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terça-feira, 1 de julho de 2014

Inscrições para 183 vagas no município de Codó seguem até o próximo domingo

Estão abertas até o próximo domingo (6), as inscrições para o concurso público da Prefeitura de Codó, que disponibiliza 183 oportunidades, sendo algumas reservadas para pessoas com necessidades especiais nos seguintes cargos:

Nível Médio (Magistério) ou Superior -
Professor de Ensino Fundamental I -1º ao 5º Ano (60) e Professor de Educação Infantil (58);

Nível Superior - Supervisor Escolar (10) e Professor de Ensino Fundamental II - 6º ao 9º Ano nas disciplinas de Arte (4), Ciências (5), Educação Física (4), Geografia (7), História (6), Inglês (6), Língua Portuguesa (11) e Matemática (12).

Os contratados receberão salários que variam de R$ 1.060,62 a R$ 1.909,12 em jornadas de 25 horas semanais.

Para participar do certame, os interessados devem se inscrever até o dia 6 de julho de 2014, mediante preenchimento do formulário disponível no site www.fsadu.org.br e pagamento da taxa, no valor único de R$ 60,00.

Todos os candidatos serão avaliados por meio de prova teórica, composta de questões que versarão sobre o conteúdo programático constante no edital, e prova de títulos. A aplicação da prova teórica está prevista para o dia 3 de agosto de 2014, em horário e local divulgados posteriormente.

Este concurso público terá validade de dois anos, contados a partir da publicação oficial da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado uma vez por igual período.

Plano Real, 20 anos: até a Copa seria descartada por essa gente!

Dia 1º de julho de 1994 ainda é motivo de comemoração. “De lá para cá uma população cansada do jugo de uma inflação galopante passou a ter na moeda um motivo de orgulho, somente comparável ao futebol”. “A estabilidade monetária foi uma conquista estertora de muitas outras que vieram na sequência”. “Estabeleceu-se um Estado responsável, capaz de dar conta de suas obrigações orçamentárias e promover tranquilidade ao povo dada a estabilidade de preços alcançada desde então”. (Atenção redatores da revista Veja: estas frases são de tiradas das matérias publicadas nos últimos dias na imprensa comercial do país)
Certamente são essas as palavras mais ditas e ouvidas a cada aniversário de anúncio do Plano Real. E a claque é ampla, multifacetada encetando uma conspiração silenciosa sobre a verdade nos fatos que mesmo os que torcem o nariz não se arriscam a dizer algo mais de fundo. Instituição e linguagem se entrelaçam formando um senso comum, uma verdade única e uma máquina capaz de proscrever, politicamente, qualquer um que ouse dizer o contrário. O ambiente é de uma ditadura de tipo cult cuja base é encarnada em apresentadores de grandes telejornais, acadêmicos de peso e jornalistas econômicos com ternos recortados e palavreado “moderno”.

Ao contrário desse tom glorioso o que o país viveu no concreto foi: privatizações em massa, doze milhões de empregos exportados e exclusão social são apenas dados de uma memória que poucos querem atribuir ao “sucesso” do Plano Real. Combater uma inflação de forma tão competente não pode ser algo de genial. Arrochar demanda e destruir capacidade produtiva não necessita de nenhum tratado econômico digno de um Prêmio Nobel. E foram além disso. O longo prazo está subsumido a uma política oficial de Estado baseada no pressuposto da estabilidade monetária e formação de poupança como pressupostos ao crescimento e investimento. Esta política oficial de Estado é ideia-força que norteia o silêncio no debate de ideias a respeito do futuro do país. Poucos são aqueles capazes de virem a público e colocar abertamente o que realmente significa o regime de metas de inflação para o futuro do país expressa numa taxa de investimentos x PIB inversamente proporcional à violência policial contra jovens negros da periferia das grandes cidades.
O silêncio às críticas possivelmente direcionadas ao Plano Real é típica de uma ditadura baseada não em armas, exércitos e repressão física direta. É a imposição de um pensamento, de uma forma de governar e encarar o país tão ou mais letal que aquela inaugurada no fatídico 1º de abril de 1964. Vejamos bem. Somente uma ditadura com amplos poderem teria condições de derrubar a quase zero um processo inflacionário do porte daquele vivido pelo país desde então. O processo foi substituído pela caneta.
A inflação foi “derrotada” não como parte do ciclo econômico, de sua essência. Levou consigo todo um projeto nascido na década de 1930 cujo desenvolvimento confunde-se com a própria construção da nacionalidade a partir de suas empresas. A vitória do Plano Real foi a vitória dos derrotados pela Revolução de 1930, livre-cambistas, comerciantes de importação e exportação tendo como testa monetaristas, outrora agraristas. O bojo do combate à inflação tão inteligentemente nutrida como instrumento de acúmulo de forças diante do nacional-desenvolvimentismo chegou ao poder.
O acúmulo de forças democráticas e populares hoje dá-se pelo campo político construído a partir da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002. Enfrentar o legado e a institucionalidade surgida em 1994 é tarefa de gerações e luta renhida em todos os pleitos eleitorais e agenda de lutas dos movimentos sociais. A reversão deste quadro inicia-se, de forma lenta, com a desmoralização de FHC. Pode-se dizer que desde então o país vive uma transição entre o entreguismo neoliberal instalado no poder em 1994 e um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento. Uma transição que se move em areia movediça e que exige dos melhores filhos do povo tenacidade, amplitude política, capacidade de raciocínio e tirocínio estratégicos e ideias que fujam ao senso comum da ditadura da “estabilidade monetária”. O importante é que saímos da inércia da década de 1990. E a tarefa política colocada é simplesmente não permitirmos a volta desta mesma equipe de FHC ao governo.
O Brasil vive hoje um momento de euforia sem precedentes. Sediamos a maior Copa do Mundo de todos os tempos e o mesmo se espera das Olimpíadas. Os que na década de 1920 vaticinavam contra a possibilidade de nosso país se tornar uma nação viável, estão aí a amaldiçoar mais um feito de nosso povo. Evidente que na mão daqueles que deram um golpe contra o coração da nação em 1994 o Brasil nunca sediaria um evento desta proporção. As condicionalidades inflacionárias legadas dos investimentos necessários seriam levadas mais em conta do que a alegria instalada no país.
Num momento em que a oposição acusa a nossa presidenta de “comprar a Copa”, faz-se necessária uma ironia de afronta à defensiva: não tenho dúvidas de que o máximo que aconteceria seria a venda da Copa do Mundo por essa gente.
AUTOR:Elias Jabbour*

Seis candidatos vão disputar o governo do estado; tempo de propaganda está definido

Chegado o prazo final de realização de convenções, ontem, o cenário das eleições majoritárias de 2014 no Maranhão já está definido. Serão seis candidatos ao Governo do Estado e duas grandes coligações. O peemedebista Lobão Filho reúne 18 partidos e o comunista Flávio Dino, nove. Em candidaturas próprias sairão Luís Antônio Pedrosa (PSOL), Saulo Arcangeli (PSTU), Josivaldo Corrêa (PCB) e Zé Luis Lago (PPL).

Os eleitores poderão conhecer melhor os candidatos a partir do dia 19 de agosto, quando terá início a propaganda eleitoral por meio de rádio e televisão, apesar de que nas ruas a campanha já poderá ser vista a partir do dia 6 de julho. O tempo que cada pretenso governador terá ainda não está definido. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) esse dado será fornecido no inicio de agosto, quando já houver o registro de todas as candidaturas e o sorteio de emissora geradora. Enquanto isso, os especialistas em Direito Eleitoral fazem projeções, levando em consideração o número de partido de cada coligação e o número de representantes dos partidos na Câmara de Deputados.

Os candidatos

Sem nunca ter disputado uma eleição – em 2008, Lobão Filho assumiu o mandato de senador por ser suplente de seu pai, Edison Lobão, que se afastou para assumir o Ministério de Minas e Energia do governo Dilma Rousseff – Lobão Filho tornou-se candidato no inicio de abril, quando substituiu o ex-secretário de Estado da Infraestrutura do Governo do Maranhão, Luis Fernando Silva (PMDB), que era o pré-candidato governista.

De lá pra cá, assegura ter conquistado o apoio de 196 prefeitos, 30 deputados estaduais e 12 deputados federais. A sua coligação, com 18 partidos (PMDB, PTdoB, PT, PV, PRB, PSDC, PRP, PMN, DEM, PHS, PSD, PRTB, PEN, PSC, PTB, PSL, PR, PTN), pode garantir cerca de 9 minutos e 27 segundos em tempo de propaganda eleitoral diária de rádio e televisão. “Temos o maior tempo na propaganda partidária eleitoral gratuita e isso é muita vantagem. Não adianta termos todo esse tempo se não tivermos conteúdo para apresentar ao eleitor e nós temos”, explicou Lobão Filho.
Já Flávio Dino (PCdoB), abdicou da carreira de magistrado para entrar na política, como deputado federal. Esta é a terceira disputa majoritária que participa (2008 tentou ser prefeito de São Luís, mas perdeu para João Castelo (PSDB) e em 2010 candidatou-se, mas Roseana Sarney (PMDB) ganhou o Governo) e desde a última eleição, anunciou que estaria na disputa novamente.

Liderando as pesquisas, Flávio Dino conquistou a apoio de oito partidos (PDT, PPS, PSDB, PSB, PTC, PP, PROS, SD), da ala não governista do PT do Maranhão, a Resistência Petista, e de movimentos sociais, formando uma frente dos partidos de oposição – muito semelhante a que elegeu Jackson Lago governador, em 2006), chamada Partido do Maranhão. A coligação pode dar ao comunista 5 minutos e 58 segundos.
Mesmo antes do período eleitoral, Flávio realizou encontro políticos em vários municípios do estado, o que o fez mais conhecido. “A expectativa é a melhor possível porque nós fizemos um grande movimento na pré-campanha, chamado diálogos pelo Maranhão, que percorreu mais de 120 cidades, reuniu mais de 40 mil pessoas, discutindo ideias e propostas. Nós temos hoje um programa de governo de grande qualidade e nós tivemos uma convenção que reuniu 10 mil pessoas de todo o estado”, apontou, otimista, Flávio que diz querer usar o tempo de rádio e televisão para apresentar suas propostas de mudanças. “O objetivo de mostrar que um outro Maranhão é possível”, declarou.

O PSOL lançou o advogado e militante dos Direitos Humanos, Luis Antônio Pedrosa, ao Governo do Maranhão. O partido coligaria com PSTU e PCB, fazendo uma chapa de ultra-esquerda. No entanto, as siglas optaram por candidaturas próprias, mas manterão uma postura amigável durante as eleições pelas afinidades políticas.

Certo de que não utilizará os métodos de campanha de tradicional – com financiamento privado – e com pouco tempo de propaganda – aproximadamente de 1 minuto e nove segundos –, o PSOL utilizará outros métodos de se fazer se reconhecido pelo eleitor. “Teremos um pequeno tempo de TV, acredito que cerca de um minuto, mas que será suficiente para veicular uma mensagem de esperança em um novo tipo de política. Utilizaremos as redes sociais e a criatividade para mobilizar o povo em torno de um debate político, mas crítico e conscientizador, a cerca do papel da política para a libertação dos mais pobres, excluídos e do cidadão de bem, que sonha em varrer a corrupção da política”, explica Antonio Pedrosa.

O PSTU e PTC terão 1 minuto e 5 segundos cada. No sábado (28), os dois partidos realizaram suas convenções, optando pelo o professor universitário Saulo Arcângeli (PSTU) e o professor Josivaldo Correa Silva (PCB). Em conversa com O Imparcial, Saulo relatou que espera ter espaço nos meios de comunicação para aproximar-se do eleitor e disputar em condições iguais que os demais candidatos. “Os jornais já polarizaram a eleição, deixando entre dois candidatos. Espero que tenhamos espaço nos jornais”, relatou o candidato do PSTU. Já Josivaldo, "não vamos dizer aqui que vamos mudar o Maranhão ou o Brasil com propostas mirabolantes. Antes precisamos bater em uma questão-chave: que á questão do sistema econômico, das grandes empresas, do agronegócio, da macroeconomia. Essa postura nos leva a fazer uma campanha de conscientização do eleitor maranhense", afirmou.

O PPL também terá apenas 1 minuto e 5 segundos, com Zé Luís Lago na disputa ao Governo. O grande trunfo do candidato é relação familiar com o ex-governador Jackson Lago, de quem era irmão mais novo. Ele esteve no último sábado (28), na convenção do ex-governador de Pernambuco e disse: “Terei em meu programa partidário, o apoio de um grande nome da política nacional, o Eduardo Campos”. O diferencial de sua candidatura, de acordo com ele, é a possibilidade de dar palanque puro ao candidato a presidente do PSB, Eduardo Campo (PSB). Ainda que Flávio tenha na coligação o PSB, o que o torna apto a apoiar Campo, recebe o apoio do PSDB (do candidato Aécio Neves) e, em nível nacional é da base aliada do PT de Dilma, dando palanque a três candidatos a presidente.
FONTE:Diego Emir
Mariana Salgado DE O IMPARCIAL

segunda-feira, 30 de junho de 2014

CONFIRMADO! Arnaldo Melo será o vice-governador de Lobão Filho




Foi confirmado na noite desta segunda-feira (30), que o presidente da Assembleia Legislativa, Arnaldo Melo (PMDB), será o candidato a vice-governador de Lobão Filho (PMDB). O anúncio partiu do próprio senador que destacou a Diego Emir jornalista: "Arnaldo tem estatura e dimensão para me substituir quando for necessário".
O presidente da Assembleia Legislativa, já tinha sido cotado para disputar o cargo, mas antes do período de convenções, ele negou essa possibilidade, uma vez que ainda buscava viabilizar sua candidatura ao Senado.
O nome de Arnaldo Melo dará grande força a chapa majoritária de Lobão Filho, uma vez que a base governista da Assembleia toda confia no líder do parlamento estadual.
Antes da confirmação de Arnaldo Melo foram cotados José Antônio Heluy (PT), Victor Mendes (PV), Pastor Bel (PEN), Dr Pádua (PRB), Davi Alves (PR) e Pastor Cavalcante (PSC).
fonte: BLOG DA KELY com informações de Diergo Emir

Ao atacar Lula, O Globo revela avanços de seu governo

O jornal O Globo tentou fazer uso de dados sociais e econômicos dos últimos 12 anos e que foram utilizados pelo ex-presidente Lula durante uma palestra para empresários europeus, para apontar o que chamou de “deslizes” que teriam sido cometidos pelo petista ao falar sobre o assunto; a resposta veio rápida; em nota, o Instituto Lula ressaltou que, agora, “o leitor do Globo ficou conhecendo pelo menos 13 dados que confirmam os avanços do Brasil nesse período, além de rebater cada um dos supostos “enganos” citados pelo Globo.
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O tiro saiu, novamente, pela culatra. Após uma palestra feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para dirigentes das Câmaras de Comércio de diversos países europeus (Eurocâmaras), na última terça-feira (24), o jornal O Globo tratou de fazer um levantamento mostrando o que chamou de “deslizes” feitos por Lula ao fazer uso de uma série de dados sobre a economia e o desenvolvimento social do Brasil nos últimos anos. A resposta à publicação da matéria veiculada neste sábado (28) veio rápida. Em nota, o Instituto Lula pontua que, agora, “o leitor do Globo ficou conhecendo pelo menos 13 dados que confirmam os avanços do Brasil nesse período”, algo que sempre foi empurrado para debaixo do tapete.

Os pontos destacados por Lula durante seu encontro de 90 minutos com os empresários europeus foram ratificados e justificados um a um, rebatendo cada um dos supostos “enganos” citados pelo Globo. Estão ali, o aumento real de 72% no salário mínimo nos últimos 12 anos, o aumento do o investimento público em educação passou de 4,8% para 6,4% do Produto Interno Bruto (PIB), o incremento no fluxo de comércio externo, que passou de US$ 107 bilhões para US$ 482 bilhões por ano, entre outros dados socioeconômicos.
O instituto Lula, porém, reconhece que Lula teria cometido dois deslizes durante sua palestra como citado pelo Globo. Os erros encontrados estão em duas citações feitas pelo ex-presidente. No primeiro, Lula teria dito que 94% dos acordos sindicais dos últimos anos tiveram reajustes acima da inflação. Na realidade este índice é de 84%. Mas, caso sejam somados os acordos que incorporaram a inflação este indicador chega a 93,2%. O segundo “deslize” teria sido encontrado quando Lula disse que o Brasil é o segundo maior exportador de alimentos, quando na realidade seria o terceiro.
O Instituto Lula também aponta para deslizes que teriam sido cometidos pelo próprio Globo, mas sobre estes pontos, o jornal manteve a sua posição, sem levar em consideração os dados enviados para a realização da matéria.
Confira abaixo, na íntegra, a nota publicada pelo Instituto Lula ressaltando as contradições da matéria publicada pelo O Globo.
Num esforço para desqualificar Lula, jornal revela aos leitores 13 números que a imprensa tenta esconder
O jornal carioca publicou, sábado (28), reportagem que reproduz afirmações do ex-presidente Lula, feitas em palestra para dirigentes das Câmaras de Comércio dos países europeus (Eurocâmaras), na última terça-feira. O texto tenta desqualificar parte dos dados que Lula apresentou sobre o desenvolvimento econômico e social do país nos últimos anos.
Além de não alcançar seu objetivo, o jornal acabou publicando uma série de indicadores positivos sobre os doze anos de Governo Democrático Popular – que de outra forma não chegariam ao conhecimento de seus leitores. O leitor do Globo ficou conhecendo pelo menos 13 dados que confirmam os avanços do Brasil nesse período:
1) o salário mínimo teve aumento real de 72% nesse período;
2) o investimento público em educação passou de 4,8% para 6,4% do PIB;
3) o Prouni levou mais de 1,5 milhão de jovens à universidade;
4) a quantidade de brasileiros viajando de avião passou de 37 milhões por ano, para 113 milhões por ano;
5) a produção de automóveis no país dobrou para 3,7 milhões/ano;
6) o fluxo de comércio externo passou de US$ 107 bilhões para US$ 482 bilhões por ano;
7) o PIB per capita saltou de US$ 2,8 mil para US$ 11,7 mil;
8) a população com conta bancária passou de 70 milhões para 125 milhões;
9) as reservas internacionais do país, de US$ 380 bilhões, correspondem a 18 meses de importações, o que fortalece o Brasil num mundo em crise;
10) ao longo da crise mundial o Brasil fez superávit fiscal de 2,58% ao ano, média que nenhum país do G-20 alcançou;
11) os financiamentos do BNDES para a empresas têm inadimplência zero;
12) a dívida pública bruta do país, ao longo da crise, está estabilizada em torno de 57% (embora o jornal discorde desse fato)
13) há 10 anos consecutivos a inflação está dentro das metas estabelecidas pelo governo
O titulo da matéria é “Lula usa dados errados em palestra para empresários”. No esforço para justificar o título, O Globo encontrou dois “deslizes”, numa palestra que durou 90 minutos:
1) em 84% dos acordos sindicais realizados nos últimos anos foram obtidos reajustes acima da inflação, e não em 94%, como disse Lula. Somando acordos que incorporam o resultado da inflação, o índice sobe para 93,2%. No tempo do governo anterior, os sindicatos abriam mão de vantagens, e até do reajuste da inflação, para evitar mais demissões.
2) o Brasil é o terceiro maior exportador de alimentos do mundo, depois da União Europeia e EUA, de acordo com a OMC, e não o segundo, como disse Lula na palestra. O Globo lista separadamente os países da União Europeia por porto, o que faz da pequena Holanda o segundo maior exportador de alimentos do mundo. Ainda vamos chegar lá, porque nossa agricultura é a mais produtiva do mundo e o crédito agrícola passou de R$ 26 bilhões para R$ 156 bilhões em 12 anos.
A reportagem do Globo também cometeu seus “deslizes”, mesmo tendo sido alertada com documentos oficiais apresentados por nossa assessoria:
1) O Brasil foi, sim, o 5º maior destino de investimento externo direto (IED) no mundo em 2013, conforme disse Lula. O dado correto consta do Relatório de Investimento Mundial 2014 da UNCTAD, divulgado em junho. Este relatório corrigiu a previsão anterior do IED no Brasil em 2013, que era de US$ 63 bilhões, quando na realidade foi superior a US$ 64 bilhões. O Globo reproduziu o dado errado, que deixava o Brasil na sétima posição.
2) O ajuste fiscal determinado pelo governo nos anos de 2003 e 2004 alcançou, sim, 4,2% do PIB, conforme Lula afirmou na palestra. Na verdade, foi de 4,3% em 2003 e 4,6% em 2004, de acordo com a metodologia adotada pelo Banco Central naquele período. O Globo adotou a metodologia atual, que exclui do cálculo o resultado das estatais, e acabou contestando uma verdade histórica.
3) O Brasil é, sim, a segunda maior economia entre os países emergentes, depois da China, como disse Lula. O PIB brasileiro em dólares correntes, de acordo com a Base de Dados Mundiais do FMI (junho 2014), é de US$ 2,242 trilhões, superior ao da Rússia (US$ 2,118 trilhões) e ao da Índia (1,870 trilhão). O Globo prefere usar o critério de paridade por poder de compra (PPP), que ajusta os preços internos de cada país, eleva o PIB da Rússia e triplica o da Índia. Mas uma plateia de investidores, como a da Eurocâmaras, não está interessada em comparar o custo da Coca-Cola em cada país: quer saber qual economia é mais forte em moeda internacional, e isso o PPP não informa.
4) A dívida pública bruta do Brasil está, sim, estabilizada em torno de 57% do PIB desde 2006, como afirmou Lula. O Globo tomou como base o indicador de 2010 para afirmar, equivocadamente, que “no governo Dilma a dívida bruta subiu”. O ex-presidente estava se referindo ao período da crise financeira mundial. A dívida bruta era de 56% do PIB em 2006, subiu para 63% em 2009, primeiro ano da crise, e desde então oscila em torno dos atuais 57,2%. Isso é melhor visualizado no gráfico acima.
Todos cometem erros, como bem sabe O Globo. Apesar dos “deslizes” cometidos na reportagem de sábado, é muito importante que O Globo e outros jornais de circulação nacional passem a publicar os dados sobre os avanços sociais e econômicos do Brasil. Dessa forma, seus leitores terão acesso às informações necessárias para compreender como o e por que o Brasil mudou para melhor em 12 anos.
FONTE:Assessoria de Imprensa do Instituto Lula
Do Brasil 247

domingo, 29 de junho de 2014

Flávio Dino apresenta propostas na Convenção da Mudança


Durante seu discurso na Convenção da Mudança, realizada pelo PCdoB, PDT, PSB e PPS, com participação também de PSDB, PP, PTC, PROS, Solidariedade e Militância Petista, que aconteceu na manhã deste domingo (29), no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, em São Luís, e contou com a presença de mais de dez mil pessoas, Flávio Dino homologou sua candidatura e enfatizou suas propostas para governar o estado. "Nenhum império dura para sempre. Nós iremos proclamar a república no Maranhão", afirmou.
Após discorrer sobre a situação atual do saneamento básico no Maranhão, onde metade da população não tem água e banheiro em casa, Flávio falou sobre a criação do programa “Água para Todos”, que pretende levar água encanada e banheiro a todos os que não os possuem. Ao saudar a juventude, Flávio Dino garantiu a construção de Universidades estaduais regionalizadas, com autonomia administrativa, para ampliar o número de vagas gratuitas e públicas e aproximar as instituições das comunidades. Além disso, garantiu a criação das escolas técnicas estaduais. “Nós vamos garantir escolas técnicas estaduais, integradas ao ensino médio, para a juventude do nosso estado”, afirmou.
Flávio também falou sobre a situação da saúde no Estado, lembrando pacientes que esperam um longo tempo por vagas em hospitais públicos. Flávio enfatizou a criação do “Mais Médicos” estadual. “O programa significa formar médicos maranhenses, apoiar as escolas de medicina do estado do maranhão, fazer uma carreira boa aos médicos daqui para que eles possam se dedicar aos maranhenses”, declarou.
Quando falou da segurança, Flávio Dino relembrou que atualmente a cidade passa por um momento de insegurança geral. Para isso, falou sobre o programa “Pacto pela Vida”, que vai dobrar o número de policiais e garantir segurança as famílias.
No campo da Assistência Social, o Programa “Minha Casa, Meu Maranhão” transforma o governo do estado em parceiro do Governo Federal, e vai reformar ou construir 200 mil casas. Além disso o Cadastro único dos Programas Sociais no Estado do maranhão vai permitir ampliar e integrar os programas sociais dirigidos à erradicação da pobreza no Estado. O programa Bolsa Família do Governo Federal será ampliado com o Cartão Material escolar, que vai garantir verba para ajudar na compra de materiais escolares para as crianças em idade escolar.
Ao final de seu discurso, Flávio Dino confirmou seu compromisso com o público: “Eu não vou ser governador da minha família, mas de todas as famílias do Maranhão”, ressaltou.
O ato político também oficializou as candidaturas de Carlos Brandão a vice e Roberto Rocha ao Senado Federal, e também os candidatos a deputados estaduais e federais.

Dilma afirma que aliança com PCdoB é estratégica


Um ato político repleto de militantes e dirigentes do PCdoB marcou o apoio da legenda à reeleição de Dilma Rousseff à Presidência da República. A manifestação aconteceu no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, nesta sexta-feira (27), durante a Convenção Nacional do partido. Na ocasião, a presidente Dilma Rousseff destacou a importância da aliança.

“O PCdoB é um partido de gente forte, determinada, corajosa. É um partido de alma popular, moderno e arrojado. E é um partido pé quente. A manutenção dessa aliança significa o fortalecimento da defesa dos quem mais precisam, significa estar comprometido com o que há de mais avançado no nosso país. Esse apoio só reforça a nossa certeza de que vamos ganhar as próximas eleições”, afirmou Dilma.
Para o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, a campanha deste ano vem se delineando entre dois caminhs: abrir uma nova etapa com mais mudanças e conquistas ou voltar ao modelo da década de 1990, liderado pelos tucanos. “Temos a oportunidade histórica de avançarmos nas conquistas. Avaliamos que o Brasil de Lula e Dilma é outro: mais avançado em todos os aspectos. Mas queremos ainda mais”, afirmou Rabelo em referência às reformas estruturais que o PCdoB entregou à presidente.
Entre elas, a legenda quer avançar numa reforma política democrática, no fim do monopólio da mídia, na reforma do Judiciário e na reforma urbana.
Petrobrax, nunca mais
Em seu discurso, Dilma aproveitou para falar da decisão da União de contratar a Petrobras, sem licitação, para explorar quatro campos do pré-sal. A presidente garantiu que a contratação é regular, prevista em lei, e que foi feita para manter as riquezas produzidas com a exploração do petróleo no Brasil. Segundo ela, com a medida o governo pretende fortalecer a Petrobras.
“Tornamos irreversível o grande papel estratégico da Petrobras no novo ciclo de desenvolvimento que estamos abrindo no país. A Petrobras passa a ser muito valiosa. Nunca mais a Petrobras, com ‘Bras’ de Brasil, será transformada em Petrobrax”, disse em referência à tentativa tucana de mudar a marca da estatal petrolífera brasileira.
Em 2000, o governo de Fernando Henrique Cardoso fez a mudança com a justificativa de facilitar o processo de internacionalização da empresa, alegando que o Brasil não tinha mais o monopólio das ações. Para Dilma, a oposição “sempre quis diminuir a Petrobras”.
“As vozes interessadas em diminuir a Petrobras vão se perder no mar do pré-sal”. brincou Dilma. Segundo ela, o governo federal desenvolve uma “política de longo prazo” para a estatal, que trará resultados e lucro nos próximos anos. Como exemplo, Dilma citou a contratação direta da Petrobras para a exploração do volume excedente de óleo em quatro campos de petróleo do pré-sal: Búzios (antigo campo de Franco), Entorno de Iara, Florim e Nordeste de Tupi.
“Com esses campos, capazes de produzir de 10 a 14 bilhões de barris de petróleo, a Petrobras passa a ter acesso ao maior volume de petróleo tornado acessível no mundo a uma empresa”, disse.
Segundo ela, com  a exploração desses campos será possível destinar mais de R$ 1 trilhão para educação no país nos próximos 35 anos. “Pela primeira vez na história temos um volume suficiente de recursos numa magnitude que permite que possamos ter educação de qualidade ao longo dos próximos anos.  Não estamos aqui fazendo nenhuma demagogia. Sabemos onde está o dinheiro e qual é o destino, por isso a aprovação do PNE [Plano Nacional de Educação] foi muito importante”, disse.
O Plano Nacional de Educação foi sancionado nesta quarta-feira e prevê a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação.
FONTE:Assessoria de Comunicação
Liderança do PCdoB CD
Christiane Peres

Sucesso do Brasil pode fazer América do Sul ter outra Copa

A Fifa demonstra tanto contentamento com a Copa do Mundo no Brasil que não descarta voltar a realizá-la na América do Sul dentro de 12 anos. Foi o que afirmou Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, em uma coletiva de imprensa dada nesta sexta-feira (27), no Rio de Janeiro.
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Joedir Sancho recebe ingresso das mãos de Jerôme Valcke
“Essa Copa do Mundo provou que, sim, podemos voltar a ter uma Copa na América. Só não poderá ser em 2018 e 2022, mas para 2026 e 2030 já podem se candidatar. Colômbia, Uruguai… O Brasil está na rota do sucesso, e a Copa das Copas está no bom caminho para alcançar esse posto”, disse Valcke, num balanço da primeira fase da competição, ao lado do Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e do Diretor Executivo do Comitê Organizador Local, Ricardo Trade.

Na ocasião, Valcke fez a entrega de três ingressos para a final do torneio a Joedir Sancho, 85 anos, morador da cidade de Conceição de Macabu (RJ), que escreveu à Fifa querendo doar para o futuro museu do futebol seu ingresso da final da Copa de 1950. A Fifa recebeu a carta de Joedir e decidiu presenteá-lo com ingressos para a final, já que em 1950, com a mãe doente, ele não pode ir até o Rio de Janeiro.
“Meus primos que moravam aqui compraram o ingresso, mas minha ficou muito doente e não consegui vir no jogo. Mas agora quero ir à forra daquele gol de Gigghia”, disse Joedir ao lado do neto Vinicius, que ganhou de Valcke a bola oficial da Copa de 2014.
Com agências

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Após prever fracasso, imprensa internacional muda tom sobre a Copa

Após os protestos anti-Copa, as greves dos metroviários, dos motoristas de ônibus e dos policiais ao redor do país, um correspondente da Al Jazeera no Brasil escreveu no dia 1 de junho que “nada iria mudar radicalmente nos próximos 12 dias”. O prenúncio do desastre continuou sendo sustentado por veículos e agências internacionais, que mantiveram o tom apocalíptico até o primeiro batuque da abertura da Copa do Mundo, no Itaquerão. Mas o tratamento mudou.
Reprodução
 Le Monde classeifica a Copa no Brasil como "um Mundial à sua maneira: desordenado e simpático, despreocupado e receptivo”,
Le Monde classeifica a Copa no Brasil como “um Mundial à sua maneira: desordenado e simpático, despreocupado e receptivo”,
Para o New York Times, as premonições catastróficas deram lugar a “soluços menores” e o coro do pessimismo em escala mundial foi rapidamente substituído por uma grande euforia coletiva – fenômeno descrito pelo Le Monde como o “milagre brasileiro”.
Nos últimos meses, houve uma série de preocupações que permeou a imprensa internacional. Sobre a organização do evento, previa-se que os estádios não estariam prontos, os movimentos sociais “ameaçariam” o andamento dos jogos e os transportes estariam caóticos. Até a escassez de água em São Paulo foi motivo de apreensão para alguns veículos, enquanto outros questionavam o efeito das altas temperaturas da Amazônia e as suas consequências para os jogadores europeus.
Segundo o jornal alemão Frankfurter Allgemeine, o que os brasileiros estavam realmente ansiosos era por “um Brasil melhor”.
No dia 30 de maio, o próprio NYT lançou um vídeo com cenas que – segundo o jornal, são consideradas fortes – sobre a violência no Rio de Janeiro dias antes da Copa, colocando em xeque a insegurança da cidade em tom crítico e alarmista. No início daquele mesmo mês, as embaixadas de países como EUA, Alemanha, Reino Unido e Austrália enviaram guias sobre o Brasil para seus cidadãos que viajassem ao evento. Com foco na segurança, as cartilhas forneciam dicas de como “sobreviver” ao país tropical, trazendo alertas peculiares, como quanto às explosões em bueiros e cuidado com macacos e morcegos. Mas como esse pessimismo deu lugar à euforia?
Chamemos isso de “milagre brasileiro”, define o Le Monde ao longo de um texto escrito no último dia 21 de junho. Nele, o jornal francês reforça que a catástrofe anunciada não aconteceu. Apesar de problemas logísticos e do atraso, o Brasil “organiza um Mundial à sua maneira: desordenado e simpático, despreocupado e receptivo”, define.
Na verdade, a análise dos correspondentes franceses segue a mesma linha de uma reportagem publicada pelo NYT quatro dias antes. Intitulada “As previsões do juízo final dão lugar a soluços menores no Brasil”, a matéria muda o tom negativo abordado anteriormente pelo veículo e reconhece que o funcionamento dos estádios e do transporte público merece uma avaliação positiva.
“Em geral, as condições para a maioria dos jogos têm sido excelentes. Em cidades como Natal e Salvador – onde os campos foram agredidos com chuva excepcionalmente fortes – foi comprovada a qualidade dos sistemas de drenagem. Em última análise, esta é a prioridade mais importante, pois são os jogos que geralmente definem o legado histórico de um evento”, afirma o correspondente do jornal norte-americano Sam Borden.
Para o jornalista, a Copa do Mundo tem problemas razoáveis para qualquer evento gigantesco. Exemplos não faltam para comprovar que não se trata de um fenômeno exclusivamente brasileiro. Borden relembra que nos Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, na Rússia, houve diversos atrasos e até falta de hotéis, que não ficaram prontos a tempo. No mesmo sentido, os Jogos de Verão de Atenas, em 2004, tiveram greves de trabalhadores e contratempos na infraestrutura. Deslizes aconteceram até mesmo no Parque Olímpico de Londres, que não estava pronto uma semana antes da cerimônia de abertura, em 2012. No ano passado, o próprio Superbowl atrasou quase uma hora em New Orleans em virtude de um apagão.
Em mudança de tom, a The Economist elogia os aeroportos brasileiros em reportagem publicada no último dia 18: apenas 6,5% dos vôos atrasaram no primeiro fim de semana de competição, bem abaixo dos 15% considerados aceitáveis pelos padrões internacionais, ressalta o veículo inglês. Apesar de citar as queixas da população sobre o gasto bilionário do evento, que devia ter sido melhor destinado a serviços públicos, a The Economist dá destaque a um entrevistado que estima que tais investimentos não teriam acontecido de qualquer maneira e fecha a reportagem com a frase: “Com a Copa do Mundo, pelo menos, há a festa”.
Na mesma linha, o correspondente Andy Hunter, do britânico Guardian, relata em um diário suas impressões positivas durante uma semana no país e diz estar apreciando sua viagem para o Brasil. Em Fortaleza, o jornalista inglês elogia as praias e questiona: “Como eu posso dizer isso sem dar ao meu chefe uma impressão errada?”. Em Cuiabá, Hunter revela ter se impressionado com a “paixão” dos brasileiros pelo futebol: “o fanatismo pela Seleção é extraordinário. Todos, independentemente da idade, sexo ou profissão, estão vestindo amarelo ou verde e estão reunidos por sua paixão para a equipe nacional”. Já em Brasília, o jornalista define o estádio Mané Garrincha como “magnífico”.
Apesar de já terem sido eliminados na primeira etapa do Mundial, os espanhóis do El Pais não focaram em expressões pejorativas ao Brasil como fizeram alguns veículos locais. Ao contrário, publicaram no último fim de semana a análise de uma jornalista brasileira residente em Madri que relembra os 50 anos do golpe militar e faz uma relação entre a importância do futebol de Sócrates na transição democrática, legitimando os movimentos sociais, sem exacerbar um tom alarmista sobre seus efeitos nos jogos.
Apesar de parte das críticas dos jornais internacionais terem tido fundamento, a histeria coletiva dos pessimistas só serviu para exportar o complexo de vira-lata do brasileiro. Contudo, uma coisa talvez seja certa: a baixa expectativa ajudou a surpreender na medida em que os jogos vão acontecendo e todo o alarmismo não passou de uma “marolinha”.
Fonte: Opera Mundi

Do bi ao hexa campeonato


https://blogdowaltersorrentino.files.wordpress.com/2014/06/copa-1962.jpgHá exatos 52 anos atrás, neste mesmo dia, o Brasil se sagrava bicampeão mundial de futebol, no Chile. Avançava o sentimento de afirmação nacional, cujas raízes foram lançadas na modernização produzida pela Aliança Liberal no poder em 1930, com Vargas, após a década de 1920 marcada por profundas movimentações sociais, políticas e militares, apontando para um outro patamar civilizatório no país.

Entremeados a períodos de ditaduras e mesmo quando em regime civil eleitos, a democracia era precária. Conquistas sociais históricas foram alcançadas pelos trabalhadores, mas a concentração de renda e patrimônio ficou intocada. A educação pública se instituiu, mas não se fez aqui uma revolução educacional como na Argentina e México até antes desse período. De todo modo, abriu-se o caminho para o desenvolvimento nacional. Aproveitou-se a crise capitalista e a guerra como oportunidade para avançar. Havia um projeto, um caminho e, para isso se reuniram forças. Havia altivez na política externa.
Em 1950 Getúlio volta com o prestígio do eleitorado. Até em São Paulo ele vencera as eleições presidenciais! Depois da Companhia Siderúrgica Nacional, agora era criada a Petrobrás. As artes refletiram esse sentimento de afirmação. Inova-se, com o tempo, o teatro, levando ao proscênio o povo. Surge o cinema novo, a bossa nova, e o espírito brasileiro contagiou o mundo. Duas Copas mundiais foram vencidas. Surge, majestoso, Pelé. Niemeyer, comunista, com Lúcio Costa, assombraram o mundo com Brasília.
Até hoje isso é responsável pelo carinho e admiração que se tem no mundo pela cultura e caráter do povo brasileiro.
E, no entanto, a toada da oposição era muito assemelhada à de hoje: golpista, falsamente moralista, com um projeto claramente reacionário com respeito às liberdades e direitos do povo, alinhava-se incontinenti com os EUA e sua política de guerra fria. A UDN era sua protagonista-mor. Mas estava lá – desde sempre – a mídia, na época os grandes jornalões, os mesmo de hoje. Cansei de ler editoriais de certo órgão empenhado obsessivamente em desmascarar a farsa do Petróleo, que “certamente não existia no subsolo brasileiro”. Levaram Getúlio ao suicídio para salvar o projeto. Hoje os tais editoriais pregam cotidianamente contra Dilma…
Em meio à liberdade reinante, respirava-se conspirações civis e militares. Enfim estas venceram em 1964 – depois dos ensaios de 1954, outros dois durante o governo Juscelino, e quando da renúncia de Jânio Quadros. Foi a época das trevas: mais concentração de renda, desnacionalizações, menos direitos para o povo, liberdades em grau zero.
Essa gente não se conforma. É um consórcio oposicionista poderoso, envolvendo os poderes financeiros, midiáticos, de segmentos fundamentais do aparato do Estado nacional e suas instituições conservadoras. Arrastam consigo uma camada média-média e média alta, com profundos ressentimentos com respeito ao povo brasileiro. Chegam, não raro, ao desprezo nacional. Não se conforma com forças populares e de esquerda, centro-esquerda, governarem o país em outro rumo, o de conquistas econômicas, sociais e políticas protagonizadas com a participação do povo.
Outra Copa está em curso, um espírito festivo e de orgulho vai se insinuando na ampla maioria da sociedade brasileira. O Brasil pode até vencê-la. Mas já venceu ao organizá-la e mostrar ao mundo que sim, vai ter Copa, e será a copa das copas, na pátria máxima do futebol mundial.
Estúpidos e fracassados é que podiam promover aquela manifestação contra Dilma Rousseff na abertura do evento. Tiveram o troco na festa do povo e no respeito à Presidenta. Mas demonstraram, uma vez mais, o intento de inserir o ódio nas relações políticas e sociais do país. Os cães ladram… Mas terão o troco nas eleições.
Há 52 anos alcançamos o bicampeonato. Nesta Copa perseguimos o hexa. A copa 2014 bno Brasil não deixa nada a dever enquanto certame mundial organizado no país, é lúdica e merece ser comemorada. O Brasil avançou muito, faz jus a aspirar a um novo patamar civilizatório, mais uma vez. Ele é assim como é, com forças conservadoras poderosas, um Estado e regime político conservador, profundas desigualdades sociais e regionais ainda persistem. Mas há um caminho, e um projeto está em andamento. É assim que vai se afirmando.
O Brasil é bom como é sobretudo por seu povo. E o povo vai compreendendo, como já há três eleições presidenciais, que há gente de seu lado e há gente contra seus profundos interesses.
fonte: blog Projetos para o Brasi

Copa. Enquanto isso…


A Copa desmentiu todos os vaticínios, alguns ingênuos, outros de má fé, sobre o desempenho do país sede, nosso Brasil. As autocríticas da grande mídia são elípticas e não dão o braço a torcer sobre todo o pessimismo que procuraram estimular.
Este foi um momento onde o Brasil abraçou e foi abraçado pelos latino-americanos. Jamais houve, em 500 anos, um tal aporte maciço de argentinos, chilenos, uruguaios, colombianos, mexicanos e tantos mais, no país, de uma só vez. Foi a alegria do encontro de gente que foi obrigada a se dar as costas por uma política antinacional, prevalecente por alguns séculos.
Felizmente, no futebol, os times da região estão correspondendo. Quisera que a Copa Mundial se transformasse numa Libertadores de América. E mais: incluir aí os EUA, cujo futebol vem evoluindo junto com a paixão que motiva, contra o Tea Party e seu reacionarismo fanático.
Somados, esses efeitos têm alto peso simbólico para a luta que travam esses povos e nações da américa do Sul e América Central, Caribe. Vale mais que muitos tratados, é um encontro que não se dá nas Cúpulas ou nos Fóruns de movimentos sociais, tão somente. A ver.
Enquanto isso, a política está em fogo de monturo. Convenções nacionais e estaduais, uma pororoca de acordos feitos e desfeitos, construções incongruentes à primeira vista, todas refletindo um ambiente polarizado por cima, e extremamente pragmático por baixo.
O fato marcante é o discurso de Dilma Rousseff na Convenção do PT. Praticamente, ela lançou as bases de seu programa e da linha de campanha. Preciso, direto, com frases curtas e emblemáticas, foi eficiente em transmitir a ideia de um Programa de Transformação Nacional no segundo mandato, dado “continuidade à mudança”. Mais que um novo ciclo de desenvolvimento, um novo ciclo histórico a ser perseguido no país. Reforma política, federativa, nos serviços públicos e na área da urbanidade, foram afirmados plenamente, mantendo conquistas e ampla participação popular. Um gol de placa. 
Mas a vida tem sido de agruras nas negociações de coligações nacionais. PTB recusou apoio a Dilma, PR e PP estão em disputa. Mais que isso, construções estaduais viram verdadeiros frankensteins, mais vazadas que rede de pesca, quanto aos apoios às campanhas presidenciais. O Rio é emblemático. Só ao final se poderão fazer contas entre ganhos ou perdas, consistências ou inconsistências dessas sustentações.
A polarização parece estabelecida em definitivo por parte de Aécio. Os esquemas estaduais do PSB-Rede são os mais frágeis – além do exíguo tempo de TV. Os de Dilma realmente são os mais fortes. Mas no debate programático e político é que vão se delinear mais claramente as tendências. Acredito que boa parte – talvez a maior – da sensação de mal-estar existente vai ser alinhada no debate político esclarecedor de campos. Mas, para eleições proporcionais, a esfinge precisará ser decifrada.
FONTE:blog Projetos para o Brasil

Flávio Dino tem 58,2% das intenções de voto, diz pesquisa

Com vantagem de quase 38 pontos em relação ao segundo colocado, Flávio Dino (PCdoB) seria eleito governador pelo Maranhão, de acordo com a pesquisa. Se as eleições fossem hoje, o pré-candidato da oposição teria 58,2% dos votos maranhenses, contra 20,7% de Edinho Lobão Filho (PMDB) apoiado pelo grupo Sarney.
Às vésperas das convenções que confirmarão as candidaturas partidárias, a pesquisa DataM/Atos e Fatos avaliou o desempenho de todos os pré-candidatos com candidaturas colocadas até o momento. Em terceiro lugar estaria José Luís Lago (PPL) com 1,5%, seguido de Saulo Arcângeli (PSTU) com 0,9%, e Antonio Pedrosa (PSOL) com 0,3%. Brancos e nulos somam 5% e 13,5% dos entrevistados não responderam.
Este é o cenário que dá início às eleições de 2014 no Maranhão, que promete ser polarizada entre Flávio Dino e Edinho Lobão Filho. O primeiro representando o grupo de oposição e o segundo com apoio do grupo Sarney, que hoje ocupa o Palácio dos Leões.
Num eventual segundo turno, em que haveria disputa direta entre os dois, Flávio Dino venceria com 62,9% dos votos contra 21,8% de Edinho Lobão Filho; 10,6% não souberam responder e 4,6% disseram que votariam em branco ou nulo. No cenário vizinho ao início da disputa eleitoral, Flávio Dino mantém a vantagem nas pesquisas que tem sido divulgadas desde 2013.
A pesquisa foi realizada em 50 municípios e ouviu 1499 eleitores de todas as regiões do estado entre os dias 18 e 23 de junho. Seu registro está na Justiça Eleitoral com protocolo MA-0015/2014 e BR-00183/2014.

Edinho possui maior rejeição entre candidatos

A pesquisa avaliou ainda a rejeição dos pré-candidatos ao governo. Perguntados “em quem não votariam de jeito nenhum”, 31,5% dos eleitores responderam rejeitar a candidatura de Edinho Lobão, seguida de rejeição de Antonio Pedrosa, que apresentou 13,8% neste quesito, Saulo Arcangeli, com 9,4%, Zé Luís Lago, com 9% de rejeição e, por último, Flávio Dino, com 8,6%.
Nessa questão, 2,6% disseram que votaria em todos, 4,1% responderam branco ou nulo e não sabem/não responderam somaram 20,8% dos entrevistados.
FONTE: Da Redação do Vermelho no Maranhão com informações do Jornal Atos e Fatos

Convenção Nacional do PROS apoia candidatura de Dilma à reeleição

A presidenta Dilma Rousseff, o secretário de Saúde do Ceará, Ciro Gomes; e o presidente do PROS Nacional, Eurípedes Júnior, participam da convenção nacional do partido
Valter Campanato/Agência Brasil 
O Partido da República e Ordem Social (PROS) promoveu nesta terça-feira (24) a primeira convenção nacional de sua história, e confirmou adesão à coligação que vai apoiar a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Os convencionais do partido aprovaram, com ampla maioria de votos, a chapa da reeleição de Dilma, do PT, com o vice-presidente Michel Temer, do PMDB.
O anúncio do apoio foi feito pelo presidente nacional do PROS, Eurípedes Júnior. Em discurso representando a legenda, o ex-ministro Ciro Gomes disse que o partido confia no nome da candidata. “Se alguma mudança o país precisa, e precisa muita, com séculos de escravismo, de burocracia, de elitismo. Nós queremos discutir um novo padrão de segurança pública, novo padrão de saúde pública e um novo padrão de educação para nossos filhos. E quem tem autoridade, coerência e moral para chamar o país a uma nova geração de mudanças, chama-se Dilma Rousseff”, declarou.
O PROS foi fundado em 2010 e registrado no Tribunal Superior Eleitoral no dia 24 de setembro de 2013, antes do prazo legal (5 de outubro) para a filiação de candidatos que desejassem concorrer às eleições deste ano. No último sábado, o PT referendou o apoio à chapa com o PMDB.
Agradecendo o apoio, Dilma Rousseff repetiu o slogan de seu partido, dizendo que o PROS tem propostas para mais mudanças. Segundo ela, o Brasil precisa de uma reforma política que só será viabilizada por meio de participação popular. Essa reforma, na sua opinião, vai permitir melhorias na democracia, no sistema eleitoral e nos partidos; “mas também no sistema federativo”, continuou, “garantindo a ele maior efetividade, porque muitos dos problemas na execução, que temos, decorrem dessas dificuldades, temos de ser capazes de encará-los de frente”.
Dilma também voltou a traçar dois caminhos que considera importantes para o Brasil, que passam pela redução da desigualdade e pela educação de qualidade. “Sem educação de qualidade, que forme técnicos, cientistas, pesquisadores universitários com ensino superior, nosso país não entra na economia e na sociedade do conhecimento. Isso é fundamental para que possamos dar, não só salto social, mas salto na produtividade neste país”, defendeu a presidenta.
Ao final, a presidenta disse que, junto com o PROS, vai continuar “garantindo mais quatro anos de conquistas”, e vai poder “iniciar uma nova etapa de modernização da sociedade e da economia”.
FONTE:Valter Campanato/Agência Brasil 

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Para Flávio Dino não candidatura de Sarney "é salutar para o sistema de alternância de poder"

Para Flávio Dino, a saída de cena de Sarney é bom para a democracia brasileira. “Mostra que é salutar para o sistema de alternância de poder, já que esse era o último clã que sustentava de maneira fechada a estrutura de poder estadual”, cutucou Dino. Paradoxalmente, contudo, ele afirma que as boas notícias, a médio prazo, para o Brasil, não significam uma folga na pressão local sobre o Maranhão. “Ele vai se dedicar de corpo e alma para manter o poder local”, acrescentou Dino.
No plano nacional, Sarney ainda deve manter seu nível de influência. “Poucos político no país têm uma visão histórica e acurada da política como o Sarney. Claro que outras figuras do partido podem preencher esse vácuo deixado por ele ao abdicar de mais um mandato. Mas a figura de conselheiro ainda lhe cai bem”, disse um aliado.

fonte:Correio Braziliense

Maranhense candidata a vice-presidente da República, diz: que Flávio Dino não representa nenhuma mudança

A candidata a vice-presidente, professora Cláudia Durans que é companheira de chapa do candidato a presidente da República pelo PSTU, Zé Maria esteve em Teresina na tarde de ontem (24) para participar da convenção do partido. O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) foi o primeiro partido a requerer junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registro de candidatura à Presidência da República.
A candidata a vice-presidente da República, Cláudia Durans, é ativista dos movimentos contra o racismo e contra o machismo, e também é militante do movimento sindical na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), onde é professora do curso de Serviço Social. Foi diretora do Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes).
Durante sua passagem por Teresina a professora Cláudia Durans concedeu entrevista para o jornalista Ademar Sousa (clique aqui) sobre as eleições do Piauí e do Maranhão.
Quando perguntada sobre o pré-candidato ao governo do Maranhão, o comunista Flávio Dino a professora Cláudia Durans não poupou críticas. Ela reconhece que Flávio Dino é um homem inteligente e o conhece dos tempos em que eram filiados ao PT no Maranhão, além de serem colegas professores da UFMA.
“O Flávio tem compromisso com o agronegócio, o PC do B tem como vice um filiado do PSDB, concretamente nós não acreditamos que esse tipo de aliança faça com que a situação do povo do maranhão vá mudar as condições de vida do nosso povo”, desabafou Cláudia Durans.
Para a militante socialista, o silêncio de Flávio Dino em relação à greve dos professores da prefeitura de São Luís comanda pelo seu aliado político, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, que já dura mais de um mês, demonstra a falta de interesse e compromisso do candidato ao governo maranhense com a categoria e a educação.
“Efetivamente Flávio Dino não representa a mudança para o Maranhão, é trocar de seis por meia dúzia”, afirmou Cláudia Durans.
FONTE:Blog do Ludwig f