesa ao lado, um grupo de amigos risca o papel com canetas coloridas, criando mapas imaginários para aventuras futuras. No balcão, dois estranhos compartilham risos e histórias como se fossem velhos conhecidos.

Cada café, do mais grandioso ao mais humilde, se torna um capítulo nas narrativas pessoais daqueles que o visitam. São espaços que transcenderam sua função original de simples locais para tomar café, transformando-se em testemunhas silenciosas de vidas que se entrelaçam e se desenlaçam como os grãos moídos que dão vida à bebida escura.

Assim, entre cafés de Paris e os cantos escondidos do Brasil, somos todos personagens dessa crônica interminável, onde o aroma do café se mistura com as histórias que contamos e as que ainda estão por vir. E, enquanto a última gota é sorvida, o próximo capítulo se desenha, pronto para ser escrito nas páginas amareladas da vida

José Casanova
Professor, Jornalista e Escritor membro da
Academia Bacabalense de Letras

sábado, 27 de janeiro de 2024

A Pintora de Barrigas

Em Bacabal participei de um evento interessante, Era em um desses eventos sociais onde as almas se encontram, e as histórias se cruzam num mosaico de sentimentos. Apesar de ter um viés político, proporcionava ao povo acesso a serviços de saúde, educação, justiça, beleza e cultura. O tema da ação social era "Fome e Sede de Justiça", um chamado à reflexão sobre a busca por equidade e direitos fundamentais. No meio dessa manifestação social, deparei-me com uma cena peculiar que transcendeu os limites da arte tradicional e imortalizou a maternidade de uma maneira única e emocionante.

No centro das atenções, uma artista plástica destemida, munida de pincéis e tintas, dedicava-se a um ofício singular: pintar barrigas de mulheres grávidas. Não sei o nome da artista, mas momento como tornara-se uma verdadeira maga das cores e formas. Era como se cada traço carregasse consigo uma história, um sonho, uma esperança.

O processo era mais do que uma simples aplicação de tinta; era uma celebração da maternidade. As mulheres, ansiosas e curiosas, entregavam seus ventres ao talento dessa pintora destemida. No exato instante em que o pincel tocava a pele, uma metamorfose se iniciava. O ventre, outrora uma tela em branco, ganhava vida, cores e texturas que contavam a história daquele ser que se formava dentro.

As mães, muitas vezes, eram surpreendidas por lágrimas involuntárias, uma emoção que emergia do mais profundo de seus seres. Os olhares delas fixavam-se na pintura em andamento, uma criação que transcendia a estética para tocar a essência do que é ser mãe. Cada pincelada parecia ecoar uma sinfonia de amor e esperança, fazendo brotar sorrisos e suspiros entre as futuras mamães.

A extraordinária habilidade da pintora de barrigas conquista a atenção até dos mais ignorantes com relação as artes. a pintura parecia uma fotografia interna da barriga da mãe.

Os observadores, por sua vez, viam-se imersos em uma simbiose entre a arte e a maternidade. Os corações, antes estáticos, pulsavam em uníssono com a cadência dos traços da pintora. As expressões de quem assistia variavam entre o encantamento e a comoção, uma resposta visceral à magia que acontecia ali.

Era mais do que uma exposição de arte; era uma experiência compartilhada, uma celebração da vida que se desdobrava diante dos olhos de todos. A pintora das barrigas, com sua destreza e sensibilidade, conseguia capturar não apenas a forma física, mas também a essência da maternidade, eternizando aquele momento efêmero em cores vibrantes.

Pensei nas mães atípicas, mães em situação de ruas, mães do submundo das drogas e pensei sobretudo naquelas mulheres que querem ser mãe, mas não conseguem, enquanto outras desperdiçam oportunidades de serem boas mães. Neste caso a pintura seria abstrata com traços grosseiros e expressões berrantes.

No palco do "Fome e Sede de Justiça", as barrigas pintadas tornaram-se verdadeiras obras de arte, por que a vida assim o é, manifestações visuais de um amor que ultrapassava as barreiras da tela. E assim, em meio à efervescência do evento, a maternidade se revelou como uma das formas mais puras de justiça, onde o amor e a esperança são as tintas que transformam o mundo em uma galeria de emoções.

Por José Casanova
Professor, Jornalista e escritor da
Academia Bacabalense de Letras

ABL participa da Caravana fome e sede de justiça

 

 A ABL - Academia Bacabalense de Letras, participou a convite, nesta sexta-feira (26) no Centro Cultural de Bacabal da Caravana Fome e Sede de Justiça. Idealizada pela Senadora Eliziane Gama, a ação oferecia uma série de serviços à comunidade tais como . consulta médicas, jurídicas, educacionais e atividades culturais. 

O Stand da ABL foi visitado por jornalistas, professores, estudantes e o povo em geral, que aproveitaram a oportunidade para apreciar um pouco da literatura   Bacabalense. Um dos grandes destaques do stand foi o livro "A Música" de autoria da escritora Aline Freitas Piaulino, o Romance ambientado "no Rio de Janeiro do Século XIX, nasce um individuo estranho com rara sensibilidade auditiva, peculiaridade que lhe possibilitava perceber, compreender, memorizar e manipular os sons de formas extraordinárias.( tinha ouvido absoluto!)Mas  não se iluda com a beleza que essa habilidade podia criar. Ele vislumbrou o caminho para uma obra grandiosa e, para executá-la precisou de pessoas, mas não necessariamente vivas". O Livro físico pode ser adquirido pelas redes sócias da autora, mas suas obras também estão disponíveis nas principais plataforma de livros do país.

Outro livro que chamou atenção foi  a Coletânea "Poemas do Poeta Triste" de autoria de Raimundo Laércio de Oliveira, membro da ABL,  escrito numa linguagem simples, o livro é realmente uma coletânea da obra do autor.

O romancista Douglas Batista e a Poetisa Maria Raimundo também circularam no evento. A Caravana Fome e Sede de Justiça, entra para história do município como a maior ação social realizada na cidade de Bacabal.

OBRAS DA ESCRITORA ALINE FREITAS PIAUILINO