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sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Palestra sobre Setembro Amarelo promove conscientização em Alto Alegre do Maranhão

Nesta sexta-feira (27), os alunos da Escola Santa Mônica, no município de Alto Alegre do Maranhão, participaram de uma palestra  sobre o Setembro Amarelo, no período matutino  a palestra foi ministrada pela Psicopedagoga  da SEMED Any Silveira, já  no turno vespertino peka assistente social Emanuele Aguiar. O evento teve como foco a prevenção do suicídio e a importância do diálogo aberto sobre saúde mental.

Durante a palestra, Emanuelle e Any destacaram a necessidade de empatia, apoio emocional e o combate ao estigma que ainda envolve questões de depressão e ansiedade, temas centrais na campanha de valorização da vida. Enfatizaram a relevância de procurar ajuda profissional e manter uma rede de apoio forte, seja entre amigos, familiares ou colegas de escola.

Os alunos mostraram grande interesse pelo tema, ouvindo atentamente os conselhos e orientações da assistente social. Ao final da palestra, a mensagem de Emanuelle ecoou entre os estudantes, que se engajaram em uma apresentação teatral, abordando a importância do cuidado com a saúde mental e retratando situações cotidianas de superação e apoio mútuo. A performance sensibilizou o público presente, reforçando a mensagem central de que todos podem contribuir para um ambiente mais saudável e acolhedor.

A iniciativa faz parte de uma série de ações da escola voltadas à conscientização sobre a campanha do Setembro Amarelo, que visa reduzir os índices de suicídio, especialmente entre os jovens, e promover uma cultura de acolhimento e cuidado.

Ao final, Emanuelle Aguiar deixou um convite aberto para que todos se tornem agentes de transformação e apoio, lembrando que “falar é a melhor solução”.




























sábado, 7 de setembro de 2024

Crônica do Dia: Independência ou Morte?

José Brasil acordou naquela manhã de 7 de setembro com o som dos fogos de artifício. Não sabe porque esses fogos ainda são utilizados, já que incomodam tanto os autistas, idosos e pessoas doentes, mas na sua terra,  Juçaralandia, não existe regras de bom senso. Acordara com um aperto no peito, que já não era novidade. Aos 42 anos, as dificuldades financeiras se acumulavam como poeira num móvel esquecido. A mulher, Maria, já estava de pé, preparando o café de uma mistura rala que ele preferia não saber como conseguia. Os filhos, João e Luísa, ainda dormiam no pequeno quarto. Não passavam de um número no censo.

_Mais um Dia da Independência... - pensou José, enquanto vestia a camisa desbotada para mais um dia de luta. Iria ao centro da cidade, tentar vender suas frutas. - _ Mas que independência é essa que não chega ao povo? Ter independência é saber fazer as próprias escolhas.  - Murmurou, observando os rostos cansados na vizinhança, onde todos, como ele, lutavam por migalhas.

No caminho, encontrou-se com Francisco, um velho amigo dos tempos de juventude.

— Grande Zé, vai pro centro? — perguntou Francisco, com o sorriso meio apagado.

— Vou sim, Chico. Tentar vender uns abacaxis, sabe como é... — José suspirou, ajeitando a carroça.

— Hoje é feriado. Vai ter desfile e tudo...

— Pois é, feriado. Desfile... — José riu, um riso seco, sem vontade. — Sabe o que eu estava pensando, Chico? Comemorar o quê? Que independência é essa que não dá liberdade pro povo viver melhor? Que nos faz comemorar, mas seguir presos na mesma miséria?

Francisco concordou em silêncio. Ele próprio já tinha desistido de questionar as coisas. Mas José não. José tinha o Brasil até no próprio nome, e isso o incomodava.

— Eu olho pros meus filhos, Chico... O João vai fazer 15 anos, tá no ensino público, mas aprende o quê? O professor nem aparece. Outros aparecem até demais da conta. E a Luísa? Mal tem livros. — José respirou fundo, com o olhar perdido. — A educação é a nossa esperança, mas o governo não liga. Só pesam no Ideb.  Eles preferem o pão e circo. A diversão tá garantida, mas e a comida na mesa?

— E o que tu faz, Zé? O que a gente pode fazer? — perguntou Francisco, mais desanimado do que curioso.

— Luto, Chico. Tento. Não tem muito mais o que fazer. — José puxou a carroça e começou a caminhar, mas logo parou, olhando para trás. — É tudo um ciclo, sabes? Eles dão circo pra gente se distrair, enquanto a saúde, a cultura, a ciência... tudo vai morrendo aos poucos. Tu sabia que tem gente que nunca leu um livro na vida?

— Isso é verdade...

— E como vamos ter independência se o conhecimento não chega ao povo? Se a literatura tá sumindo das mãos das crianças? E a ciência? O que é que sobra?

Francisco abaixou a cabeça. José tinha razão. O desfile de logo mais seria bonito, patriótico, emocionante... mas o que aquilo significava para eles? Para suas famílias? Eles iriam aplaudir, gritar "Viva o Brasil!", mas no fundo, nada mudaria.

— Eu penso nos meus filhos, Chico. Quero que eles tenham um futuro melhor que o meu. Mas, com o que está aí, não sei... E não é só política, é tudo. Cultura, educação... o país tá doente. Estamos em ano eleitoral, como disse o poeta Boa  Fé: Quanta gente vai se eleger de novo, renovando a fome desse povo...

O som dos tambores do desfile ao longe ecoou pelas ruas. Francisco olhou na direção do centro da cidade, onde a multidão começava a se reunir.

— Então, Zé, vamos assistir ao desfile?

José parou, pensou por um segundo, e depois respondeu com um sorriso amargo:

— Não, Chico. Eu tenho abacaxis pra vender  e muitos outros abacaxis pra descascar na vida.

E seguiu seu caminho. 


quarta-feira, 28 de agosto de 2024

Formação do Programa Pacto pela Aprendizagem Reúne Educadores em Bacabal

Na manhã desta terça-feira (27), o Centro de Convivência dos Idosos de Bacabal foi palco de mais uma etapa da Formação do Programa Pacto pela Aprendizagem, com foco no eixo de Gestão. O evento, realizado em parceria com a Unidade Regional de Educação (URE), reuniu gestores, articuladores pedagógicos e educadores do município para discutir estratégias e ações voltadas à melhoria dos indicadores educacionais na região.

O professor Lindomar, integrante de uma rede que monitora esses indicadores, destacou a importância da formação como uma ferramenta essencial para a evolução da educação em Bacabal. "Nosso trabalho é constante e voltado para assegurar que os índices educacionais se mantenham positivos. A formação de hoje reflete nosso compromisso com a qualidade da gestão escolar, que é um dos pilares para o sucesso das políticas educacionais", afirmou Lindomar.

A articuladora pedagógica regional do eixo de Gestão do Pacto pela Aprendizagem, Elineuda Silva, ressaltou o sucesso do evento e a importância de fortalecer a rede de gestores no município. "Eventos como este são fundamentais para alinharmos as diretrizes e garantirmos que todos os envolvidos na educação estejam preparados para enfrentar os desafios diários. A gestão escolar eficiente é peça-chave para a transformação que desejamos ver nas escolas", destacou Elineuda.

Também presente na formação, a gestora regional de educação, Professora Erika Lucena, reforçou o compromisso da URE em apoiar as ações do Pacto pela Aprendizagem e promover a melhoria contínua nas escolas da região. "Estamos comprometidos em dar todo o suporte necessário para que nossos gestores possam conduzir suas unidades escolares com excelência. A formação continuada é uma das principais ferramentas para isso", afirmou a gestora.

A formação foi mais um passo importante para o fortalecimento das práticas de gestão escolar em Bacabal, refletindo o compromisso coletivo com a qualidade da educação no município.




Programa Saúde na Escola Realiza Consultas Oculares para Alunos em Bacabal

Na manhã desta terça-feira (27), o Programa Saúde na Escola, uma iniciativa da Secretaria Municipal de Educação (SEMED) em parceria com a Secretaria de Saúde, realizou uma ação voltada para a saúde ocular de crianças e adolescentes da rede municipal de ensino. A Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Novo Bacabal foi o local escolhido para as consultas oftalmológicas, beneficiando dezenas de estudantes.

O programa tem como objetivo identificar e tratar problemas de visão que possam impactar o desempenho escolar dos alunos, garantindo que todos tenham condições adequadas de aprendizado. Durante a ação, crianças e adolescentes passaram por exames de vista e, quando necessário, receberam a prescrição de óculos.

Uma das alunas atendidas, Maria Clara, de 10 anos, compartilhou sua experiência: "Eu sempre sentia dificuldade para enxergar o que a professora escrevia no quadro. Agora, com a consulta e a prescrição dos óculos, acredito que vou conseguir acompanhar melhor as aulas."- Afirma Maria. 

Os médicos responsáveis pelos exames, Dr. destacaram a relevância do programa para a saúde e a educação das crianças, pois problemas de visão podem comprometer o desempenho escolar e a qualidade de vida das crianças. Através dessas consultas, são detectados  precocemente questões que, se não tratadas, podem causar dificuldades maiores no futuro. A prevenção é fundamental, e essa parceria entre educação e saúde é um exemplo de como promover o bem-estar integral dos alunos.

A coordenadora do Programa Saúde na Escola, Rityelle , também comentou sobre a ação e o impacto positivo que ela traz para a comunidade escolar. "O programa é uma iniciativa que busca integrar saúde e educação, oferecendo um suporte essencial para o desenvolvimento dos nossos alunos. As consultas oculares são apenas uma das várias ações que realizamos, mas têm um papel crucial, pois uma boa visão é fundamental para o aprendizado. Continuaremos a trabalhar para levar mais saúde às nossas escolas", afirmou Rityelle.

A ação realizada na UBS do bairro Novo Bacabal foi mais uma demonstração do compromisso da SEMED e da Secretaria de Saúde em promover a saúde integral das crianças e adolescentes de Bacabal, garantindo que todos tenham as melhores condições possíveis para aprender e crescer.

domingo, 25 de agosto de 2024

CRÔNICA: A Corrida Contra o Tempo

Em Bacabal, onde o sol escaldante parece sempre estar com pressa para o fim da tarde, Vive Seu João. Um senhor dos seus sessenta anos, magro, mas forte pela lida da vida. Os olhos verdes contrastam com a pele abundante em melanina Ele era um pedreiro conhecido por sua habilidade e capricho. "Devagar e sempre", repetia ele, como um mantra, enquanto assentava cada tijolo com a precisão de um relógio.

Mas, na mesma rua 3 da Vila São João, morava Dona Lurdes, uma senhora apressada que descobriu que o tempo era feito de ouro.  Dona de uma pequena vendinha, onde tudo é feito às pressas.

 - Se o cliente está com pressa, eu também estou! - Justificava, enquanto passava o troco sem nem olhar direito as moedas.

Certo dia, Dona Lurdes decidiu construir uma varanda nova para sua casa.

 - Seu João, eu preciso que essa varanda fique pronta em três dias! O casamento da minha sobrinha é no sábado, e eu não posso receber os convidados com a casa assim. – Declarou  Lurdes apressada.

Seu João, com a calma de quem já viu muitos pedidos apressados ​​na vida, respondeu:  - Dona Lurdes, a pressa é inimiga da perfeição. Se eu fizer essa obra correndo, as paredes podem até ficar de pé, mas não vão durar o próximo inverno.  – Declarou João com sua paciência de Jó.

 - Deixe de ser exagerado, Seu João! Eu confio no seu talento. Três dias é tempo mais que suficiente! – Exclamou Lurdes já visualizando a varanda pronta.

Mesmo contrariado, Seu João aceitou o trabalho. Com a pressão imposta por Dona Lurdes, cada tijolo era colocado de forma menos cuidadosa, e o cimento mal tinha tempo de secar antes de mais uma camada ser aplicada. Dona Lurdes, que não queria saber de desculpas, passando todo o dia para fiscalizar, apressando ainda mais o pobre pedreiro.

No terceiro dia, a varanda estava lá, erguida, pintada e aparentemente perfeita. Dona Lurdes estava radiante.

 _ Eu sabia que o senhor daria conta! Agora vou poder exibir minha casa nova para todos! – Disse sacudindo as cadeiras de mulher cinquentona.

Pagou a mão de obra de seu João que ao receber o dinheiro contou cada nota cuidadosamente. Lourdes olhou a calmaria de João e falou:

_ oh homem lerdo meu Deus!...

João respondeu com um sorriso tranquilo e silencioso.

 Porém, naquela mesma noite, uma chuva forte caiu sobre  a terra da Bacaba. Enquanto os convidados se reuniam na sala, um estalo seco ecoou pela casa. Antes que alguém pudesse entender o que estava acontecendo, a varanda recém-construída começou a ceder. Os tijolos desmoronaram, e a varanda ruiu como um castelo de cartas.

Dona Lurdes, incrédula, olhou para a destruição.

_Como isso poderia acontecer? – Indagou olhando  a construção que veio a baixo.

Seu João, que estava por ali para garantir que tudo estivesse em ordem, apenas balançou a cabeça e disse com um leve sorriso no canto da boca:

_Dona Lurdes, a pressa, além de inimiga da perfeição, tem uma aliada poderosa: a realidade .Ela não perdoa quando as coisas são feitas de qualquer maneira. – Disse João .

E assim, entre os risos dos convidados, que agora viam a situação com humor, Dona Lurdes aprendeu, do jeito mais difícil, que em Bacabal, como em qualquer lugar, não adianta correr se o caminho não está bem pavimentado.

Autor: José Casanova
Professor, Jornalista e Escritor
Membro da Academia de Letras de Bacabal
e Academia Mundial de Letras da Humanidade

domingo, 23 de junho de 2024

São João na Terra da Bacaba: Uma Celebração da Cultura Bacabalense


Bacabal, cidade conhecida por sua riqueza cultural e história vibrante, mais uma vez se destacou com a realização do São João na Terra da Bacaba itinerante, evento promovido pela Secretaria de Cultura do município. Sob a gestão do maestro Victor Emanuel e da secretária Adjunta Jhennifer Reis, a festa trouxe uma explosão de cores, sons e tradições que encantaram moradores e visitantes.

Cultura Popular em Destaque

O São João na Terra da Bacaba foi marcado por apresentações em diversos bairros da cidade, tais como; Trizidela, Madre Rosa, Vila São João e Terra do Sol. O Povoado Brejinho também recebeu uma ação do projeto proporcionando acesso à cultura e entretenimento para um público diversificado na zona rural. Artistas bacabalenses tiveram a oportunidade de brilhar nos palcos montados em praças e espaços comunitários, mostrando o talento e a paixão que caracterizam a região.


Grupos culturais de cultura popular, como as tradicionais quadrilhas juninas, danças folclóricas e manifestações típicas do período junino, dividiram o espaço com atrações de cultura de massa, incluindo shows de bandas locais e apresentações musicais contemporâneas. Essa diversidade de estilos e expressões artísticas refletiu a riqueza cultural de Bacabal, garantindo que todos os públicos fossem contemplados.


Impulso para a Economia Criativa e Turismo

Além de promover a cultura local, o São João na Terra da Bacaba teve um impacto significativo na economia criativa da cidade. Comerciantes, artesãos, produtores locais e pequenos empresários, Micro empreendedores individuais; viram um aumento nas vendas e na demanda por seus produtos e serviços, impulsionados pela grande movimentação de pessoas durante o evento.
O setor de turismo também foi beneficiado, com a chegada de visitantes de cidades vizinhas e até de outras regiões, atraídos pela fama do São João bacabalense. Hotéis, pousadas e restaurantes registraram uma alta ocupação, contribuindo para o fortalecimento da economia local e colocando Bacabal em evidência no mapa turístico do Maranhão.
Expectativas para o Centro Cultural

Com o sucesso do São João nos bairros, as expectativas agora se voltam para o São João no Centro Cultural, que promete ser ainda mais grandioso. O evento contará com grandes atrações de bumba-meu-boi, um dos ícones do folclore maranhense, além de quadrilhas juninas, grupos de danças tradicionais e contemporâneas, cantores e bandas de sucesso.

O maestro Victor Emanuel e sua equipe da Secretaria de Cultura estão trabalhando arduamente para garantir que esta próxima etapa da  festa seja memorável. A programação rica e diversificada, já foi anunciada pelo Prefeito Edvan Brandão,  que continuará a celebrar a cultura de Bacabal e a fortalecer os setores de economia criativa e turismo.

O São João na Terra da Bacaba itinerante reafirmou a importância das festas juninas como uma celebração da identidade cultural nordestina e como um motor para o desenvolvimento econômico e social de Bacabal. Com a expectativa em alta para as próximas atrações no Centro Cultural, a cidade se prepara para mais uma vez mostrar o que há de melhor em sua cultura e tradição.




São João Sem Asa Branca: O Desvanecer da Identidade Nordestina


A festa de São João no Nordeste sempre foi um espetáculo à parte. O cheiro de milho cozido e pamonha se misturava ao aroma das fogueiras que ardiam nas noites frias de junho. O som do triângulo, da sanfona e da zabumba embalava os passos cadenciados das quadrilhas juninas, que dançavam ao redor do mastro enfeitado. Cada movimento contava uma história, cada verso cantado era um pedaço da alma nordestina. Era a época do ano em que a tradição se renovava e o orgulho de ser nordestino florescia com mais força.

Nos últimos anos, algo mudou. As fogueiras ainda queimam e os mastros ainda estão de pé, mas o som que preenche as noites de São João já não é o mesmo. O sotaque das brincadeiras parecem perder o ritmo. O verdadeiro forró, com suas letras poéticas e melodias que falam de amor, saudade e resistência, foi relegado a um canto obscuro das festividades. No palco principal, o que se ouve agora são bandas de "piseiro" e outros ritmos que nada têm a ver com a essência nordestina.

As quadrilhas juninas, antes uma representação vibrante da cultura local, foram estilizadas e perderam parte de sua autenticidade. O que era uma dança de celebração e comunhão agora parece uma competição de quem tem o figurino mais extravagante e a coreografia mais complexa. A simplicidade que encantava foi trocada por um espetáculo pirotécnico que, embora impressione, não emociona.

Artistas populares, que mantêm viva a chama do forró autêntico, lutam por um espaço que, cada vez mais, lhes é negado. Quando conseguem se apresentar, o cachê simbólico mal cobre os custos da viagem e dos ensaios e na maioria das vezes são pagos com meses de atraso. É um golpe duro para aqueles que dedicaram suas vidas a manter viva a tradição de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Gonzaga, que cantou o sertão com tanto amor e verdade, deve tremer em seu túmulo sagrado ao ouvir o som do "forró de plástico" que se espalhou pela festa de São João. Como disse o poeta Roberto Carlos; "não sou contra o progresso, mas apelo pro bom Senso". 

A identidade do São João nordestino está em risco. A modernidade trouxe novidades, mas também diluiu o que era genuíno. Cabe a nós, nordestinos de coração, lutar para que a essência de nossa festa não se perca. Precisamos resgatar o verdadeiro forró, valorizar nossos artistas e celebrar nossas quadrilhas juninas com a simplicidade e a alegria de sempre. Só assim, poderemos garantir que as futuras gerações conheçam e amem a verdadeira festa de São João, como Luiz Gonzaga e tantos outros mestres nos ensinaram.

Por José Casanova
Professor, Jornalista e Escritor
membro da Academia Bacabalense de Letras e
Academia Mundial de Letras da Humanidade

quinta-feira, 20 de junho de 2024

Câmara de Bacabal realiza Sessão Solene e outorga o Título de Cidadania para cinco personalidades

Na tarde de quarta-feira, 19 de junho, a Câmara de Bacabal promoveu um momento histórico com a Sessão Solene de outorga da maior honraria municipal, realizada no Plenário Vereador Jocimar Alves de Sousa. A cerimônia atraiu uma multidão, lotando tanto o Plenário quanto a Galeria, em uma demonstração de reconhecimento e respeito aos homenageados.

A Sessão foi presidida pelo vereador Melquiades Neto, acompanhado pela primeira secretária, vereadora Natália Duda, e pelo segundo secretário, vereador Reginaldo do Posto. A solenidade teve início com a execução do Hino Nacional, seguida pela leitura bíblica e oração conduzidas por Roseane Sales, coordenadora pedagógica da Escola SESI.

Na ocasião, o Título de Cidadania Bacabalense foi entregue a várias personalidades ilustres: o escritor, professor e jornalista Francisco José (Zezinho Casanova) membro da Academia  Bacabalense  de Letras e Academia Mundial de Letras da Humanidade; Magna Nascimento, gerente da Escola SESI;m Rosivan Dias, gerente do SENAC de Bacabal; Anderson Ferreira, presidente do Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (ITERMA); e George Aragão, diretor de Assentamento e Desenvolvimento Rural do ITERMA. A ex-vereadora e professora Liduína Tavares representou a Academia Bacabalense de Letras, parabenizando Zezinho Casanova pela honraria. Todos os homenageados tiveram a oportunidade de discursar, expressando sua gratidão e compromisso com a cidade de Bacabal.

Rosivan Dias agradeceu emocionada: “Gratidão ao nosso Deus pela honra recebida. Muito obrigada à minha família, ao vereador Venâncio do Peixe, ao SENAC, aos amigos, à equipe e à minha cidade Bacabal, por me tornar bacabalense”. Anderson Ferreira, presidente do ITERMA, destacou a responsabilidade que a honraria traz: “É o reconhecimento fruto do nosso trabalho e empenho nos últimos anos, tanto em prol da regularização fundiária quanto do desenvolvimento rural dos nossos assentados e quilombolas no município. Agora a responsabilidade aumenta e tenho certeza de que faremos ainda mais pela população de Bacabal”.

Magna Nascimento, gñ reconhecimento que muito me honra e me faz feliz. É um termômetro do trabalho que a gente tem feito”. George Aragão, diretor do ITERMA, disse: “Para mim, é uma honra estar em Bacabal e receber essa honraria que representa muito na minha vida. Esse título dá muito mais força para a gente continuar trazendo mais benefícios para o município. Agradeço ao vereador Venâncio e toda a Câmara pelo reconhecimento”.

Zezinho Casanova, agente cultural, emocionou-se: “Este é um dos momentos mais importantes da minha vida, já que dediquei minha vida ao trabalho por meio da cultura, educação e dos movimentos sociais de Bacabal. Sou grato ao vereador Venâncio do Peixe, ao presidente Melquiades Neto que subscreveu o projeto, e ao povo bacabalense por esse reconhecimento”.

O presidente Melquiades Neto ressaltou o significado das honrarias: “As honrarias representam o reconhecimento do Poder Legislativo e de toda a cidade, considerando que os homenageados já construíram uma história de trabalho e amor por Bacabal. Foi uma sessão muito emocionante, com um sentimento de gratidão, considerando a importância dessas pessoas para nossa cidade. Elas agora são, de fato, cidadãos de Bacabal e mereciam essa outorga. Quero parabenizar a todos os homenageados, aos vereadores Venâncio e professor Markim pelas proposições, e aos demais colegas que estiveram conosco hoje”.