

Um blog de Zezinho Casanova
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| Carlinhos, do Flamengo - (crédito: Gilvan de Souza/Flamengo) |


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| Macaé Evaristo |
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| Busto de Mãe Gilda de Ogum |
Na cadência compassada dos trilhos, a viagem de Teresina a São Luís transforma-se em mais que um simples deslocamento: é uma epopeia nordestina, um poema em movimento, uma melodia que embala o coração e resgata histórias. João do Vale e Dona Helena Gonzaga, esposa do Rei do Baião, em sua parceria, não apenas criaram uma música; esculpiram em versos e acordes o cotidiano de um povo e os encantos de um trem que serpenteava as entranhas do Maranhão.
Uma locomotiva arranca lentamente, como quem respeita o tempo e o espaço de quem se despede. A paisagem inicial é o retrato da vida sertaneja: casas de barro, cercas de madeira torta e o verde tímido da caatinga, sobrevivente das estiagens. Os viajantes, com suas trouxas de roupa, redes enroladas e sacolas de mantimentos, carregam não apenas objetos, mas histórias de encontros e desencontros. Cada vagão, um microcosmo de esperanças, saudades e aventuras.
O trem avanço, e as janelas revelam uma galeria de imagens vivas. Em Caxias , a morena terra de Gonçalves Dias, na primeira parada importante, o burburinho da feira livre e o aroma de farinha fresca e peixes do Itapecuru misturam-se ao calor humano. As crianças correm ao lado dos vagões, acenando para rostos que se inclinam para observar a cidade. Ali, o Brasil profundo pulsa em cada esquina, nos gestos simples e na colhida generosa.
Já em Codó , terra de magias e mistérios, o trem adentra um território onde o sobrenatural e o cotidiano se entrelaçam. As conversas nos vagões mudam de tom: alguém menciona benzedeiras famosas, enquanto outro lembra lendas que se escondem nos campos abertos. Codó, com seu cheiro de cana-de-açúcar e vozes que falam com os santos, é um ponto de encontro entre o terreno e o divino, um espelho das reflexões que moldam o imaginário popular.
No caminho, o Croatá revela o vigor das florestas de cocais e dos rios , a metáfora da piracema dos cearenses em busca de uma vida melhor. As paisagens alternam entre o verde fechado e as clareiras onde a vida brota com intensidade. É um momento de respiro, de contemplação, em que os olhos dos viajantes se perdem na vastidão, enquanto o trem desliza suave, como se também admirasse o cenário. Aqui, o silêncio é interrompido apenas pelo apito da locomotiva, um canto que se funde ao cenário natural.
Finalmente, o destino anuncia-se com a brisa do mar e o cheiro de sal: São Luís , a ilha do amor, com suas ruas de casarões de azulejos e ladeiras que contam histórias de um tempo colonial. A chegada é um marco, um fim que é também um começo. Os passageiros descem, mas carregam consigo as marcas de uma viagem que transcendeu o físico e tocou a alma.
João do Vale, o arquiteto dessa melodia viajante, foi mais que um compositor. Foi um cronista do sertão, um poeta dos trilhos e das vidas que neles embarcaram. Suas canções não eram apenas música; eram mapas, guias sensoriais de um Nordeste que ele conhecia de cor.
Louvo-te, João do Vale, por traduzir o barulho do trem em poesia e por ensinar que cada curva no caminho guarda uma história a ser cantada. Entre Teresina e São Luís, tua voz ainda reverbera, guiando-nos pelos trilhos do coração nordestino.
A cerimônia será uma fusão de fé e ancestralidade, unindo a benção de Deus e dos Orixás em uma celebração que reflete a riqueza cultural e espiritual da herança afro-brasileira. A Missa Afro, com seus cantos, danças e elementos simbólicos de matriz africana, destaca a diversidade religiosa como um caminho para combater o preconceito e promover a tolerância.
Fundado em 1985, o GNPR nasceu com o propósito de combater todas as formas de racismo, preconceito, intolerância religiosa e violência contra a população negra. Mesmo tendo passado alguns anos sem militância publica, ao longo de quatro décadas, o grupo tem desempenhado um papel crucial na conscientização sobre os direitos da comunidade negra, promovendo o resgate cultural e incentivando o diálogo sobre igualdade racial.
A celebração dos 40 anos não é apenas uma comemoração, mas um chamado à ação e à continuidade de uma luta histórica. “Essa Missa Afro é um marco para reafirmar nosso compromisso de resistir e avançar. É uma forma de celebrar nossas conquistas e reforçar que a luta contra o racismo ainda é necessária e urgente”, afirmou Eliene Lima uma das líderes do grupo.
A escolha de uma Missa Afro como ponto de partida das celebrações reflete o compromisso do GNPR com a integração entre fé e resistência. A comunidade Nossa Senhora da Assunção será o palco de uma mensagem clara: o combate ao racismo, à intolerância religiosa e à violência exige união e respeito à diversidade.
“É uma benção e um ato político. Com Deus e os Orixás nos guiando, seguimos firmes contra o racismo estrutural que ainda atinge a nossa sociedade”, declarou um membro da organização.
Com fé, ancestralidade e resistência, o GNPR inicia mais uma década de luta, lembrando que o racismo, o preconceito e a intolerância só serão vencidos com união, educação e respeito.









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| Artur Kalichman. |



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