Com o show Folia de São João, o grupo Folia de Três espera levar, como o
próprio nome do trio sugere, alegria para os palcos e espaços juninos
do Maranhão. O grupo está com uma agenda em vários arraiais e também no interior com
a proposta de difundir a música maranhense com uma “pegada”
contemporânea e à base de muita diversão. “Folia é isso, é alegria,
vibração, diversão. E isso a gente sabe fazer”, diz Emanuel de Jesus, um
dos cantores do trio.
Formado há sete anos pelos cantores Emanuel de
Jesus, Simone Mouzzy e Serginho Carvalho (vocal e baixo), o grupo
preparou um repertório especial para este período fazendo uma incursão
pela música maranhense e os sucessos que são característicos do período
junino. No palco, músicas
autorais do mais recente CD, que leva o nome do show e ainda
composições de João do Vale (Estrela Miúda), Antônio Vieira (Tem quem
queira), Josias Sobrinho, Oberdan Oliveira, entre outros artistas, e
clássicos do bumba-meu-boi, tambor de crioula, coco, cacuriá, e o
tradicional ritmo da quadrilha.
Para o São
João 2014 o show trará uma novidade. “A gente sempre está incorporando
algo novo ao repertório e este ano vamos fazer uma homenagem a Humberto
de Maracanã, nosso mestre da cultura popular, com Maranhão, meu tesouro, meu torrão, conta Emanuel.
Ao
trio de cantores, se junta uma banda composta por Edinho Bastos
(guitarra/ direção musical), Nataniel Assunção (bateria), Renato Serra
(teclado), Wanderson (percussão).
O estilo com
que eles apresentam os shows, com músicas vibrantes e figurinos
coloridos, bem ao estilo junino, são as principais características do
grupo. Com a intenção de resgatar a tradição da música e a cultura do
Maranhão, os três cantores decidiram juntar as vozes e formar o grupo,
que já coleciona apresentações em vários locais, municípios do Maranhão e
em outros estados como a Paraíba.
Folia de São João “Nesses
sete anos consolidamos nosso nome, não só no São João, mas nas festas
de carnaval onde também temos repertório especial e já fizemos o CD que
mescla composições autorais e é sucesso ainda hoje. Em 2011 fomos, como
forma de intercâmbio, para a Paraíba a convite do Secretário de Estado
da Cultura Chico César, para participar da Mostra Cultural da Paraíba e
foi uma grande experiência para o grupo, o que só reforça nosso
propósito de difundir a música local”, avalia Emanuel de Jesus.
Além do show, o grupo realizou oficinas de percussão e ritmos maranhenses para os participantes dos estados do Rio Grande do Sul
e Rio de Janeiro, e o Distrito Federal. “Também em 2012 nós gravamos
um DVD promocional no Teatro Arthur Azevedo. Eu considero que dentro da
proposta do grupo nós temos conseguido levar as obras maranhenses,
divulgar nossa cultura”, diz Emanuel.
O primeiro CD do grupo, Folia de São João, vem com 11 faixas e traz as canções autorais
Salve a Cultura do Maranhão (Emanuel de Jesus), Canção pra Morena
(Emanuel de Jesus) e Buscar-te em mim (Serginho Carvalho) e Folia de São
João (Paulinho Oliveira), que dá nome ao show e CD, além de releituras
de clássicos maranhenses como Estrela Miúda (João do Vale), Engenho de
Flores (Josias Sobrinho), Tem quem Queira (Antonio Vieira) e Caixinha de
Segredo (Zé Pereira Godão).
Cronologia do grupo - Em 2008 o grupo estreou no Teatro Alcione Nazareth, na temporada carnavalesca, com show de lançamento e passou a fazer parte dos circuitos de carnaval e São João de São Luís e do Estado do Maranhão; - Em 2010 o grupo lançou o CD Folia de São João em São Luís, consolidando a proposta do grupo; -
Em 2012, o CD Folia de São João recebeu indicação do Prêmio da Rádio
Universidade FM, ficando entre os três melhores da categoria; - No mesmo ano, o grupo gravou no Teatro Arthur Azevedo o primeiro DVD promocional; - De acordo com
a proposta do grupo, como forma de difundir a música e a cultura, em
2013, o grupo intensificou as apresentações pelo interior do Estado.
Repertório 1. Salve a Cultura do Maranhão – Emanuel de Jesus 2. Buscar-te em Mim – Serginho Carvalho 3. Estrela Miúda – João do Vale 4. Essas Emoções – Donato 5. Tem Quem Queira – Antônio Vieira 6. Caixinha de Segredo – Zé Pereira Godão 7. Canção pra Morena – Emanuel de Jesus 8. Engenho de Flores – Josias Sobrinho Bela Mocidade – Donato Lua Cheia – Luís Bulcão 9. O Canto da Ema – João do Vale 10. Tambor de Crioula – Oberdan Oliveira 11. Folia de São João – Paulinho Oliveira
Agenda 22/06, às 21h – Praça Nauro Machado 23/06 às 21h – Viva João Paulo 24/06 às 21h – Praça Maria Aragão 26/06 – Pedreiras
FONTE : Patrícia Cunha DE O IMPARCIAL
Começa neste sábado(21) o II Viva São João na Terra da Bacaba,uma realização da Prefeitura Municipal de Bacabal através da Secretaria municipal de cultura. Tudo está sendo preperado pela equipe da cultura e pra começar neste sábado teremos quadrilhas juninas, Cantores regionais, Bumba-meu-boi e bandas de forro.
Confira abaixo a programação de sábado, 21 de junho.
PROGRAMAÇÃO DO SÃO JOÃO NA TERRA DA BACABA 2014
21/06 –(Sábado) Abertura
Ø19:00H – Quadrilha Estrela de Fogo
Ø20:00h - Show Nélio Max e Rafael
Ø21:00h - Eliminatória do Concurso de
Quadrilhas Juninas (Adulto)
Quadrilha: Os Caipiras do Sertão Quadrilha: Os Pimentinhas
O Secretário de Cultura de
Bacabal José Clécio divulga programação atualizada do “Viva São João na Terra
da Bacaba”, o evento que começa dia 21(sábado) a apartir das 19:00h, a previsão
é que seja prestigiado com milhares de
pessoas de Bacabal e região. Além das
quadrilhas e brincadeiras juninas locais, o publico contará com atrações de
nível internacional como Boi Barrica, Papete e Betto Pereira entre outros.
Uma das atividades que mobilizará as comunidades
de Bacabal será o tradicional Concurso de quadrilhas Juninas tem por finalidade valorizar, difundir
e incentivar uma das mais populares manifestações culturais da Região Nordeste;
e promover a participação de crianças e adolescentes das comunidades norteadopelos princípios
culturais dos festejos juninos, da convivência social, e da cidadania
As inscrições
para participação no Concurso de
Quadrilha Junina foram realizadas junto à Secretaria Municipal de Cultura, em
formulário próprio, designado pela coordenadoria do concurso até o dia 13 de
junho e para definir a ordem de apresentação das quadrilhas juninas, foi
realizado o sorteio dos grupos inscritos.
As
quadrilhas juninas serão avaliadas por um corpo de jurados composto por
artistas, produtores culturais e educadores com conhecida militância no
movimento cultural, e seus nomes serão mantidos em absoluto segredo até o
inicio do concurso. Os itens avaliados serão Figurino, animador, Coreografia,
Originalidade e Conjunto.
Não será
permitida, em hipótese alguma, a
utilização pelas quadrilhas
participantes d evento de propaganda política partidos, candidatos etc)
e/ou afins, qualquer seja o seu tipo ou forma, escrita ou falada. Caso os
responsáveis pelas quadrilhas tenham alguma dúvida sobre este assunto, devem procura
os organizadores do concurso. A quadrilha que descumprir esta determinação será
automaticamente desclassificada.
Entre as atrações
de
destaque podemos destacar Nélio Max e Rafael, Boi estrela de Ouro de Brejinho, Marcus Maranhão, Forro de Paredão,
Chico da Buzina, Boi Brilho Gonzaguense de São Luis Gonzaga, Monique Pessoa, Forro
da Chica, Miro Gomes (ex-canários do Norte), Boi Rei da Zona, Forro Rflexo,
Banda Los Magos, Fofa do Forro, Betto Pereira , Papete, Banda Filhinhos do Papai,
Banda The Blives, Boi Barrica de São Luis, Boi Vencedor, Assis Melodia, Forro
Top, Boi Cravo Lindo, João Guitar, Boi de Tajaçuaba de São Luis, Forro
Momentos, Swing Mania, Boi Deixa Fama, Zeneide Miranda, Boi de Palmeirândia, Zé
Lopes, Brito Junior, Forro Bacaba, Boi de Sonhos de São Luis, Perboire Ribeiro,
Mara Pavenele Assis Viola, Banda Beijo Quente, Rodrigo Leal e Emanuel de Jesus.
O
Prefeito José Alberto Veloso e toda sua equipe preparam uma festa à altura das tradições
culturais do município e espera que a comunidade brinque o São João com alegria,
segurança e muita criatividade.
Brasil e México protagonizaram um jogo emocionante no gramado do Castelão,
em Fortaleza, na tarde desta terça-feira (17). Mesmo assim – e muito por
conta da atuação dos goleiros – o zero não saiu do placar. O mexicano
Ochoa fez pelo menos três grandes defesas e evitou que a torcida
brasileira comemorasse a vitória.
Neymar cercado por mexicanos
A Seleção Brasileira não teve uma atuação tão feliz quanto a da
estreia contra a Croácia, quando saiu-se vitoriosa por 3 a 1 na Arena
Corinthians, em São Paulo.
Com a ausência do atacante Hulk por conta de lesão, o técnico Luiz
Felipe Scolari escalou a Seleção com Julio César; Daniel Alves, Thiago
Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho, Ramires e Oscar;
Neymar e Fred.
O Brasil apresentou problemas no setor ofensivo, tendo Neymar
sofrendo forte marcação e condição técnica abaixo da média de Paulinho,
jogadores que municiam o ataque brasileiro.
O treinador mexicano Miguel Herrera mandou a campo os seguintes
jogadores: Ochoa; Maza Rodríguez, Rafa Márquez, Héctor Moreno; Aguilar,
José Vázquez, Herrera, Guardado e Layún; Giovani dos Santos
e Oribe Peralta. O goleiro foi o homem do jogo, com defesas
importantíssimas e que fizeram o México assegurar o empate no fim da
partida.
O meio de campo da Seleção Brasileira tem demonstrado irregularidade nos últimos jogos,
deixando o ataque praticamente isolado. Felipão tem quebrado a cabeça
para tentar resolver a situação, mas a entrada de Ramires no lugar de
Hulk contribuiu para piorar o ataque. O meia Paulinho tem jogado muito
aquém do que jogava no passado e já se ouvem críticas e pedidos de saída
do jogador na mídia esportiva.
Na partida contra a Croácia, o contra-ataque surtiu mais efeito e os gols do empate e o terceiro saíram de bolas roubadas no meio de campo.
O jogo começou com
muitas jogadas ríspidas e faltas duras. A vontade superou a técnica, dos
dois lados, nos primeiros dez minutos de jogo. O primeiro lance de
emoção aconteceu aos 11 minutos. Neymar partiu pela esquerda e cruzou
para Fred. O centroavante brasileiro finalizou na rede pelo lado de
fora, mas o árbitro assinalou impedimento. A partir desse momento, o
jogo ficou mais aberto e as oportunidades começaram a aparecer.
Primeiro chute a gol do México ocorreu aos 23 minutos. O volante
Herrera chutou forte de fora da área e a bola passou muito perto do
travessão. Julio César chegou a desviar a bola, mas a arbitragem indicou
tiro de meta.
A resposta brasileira veio três minutos depois. Daniel Alves fez
ótimo cruzamento da direita, Neymar subiu mais que Rafa Márquez e
cabeceou muito forte. O goleiro Ochoa fez uma defesa incrível e evitou o
gol.
Aos 34, Fred subiu em meio à zaga em escanteio cobrado por Neymar
pela direita do ataque brasileiro, mas a conclusão saiu fraca e Ochoa
segurou com facilidade.
O México levou perigo aos 40 minutos, com um chute de José Vàzquez de
fora da área que passou muito próximo à trave esquerda de Julio César.
O goleiro Ochoa salvou o México mais uma vez aos 43 minutos. A defesa
mexicana tentou fazer a linha de impedimento após cobrança de falta de
Neymar. Thiago Silva ajeitou com o peito para Paulinho, mas o goleiro
mexicano impediu que a bola entrasse. Segundo tempo
O Brasil voltou do intervalo com uma alteração. Ramires, que já tinha cartão amarelo,
deu lugar a Bernard. E logo no segundo minuto em campo o atacante criou
ótima jogada. Rodríguez conseguiu interceptar e evitou a cabeceada de
Neymar.
Aos 8 minutos, Guardado arriscou de longe
e Thiago Silva desviou, quase enganando Julio César. Um minuto depois,
nova finalização mexicana. Desta vez, foi o canhoto Vazquez quem deu
mais um susto no goleiro brasileiro.
Somente aos 17 minutos o Brasil voltou a levar perigo ao gol mexicano. Mesmo de longe, Neymar cobrou falta muito perto do ângulo direito de Ochoa.
Fred deixou o campo aos 22 para a entrada de Jô. Logo em seguida, Neymar matou a bola no peito
no lado direito da área e chutou de perna esquerda. A bola bateu no
corpo de Ochoa e sobrou para Daniel Alves. O cruzamento foi interceptado
e o Brasil ganhou escanteio.
Como o Brasil partiu para a frente
deste momento em diante, o técnico mexicano trocou o atacante Peralta
por Javier Chicharito Hernández, para dar mais velocidade aos
contra-ataques.
Aos 29 minutos, Jô perdeu boa oportunidade. Ele entrou livre pela esquerda e chutou cruzado, mas para fora, sem muito perigo.
Thiago Silva levou um cartão amarelo aos 33 minutos, por fazer dura
falta sobre Chicharito Hernández na entrada da área. Giovani dos Santos
não aproveitou a boa localização da infração e acertou a barreira
brasileira.
A última substituição do Brasil ocorreu aos 38, com a entrada de
Willian no lugar de Oscar. Ao mesmo tempo, Raúl Jiménez substituiu
Giovani dos Santos no time mexicano.
Aos 40, o goleiro mexicano fez novo milagre. Neymar cobrou falta na cabeça de Thiago Silva, dentro da pequena área. Ochoa evitou mais uma vez a comemoração brasileira.
Aos 43 e aos 44, dois lances do ataque mexicano deram frio na espinha dos torcedores brasileiros. Um deles tocou a rede pelo lado de fora e o outro exigiu boa defesa de Julio César.
Do Portal Vermelho, com informações do Portal da Copa
Por cinco votos a um, a executiva estadual do PSDB decidiu, na manhã
de ontem, manter a indicação da Carlos Brandão como vice-governador na
chapa de Flávio Dino, vetar a pré-candidatura do ex-prefeito João Castelo ao Senado e reafirmar a apoio a Roberto Rocha.
Brandão, Flávio Dino e Roberto Rocha deve mesmo ser a chapa majoritária da oposição nas eleições de outubro
Dos sete integrantes da executiva, cinco votaram contra a candidatura isolada de Castelo. O prefeito de São Bento, Carrinho, absteve-se de votar por já ter declarado apoio à candidatura de Gastão Vieira.
Segundo
o presidente estadual do partido, Carlos Brandão, o ex-prefeito João
Castelo teria reagido com tranquilidade. “Não acredito que o Castelo irá
levar o assunto para a convenção. Ele reagiu bem à nossa decisão e
disse que respeitaria o partido”, afirmou Brandão.
A convenção estadual do PSDB será realizada no próximo dia 22, em Imperatriz, e dela somente poderão participar os diretórios municipais de Imperatriz, Bom Jesus das Selvas e São Francisco do Brejão.
Estão abertas, as inscrições para cursos presenciais do Programa Inglês sem Fronteiras. Ao todo, serão ofertadas 6.825 vagas em cursos ministrados em universidades federais. As inscrições, exclusivamente pela internet, começam ao meio-dia e terminam no dia 2 de julho.
A prioridade será para os estudantes que podem participar do Ciências sem Fronteiras. Podem se inscrever no processo seletivo os que atendam, cumulativamente, às seguintes condições: ser aluno de graduação, mestrado ou doutorado, com matrículas ativas nas universidades federais credenciadas como Núcleo de Línguas (NucLi); alunos participantes e ativos no curso My English Online, cujas inscrições tenham sido validadas com até 48 horas de antecedência à inscrição no NucLi; e alunos que tenham concluído até 90% do total de créditos da carga horária de seu curso.
Terão prioridade os candidatos que sejam alunos de graduação de cursos pertencentes às áreas do programa, que tenham feito a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010 com média superior a 600 pontos, incluindo a redação, e que tenham concluído...
Esta semana, o pré-candidato a governador do estado, Flávio Dino (PCdoB), recebeu a visita e manifestações de apoio de mais quatro municípios maranhenses. Lideranças políticas e religiosas, vereadores, ex-prefeitos e professores conversaram sobre as cidades de Santo Amaro, Santana, Matões do Norte e Pinheiro e afirmaram apoio a Dino.
Ex-prefeito de Santo Amaro, Chico Moura, esteve com Flávio Dino esta semana, quando declarou apoio ao projeto da oposição para as eleições de outubro. “Vim reafirmar o apoio que o Flávio sempre teve em Santo Amaro. Lá, ele foi bem votado para deputado federal. O povo conhece o Flávio, o povo gosta do trabalho dele”, disse.
Durante a conversa, o ex-prefeito apontou como necessidade da região a melhoria do acesso à cidade. Conforme explicou, o movimento de turistas no município não é mais intenso por conta da dificuldade encontrada na estrada. “Santo Amaro é uma cidade turística dos Lençóis Maranhenses. O que é difícil é o acesso que até hoje não temos. No verão é só areia, e no inverno é água e lama. Precisamos de um Governo que olhe e invista em Santo Amaro. Se chega turista, chega riqueza para a nossa população”, pediu Chico Moura. Ele estava acompanhado do vereador Zeca Dentista (PDT).
Santana
Flávio Dino também recebeu apoio de lideranças de Santana. Na pauta da conversa, a realidade da educação na cidade. Para o professor Vagner, o Estado deve acompanhar os investimentos dos municípios na educação básica. “O aluno, quando chega ao Ensino Médio, chega completamente despreparado. Hoje a realidade do ensino médio é de falta de professores, escolas sem estrutura”, disse.
Ex-prefeito da cidade, Tavares (PP), reforçou o apoio a Flávio Dino para ajudar a mudança no Maranhão. “Estamos cansados de um governo que só massacra o povo, que esquece a população. Em Santana, é muito carente a situação da saúde, a urbanização e precária”, descreveu. O vereador Paulo Neto (PRDB) também disse apoiar Dino para melhorar o Maranhão. “Não dá para continuar dessa forma: o governo tratando com desigualdade o povo e corrupção. Por isso, confio muito no Flávio Dino, o nome dele é bem aceito em Santana e não podemos ficar contra a população. Vamos juntos com a população e Flávio Dino”, contou.
Matões do Norte
De Matões do Norte, o apoio veio do padre Domingos Costa, do ex-vereador Antônio Rodrigues (PSD), conhecido como Senhorzinho, o ex-presidente da Câmara, Josemar Mendes (PSDB), conhecido como Major, e Glinoel Garrido. “Nós entendemos que o Flávio é capaz de tirar o Maranhão do atraso e trazer para a liberdade que se quer”, declarou Domingos Costa. “O Maranhão precisa crescer, melhorar os indicadores sociais. Temos um povo com vontade de ver Flávio no governo para trabalhar pelo Maranhão”, continuou o Major.
Pinheiro
Luciano Genésio (SD), liderança de Pinheiro, reafirmou o apoio à pré-candidatura de Dino. Durante o encontro, Luciano lembrou que historicamente sempre esteve junto com Flávio. “Ele aparece muito bem na região. Nós vamos vestir a camisa e levar cada vez mais o nome de Flávio na Baixada”, disse.
No dia da abertura da Copa do Mundo,
o chute mais importante do dia não foi dado por nenhum dos jogadores
que passaram pelo campo. Juliano Pinto, de 29 anos, foi o responsável
por ele.
Ele foi o voluntário paraplégico que usou o exoesqueleto desenvolvido pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis. O chute, no entanto, passou quase sem ser percebido na transmissão do evento.
Em dado momento na celebração de abertura da Copa do Mundo, Pinto foi levado até uma bola em uma das laterais do campo e deu um leve chute (veja vídeo no final deste texto). Em seu Twitter, Nicolelis comemorou. “We did it!!!!” (nós conseguimos, em português).
O chute foi a demonstração pública do projeto Andar de Novo, de
Nicolelis. Ele é resultado de um investimento de 33 milhões de reais do
governo federal. Mesmo sendo um avanço científico exemplar, o fato é cercado de desconfiança.
O plano inicial era que o voluntário desse alguns espaços dentro do
campo para dar o chute. No momento, no entanto, ele deu apenas um passo
fora do campo.
We did it!!!!
— Miguel Nicolelis (@MiguelNicolelis) June 12, 2014
De acordo com o Comitê Organizador, o chute foi dado fora do gramado
para que ele não fosse prejudicado. O exoesqueleto que sustentava o
corpo de Pinto pesa 70 quilos.
O peso do esqueleto é exatamente uma das críticas de pesquisadores da
área. Alguns apontam estrutura como algo pesada e pouco prática, que
traria benefício a poucos paraplégicos.
Outra crítica constante ao trabalho de Nicolelis é devido à falta de publicação de trabalhos científicos mostrando os resultados de suas pesquisas. O neurocientista publicou trabalhos detalhando os testes da “interface cérebro-máquina” que foram feitos com macacos ou ratos.
De acordo com a equipe do trabalho (que envolve 156 pesquisadores de vários países) os resultados dos testes com humanos serão publicados nos próximos meses.
Em entrevistas, Nicolelis afirmou que esse é apenas o começo. A tecnologia deve continuar em desenvolvimento para que os exoesqueletos se tornem em uma solução viável. Andar de Novo
O exoesqueleto é uma estrutura de 70 quilos que permite que
paraplégicos possam andar. Com uma touca, o equipamento é capaz de ler
impulsos cerebrais.
Os impulsos são processados por um computador que fica localizado na parte traseira da veste. Depois, são transmitidas ordens para que a estrutura faça os movimentos.
Outro ponto ressaltado pelos pesquisadores é uma espécie de pele artificial. Com ela, seria possível simular o tato de quando o pé toca o chão.
Vergonha!
Sabe de onde iniciaram as vaias e xingamentos contra a presidenta Dilma Rousseff (PT) no jogo Brasil e Croácia na abertura da Copa do Mundo na Arena Corinthians?
Da área VIP do estádio (conforme G1 e Folha), composta basicamente por quem pagou R$ 990,00 nos ingressos e por “celebridades”, principalmente artistas da Rede Globo de Televisão e demais redes de TV.
A maioria desses artistas entraram de graça no estádio, com ingressos cortesias, ou pagaram quase mil reais em cada entrada.
É esse tipo de gente que desrespeita uma senhora ao lado de sua
filha, e que não aceita a redução das desigualdades sociais no Brasil
nos últimos 10 anos.
A ESPN disse que o público que xingou Dilma é um público diferente,
que paga ingresso caro ou é convidado, e que foi uma grosseria, uma má-educação,
lamentável, deplorável e deprimente. O respeitado jornalista Juca
Kfouri disse que a torcida foi mal-educada, que é a torcida da “elite
branca” e algo não cidadão e não democrático, e que essa torcida nunca
vaiou o Paulo Maluf. Juca informou que conversou com os voluntários e
funcionários do estádio e que 95% deles não gostaram dos xingamentos à
presidenta informou que os trabalhadores presentes na Arena Corinthians disseram que não gostaram das ofensas contra Dilma vindas dos endinheirados. Veja o vídeo:
Boris Casoy disse que foi uma grosseria baixa contra a presidente. Josias de Souza também criticou os mal educados.
O Ministério da Educação – MEC por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão – MEC/SECADI, em conjunto com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República – SDH/PR, sob a coordenação da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura – OEI, com o apoio do CONSED e da UNDIME e patrocínio da Fundação SM, instituiu o Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos por meio da Portaria Interministerial n° 812, de 2 de julho de 2008.
Em sua primeira edição, em 2008, o Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos objetivou a identificação e valorização de experiências educacionais significativas para a promoção de uma cultura de direitos humanos, envolvendo o conhecimento e a defesa dos direitos fundamentais, atividades de respeito às diversidades e de práticas democráticas no ambiente educacional. Nesta oportunidade, foram 350 experiências inscritas. São Paulo foi o estado com o maior número de trabalhos inscritos (86), seguido por Rio Grande do Sul (40), Rio Janeiro (38) e Minas Gerais (26). Participaram 35 Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, 153 Escolas Públicas e 65 Escolas Privadas de Educação Básica, 92 Departamentos ou Faculdades de Instituições de Educação Superior Públicas e Privadas.
Em 2010, na segunda edição do Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos manteve o mesmo objetivo; foram 220 projetos inscritos em sua segunda edição. A maioria advinda da região Sudeste, que reúne 93 trabalhos. A região Norte do país contou com 7 projetos, e 39 são do Nordeste, 41 do Centro-Oeste e 48 do Sul.
Na terceira edição do Prêmio, em 2012, inscreveram-se mais de 250 trabalhos vindos de todos os estados da federação, apresentados por instituições públicas e privadas de educação básica e superior, além de secretarias estaduais e municipais de educação.
Em 2014 permanecem as mesmas categorias das edições anteriores, sendo que, nesta quarta edição do Prêmio, a menção honrosa será outorgada a experiências especificamente realizadas na área da educação indígena. Entende-se por essa temática todas as atividades de formação de educadores/as para uma atuação em Direitos Humanos vinculada à educação indígena.
Não faltam opções para quem quer seguir a carreira pública no Brasil e, assim, garantir salários acima da média de mercado e ter a tão sonhada estabilidade no emprego. Além das 25 mil vagas que estão com as inscrições abertas em concursos por todo o país, o Governo do Distrito Federal oferece mais 2.534 oportunidades de contratação imediata para níveis fundamental, médio e superior, e outras 3,8 mil vagas para a formação de cadastro reserva. O edital de abertura de três novos certames na Secretaria de Saúde e na Secretaria de Estado de Administração Pública foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal na sexta-feira passada. O GDF também está contratando 6,5 mil professores temporários. As inscrições abrem em 12 junho e se estendem até 8 de julho.
Na Secretaria de Administração os concursos serão para auxiliar operacional de serviços diretos da carreira de assistência pública à saúde, com 160 vagas imediatas e 240 para cadastro reserva, para nível fundamental, com remuneração de R$ 1.697,25. Na Secretaria de Saúde, são 1.222 vagas para médicos, dentistas e enfermeiros e mais 1.833 para formação de cadastro reserva. Os salários vão de R$ 2,5 mil a R$ 5,4 mil. Para quem tem nível médio de escolaridade, há 1.152 vagas para contratação imediata e 1.727 para cadastro reserva, com rendimento de R$ 1.728.
O concurso para professores temporários já tem data provável de realização da prova em 21 de setembro. A taxa de inscrição é de R$ 36 e a remuneração será calculada com base em horas-aula mensais. Os candidatos aprovados terão contrato de trabalho válido por um ano, que poderá ser prorrogado por mais um ano.
Os altos salários são o principal atrativo dos concursos. Uma das carreiras mais disputadas, que oferece rendimentos acima dos R$ 20 mil, é a judiciária. Quatro certames estão com inscrições abertas no país. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 8ª Região (Pará) recebe registro até quinta-feira para preencher uma vaga de juiz do trabalho substituto, com rendimento mensal de R$ 23.997,19, com taxa de R$ 200. O Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região (Espírito Santo e Rio de Janeiro) está com inscrições abertas até 10 de junho para concurso com 56 vagas para juiz federal substituto. O salário também é de quase R$ 24 mil e a taxa de inscrição custa R$ 190.
O TRF da 4ª Região (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) aceita inscrições até 13 de junho para formar cadastro reserva de níveis médio e superior para analista e técnico judiciário. Os salários são de R$ 5.007,82 e R$ 8.178,06 e as taxas custam R$ 78 e R$ 88. Já o prazo de registro para concorrer às 33 vagas de níveis médio e superior para analista judiciário e técnico judiciário do TRT da 13ª Região (Paraíba) se encerra sexta-feira. Os salários são os mesmos, de R$ 5.007,82 e R$ 8.178,06, e as taxas, de R$ 85 e R$ 95.
Outra carreira bastante disputada é a policial. Vários concursos para as corporações de polícias Civil e Militar estão com inscrições abertas. Em São Paulo, a Polícia Civil aceita inscrições até sexta-feira pelo site www.vunesp.com.br para a disputa de 145 vagas para auxiliar de necropsia. O salário é de R$ 3.256,40 e a taxa, R$ 42,61. Em São Paulo, também há 39 oportunidades para médicos no Departamento de Perícias
Médicas. O salário é de R$ 4.550, com gratificações, e a taxa, R$ 113,75.
A Polícia Civil de Santa Catarina está com 66 vagas para delegado de polícia substituto, com proventos de R$ 13.184,05 e taxa de R$ 200, além de 340 oportunidades para o cargo de agente, com rendimento de R$ 3.201,84 e taxa de R$ 100. A Polícia Militar de Rondônia oferece 240 vagas de nível médio para soldado policial militar com salário deR$ 3.182,66 e 20 vagas de nível superior para oficial militar de saúde, com remuneração de R$ 7.257,28 . As taxas custam R$ 68 e R$ 75 e as inscrições podem ser feitas até 8 de junho pelo site www.funcab.org.br.
Confira a lista com os principais certames locais e nacionais:
SECRETARIA DE SAÚDE DO DF
Inscrições de segunda-feira (16/6) a 28 de agosto pelo site www.iades.com.br. Concurso público com 6.334 vagas, sendo 2.534 para provimento imediato e 3.800 para formação de CR. Salários até R$ 4.407,25. Taxas de R$ 3.
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO DF
Inscrições de 12 de junho a 8 de julho e edital no site www.iades.com.br. 6,5 mil vagas para professor temporário na rede pública de ensino.
Salários: calculados com base nas horas-aula mensais. Taxa: 36
MARINHA
Inscrições de quinta-feira (5) a 31 de julho pelo site www.ensino.mar.mil.br. Concurso público com 46 vagas para admissão à Escola Naval. Taxa: R$ 20.
EXÉRCITO I
Inscrições até 7 de julho pelo siteconcurso.esa.ensino.eb.br/site. Concurso de admissão com 1.380 vagas de nível médio para técnico de enfermagem, músico e combatente logística-técnica aviação. Salários não informados. Taxa: R$ 70.
AERONÁUTICA
Inscrições até quinta-feira (5) pelo site www.fab.mil.br/concursos. Exame de admissão com 180 vagas para o Curso Preparatório de Cadetes do Ar. Salário: de acordo com o valor fixado em lei para nível de graduação do candidato selecionado. Taxa: R$ 60.
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 8ª REGIÃO (TRT-8) — PA
Inscrições até quinta-feira (5) pelo site www.trt8.jus.br/web/concursos. Concurso público com uma vaga de nível superior para juiz do trabalho substituto. Salário: R$ 23.997,19. Taxa: R$ 200.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO
Inscrições até 13 de junho pelo site www.concursosfcc.com.br. Concurso público para formação de cadastro reserva de níveis médio e superior para analista e técnico judiciário. Salários: R$ 5.007,82 e R$ 8.178,06. Taxas: R$ 78 e R$ 88.
EXÉRCITO II
Inscrições até 23 de junho pelo site www.espcex.ensino.eb.br. Concurso com 500 vagas para admissão à Escola Preparatória de Cadetes do Exército. Salário: não informado. Taxa: R$ 80.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO (ES E RJ)
Inscrições até 10 de junho pelo site www.trf2.jus.br. Concurso público com 56 vagas para juiz federal substituto. Salário: R$ 23.997,19. Taxa: R$ 190.
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 13ª REGIÃO - PB
Inscrições até sexta-feira (6) pelo site www.concursosfcc.com.br. Concurso público com 33 vagas de níveis médio e superior para analista judiciário e técnico judiciário. Salário: R$ 5.007,82 e R$ 8.178,06.Taxa: R$ 85 e R$ 95.
CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DE GOIÁS (CREA/GO)
Inscrições até amanhã (2) de junho pelo site www.institutoineaa.org.br. Concurso público com 38 vagas de níveis médio e superior para diversos cargos. Salários: R$ 1.009,24 a R$ 6.154. Taxas: R$ 35 a R$ 154.
POLÍCIA MILITAR DE SÃO PAULO
Inscrições até sexta-feira pelo site www.vunesp.com.br. 2 mil vagas para o cargo de soldado de 2ª classe. Salário: R$ 2.706,10. Taxa: R$ 50
O professor e advogado Bento Vieira deu entrada na manhã desta quarta-feira, 28, dia da sessão semanal da câmara de vereadores de Bacabal, em uma representação que pede a apuração e consequente abertura de processo de cassação por improbidade administrativa contra o prefeito de Bacabal José Alberto Oliveira Veloso (PMDB).
Na documentação apresentada o professor e advogado bacabalense mostra que Veloso cometeu o crime alegado quando comprou, com recursos próprios, uma casa, a doou por termo ao sobrinho José Alberto Oliveira Sobrinho, e, esse, por sua vez, firmou contrato com duração de 12 meses com a prefeitura municipal de Bacabal, no valor de 4 mil e 500 reais, na modalidade dispensa de licitação, para que no prédio funcione a secretaria municipal de assistência social, cuja titular é a mulher do prefeito primeira dama Sílvia Cristina Braga Veloso.
A denúncia de Bento Vieira teve como base matéria produzida pela assessoria de comunicação social do município onde no afã de exaltar o trabalho de José Alberto Veloso, sua esposa Silvia Veloso, afirmou categoricamente que o prefeito havia doado onde funciona a secretaria para a prefeitura municipal de Bacabal. O professor e advogado partiu então para levantar os dados e acabou descobrindo que o prefeito, na verdade, doou o prédio para o seu sobrinho.
Nova Representação e contra a câmara
Bento Vieira adverte que, caso os vereadores de Bacabal, dentro do prazo legal não tem as medidas cabíveis, a exemplo da abertura da comissão processante e do afastamento do prefeito José Alberto Veloso pelo período de 180 dias, ela entrará com nova representação, desta fez junto ao Ministério Público Estadual pedindo não só a cassação do prefeito, mas, também de todos os 17 vereadores da câmara municipal de Bacabal pelo crime de omissão.
Um general chinês chamou na terça-feira (28) os Estados Unidos o maior ciber-ladrão do mundo, dizendo que a força de espionagem cibernética dos EUA deve ser condenada por outros países.
"Em termos de inteligência militar e política e segredos de comércio, os EUA é o maior ciber-ladrão e sua força de espionagem deve ser acusada", disse Sun Jianguo, vice-diretor do Estado-Maior Geral do Exército de Libertação Popular, na ocasião de um seminário sobre segurança internacional.
O Departamento de Justiça dos EUA anunciou na semana passada uma acusação contra cinco oficiais militares chineses por alegado ciber-roubo comercial. "É ridículos o lado dos EUA dizer que a ciberespionagem de inteligência política e militar é prática comum enquanto o roubo de segredos comerciais é ilegal", disse Sun.
"Até onde a segurança do país seja de interesse, a inteligência política e militar não é mais importante que segredos comerciais?", disse Sun.
Sun disse que a ação dos EUA é como "um ladrão gritar 'pega ladrão'," o que viola severamente as normas que orientam as relações internacionais e prejudica as relações entre a China e os EUA.
Durante o lançamento, ocorrido em 24 de maio no Memorial da Resistência do Estado de São Paulo, muitos chegaram curiosos e sabendo pouco sobre o livro, que circulou muito restritamente nos anos de chumbo, mas que causou impacto com denúncias que os brasileiros não podiam ver na imprensa da época. Estiveram presentes ao lançamento pessoas que sofreram as atrocidades ali relatadas e que tiveram contato com a publicação à época. Também compareceram jovens que apenas agora estão tomando contato com o tema.
A coordenadora do Memorial da Resistência, Kátia Filipini afirmou que o lançamento do livro é também uma homenagem aos antigos militantes de AP (Ação Popular), entre os quais, aqueles que fizeram o livro, e a tantos outros que lutaram e tombaram naquele período. “A memória do país está em disputa. Enquanto a Marcha com Deus, em defesa do golpe militar não reuniu nem mil pessoas em todo o país, conseguimos realizar 450 atos simultâneos em repúdio à ditadura, sendo que, só no Doi Codi, aqui em São Paulo, tínhamos 1400 pessoas”, destacou ela.
Representando o Núcleo de Preservação da Memória Política, Ivan Seixas coordenou o debate com exposições dos autores, os jornalistas Bernardo Joffily, Carlos Azevedo e Duarte Pacheco Pereira. O autor da capa do livro, o designer Elifas Andreato, também participou da sessão de autógrafos, ao final do evento. Ele lembrou que o livro foi feito em gráfica clandestina, datilografado numa IBM, desenhado em estêncil.
Caráter democrático e indignado
Joffily começou ressaltando a importância da publicação, dizendo que se trata de um livro que “vale a pena ser lido em 2014”. Para ele, o Livro Negro da Ditadura Militar é a prova que derruba as tentativas de inocentar os ditadores de então, ao dizer que se tratava de uma guerra entre vilões de direita e de esquerda. “Ninguém há de negar que este livro tem um profundo e entranhado espírito democrático, indignação e força nas denúncias que faz , de coisas que estavam acontecendo ali. Tem a plataforma explícita, a amplitude e a noção de que a luta era de todos, da igreja, de Rubens Paiva, de quem pegava em armas e de quem não pegava. Era uma batalha de todo brasileiro que tinha vergonha na cara”, explica Joffily. Para ele, é este caráter amplo e democrático que garantiu a derrota dos ditadores. “Perdemos todas as batalhas militares e ganhamos de goleada a guerra político-ideológica”.
Embora houvesse obras do comandante Carlos Marighella sendo distribuídas clandestinamente, à época do Livro Negro da Ditadura, Bernardo lembra que aquelas tinham o objetivo de orientar militarmente a resistência. “A nossa ambição era de denunciar os crimes da ditadura e alcançar uma mobilização que acabou por ocorrer”, explicou.
Bernardo lembra que tinha apenas 21 anos de idade, recém-entrando no aparato de agitação e propaganda de AP. “Escrevi uns três ou quatro capítulos e ajudei a datilografar. Nitidamente, eu e a Jô Moraes [atual deputada federal pelo PCdoB de Minas Gerais], éramos os ‘focas’ daquela redação”, contou.
Após revelar que Duarte foi “o pai da criança”, Joffily abordou a polêmica sobre a impropriedade do nome do livro na atualidade. “Hoje, nenhuma pessoa com desconfiômetro daria um nome como esse”. Mas, salienta que a atenuante para o caso está no fato de que este debate sobre o uso discriminatório e racista das palavras – como denegrir – estava ainda em gestação à época da elaboração do livro. Como ainda estava no começo a luta anti-racista. “Em 1972 estávamos concentrados na luta contra a ditadura militar. Enquanto não acabássemos com ela, não poderiam aflorar a quantidade de movimentos e demandas que vieram depois”.
Circunstâncias editoriais
O jornalista Carlos Azevedo, que foi um dos criadores da revista Realidade, disse que, no início, subestimou a proposta de reedição do Livro Negro. Relendo o trabalho ele voltou a constatar que aquele “é um levantamento primoroso tendo em vista o momento em que vivíamos, feito na mais profunda clandestinidade”, afirmou. Azevedo destacou as dificuldades que implicava participar de um projeto como aquele. Não podendo se reunir em casas ou em escritórios, era preciso marcar encontros periódicos em pontos na rua, com tempo de espera calculado, sempre caminhando. “Costumávamos dizer que uma boa reunião ia da Penha à Lapa para resolver todos os problemas”, brincou ele, referindo-se as caminhadas entre os distantes bairros da Zona Leste e da Zona Oeste de São Paulo.
“Puxa, que documento que se fez naquelas circunstancias, enfrentando um inimigo extremamente poderoso que não respeitava o direito de ninguém.” “Aquela equipe não era mole não!” disse Azevedo sob aplausos do público. Azevedo também fazia o jornal Libertação, órgão oficial da AP, que foi publicado mensalmente durante oito anos, entre 1968 e 1975. A gráfica nunca foi pega pela repressão.
Força e limite do Livro Negro
Duarte Pacheco Pereira afirmou que a diferença fundamental do Livro Negro da Ditadura Militar dos demais livros de denúncia publicados na época era o público alvo. Queriam que as informações sobre sequestros, tortura, mortes e desaparecimentos dos opositores chegassem aos brasileiros para estimular a resistência, enquanto outros documentos visavam o público estrangeiro.
O jornalista Duarte Pacheco Pereira ressaltou o fato das histórias serem suficientemente dramáticas e graves para justificar o impacto que teve à época. “O Livro antecipa questões que viriam depois, como as casas clandestinas, para onde iam todos aqueles que a ditadura queria fazer desaparecer sem deixar vestígios”, disse ele. Para as casas clandestinas iam aqueles militantes que estavam nas listas para serem mortos. Uma sobrevivente, Inês Etiene, e o militar Paulo Malhães, confirmam as práticas macabras de cortes de dedos e retiradas de dentes para evitar identificação de corpos. “Os métodos descritos no Livro Negro são terríveis, inomináveis e ignominiosos, mas muita coisa bem pior viria depois de 1972”, salientando ser esta temporalidade uma das limitações do Livro Negro.
Sobre a polêmica da luta antirracista, ele lembrou que o nome do livro foi uma contraposição ao Livro Branco, publicado pelo Governo Médici em 1971, para defender o governo fora do país, porque as denúncias já chegavam ao exterior. O livro do governo teve vida curta, pois não trouxe uma avaliação positiva para o governo.
Duarte lamentou que haja historiadores que hoje tentam defender a ditadura e argumentem que as torturas só ocorreram depois do AI-5. Ou seja, que até então não se tratava de uma ditadura. A ditadura, para ele, mata e tortura desde os primeiros momentos. Citou os casos de massacres ocorridos no Nordeste nos primeiros dias do golpe. “Centenas de camponeses foram assassinados e largados nos canaviais. Gregório Bezerra foi arrastado nu pelas ruas de Recife, à luz do dia! O corpo do sargento Raimundo Manuel Soares foi encontrado com as mãos amarradas no Rio Guaíba, em Porto Alegre, poucos dias após o golpe”, pontuou ele.
O jornal Correio da Manhã, que estimulara as mobilizações a favor do golpe, começou a criticar esses crimes cometidos pela ditadura. O jornalista Márcio Moreira Alves, em 1966, lançou o livro “Tortura e torturados”, cuja primeira edição foi apreendida. “Algumas das histórias do Livro Negro têm origem naquelas primeiras denúncias”.
As denúncias do Livro Negro da Ditadura vão se confirmando conforme os prisioneiros políticos vão sendo libertados graças aos raptos dos embaixadores. Inclusive foram feitos documentários sobre as torturas sofridas por esses prisioneiros.
No Chile, entre 1970 e 1971, foi editado um livro, produzido por exilados, tratando das violências e torturas no Brasil. Havia um capítulo sobre a violência ocasionada pelo milagre econômico, como a concentração da renda e a mortalidade infantil. Ele foi escrito por José Serra, militante da AP e economista da Cepal. Estes materiais estimularam a publicação do Livro Negro da Ditadura Militar. Como foi dito, a diferença estava no fato dele ser feito para ser divulgado dentro do país. A censura não permitia divulgar essas histórias no próprio país.
Buscava-se uma “mobilização emocional”, por isso a narrativa exigia detalhismo e veracidade. Segundo Pereira, havia até um debate sobre a possibilidade de que o livro provocasse o pânico sobre aqueles que resistiam ao explicitar a crueldade do regime. “Decidimos que não íamos fazer só o livro, mas uma campanha afirmando que a força do povo era maior que a repressão e ia derrotá-la. Existia um selo ilustrado com a figura de um operário, um camponês, um estudante e uma mulher sob os quais era colocado o slogan ‘a força do povo é maior que a repressão’”
Pereira terminou fazendo uma reflexão sobre o clamor por “Ditadura Nunca Mais”. Ele tem uma visão cautelosa sobre o assunto. “O que garante que não farão de novo?”, questiona ele. Ele lembrou que a conjuntura internacional hoje é diferente daquela na qual o presidente dos EUA, Jimmy Carter, introduziu a pauta dos direitos humanos nas relações internacionais. “Agora, a justiça estadunidense utiliza a tortura, as mortes sumárias por drones, sepultamento no mar e casas clandestinas para os acusados de terrorismo em países aliados”, afirmou.
Após o debate, as vendas do livro esgotaram os exemplares disponíveis. Juntos com Elifas Andreato, os autores enfrentaram a enorme fila daqueles que queriam autografar seus livros. Os escritores e alguns militantes, por sua vez, aproveitaram o momento para uma confraternização calorosa de colegas que não se viam há muito.