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Roberto Costa é eleito presidente da FAMEM para o biênio 2025/2026

FAMEN coloca Bacabal e Roberto Costa em evidência

Flamengo pode ter mudança diante do Bangu em São Luís

Técnico Cléber do Santos pode apostar em trio de ataque nesta noite no Castelão.

Sessão Solene na Câmara Municipal de Bacabal Celebra o Dia Internacional da Mulher

Vereadoras Nathália Duda e Regilda Santos conduzem Sessão Solene

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Bacabal Sediará Maior Evento de Juventude do Maranhão


O 3º Festival da Juventude será realizado ,No dia 14 de Abril na cidade de Bacabal – MA na Praça Santa Teresinha na semana Festiva em comemoração aos 98 anos do Município. “ Juventudes 360 Revolution ” e terá como tema principal  a revolução dos jovens no meio sociocultural “ (Avanços, Inclusão Rural, interfaces e práticas integrativas e Etc...)
O evento  promoverá um grande intercâmbio entre 04 cidades (Pedreiras, São João Dos Patos, Lago Verde Lago Açu e 01 Interior do Município (brejinho) e a Capital do Estado com expectativas de Agregar a aproximadamente 5.000 pessoas. Com uma programação composta por Apresentações Culturais, Competições, Desfile, e a Participação de Empresas, Profissionais, Estudantes , Jovens igrejas católicas,evangélicas e organizações não governamentais.
O objetivo dos organizadores é agregar em um espaço cultural o compartilhamento de conhecimentos entre profissionais, estudantes e jovensma afim de resgatar valores  e promover a dança, música e a cidadania.
O evento conta com o apoio da iniciativa privada, Secretaria da Juventude e Secretaria de Cultura do município de Bacabal. Aguardem mais informações sobre o evento.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Fortes chuvam provocam enchentes em cidades do Maranhão

Cresce o numero de cidades maranhenses atingidas por fortes Chuvas. Bacabal, Tutum, Trizidela do Vale, Pedreiras e Marajá do Sena são as mais atingidas desde do inicio do mês de abril.Na última terça-feira (10) o nível dos rios aumentaram muito provocando enchentes nas zonas urbanas  e rurais destas cidades.

Em Bacabal a Defesa Civil já trabalha há diz para amenizar o sofrimento das famílias atingidas pela enchente do Rio Mearim. O Governo do Estado informou que enviou aos municípios atingidos equipes da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, ja que devido às fortes chuvas as cidades de Caxias, Balsas, Codó e Timbiras entraram em estado de alerta.
A cidade de Pedreiras já cancelou a festa de 98 anos da cidade programada para 27 de abril, já Bacabal mantém sua programação, mas em estado de alerta pois já grande o numero de famílias desebrigadas pelas enchentes, uma equipe do município estará de plantão para eventuais emergências.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Professor é encontrado morto em Bacabal

Na manhã desta terça-feira (10) a Polícia Militar foi acionada por moradores da Quadra 43, residencial Terra do Sol IV, em Bacabal, devido ao odor que vinha da casa de número 17, que há quatro dias se encontrava fechada.
Os próprios vizinhos arrombaram a porta e se depararam com o corpo de Jean Pereira Santos, de 43 anos de idade.
Os móveis da residência estavam todos revirados e havia um profundo corte no rosto da vítima que, se supõe, tenha sido amordaçada antes de ser morta, já que dentro de sua boca foi encontrado um pedaço de pano.
Um facão estava ao lado do corpo e pode ter sido a arma utilizada para cometer o crime.
Até o momento as autoridades não informaram mais nada sobre o assunto.

domingo, 8 de abril de 2018

Secretário Paulo Campos vai a São Luis articular projetos para cultura Bacabalense


O Secretário de Cultura de Bacabal esteve em São Luis quarta(04) acompanhado de seu assessor Zezinho Casanova, do Corrdenador de Cultura Popular da SEMUC Mestre Pinta e da Presidente do conselho municipal de Cultura Márcia Jane. Na ocasião Paulo Campos requisitou instrumentos novos para Escola de música do Municipio que já foram garantidos pelo governo do estado e aproveitou para credenciar algumas brincadeiras para o São João 2018.
A equipe de Bacabal esteve na Superintendência de Patrimônio Imaterial onde foram recebidos pelo Superintende Sr. Neto de Azile, após esta visita, a comitiva de Bacabal, foi recebida pela Secretária Adjunta de Estado da Cultura e Turísmo a Sra. Vanessa Leite onde foram discutidos assuntos relativos às politicas publicas de cultura para Bacabal.
Equipe da SEMUC com Sec.adjunta estadual da cultura Wanessa

                                                   CREDENCIAMENTO CULTURAL

As inscrições de credenciamento cultural para o “São João de Todos 2018” começaram nesta quarta-feira, 4, e seguirão até o dia 20 de abril, sexta-feira. O atendimento está sendo realizado na sede da Biblioteca Pública Benedito Leite (BPBL), Praça Deodoro, s/n, Centro, São Luís, no horário das 14h às 18h.

É importante ressaltar que, as inscrições este ano serão feitas em datas diferentes para cada modalidade artística. Conforme cronograma estabelecido no edital.


Danças Regionais e Grupos Alternativos …. 04/04 (quarta) a 06/04 (sexta)
Tambor de Crioula ………………………………… 09/04 (segunda) a 11/04 (quarta)
Shows Musicais e Forró Pé de Serra ………… 12/04 (quinta) a 16/04 (segunda)
Bumba Meu Boi ……………………………………. 17/04 (terça) a 20/04 (sexta)


Os interessados devem comparecer à BPBL o quanto antes, respeitando o cronograma, para que não haja complicações durante o processo de inscrição, e que também possa ser realizado com rapidez. O credenciamento dá a oportunidade de qualquer pessoa, ou grupo, participar das festividades juninas promovidas pelo Governo do Maranhão.

“A expectativa para este São João é a melhor possível, estamos com a quadrilha desde 2016, nos apresentando em alguns bairros pequenos e neste ano nós viemos com uma nova proposta, queremos aumentar o número de pares, para evoluir a nossa brincadeira. Para mostrar para a cidade o nosso esforço e dedicação”, contou a secretaria da quadrilha Mexe-Mexe, do Jardim América, Caroline Correia.

O credenciamento tem por objetivo a habilitação, seleção e contratação de serviços artísticos de grupos, bandas e artistas para apresentações durante os festejos juninos.

O resultado da análise das propostas está programado para o dia 14 de maio. E a divulgação da programação completa para o período de São João sairá no dia 25 de maio.
veja AQUI O EDITAL com todas as instruções para voce credenciar sua brincadeira.

Com informações do Site da SECTUR

Hoje é dia de poesia

Conheça um pouco da Poesia do escritor Paulo Campos.PAULO  ROBERTO CAMPOS SILVA, Paulo Campos, natural deBacabl-MA, nascido em 15 de maio de 1963, filho de Ivaldo PousoSilva e Zélia Campos Silva, é o segundo de uma prole de dez irmãos. Poeta e compositor, logo cedo começou a militância nos movimentos culturais da cidade. Foi sócio fundador e primeiro presidente da Casado Artista de BacabalCAB e da Associação de Imprensa de Bacabal AIB. Compositor de vários sambas de enredo, de bumba bois, blocos carnavalescos e outros, é membro da Academia Bacabalense de Letras, ocupando a cadeira 15, que tem comopatrono a professora Elisa Monteiro. 
Atualmente exerce o cargo de Secretário Municipal de Cultura de Bacabal.

domingo, 1 de abril de 2018

Bacabal Recebe Seminário de Lançamento da LIDAM


Com o objetivo de organizar, dirigir, administrar, coordenar, orientar e supervisionar o desporto amador no estado do Maranhão em suas diversas modalidades, será realizado em Bacabal um Seminário para lançamento regional da LIDAM - Liga Independente de Desporto do Maranhão. O evento realizar-se-á dia 6 abril(sexta-feira) no auditório da Escola de Música  a partir das 9:00h. Parte da Programação será realizada na comunidade quilombola Catuca na manhã do dia 7(domingo).
O Seminário terá como tema A Prática do Esporte como Ferramenta  de Prevenção às Drogas e a Violência.As palestras serão ministradas por Eduardo Filho presidente da LIDAM, Coronel Araújo da Policia Militar, falarão ainda o Diretor de Competição da Liga Leornado Amorim ( Professor de Educação Física); Luiza Soares (Professora de Educação Física), Selma Sá (Professora de Educação Física), Misinho (Mestre Internacional de Capoeira)Prof.ª Ana Cleyde Nunes – Coordenadora da Liga em Bacabal e adjacências e  Raimundo  Carvalho( Tigela) – Coordenador Regional da LIDAM no Médio Mearim.
O evento é aberto à toda comunidade em especial aos desportistas e atletas de todas as modalidades esportivas, os organizadores  afirmam que o  convite estende-se a todas comunidades Quilombolas, Zona Rural, Quilombos Urbanos, Comunidades Tradicionais e Jovens de Matriz Africana. Colabora com a organização do seminário a ONG UNEGRO - União de Negras e Negros pela Igualdade do Maranhão.
 As inscrições podem ser realizadas no local do evento ou clicando  AQUI  para imprimir a ficha de Inscrição que deve ser entregue preenchida no dia do evento.

sexta-feira, 30 de março de 2018

Marajá do Sena Vive Tragédia em Plena Sexta- feira Santa


A Sexta-feira Santa é um feriado religioso onde pessoas do mundo todo buscam refletir sobre a vida e a morte de Jesus, é geralmente aproveitada para confraternização entre familiares e amigos, mas não foi assim em Marajá do Sena( MA) distante 123km de Bacabal, lá a sexta-feira não foi tão Santa pois a cidade voltou a sofrer, nesta sexta-feira (30), o mesmo problema dos anos anteriores, o das enchentes, causando grandes prejuízos a moradores e comerciantes. Após chuvas volumosas nas últimas horas, boa parte da cidade foi tomada pelas águas. A enchente alagou ruas, atingiu escolas, igreja, comércios, derrubou casas, muros e arrastou pontes. Essa enchente está sendo considerada uma das piores da história. A principal avenida da cidade virou literalmente um “rio”.
Até o momento são poucos e desencontradas as informações sobre o assunto, mas
Moradores usaram as redes sociais para mostrar fotos da cidade em baixo d’água e relatam a calamidade em que se transformou a pequena Marajá do Sena.



Leia alguns relatos que coletamos em redes sociais e blogs que não tinham informações precisas sobre a tragédia:
“Grande enchente em Marajá Do Sena/MA, blogueiros e jornalistas nos ajudem a divulgar esta ocorrência para que os gestores vejam o estado de calamidade que se encontra esta cidade”, clama um morador em grupos da rede social.

“O negócio em Marajá do Sena foi sério; a enchente que deu no último mês de fevereiro não foi nada comparada com essa. As águas levaram até casas”, relata outro morador não identificado pela equipe do Diário do Mearim.“Aqui acabou tudo, casas, móveis, eletrodoméstico, aqui ninguém tem mais nada. Acho que nem todo mundo tem o que comer, porque foi molhado tudo”, alertou.

O Professor e empresário Neto DIGINET declarou ao Diário do Mearim "Perdi tudo que tenho lá... não dá pra viver lá mais não. Depois que fui pra  lá já é a terceira enchente no centro da cidade" Neto Dignet havia investido numa escola de informática e cursos preparatórios para o mercado de trabalho. 

Moradores já tinham abandonado a cidade

No último dia 22 de fevereiro, a cidade de Marajá do Sena tinha sofrido uma forte enchente. Naquele período, moradores deixaram a cidade e foram passar o período invernoso numa região mais elevada, chamada “Chapada”.
O diário do Mearim tentou entrar em contato com as altoridades daquela cidade mas não consegiu, mas ainda na tarde desta sexta-feira, o blog do Carlinhos entrou em contato com a Prefeitura, administrada pelo prefeito Lindomar Araújo. A Assessoria de Comunicação do Município enviou um esclarecimento a imprensa.

“A Prefeitura executou todos os trabalhos que estava ao seu alcance. Foram feito dois km de limpeza de córrego, mas esse trabalho não impede as enchentes, em decorrência da situação geográfica da cidade. No cento da cidade, uma área mais baixa, as águas chegam aos telhados das casas. Limpeza de córrego não evita uma enchente naquele local. Salientamos que esse problema vem de fenômenos da natureza, da geografia da cidade e não da falta de serviço da Prefeitura. A população marajaense tem que se conscientizar que a cidade precisa ser mudada de local; essa discussão de mudar o local da cidade já existe há muito tempo, porém, tem muita gente relutante que prefere sofrer com as enchentes várias vezes durante o ano”, disse.

 Segundo informações repassadas pelo Blog do Pinheiro  o Governo do Estado, através do superintendente da região, Mávio Rocha, está atento à situação de Marajá do Sena e mobiliza operários e máquinas para chegar à cidade neste sábado(01).

“Fomos pegos de surpresa por conta do feriado da Semana Santa. Os funcionários estavam de folgas com suas famílias, mas já foram mobilizados. Amanhã, vamos chegar com maquinário e toda estrutura para trabalhar em Marajá do Sena”,garantiu o responsável pela empresa contratada para fazer a conservação de estradas estaduais.

Harvard envolvida com grilagem de terras no Brasil

Edjarsson Cardoso coloca uma pasta de documentos antigos na mesa de sinuca de um bar mal iluminado em Riachão das Neves, no Oeste da Bahia. Numa manhã chuvosa de domingo, ele reuniu outros seis homens que queriam nos dar provas de sua luta de 20 anos por um pedaço de terra. Todos foram gradualmente expulsos de onde viviam e plantavam comida. Depois de passar por outras mãos, hoje o imóvel pertence a uma subsidiária do fundo patrimonial da Universidade de Harvard.

A história desses sete homens e suas terras perdidas é uma amostra de como as investidas financeiras do fundo de Harvard na agricultura brasileira estão cercadas por acusações de fraudes cartoriais, desmatamento ilegal e expulsão violenta de agricultores de suas casas. E não se trata de um caso isolado. Desde a crise financeira de 2007-08, investidores internacionais vêm buscando ativos menos arriscados e mais rentáveis. Encontraram solo fértil na especulação com a compra de terras em países emergentes, como o Brasil. O aumento da demanda impulsiona as desapropriações de trabalhadores, muitas vezes por meio de grilagem, além de pressionar pelo desmatamento de biomas, como o do Cerrado.

Ameaças que levam à expropriação

A gleba Campo Largo está do lado esquerdo do Rio Grande, em Cotegipe, município próximo a Riachão das Neves. A área de 140 mil hectares, maior do que a cidade do Rio de Janeiro, está no centro da disputa. Nos anos de 1990, cerca de 240 famílias de pequenos agricultores começaram a se estabelecer no local inabitado que, segundo souberam pelo programa de Reforma Agrária, pertencia ao governo (eram as chamadas terras devolutas). A região onde há a interseção do Cerrado com a Caatinga tinha pouca água, mas grande potencial de produção.

Os agricultores fizeram empréstimos, construíram suas casas e plantaram milho, feijão, arroz e mandioca. Também começaram a pagar os impostos relativos à terra, à espera da regularização de posse. Não tinham títulos, como muitos do Brasil rural. Antes trabalhadores de grandes fazendas, eles estavam ajeitando a vida de uma forma mais independente. Mas, ainda naquela década, começaram a sofrer ameaçadas para deixar o lugar.






“Pessoas armadas começaram a chegar aqui, colocar cercas, queimar plantações, destruir nossas casas”, contou Edjarsson, representante de uma associação de 22 famílias que reivindicam 50 hectares de terra cada. Ele também fugiu das ameaças e se estabeleceu em Riachão das Neves, onde vive de aposentadoria.

Muitos simplesmente desistiram da terra com medo da violência. Mas as famílias que resistiram seguem brigando pelos 1,100 hectares, uma ínfima parte da propriedade em jogo.

“Não pedimos muito. Só queremos colocar um fim nesse negócio de pistoleiro e ter o direito de ir e vir. Eu mesmo já fui ameaçado por homens armados na época, apontaram a arma para mim”, diz Antônio Augusto França. “Nós estamos sofrendo as consequências há 24 anos. Estamos todos pobres, velhos, cansados e doentes”.

Títulos forjados e desmatamento ilegal
Com a violência se intensificando, o Estado da Bahia decidiu intervir. Em 2014, a Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA) do governo baiano concluiu uma ação discriminatória rural, uma perícia que mapeou a situação da propriedade, recolhendo matrículas e depoimentos. Na denúncia, o procurador responsável pelo caso, Estácio Marques Dourado, concluiu que as terras foram “usurpadas” do estado através de “irregularidades cartoriais absurdas”, com a expulsão violenta de trabalhadores e “preocupantes agressões ambientais”. Também confirma a morte de um homem no conflito, sem dar detalhes.




“Esta (ação) discriminatória constitui-se – em extensão territorial – na maior já realizada pelo Estado (da Bahia)”, escreveu Dourado. A conclusão da ação discriminatória, à qual tivemos acesso, foi encaminhada à Procuradoria Geral do Estado (PGE) da Bahia pedindo a anulação das matrículas das terras, que foram adquiridas “de formas fraudulentas, irregulares e, portanto, ilegítimas”, acrescentou o procurador.

No entanto, ainda não houve abertura judicial do processo. “Posso afirmar que houve pressão de políticos ligados ao agronegócio para o caso não andar”, diz Maurício Correia, da Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais do Estado da Bahia. Agora, o grupo planeja pressionar a PGE para dar continuidade ao processo.

Ligamos para a CDA, mas Dourado não trabalha mais na instituição e não conseguimos localizá-lo. Também contactada, a PGE diz que o processo está, sim, correndo e que a entidade vinha tentando uma mediação com os envolvidos.

“A questão transcende um litígio fundiário, mas envolve a própria atividade econômica predominante na região, com geração de empregos, e cujas conseqüências provocariam efeitos colaterais sociais graves”, justificou por nota a procuradora-chefe da Procuradoria Administrativa da PGE-BA, Bárbara Camardelli Loi.

Ela acrescenta que a Caracol não conseguiu justificar a posse da terra pela documentação e, “menos ainda, (como foi) capaz de formar o latifúndio hoje registrado em nome da empresa”. Com isso, diz ela, “a tentativa não obteve êxito”. Em fevereiro agora, a procuradora recomendou, portanto, a abertura de uma ação judicial, que deverá ser instaurada em breve, segundo o órgão, pedindo que as terras sejam devolvidas ao Estado

Propriedade internacional
As terras passaram de mãos em mãos desde a década de 1970. Do deputado estadual Márcio Cardoso, falecido, para o fazendeiro piauiense José Oduvaldo Oliveira Souza, e, por final, para a companhia sulista Caracol Agropecuária LTDA, criada em 2007. Esta última transição de propriedade ocorreu por partes entre 2008 e 2012.

O capital investido nessa terra vem de sócios estrangeiros.

A Caracol pertence à Harvard Management Company (HMC), que gerencia e faz parte do fundo patrimonial (chamado endowment) da Universidade de Harvard. Mas esta ligação não é direta: a HMC detém duas subsidiárias que controlam a Caracol: Guara LLC e Bromelia LLC – como mostram dados da Receita Federal e da declaração de impostos da HMC – este último vazado ao público.

O endowment é o patrimônio acumulado por meio de doações recebidas pela universidade, prática comum nos Estados Unidos. No caso de Harvard, esse patrimônio de US$ 37,1 bilhões (R$ 122 bilhões) é gerenciado pela HMC, subsidiária da universidade.

Tanto a Guara LLC quanto a Bromelia LLC têm registro ativo na Receita Federal, mas endereço no exterior: na HMC, em Boston. Não há contatos das empresas disponíveis na internet, nem mesmo no cadastro da receita. A assessoria da HMC foi contactada três vezes, inclusive com questionamentos de suas subsidiárias, mas reafirmou que “não discute investimentos específicos”.

“Muitas companhias deliberadamente criam estruturas que as tornam difíceis de rastrear”, diz Devlin Kuyek, pesquisador da ONG Grain. Ele também explica que sistemas complexos de propriedade foram desenvolvidos para ocupar brechas na legislação brasileira.

Com o aumento da compra de terras por estrangeiros, o Brasil decidiu restringir este tipo de aquisição em 2010 – projeto que voltou a ser discutido recentemente. Hoje, estrangeiros podem adquirir até 25% da área de um município; se for de uma única nacionalidade, o limite cai para 10%. A propriedade da Caracol representa 35% da área de Cotegipe.

“Caracol e Harvard têm a obrigação de checar se a terra adquirida está livre de conflitos. Se não fazem isso, é culpa deles”, diz Devlin Kuyek.

A Caracol, inclusive, foi informada sobre a natureza problemática da terra ainda durante as negociações, afirma Martin Mayr, da ONG 10envolvimento, que supervisiona o caso. Mayr também informou que o dono anterior ofereceu aos camponeses que restavam compensações materiais e financeiras para deixarem a terra antes de vendê-la à Caracol, a partir de 2008.

“Quem não aceitou, tornou-se alvo de ameaças e violências de pistoleiros”, acrescenta Mayr. Hoje, nenhuma das 240 famílias segue vivendo lá, acrescenta.

Além dessas alegações, a Caracol ainda foi multada em R$ 123 mil pelo Ibama por desmatamento ilegal. Os inspetores avistaram de um voo 47 pilhas de madeira removidas sem licença ambiental em 2013.





Comunidade de Cotegipe encontra a polícia: quem resistiu sofreu ameaças (Foto de divulgação) Parte de uma tendência maior



Famílias que perdem o acesso à terra hoje enfrentam um campo de batalha diferente do de anos atrás. “A grilagem é um processo histórico no Brasil, mas a dinâmica disso está mudando. Hoje, há estruturas de investimentos internacionais por trás destas violações. Isto é algo novo ao qual se deve prestar mais atenção”, diz Fábio Pitta, da ONG Rede Social de Justiça e Direitos Humanos.

Um trabalho do Banco Mundial identificou um crescente interesse global na aquisição de terras – tanto para a produção de comida quanto para a simples especulação com o ativo. E de acordo com o grupo de monitoramento global Land Matrix, ao todo 26,7 milhões de hectares foram transferidos para mãos internacionais entre 2000 e 2016, 2% da terra agriculturável.

A especulação internacional a partir da aquisição de terras é uma tendência que veio na esteira da crise financeira de 2007-08. Em busca de retornos estáveis, corporações financeiras se voltaram para a compra de propriedades rurais em países emergentes. O imóvel se torna o ativo – a produção agrícola gerada dali é uma via secundária de lucro. Uma vez convertida em área produtiva ou implementadas melhorias, o preço da terra tende a subir. Dessa forma, lucra-se através de aluguel, compra e venda de terras ou até por meio de produtos financeiros, como os debêntures.

Mesmo com restrições, o Brasil é uma das cinco nações com as maiores taxas de aquisição de terras por estrangeiros. O que o torna tão popular é que aqui o ativo é considerado mais seguro do que em outros países em desenvolvimento, diz Devlin Kuyek: “Mas há também muitos conflitos de terras e violações de direitos humanos envolvidos”, pondera.

Os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia – conhecidos pelo setor agrícola como Matopiba – estão na última fronteira de expansão do agronegócio e são o principal alvo da especulação com terras, de acordo com o relatório da ONG Rede Social de Justiça e Direitos Humanos. Matopiba é atraente a investidores estrangeiros porque a terra é barata e tem projeções de valorização rápida.



Esse aumento da procura por investidores estrangeiros está indiretamente relacionada com – ou terceirizando, como diz a Rede Social – a expropriação de agricultores, comunidades tradicionais e tribos indígenas, que comumente não têm títulos, como no caso de Campo Largo. No Brasil, isso ainda vem acelerando o desmatamento do Cerrado – um bioma que abriga 5% da biodiversidade mundial e oito das 12 bacias hidrográficas brasileiras.

Além de Harvard, outro fundo internacional, o Teachers Insurance and Annuity Association – College Retirement Equities Fund (TIAA-CREF) é atuante no setor agrícola brasileiro. Trata-se de uma das maiores firmas de investimento dos Estados Unidos, que gerencia fundos de pensão não só de lá, mas do Canadá e da Suíça. Já foi alvo de pressão em 2015 pela falta de transparência com seus ativos, sobre os quais também havia acusações de violações de direitos humanos.

Não se faz muito com a terra hoje

Do total da área da propriedade, menos de 300 hectares foram destinados à plantação de milho, feijão, soja e eucalipto, de acordo com o relatório baiano de 2014. Outros 14 mil hectares viraram pastos para as 3.200 cabeças de gado. Mas ano após ano, a área se torna menos produtiva.

Daniela Stefano, da ONG Rede Social, esteve em Cotegipe no início de março e conseguiu entrar na fazenda. Ela confirma não ter visto movimentação na propriedade, usada especialmente para o plantio de eucalipto e a criação de gado. Além disso, o número de empregados caiu para 50 pessoas, contra os 84 de poucos anos atrás, diz ela. Grandes porções da propriedade ainda estão cobertas por vegetação natural. Ela não avistou homens armados no local durante sua visita.

Ainda assim, a situação parece tensa como nunca. Stefano participou de uma reunião com a comunidade e a Granflor, que faz parte da Caracol e é responsável pela gestão do local. “Quando perguntaram ao representante da empresa se a Caracol sabia do conflito antes de comprar a terra, ele simplesmente saiu da sala”, diz. A Caracol e a Granflor não se posicionaram.

Enquanto isto, aqueles homens por trás da mesa de sinuca amargam a perda de suas casas. “A terra está lá parada, não podemos fazer nada”, diz Pedro dos Santos Serpa. “A única coisa que eu queria ouvir hoje é: olha, toma, aqui está a sua terra, você pode produzir nela”.

Após a conversa regada por um café açucarado, Edjarsson Cardoso recolhe cuidadosamente os documentos e os dispõem novamente em ordem cronológica nas folhas de plástico. Por uma última vez, ele folheia e confere a pasta verde-água antes de se despedir e deixar o bar. E sai segurando, com firmeza, cada pedaço de papel que possa provar que eles têm razão. A pasta de documentos dos agricultores que lutam para recuperr suas terras (Alicia Prager)

Escrito por Flavia Milhorance


Jornalista com mais de dez anos de experiência em reportagem e edição em veículos de imprensa do Brasil e exterior, como BBC Brasil, O Globo, TMT Finance e Mongabay News. Mestre em jornalismo de negócios e finanças pelas Universidade de Aarhus (Dinamarca) e City University, em Londres.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

SEMUC reune com blocos carnavalescos sobre Carnaval 2018


A SEMUC - Secretaria de Cultura de Bacabal liderada pelo Poeta e escritor Paulo Campos recebeu na manha deste dábado (03) em sua sala de reuniões, represetnantes dos blocos carnavalescos organizados de Bacabal para uma conversa sobre o Carnaval 2018. Participaram da reunião representes de blocos da zona urbana e rural. Entre os assuntos tratados o Secretário esclareceu sobre só recentemente a Prefeitura ter divulgado as atrações da festa momesca, mas que entre as bandas contactadas há Bandas locais embora não houvesse como incluir todos na programação.

A grande surpresa da reunião foi o anuncia de que os blocos organizados receberam o fomento cultural para suas brtincadeiras durante o Carnaval 2018 através da liberação de Abadás para as agremiações que farão suas festas em suas comunidades. O Abadá é a forma que os blocos encontram para identificar suas turmas e animar o carnaval da cidade.

O Secretário Paulo Campos declaru que " Em nenhum momento o Prefeito Zé Vieira esqueceu dos Blocos Organizados, mas que era preciso fazer as coisas com ordem e respeito, a liberação desses abadás é uma reividicação dos organizdores dos blocos e acreditamos que vai ajudar muito nas brincadeiras, esperamos que os grupos continuem organizados o resto do ano  para que possamos desenvolver outros projetos culturais com as agremiações", concluiu Paulo Campos.
O Secretário ouviu atentamente as reidicações dos representantes do blocos e falou sobre as atraçoes do carnaval 2018, o evento acontece nos dias 10, 
11, 12 e 13 de fevereiro no Centro Cultural e terá atrações de renome regional e nacional. Quanto a Programção Oficial de cada dia, a Semuc divulgará ainda esta semaqna apos reunir-se com toda comissão organzadora de acordo com a agenda dos artistas que participarão da festa.Pariciparam da reunião reprsenantes de mais trinta blocos organizados da zona Urbana e rural representando cerca de 3.000 foliões cadastrads em seus blocos.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

PREFEITURA DE ALTO ALEGRE DO MARANHÃO EFETUA PAGAMENTOS DOS SERVIDORES PÚBLICOS


A Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão, por meio da Secretaria de Administração, Planejamento e Finanças, efetuou nesta quarta-feira (31) o pagamento dos servidores públicos.
O pagamento dos servidores municipais antes do carnaval, foi uma iniciativa do Prefeito Maninho de Alto Alegre, visando estimular a economia da cidade e comercio local no período festivo. o prefeito acrescentou que o pagamento foi feito de acordo com o novo aumento salarial.
O pagamento salarial em dia é uma das ações de valorização do funcionalismo municipal na gestão do prefeito Maninho de Alto Alegre.
Enquanto muitas prefeituras e Estados estão tendo dificuldade para manter o salário dos servidores em dia, a Prefeitura de Alto Alegre tem se destacado por cumprir o pagamento em dia. Ao longo do ano, a Prefeitura tem honrado o compromisso com os servidores e, em alguns meses, antecipou as datas previstas no calendário de pagamento. Para o prefeito Maninho de Alto Alegre, o servidor municipal é uma das prioridades em sua gestão.
fonte: Alto Alegre on line

Servidores contratados da Educação de Bacabal recebem salários atrasados

A Prefeitura de Bacabal, através da Secretaria Municipal de Educação, informa que o pagamento dos meses de novembro e dezembro dos servidores contratados do ano de 2017 já foi efetivado e até o final do dia estará nas contas.

Portanto, voce servidor que tanto esperava por essa decisão, já deve procurar as agencias bancárias da qual é usuário e verificar o crédito realizado. A pregeitura de Bacabal mais uma vez dá sua manifesração de respeito pelo servidor.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Lula pede habeas corpus no STJ para evitar prisão

Os advogados do ex-presidente Lula entraram hoje no STJ (Superior Tribunal de Justiça) com um pedido de habeas corpus preventivo para afastar a possibilidade de antecipação de cumprimento da pena a que ele foi condenado, de 12 anos e 1 mês de prisão em regime fechado.
No julgamento do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), os desembargadores afirmaram de forma clara que Lula dever ser preso assim que os recursos que seus advogados apresentarem à corte forem julgados.
O pedido feito hoje busca evitar que isso ocorra antes que os tribunais superiores de Brasília esgotem a discussão do caso.
A defesa pretendia num primeiro momento esperar que os embargos de declaração que fará ao TRF-4 fossem apresentados para só então decidir se pediria um habeas corpus ao STJ.
Decidiu entrar hoje com o recurso depois que vários habeas corpus foram apresentados por pessoas desconhecidas, que não têm qualquer relação com Lula ou com os advogados que o representam.
As chances de Lula no STJ são consideradas remotas. O relator dos casos da Operação Lava Jato na corte, Félix Fischer, costuma corroborar quase todas as decisões do juiz Sergio Moro e do TRF-4.
Ele está de férias e portanto a decisão poderia ser proferida pelo ministro Humberto Martins, que está no plantão do tribunal. As apostas, no entanto, são de que o magistrado preferirá esperar pela volta dos colegas, no dia 1 de fevereiro.
Caso Fischer negue o pedido, o caso será encaminhado à 5a Turma do STJ, também considerada alinhada com a Lava Jato.
Em caso de nova derrota, os defensores de Lula devem então entrar com pedido de habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal).
O caso será analisado pelo ministro Edson Fachin num primeiro momento. Ele pode tanto decidir sozinho como encaminhar o caso à 2ª Turma do STF ou até mesmo ao plenário do tribunal.
A 2ª Turma é integrada por ministros que têm concedido habeas corpus e portanto a liberdade a presos por entender que a prisão depois de julgamento por um tribunal colegiado, a chamada segunda instância, é possível mas não obrigatória. E deve ser justificada.
De acordo com a defesa de Lula, a decisão do TRF-4 é inconstitucional e contraria o Código de Processo Penal, uma vez que ninguém pode ser considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal (quando não cabem mais recursos). Os advogados também mencionam tratados internacionais que garantem a presunção de inocência.
Os advogados também alegam que "a fundamentação dessa condenação colide com os padrões nacionais e internacionais relativo aos crimes financeiros", que não houve ato de ofício no caso do tríplex ou entrega de qualquer bem ou valor que caracterize a prática de lavagem de dinheiro.
Sobre o uso da Teoria do Domínio do Fato pelos juízes do TRF-4, a defesa argumenta que a utilização foi feita "para superar a ausência da prova de culpa e para desprezar a prova da inocência". Eles também questionam a não realização de prova pericial, conforme previsto na legislação penal.
Em relação ao aumento da pena de Lula, que foi elevada para 12 anos e um mês, a defesa afirma que houve "evidente finalidade de evitar a prescrição da pretensão punitiva", ou seja, para que a pena não deixasse de ser cumprida.
FONTE: Folha de São Paulo

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Gosto de roçar a minha Língua na Língua de Camões

O particípio do verbo “trazer” é muito confundido pela maioria das pessoas no ato da comunicação. O uso de expressões como “Eu tinha trago dinheiro suficiente” é bastante comum. Contudo, ou o indivíduo opta por uma forma, a qual pode não ser a correta ou fica na dúvida: trago ou trazido? 
O correto é dizer “trazido”, pois essa é a única forma do particípio do verbo trazer. Na língua padrão a forma “trago” não é aceita. Veja:
Emprego errado: Que bom que você havia trago suas tintas. Nosso cartaz ficou lindo!
Emprego correto: Que bom que você havia trazido suas tintas. Nosso cartaz ficou lindo!
“Trago” é o presente do indicativo do verbo “trazer”: Eu trago um copo para você.
Ou é o presente do indicativo do verbo “tragar”: Eu trago a fumaça dessa cidade!
Outro verbo que merece atenção quanto ao particípio é “chegar”. Há uma frase específica mais comum: “Ele tinha chego atrasado.”
Este verbo também possui uma única forma de particípio: chegado. Vejamos:
a) Ele havia chegado antes da hora prevista.
b) Ele tinha chegado para jantar com a esposa.
Alguns verbos possuem formas irregulares de particípios e, portanto, admitem duas formas: isentar (isentado ou isento), aceitar (aceitado ou aceito); expulsar (expulsado ou expulso), salvar (salvado ou salvo), suspender (suspendido ou suspenso), eleger (elegido ou eleito), dentre outros.

Briga entre facções deixa ao menos 10 mortos em cadeia pública no Ceará


Resultado de imagem para Chacina de fortalezaAo menos dez presos morreram e oito ficaram feridos nesta segunda-feira (29) em uma briga de facções criminosas rivais registrada na Cadeia Pública de Itapajé (125km de Fortaleza). A informação é do Copen (Conselho Penitenciário do Estado do Ceará), vinculado à Secretaria da Justiça e Cidadania, e da própria pasta. O caso aconteceu por volta das 8h30 (9h30 no horário de Brasília). Em nota, a Secretaria da Justiça e Cidadania do Ceará confirmou o número de mortos. "Os internos iniciaram uma briga entre grupos rivais que resultou nas mortes". "Policiais do município e agentes penitenciários do Grupo de Operações Regionais realizaram a intervenção, controlando a cadeia", informou a nota. De acordo com o presidente do Copen, Claudio Justa, o conflito ocorreu por conta da não separação de facções rivais em unidades prisionais menores do Estado -- nas grandes unidades isso já vem sendo feita- e de uma suposta retaliação à chachina ocorrida em Fortaleza na madrugada do ultimo sábado(27).

O conflito desta segunda-feira ocorreu entre custodiados ligados à Guardiões do Estado (GDE) (https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agenciaestado/2018/01/27/gde-e-faccao-nova-e-tem-crueldade-como-marca-dizsociologo.htm), aliada da maior facção criminosa do país, o PCC (Primeiro Comando da Capital), e ao Comando Vermelho. "A chacina [do fim de semana] teria ocorrido a mando da facção GDE, que, hoje, sofreu esse mecanismo de retaliação por parte de outra facção, o Comando Vermelho, na cadeia pública. Embora as grandes unidades de prisão do Ceará façam essa separação por facções, as unidades menores ainda mantêm, ainda que em alas separadas, esses integrantes em conflito", explicou Justa ao UOL. Conforme o presidente do Copen, a rebelião foi controlada por policiais do Batalhão de Choque. Ele não soube precisar quantos, mas informou que presos mais diretamente ligados ao conflito foram transferidos a outras unidades como outra forma de se estancar o estopim. Além do caso registrado hoje, o Copen apura outras rebeliões que estariam se desencadeando por outras unidades prisionais menores em cidades cearenses. "A crise de segurança pública no Estado é gravíssima, e isso está agora repercutindo dentro do sistema prisional", observou Justa. A reportagem tentou ouvir também a Secretaria de Segurança Pública do Ceará sobre o episódio, mas a pasta delegou à Justiça as manifestações sobre o caso. "Sociedade está cansada do jogo de empurra-empurra", critica OAB federal Em nota, o presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Claudio Lamachia, afirmou que situações como a chacina de hoje na unidade prisional cearense não podem ser tratadas "como fatalidade". "Trata-se de uma tragédia anunciada, resultado da visão e da gestão equivocadas com que a segurança pública é tratada no país", afirmou. Na nota, Lamachia criticou o que classificou como "total falta de efetividade na execução de um plano de segurança pública, a ausência de políticas sobre drogas e a falta de atenção ao sistema prisional" e ponderou que, juntos, esses fatores alimentam o "quadro de calamidade" no sistema público de segurança. "A sociedade está cansada do jogo de empurra-empurra entre a União e os Estados. Os cidadãos exigem, como demonstrado em inúmeras manifestações nos últimos anos, ações efetivas e imediatas para combater a criminalidade. Governantes e autoridades públicas não podem mais fechar os olhos para o fato de que o crime organizado assumiu o lugar do Estado em diversos espaços. O ano começou com episódios de brutalidade dentro de uma prisão em Goiás. Roraima, Amazonas, Acre e São Paulo também viveram situações semelhantes recentemente", definiu. Mais cedo, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, rebateu as críticas do governador do Ceará, Camilo Santana (PT), sobre a responsabilidade do governo federal perante a chacina ocorrida no fim de semana. "Nós lamentamos muito, mas entendemos que é uma questão de segurança pública mais focada neste momento no Estado do Ceará. [...] Transferir isso para o governo federal é um absurdo, então, com todo o respeito, quem não tem competência, que não se estabeleça", declarou Marun. Nesse domingo (28), Santana cobrou ações mais efetivas da União para o combate ao tráfico de drogas, ao crime organizado e para a proteção das fronteiras brasileiras (https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agenciaestado/2018/01/28/governador-do-ceara-diz-que-cobrara-temer-por-acoes-deseguranca.htm). "Estamos pagando um preço muito caro hoje por falta de uma política nacional. Essas facções nasceram no Rio e em São Paulo e se espalharam pelo Brasil inteiro. Isso é uma briga de território", afirmou o governador.
Na avaliação do presidente da OAB federal, o caso ocorrido no Ceará representa ao cidadão "a perda do direito de usufruir de uma das liberdades fundamentais, que é ir e vir e ter seu momento de lazer". "Para o Estado, por outro lado, esse caso ilustra sua perda de capacidade de assegurar a organização social definida na Constituição", concluiu, na nota. Ceará lidera ranking de presos sem julgamento O Ceará registra o maior número de presos sem condenação do país (https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/12/08/lider-em-prisaoprovisoria-ceara-tem-2-a-cada-3-detentos-a-espera-de-julgamento.htm), segundo dados do levantamento Infopen (Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias), divulgado pelo Ministério da Justiça no início do mês. No Estado, dois em cada três presos são provisórios e aguardam julgamento para cumprir pena. De acordo com o levantamento, o Estado ainda tinha o maior número de presos em delegacias entre as unidades da federação em junho de 2016 --mês referência para os dados do levantamento. No Ceará, nessa data, havia 22.741 presos provisórios de um total de 34.566 detentos. O percentual de presos sem condenação no Estado é de 65,8%, 25 pontos percentuais a mais que a média nacional, de 40,2%. Dos presos, quase um terço estava detido em delegacias em junho de 2016: 11.865 ao todo. O número é o maior entre todas as unidades da Federação - seis Estados não informaram se havia presos em delegacias: Acre, Espírito Santo, Pernambuco, Piauí, Roraima e Tocantins. 
* Com informações de Carlos Madeiro, em Maceió  e da UOL

Prefeitura de Pedreiras suspende festival de Marchinhas

Para decepção de artistas e produtores culturais da área da música, o tradicional Festival de Marchinhas Carnavalescas  hostoricamente realizado e esperado todo ano na cidade de Pedreiras(MA) foi suspenso e os motivos explicados em nota expedida pela prefeitura daquele municipio não agradou ao público.Essa tomada de decisão chegou causando conflitos no meio artistico de Pedreiras e região.O Festival que já é reconhecido a nível nacional, é um espaço de forlalecimento da cultura local e revelação de novos talentos.
Pegos de surpresa pelo cancelamento do evento, mesmo que ruidos sobre o assunto já circulacem nas redes sociais, artistas e produtores culturais usam as redes socias para tentarem entender o que está acontecendo pois todos apoiam e participam das atividades do festival. Alguns cantores alegam que a participação dos mesmos implica em investimento  em arranjos, músicos e gravações para apresentarem um bom  material  no momento da inscrição.
A cantora e compositora Elisa Lago,candidata ao certame, ao tomar conhecimento da Nota de Esclarecimento,  em redes sociais fez um questionamento acerca da alocação de recursos orçamentários ao  senhor Allan Roberto , vez que tomou conhecimento de que projeto cultural apresentado à SECTUR para o carnaval, e dentre as ações, está incluído o Festival, tradição há 13 (treze) anos. Allan Roberto também em redes sociais declarou que "Não há recurso específico ainda para esse Festival da parte do governo do Estado ou de emendas parlamentares. Todo o recurso licitado, orçado e cotado é dos cofres municipais. Há somente ainda um Projeto protocolado junto à SecTur, no qual as Marchinhas é apenas um dos itens de todo um grande conjunto da festa momesca. (...) E a Nota Oficial é bem clara em explicar que cortes de despesas existiram em todas as áreas do governo para sanear as finanças do município e priorizar o salário em dia do funcionalismo; a saber: 10 veículos que serviam à Infraestrutura foram desalugados, corte de despesas com diárias, lanches, cafezinho, hospedagens etc.Governar não é fácil. Julgar à distância de uma realidade administrativa que não se conhece, não é prudente."."Esse governo já deu demonstrações mais do que inequívocas de valorização da arte e da cultura. E assim seguirá!" conclui Allan Roberto.
Francinete Braga Presidente da FUP
Festival suspenso para sermos eufemistas, como comentaram artistas Pedrirenses se já haviam indícios de dificuldades financeiras nos cofres públicos, desde o ano passado, o mais salutar, e prudente, seria a não publicação do edital, evitando falsa expectativa e a exposição desnecessária da imagem da Presidente da FUP Francinete Braga, produtora cultural das mais respeitadas do Maranhão, que tem se esmerado em ações para resgate e consolidação das manifestações populares.A Presidente da Fundação Pedreirense de Cultura e Turismo Francinete Braga não foi localizada por nosso blog para falar sobre o assunto.Veja AQUI a nota da Prefeitura de Pedreiras.