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Sessão Solene na Câmara Municipal de Bacabal Celebra o Dia Internacional da Mulher

Vereadoras Nathália Duda e Regilda Santos conduzem Sessão Solene

domingo, 15 de abril de 2018

Datafolha: Lula aparece na frente, seguido por Bolsonaro e Marina Silva



BRASÍLIA - O Instituto Datafolha divulgou neste domingo (15) uma pesquisa sobre as eleições presidenciais deste ano comparando diferentes cenários e analisando a chance de os candidatos chegarem ao segundo turno. Pelos dados, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 31% das intenções de voto, seguido pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), com 15% e pela ex-ministra Marina Silva (Rede) com 10%.

Em quarto lugar, aparece o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa (PSB) com 8%. O ex-governador de São Paulo e presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, conta com 6% das intenções de votos, em seguida vêm o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 5%, e o senador Álvaro Dias (Podemos-PR), com 3%.

A pesquisa foi feita em 227 municípios brasileiros, onde foram ouvidas 4.194 pessoas entre quarta (11) e sexta-feira (13). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Dentre as hipóteses analisadas pelo instituto, a maior mudança de cenário ocorre quando o ex-presidente Lula não está entre os candidatos. Preso no último dia 7, após ser condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) a uma pena de 12 anos e um mês, Lula pode não ser elegível, pois a Lei da Ficha Limpa prevê a impugnação de políticos condenados em segunda instância.

Nos cenários em que Lula não concorreria ao pleito de outubro, Jair Bolsonaro aparece com 17% das intenções, empatado tecnicamente com Marina Silva, com 15%.

FONTE: Paulo Victor Chagas/Agência Brasil

Em Bacabal, Carlinhos Florêncio visita famílias desabrigadas com a cheia do rio Mearim


Na tarde de sexta-feira (13), o deputado estadual Carlinhos Florêncio (PCdoB), junto com a secretária de assistência social, Fábia Braga, outros secretários, vereadores e a coordenação Municipal da Defesa Civil, visitou as famílias que estão desabrigadas na cidade de Bacabal.
O parlamentar relatou que o número de famílias atingidas pela cheia do rio Mearim já chega a 65. Ao todo, mais de 350 pessoas que tiveram de deixar as suas casas devido a cheia do rio.
O deputado Carlinhos Florêncio e a comitiva começaram a visita pelo Ginásio Poliesportivo Vereador Joãozinho, na Vila São João, onde famílias estão abrigadas. Depois, seguiram para o estádio Correão, local que também está servindo de abrigo. Durante a visita, o deputado Carlinhos Florêncio entregoucestas básicas e colchões.
Uma equipe com médicos, enfermeiros, psicólogos e fisioterapeutas do Nasf e da Atenção Básica também participaram da visita, onde, na oportunidade, realizaram a avaliação das pessoas que estão alojadas nos abrigos, pois neste período algumas são acometidas de problemas de saúde. “Esta é mais ação que faz parte da assistência garantida à população pelo governo municipal”, acentuou Florêncio.
De acordo relatório da Coordenação da Defesa Civil, quatro pontos da cidade já foram atingidos pela cheia do rio Mearim, Bairro Trizidela, Presidio, Rua do Cajueiro e Avenida Mearim, alguns povoados também já estão em situação de risco para os moradores.
O deputado Carlinhos Florêncio ressaltou que o governo municipal vem dando total atenção as famílias e falou ainda do apoio garantido pelo governo do Estado. “O governo Zé Viera e o Governo Flávio Dino vem dando suporte as estas famílias, um trabalho brilhante no sentido de dar abrigo e destino a todas as famílias que estão sendo desalojadas de suas casa. Esta semana estive com o governor do Estado, mostrando a realidade do município de Bacabal, pois estou acompanhando esta situação de perto, cumprindo nosso papel de cuidar de nosso povo”, finalizou o deputado.
fonte: Assecom/ Dep. Carlinhos Florêncio

Solidariedade de Padre Lauro salva Festival da Juventude


Sabe quando você veste uma calça branca e sai todo charmoso para encontrar a namorada e de repente vem um carro ou uma moto com seu piloto estressado suja de lama sua roupa branca? Foi assim que a juventude bacabalense se sentiu na noite deste sábado (14). Tudo pronto na Praça Santa Teresinhaa para o 3º Festival da Juventuden 360Ma "REVOLUTION",mas de repente a chuva corta o barato da garotada.
A Praça Santa Terezinha já estava lotada por jovens que buscavam de todas as forma se protegerem das fortes chuvas. O tempo implacavelmente passava e o evento parecia descer enxurrada abaixo.A chuva deu uma trégua, uma breve trégua pois em estantes voltou a chover ainda mais forte.
Os organizadores começam a  se mobilizarem para transferir o local do evento, pensaram em muito locais, mas o mais próximo e seguro seria o auditório da catedral Santa Terezinha.
Agora restava convencer a comunidade católica a ceder o local. Padre Lauro responsável pela Igreja entendeu a situação e autorizou o  uso do Auditório para realizado do evento.
 Os jovens foram ao delírio pois todas queriam apresentar suas performances.

Agora , abençoados por Padre Lauro e protegidos da chuva, os jovens realizam o festival, o espaço que parecia grande,  que ficou lotado com jovens de vários municípios.  O evento ficará na história por sua luta e resistência  para acontecer,passaram pelo evento o Secretário de Cultura do Município de Bacabal Paulo Campos e seu Assessor Zezinho Casanova, o Secretário da Juventude  Ítalo Gaioso, o Secretário de Articulação Política Rogério Santos, o Escritor Costa Filho representando a Academia Bacabalense de Letras o o Grupo Faces da Arte, além de artistas, produtores culturais e convidados.Apesar dos intempéries  o festival foi um sucesso. 

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Contagem regressiva para o Aniversário de Bacabal


A SEMUC - Secretaria Municipal de Cultura está preparando tudo para a festa dos 98 anos da terra da Bacaba,estão sendo preparada uma mega estrutura para receber artistas, técnicos, vendedores ambulantes e o povo em geral.A Prefeitura de Bacabal, confirmou ainda no início da noite desta quarta-feira (11) que a programação alusiva aos 98 anos de emancipação política do município, que já vem sendo desenvolvida durante esta semana com a realização de várias ações de saúde, culturais, esportivas, de lazer e educativas, será encerrada com dois dias de um mega evento no Centro Cultural, nos dias 16 e 17 de abril.
Paralelo à preparação da grande festa, toda equipe da gestão está envolvida nas ações sociais e de solidariedade às vítimas da enchente do Rio Mearim. Com planejamento e união do povo Bacabal terá uma grande festa de aniversário.

PROGRAMAÇÃO
 

Na segunda-feira (16) se apresentam Xandy com Aviões do Forró, Solteirões do Forró e Banda Safadona.
Na terça-feira (17), data oficial do aniversário de Bacabal, a organização reservou para as atrações gospel. Rose Nascimento, Cícero Oliveira e Som Vertical.

A comunidade bacabalense terá no evento toda infraestrutura de segurança, iluminação e serviços básicos comuns aos grandes eventos.

OPORTUNIDADE:13ª edição do Prêmio Itaú-Unicef será anunciada em transmissão ao vivo

A partir de 17 de abril estarão abertas as inscrições para a 13° edição do Prêmio Itaú-Unicef! Seu objetivo é reconhecer e estimular projetos realizados por organizações da sociedade civil e escolas públicas que tenham como foco o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes.
Há mais de 20 anos identificando e valorizando projetos de organizações da sociedade civil e escolas públicas de todo o país, o Prêmio Itaú-Unicef lançará sua 13ª ediçãoque reconhecerá iniciativas voltadas a garantir os direitos de crianças, adolescentes e jovens.
O anúncio da nova edição será realizado em 17 de abril, às 14h, por meio de transmissão ao vivo na página de Facebook do Prêmio, e contará com a presença de representantes das instituições parceiras – Milena Duarte, do Itaú Social, Júlia Ribeiro, do Unicef e Nazira Arbache, do Cenpec.
O objetivo da transmissão, além de anunciar as características e inovações previstas para a edição deste ano, é também responder dúvidas sobre os processos de inscrição, avaliação e cronograma. Para participar, basta acessar a transmissão ao vivo e encaminhar perguntas ao mediador.
 
Mais sobre o Prêmio Itaú-Unicef

O Prêmio Itaú-Unicef é uma iniciativa do Itaú Social e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), com coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).
Criado em 1995, o Prêmio Itaú-Unicef visa identificar, estimular e dar visibilidade a projetos realizados por organizações da sociedade civil (OSCs) e escolas públicas que contribuem para garantir o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens brasileiros em situação de vulnerabilidade social.
Serviço:
Lançamento da 13ª edição do Prêmio Itaú-Unicef com transmissão ao vivo
Data: 17/04/2018
Horário: 14 h
Endereço virtual: Página do Prêmio Itaú-Unicef no Facebook
 fonte: educação&participação

ASSIS VIOLA: o semeador de poesia na música maranhense



Um dos artistas mais populares da região do Mearim podemos dizer que é Francisco de Assis da Silva , Assis Viola para o público, nasceu em Vitorino Freire(MA) em 1958, com 4 anos de idade foi para São Paulo com seus pais; um ano depois volta para o Maranhão.. Órfão de pai aos 7 anos, estudava e trabalhava para ajudar no sustento da família.
A vida não o permitiu infância, mas recebeu a graça de possuir dons da arte que suas mãos produziram; da foice na roça às letras esculpidas em cascas de cajá. Usava a matéria prima e deixava a essência de sua vida em cada brinquedo vendido.
Sua afinidade pelas letras chegou no “Sonho e Realidade”, seu primeiro poema aos 9 anos.
Aos 19 anos vai para Brasília no objetivo de encontrar caminho no sucesso da música, é 1977, sempre acompanhado de sua viola, já era cantor, ritmista, professor de música e compositor.
Assis Viola, empurrado pela sociedade capitalista, trabalhou como lapidário em Brasília. E , na concepção de que as riquezas naturais lhes desse a chance de levar ao mundo, vai ao garimpo de pedra semipreciosas e garimpo de ouro no Pará, onde encontra doença num acidade de pedras.
Em 1988, quando volta definitivamente para o Maranhão, Assis  Viola participa de festival de música  em Bacabal. Junto com outros artistas e amigos no qual classificou-se em 1º lugar como melhor intérprete. Em 1992 teve a primeira gravação em coletânea. E em 1993 gravou “Nossa Voz II,’ logo após participa de nova coletânea intitulada “Nós”.
Durante sua vida de garimpeiro, “Bamburrou” as mais preciosas pedras: os primeiros lugares nos festivais de músicas em lugares diversos por onde andou.
                                                      SEMENTES DE UM POETA CANTOR
O andarilho por onde andou semeou as sementes de sua música, mas quais as qualidades de sua música? O que trazem como sentimento e carga semântica? Assis Viola sempre mostrou a fugacidade e a precariedade das coisas e dos seres. O descritivismo resulta do aproveitamento literário da natureza. Não se trata de um descritivismo exterior; na realidade o mundo exterior é apenas o motivo que desperta as emoções, sentimentos e reflexões na obra musical de Assis Viola.

Na música de Assis Viola há características Parnasianas-Simbolistas no poema em que ele faz contradições que se revelam entre o definitivo e o passageiro, o prazer e a dor, mas o amor está na condição de sentimento maior. E a ausência do amor, é a negação da própria vida.
O compositor também passeia pelo Realismo-naturalismo e em sua terceira fase mergulha e revela seus lado pós-moderno numa fase romântica onde é a liberdade de falar do amor.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Ex-prefeita de Lago da Pedra tem condenação mantida pela 5ª Câmara Cível



Resultado de imagem para Prefeita raimunda alves de meloA ex-prefeita de Lago da Pedra, Raimunda Alves de Melo, teve sua condenação em 1º Grau – proferida pelo juiz Alessandro Bandeira Figueiredo – mantida pela 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão. Ela foi condenada a ressarcir o erário em R$ 944.782,79 e pagamento de multa civil no mesmo valor; seus direitos políticos suspensos por cinco anos; e proibida de contratar com o poder público por cinco anos.
A apelação ajuizada pela ex-gestora, cuja relatoria foi do desembargador Marcelino Everton, tinha como objetivo anular o julgamento de embargos declaratórios que, segundo ela, o teor foi diferente do que o pedido inicial. Também apelou para a supressão de fases processuais em relação ao mérito da ação, alegando a não citação do Município de Lago da Pedra.
Analisando, portanto, as preliminares trazidas, o relator aduz que a utilização dos Embargos de Declaração é destinada caso haja contradição, omissão ou obscuridade na decisão proferida. Ou seja, não cabe ao recurso modificar ou alterar decisão, apenas em hipótese de erro material, o que não ocorreu nos autos.
Já em contraponto ao pressuposto de que o julgamento teria sido de forma antecipada, o desembargador reitera que como se trata de matéria estritamente de direito, pode o magistrado julgar o processo obedecendo os critérios legais, não caraterizando, assim, cerceamento de defesa ou salto nos atos processuais, visto que, a recorrente também fora devidamente citada, contudo, não apresentou defesa dentro do prazo, por motivos desconhecidos, corroborando no julgamento célere da ex-prefeita.
Para o relator, as provas expostas pelo Tribunal de Contas do Estado - através do Relatório de Análise de Defesa - revelaram as irregularidades na prestação de contas referente ao exercício financeiro de 2002, além de dispensar ilegalmente o processo licitatório ao adquirir produtos com preços modificados além do mercado, tais como: gêneros alimentícios, locação de veículos para transporte escolar, combustível, serviços de publicidade, medicamentos, cadeiras escolares, dentre ouros, ocasionando danos a Lago da Pedra, no valor de R$ 944.782,79, “o que não restou dúvida sobre a má gestão da recorrente e dano erário ao município”.
Acompanharam o voto do relator os desembargadores Paulo Velten e Jamil Gedeon, mantendo a sentença de base inalterada.
FONTE:
Assessoria de Comunicação do TJMA

Bacabal Sediará Maior Evento de Juventude do Maranhão


O 3º Festival da Juventude será realizado ,No dia 14 de Abril na cidade de Bacabal – MA na Praça Santa Teresinha na semana Festiva em comemoração aos 98 anos do Município. “ Juventudes 360 Revolution ” e terá como tema principal  a revolução dos jovens no meio sociocultural “ (Avanços, Inclusão Rural, interfaces e práticas integrativas e Etc...)
O evento  promoverá um grande intercâmbio entre 04 cidades (Pedreiras, São João Dos Patos, Lago Verde Lago Açu e 01 Interior do Município (brejinho) e a Capital do Estado com expectativas de Agregar a aproximadamente 5.000 pessoas. Com uma programação composta por Apresentações Culturais, Competições, Desfile, e a Participação de Empresas, Profissionais, Estudantes , Jovens igrejas católicas,evangélicas e organizações não governamentais.
O objetivo dos organizadores é agregar em um espaço cultural o compartilhamento de conhecimentos entre profissionais, estudantes e jovensma afim de resgatar valores  e promover a dança, música e a cidadania.
O evento conta com o apoio da iniciativa privada, Secretaria da Juventude e Secretaria de Cultura do município de Bacabal. Aguardem mais informações sobre o evento.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Fortes chuvam provocam enchentes em cidades do Maranhão

Cresce o numero de cidades maranhenses atingidas por fortes Chuvas. Bacabal, Tutum, Trizidela do Vale, Pedreiras e Marajá do Sena são as mais atingidas desde do inicio do mês de abril.Na última terça-feira (10) o nível dos rios aumentaram muito provocando enchentes nas zonas urbanas  e rurais destas cidades.

Em Bacabal a Defesa Civil já trabalha há diz para amenizar o sofrimento das famílias atingidas pela enchente do Rio Mearim. O Governo do Estado informou que enviou aos municípios atingidos equipes da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, ja que devido às fortes chuvas as cidades de Caxias, Balsas, Codó e Timbiras entraram em estado de alerta.
A cidade de Pedreiras já cancelou a festa de 98 anos da cidade programada para 27 de abril, já Bacabal mantém sua programação, mas em estado de alerta pois já grande o numero de famílias desebrigadas pelas enchentes, uma equipe do município estará de plantão para eventuais emergências.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Professor é encontrado morto em Bacabal

Na manhã desta terça-feira (10) a Polícia Militar foi acionada por moradores da Quadra 43, residencial Terra do Sol IV, em Bacabal, devido ao odor que vinha da casa de número 17, que há quatro dias se encontrava fechada.
Os próprios vizinhos arrombaram a porta e se depararam com o corpo de Jean Pereira Santos, de 43 anos de idade.
Os móveis da residência estavam todos revirados e havia um profundo corte no rosto da vítima que, se supõe, tenha sido amordaçada antes de ser morta, já que dentro de sua boca foi encontrado um pedaço de pano.
Um facão estava ao lado do corpo e pode ter sido a arma utilizada para cometer o crime.
Até o momento as autoridades não informaram mais nada sobre o assunto.

domingo, 8 de abril de 2018

Secretário Paulo Campos vai a São Luis articular projetos para cultura Bacabalense


O Secretário de Cultura de Bacabal esteve em São Luis quarta(04) acompanhado de seu assessor Zezinho Casanova, do Corrdenador de Cultura Popular da SEMUC Mestre Pinta e da Presidente do conselho municipal de Cultura Márcia Jane. Na ocasião Paulo Campos requisitou instrumentos novos para Escola de música do Municipio que já foram garantidos pelo governo do estado e aproveitou para credenciar algumas brincadeiras para o São João 2018.
A equipe de Bacabal esteve na Superintendência de Patrimônio Imaterial onde foram recebidos pelo Superintende Sr. Neto de Azile, após esta visita, a comitiva de Bacabal, foi recebida pela Secretária Adjunta de Estado da Cultura e Turísmo a Sra. Vanessa Leite onde foram discutidos assuntos relativos às politicas publicas de cultura para Bacabal.
Equipe da SEMUC com Sec.adjunta estadual da cultura Wanessa

                                                   CREDENCIAMENTO CULTURAL

As inscrições de credenciamento cultural para o “São João de Todos 2018” começaram nesta quarta-feira, 4, e seguirão até o dia 20 de abril, sexta-feira. O atendimento está sendo realizado na sede da Biblioteca Pública Benedito Leite (BPBL), Praça Deodoro, s/n, Centro, São Luís, no horário das 14h às 18h.

É importante ressaltar que, as inscrições este ano serão feitas em datas diferentes para cada modalidade artística. Conforme cronograma estabelecido no edital.


Danças Regionais e Grupos Alternativos …. 04/04 (quarta) a 06/04 (sexta)
Tambor de Crioula ………………………………… 09/04 (segunda) a 11/04 (quarta)
Shows Musicais e Forró Pé de Serra ………… 12/04 (quinta) a 16/04 (segunda)
Bumba Meu Boi ……………………………………. 17/04 (terça) a 20/04 (sexta)


Os interessados devem comparecer à BPBL o quanto antes, respeitando o cronograma, para que não haja complicações durante o processo de inscrição, e que também possa ser realizado com rapidez. O credenciamento dá a oportunidade de qualquer pessoa, ou grupo, participar das festividades juninas promovidas pelo Governo do Maranhão.

“A expectativa para este São João é a melhor possível, estamos com a quadrilha desde 2016, nos apresentando em alguns bairros pequenos e neste ano nós viemos com uma nova proposta, queremos aumentar o número de pares, para evoluir a nossa brincadeira. Para mostrar para a cidade o nosso esforço e dedicação”, contou a secretaria da quadrilha Mexe-Mexe, do Jardim América, Caroline Correia.

O credenciamento tem por objetivo a habilitação, seleção e contratação de serviços artísticos de grupos, bandas e artistas para apresentações durante os festejos juninos.

O resultado da análise das propostas está programado para o dia 14 de maio. E a divulgação da programação completa para o período de São João sairá no dia 25 de maio.
veja AQUI O EDITAL com todas as instruções para voce credenciar sua brincadeira.

Com informações do Site da SECTUR

Hoje é dia de poesia

Conheça um pouco da Poesia do escritor Paulo Campos.PAULO  ROBERTO CAMPOS SILVA, Paulo Campos, natural deBacabl-MA, nascido em 15 de maio de 1963, filho de Ivaldo PousoSilva e Zélia Campos Silva, é o segundo de uma prole de dez irmãos. Poeta e compositor, logo cedo começou a militância nos movimentos culturais da cidade. Foi sócio fundador e primeiro presidente da Casado Artista de BacabalCAB e da Associação de Imprensa de Bacabal AIB. Compositor de vários sambas de enredo, de bumba bois, blocos carnavalescos e outros, é membro da Academia Bacabalense de Letras, ocupando a cadeira 15, que tem comopatrono a professora Elisa Monteiro. 
Atualmente exerce o cargo de Secretário Municipal de Cultura de Bacabal.

domingo, 1 de abril de 2018

Bacabal Recebe Seminário de Lançamento da LIDAM


Com o objetivo de organizar, dirigir, administrar, coordenar, orientar e supervisionar o desporto amador no estado do Maranhão em suas diversas modalidades, será realizado em Bacabal um Seminário para lançamento regional da LIDAM - Liga Independente de Desporto do Maranhão. O evento realizar-se-á dia 6 abril(sexta-feira) no auditório da Escola de Música  a partir das 9:00h. Parte da Programação será realizada na comunidade quilombola Catuca na manhã do dia 7(domingo).
O Seminário terá como tema A Prática do Esporte como Ferramenta  de Prevenção às Drogas e a Violência.As palestras serão ministradas por Eduardo Filho presidente da LIDAM, Coronel Araújo da Policia Militar, falarão ainda o Diretor de Competição da Liga Leornado Amorim ( Professor de Educação Física); Luiza Soares (Professora de Educação Física), Selma Sá (Professora de Educação Física), Misinho (Mestre Internacional de Capoeira)Prof.ª Ana Cleyde Nunes – Coordenadora da Liga em Bacabal e adjacências e  Raimundo  Carvalho( Tigela) – Coordenador Regional da LIDAM no Médio Mearim.
O evento é aberto à toda comunidade em especial aos desportistas e atletas de todas as modalidades esportivas, os organizadores  afirmam que o  convite estende-se a todas comunidades Quilombolas, Zona Rural, Quilombos Urbanos, Comunidades Tradicionais e Jovens de Matriz Africana. Colabora com a organização do seminário a ONG UNEGRO - União de Negras e Negros pela Igualdade do Maranhão.
 As inscrições podem ser realizadas no local do evento ou clicando  AQUI  para imprimir a ficha de Inscrição que deve ser entregue preenchida no dia do evento.

sexta-feira, 30 de março de 2018

Marajá do Sena Vive Tragédia em Plena Sexta- feira Santa


A Sexta-feira Santa é um feriado religioso onde pessoas do mundo todo buscam refletir sobre a vida e a morte de Jesus, é geralmente aproveitada para confraternização entre familiares e amigos, mas não foi assim em Marajá do Sena( MA) distante 123km de Bacabal, lá a sexta-feira não foi tão Santa pois a cidade voltou a sofrer, nesta sexta-feira (30), o mesmo problema dos anos anteriores, o das enchentes, causando grandes prejuízos a moradores e comerciantes. Após chuvas volumosas nas últimas horas, boa parte da cidade foi tomada pelas águas. A enchente alagou ruas, atingiu escolas, igreja, comércios, derrubou casas, muros e arrastou pontes. Essa enchente está sendo considerada uma das piores da história. A principal avenida da cidade virou literalmente um “rio”.
Até o momento são poucos e desencontradas as informações sobre o assunto, mas
Moradores usaram as redes sociais para mostrar fotos da cidade em baixo d’água e relatam a calamidade em que se transformou a pequena Marajá do Sena.



Leia alguns relatos que coletamos em redes sociais e blogs que não tinham informações precisas sobre a tragédia:
“Grande enchente em Marajá Do Sena/MA, blogueiros e jornalistas nos ajudem a divulgar esta ocorrência para que os gestores vejam o estado de calamidade que se encontra esta cidade”, clama um morador em grupos da rede social.

“O negócio em Marajá do Sena foi sério; a enchente que deu no último mês de fevereiro não foi nada comparada com essa. As águas levaram até casas”, relata outro morador não identificado pela equipe do Diário do Mearim.“Aqui acabou tudo, casas, móveis, eletrodoméstico, aqui ninguém tem mais nada. Acho que nem todo mundo tem o que comer, porque foi molhado tudo”, alertou.

O Professor e empresário Neto DIGINET declarou ao Diário do Mearim "Perdi tudo que tenho lá... não dá pra viver lá mais não. Depois que fui pra  lá já é a terceira enchente no centro da cidade" Neto Dignet havia investido numa escola de informática e cursos preparatórios para o mercado de trabalho. 

Moradores já tinham abandonado a cidade

No último dia 22 de fevereiro, a cidade de Marajá do Sena tinha sofrido uma forte enchente. Naquele período, moradores deixaram a cidade e foram passar o período invernoso numa região mais elevada, chamada “Chapada”.
O diário do Mearim tentou entrar em contato com as altoridades daquela cidade mas não consegiu, mas ainda na tarde desta sexta-feira, o blog do Carlinhos entrou em contato com a Prefeitura, administrada pelo prefeito Lindomar Araújo. A Assessoria de Comunicação do Município enviou um esclarecimento a imprensa.

“A Prefeitura executou todos os trabalhos que estava ao seu alcance. Foram feito dois km de limpeza de córrego, mas esse trabalho não impede as enchentes, em decorrência da situação geográfica da cidade. No cento da cidade, uma área mais baixa, as águas chegam aos telhados das casas. Limpeza de córrego não evita uma enchente naquele local. Salientamos que esse problema vem de fenômenos da natureza, da geografia da cidade e não da falta de serviço da Prefeitura. A população marajaense tem que se conscientizar que a cidade precisa ser mudada de local; essa discussão de mudar o local da cidade já existe há muito tempo, porém, tem muita gente relutante que prefere sofrer com as enchentes várias vezes durante o ano”, disse.

 Segundo informações repassadas pelo Blog do Pinheiro  o Governo do Estado, através do superintendente da região, Mávio Rocha, está atento à situação de Marajá do Sena e mobiliza operários e máquinas para chegar à cidade neste sábado(01).

“Fomos pegos de surpresa por conta do feriado da Semana Santa. Os funcionários estavam de folgas com suas famílias, mas já foram mobilizados. Amanhã, vamos chegar com maquinário e toda estrutura para trabalhar em Marajá do Sena”,garantiu o responsável pela empresa contratada para fazer a conservação de estradas estaduais.

Harvard envolvida com grilagem de terras no Brasil

Edjarsson Cardoso coloca uma pasta de documentos antigos na mesa de sinuca de um bar mal iluminado em Riachão das Neves, no Oeste da Bahia. Numa manhã chuvosa de domingo, ele reuniu outros seis homens que queriam nos dar provas de sua luta de 20 anos por um pedaço de terra. Todos foram gradualmente expulsos de onde viviam e plantavam comida. Depois de passar por outras mãos, hoje o imóvel pertence a uma subsidiária do fundo patrimonial da Universidade de Harvard.

A história desses sete homens e suas terras perdidas é uma amostra de como as investidas financeiras do fundo de Harvard na agricultura brasileira estão cercadas por acusações de fraudes cartoriais, desmatamento ilegal e expulsão violenta de agricultores de suas casas. E não se trata de um caso isolado. Desde a crise financeira de 2007-08, investidores internacionais vêm buscando ativos menos arriscados e mais rentáveis. Encontraram solo fértil na especulação com a compra de terras em países emergentes, como o Brasil. O aumento da demanda impulsiona as desapropriações de trabalhadores, muitas vezes por meio de grilagem, além de pressionar pelo desmatamento de biomas, como o do Cerrado.

Ameaças que levam à expropriação

A gleba Campo Largo está do lado esquerdo do Rio Grande, em Cotegipe, município próximo a Riachão das Neves. A área de 140 mil hectares, maior do que a cidade do Rio de Janeiro, está no centro da disputa. Nos anos de 1990, cerca de 240 famílias de pequenos agricultores começaram a se estabelecer no local inabitado que, segundo souberam pelo programa de Reforma Agrária, pertencia ao governo (eram as chamadas terras devolutas). A região onde há a interseção do Cerrado com a Caatinga tinha pouca água, mas grande potencial de produção.

Os agricultores fizeram empréstimos, construíram suas casas e plantaram milho, feijão, arroz e mandioca. Também começaram a pagar os impostos relativos à terra, à espera da regularização de posse. Não tinham títulos, como muitos do Brasil rural. Antes trabalhadores de grandes fazendas, eles estavam ajeitando a vida de uma forma mais independente. Mas, ainda naquela década, começaram a sofrer ameaçadas para deixar o lugar.






“Pessoas armadas começaram a chegar aqui, colocar cercas, queimar plantações, destruir nossas casas”, contou Edjarsson, representante de uma associação de 22 famílias que reivindicam 50 hectares de terra cada. Ele também fugiu das ameaças e se estabeleceu em Riachão das Neves, onde vive de aposentadoria.

Muitos simplesmente desistiram da terra com medo da violência. Mas as famílias que resistiram seguem brigando pelos 1,100 hectares, uma ínfima parte da propriedade em jogo.

“Não pedimos muito. Só queremos colocar um fim nesse negócio de pistoleiro e ter o direito de ir e vir. Eu mesmo já fui ameaçado por homens armados na época, apontaram a arma para mim”, diz Antônio Augusto França. “Nós estamos sofrendo as consequências há 24 anos. Estamos todos pobres, velhos, cansados e doentes”.

Títulos forjados e desmatamento ilegal
Com a violência se intensificando, o Estado da Bahia decidiu intervir. Em 2014, a Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA) do governo baiano concluiu uma ação discriminatória rural, uma perícia que mapeou a situação da propriedade, recolhendo matrículas e depoimentos. Na denúncia, o procurador responsável pelo caso, Estácio Marques Dourado, concluiu que as terras foram “usurpadas” do estado através de “irregularidades cartoriais absurdas”, com a expulsão violenta de trabalhadores e “preocupantes agressões ambientais”. Também confirma a morte de um homem no conflito, sem dar detalhes.




“Esta (ação) discriminatória constitui-se – em extensão territorial – na maior já realizada pelo Estado (da Bahia)”, escreveu Dourado. A conclusão da ação discriminatória, à qual tivemos acesso, foi encaminhada à Procuradoria Geral do Estado (PGE) da Bahia pedindo a anulação das matrículas das terras, que foram adquiridas “de formas fraudulentas, irregulares e, portanto, ilegítimas”, acrescentou o procurador.

No entanto, ainda não houve abertura judicial do processo. “Posso afirmar que houve pressão de políticos ligados ao agronegócio para o caso não andar”, diz Maurício Correia, da Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais do Estado da Bahia. Agora, o grupo planeja pressionar a PGE para dar continuidade ao processo.

Ligamos para a CDA, mas Dourado não trabalha mais na instituição e não conseguimos localizá-lo. Também contactada, a PGE diz que o processo está, sim, correndo e que a entidade vinha tentando uma mediação com os envolvidos.

“A questão transcende um litígio fundiário, mas envolve a própria atividade econômica predominante na região, com geração de empregos, e cujas conseqüências provocariam efeitos colaterais sociais graves”, justificou por nota a procuradora-chefe da Procuradoria Administrativa da PGE-BA, Bárbara Camardelli Loi.

Ela acrescenta que a Caracol não conseguiu justificar a posse da terra pela documentação e, “menos ainda, (como foi) capaz de formar o latifúndio hoje registrado em nome da empresa”. Com isso, diz ela, “a tentativa não obteve êxito”. Em fevereiro agora, a procuradora recomendou, portanto, a abertura de uma ação judicial, que deverá ser instaurada em breve, segundo o órgão, pedindo que as terras sejam devolvidas ao Estado

Propriedade internacional
As terras passaram de mãos em mãos desde a década de 1970. Do deputado estadual Márcio Cardoso, falecido, para o fazendeiro piauiense José Oduvaldo Oliveira Souza, e, por final, para a companhia sulista Caracol Agropecuária LTDA, criada em 2007. Esta última transição de propriedade ocorreu por partes entre 2008 e 2012.

O capital investido nessa terra vem de sócios estrangeiros.

A Caracol pertence à Harvard Management Company (HMC), que gerencia e faz parte do fundo patrimonial (chamado endowment) da Universidade de Harvard. Mas esta ligação não é direta: a HMC detém duas subsidiárias que controlam a Caracol: Guara LLC e Bromelia LLC – como mostram dados da Receita Federal e da declaração de impostos da HMC – este último vazado ao público.

O endowment é o patrimônio acumulado por meio de doações recebidas pela universidade, prática comum nos Estados Unidos. No caso de Harvard, esse patrimônio de US$ 37,1 bilhões (R$ 122 bilhões) é gerenciado pela HMC, subsidiária da universidade.

Tanto a Guara LLC quanto a Bromelia LLC têm registro ativo na Receita Federal, mas endereço no exterior: na HMC, em Boston. Não há contatos das empresas disponíveis na internet, nem mesmo no cadastro da receita. A assessoria da HMC foi contactada três vezes, inclusive com questionamentos de suas subsidiárias, mas reafirmou que “não discute investimentos específicos”.

“Muitas companhias deliberadamente criam estruturas que as tornam difíceis de rastrear”, diz Devlin Kuyek, pesquisador da ONG Grain. Ele também explica que sistemas complexos de propriedade foram desenvolvidos para ocupar brechas na legislação brasileira.

Com o aumento da compra de terras por estrangeiros, o Brasil decidiu restringir este tipo de aquisição em 2010 – projeto que voltou a ser discutido recentemente. Hoje, estrangeiros podem adquirir até 25% da área de um município; se for de uma única nacionalidade, o limite cai para 10%. A propriedade da Caracol representa 35% da área de Cotegipe.

“Caracol e Harvard têm a obrigação de checar se a terra adquirida está livre de conflitos. Se não fazem isso, é culpa deles”, diz Devlin Kuyek.

A Caracol, inclusive, foi informada sobre a natureza problemática da terra ainda durante as negociações, afirma Martin Mayr, da ONG 10envolvimento, que supervisiona o caso. Mayr também informou que o dono anterior ofereceu aos camponeses que restavam compensações materiais e financeiras para deixarem a terra antes de vendê-la à Caracol, a partir de 2008.

“Quem não aceitou, tornou-se alvo de ameaças e violências de pistoleiros”, acrescenta Mayr. Hoje, nenhuma das 240 famílias segue vivendo lá, acrescenta.

Além dessas alegações, a Caracol ainda foi multada em R$ 123 mil pelo Ibama por desmatamento ilegal. Os inspetores avistaram de um voo 47 pilhas de madeira removidas sem licença ambiental em 2013.





Comunidade de Cotegipe encontra a polícia: quem resistiu sofreu ameaças (Foto de divulgação) Parte de uma tendência maior



Famílias que perdem o acesso à terra hoje enfrentam um campo de batalha diferente do de anos atrás. “A grilagem é um processo histórico no Brasil, mas a dinâmica disso está mudando. Hoje, há estruturas de investimentos internacionais por trás destas violações. Isto é algo novo ao qual se deve prestar mais atenção”, diz Fábio Pitta, da ONG Rede Social de Justiça e Direitos Humanos.

Um trabalho do Banco Mundial identificou um crescente interesse global na aquisição de terras – tanto para a produção de comida quanto para a simples especulação com o ativo. E de acordo com o grupo de monitoramento global Land Matrix, ao todo 26,7 milhões de hectares foram transferidos para mãos internacionais entre 2000 e 2016, 2% da terra agriculturável.

A especulação internacional a partir da aquisição de terras é uma tendência que veio na esteira da crise financeira de 2007-08. Em busca de retornos estáveis, corporações financeiras se voltaram para a compra de propriedades rurais em países emergentes. O imóvel se torna o ativo – a produção agrícola gerada dali é uma via secundária de lucro. Uma vez convertida em área produtiva ou implementadas melhorias, o preço da terra tende a subir. Dessa forma, lucra-se através de aluguel, compra e venda de terras ou até por meio de produtos financeiros, como os debêntures.

Mesmo com restrições, o Brasil é uma das cinco nações com as maiores taxas de aquisição de terras por estrangeiros. O que o torna tão popular é que aqui o ativo é considerado mais seguro do que em outros países em desenvolvimento, diz Devlin Kuyek: “Mas há também muitos conflitos de terras e violações de direitos humanos envolvidos”, pondera.

Os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia – conhecidos pelo setor agrícola como Matopiba – estão na última fronteira de expansão do agronegócio e são o principal alvo da especulação com terras, de acordo com o relatório da ONG Rede Social de Justiça e Direitos Humanos. Matopiba é atraente a investidores estrangeiros porque a terra é barata e tem projeções de valorização rápida.



Esse aumento da procura por investidores estrangeiros está indiretamente relacionada com – ou terceirizando, como diz a Rede Social – a expropriação de agricultores, comunidades tradicionais e tribos indígenas, que comumente não têm títulos, como no caso de Campo Largo. No Brasil, isso ainda vem acelerando o desmatamento do Cerrado – um bioma que abriga 5% da biodiversidade mundial e oito das 12 bacias hidrográficas brasileiras.

Além de Harvard, outro fundo internacional, o Teachers Insurance and Annuity Association – College Retirement Equities Fund (TIAA-CREF) é atuante no setor agrícola brasileiro. Trata-se de uma das maiores firmas de investimento dos Estados Unidos, que gerencia fundos de pensão não só de lá, mas do Canadá e da Suíça. Já foi alvo de pressão em 2015 pela falta de transparência com seus ativos, sobre os quais também havia acusações de violações de direitos humanos.

Não se faz muito com a terra hoje

Do total da área da propriedade, menos de 300 hectares foram destinados à plantação de milho, feijão, soja e eucalipto, de acordo com o relatório baiano de 2014. Outros 14 mil hectares viraram pastos para as 3.200 cabeças de gado. Mas ano após ano, a área se torna menos produtiva.

Daniela Stefano, da ONG Rede Social, esteve em Cotegipe no início de março e conseguiu entrar na fazenda. Ela confirma não ter visto movimentação na propriedade, usada especialmente para o plantio de eucalipto e a criação de gado. Além disso, o número de empregados caiu para 50 pessoas, contra os 84 de poucos anos atrás, diz ela. Grandes porções da propriedade ainda estão cobertas por vegetação natural. Ela não avistou homens armados no local durante sua visita.

Ainda assim, a situação parece tensa como nunca. Stefano participou de uma reunião com a comunidade e a Granflor, que faz parte da Caracol e é responsável pela gestão do local. “Quando perguntaram ao representante da empresa se a Caracol sabia do conflito antes de comprar a terra, ele simplesmente saiu da sala”, diz. A Caracol e a Granflor não se posicionaram.

Enquanto isto, aqueles homens por trás da mesa de sinuca amargam a perda de suas casas. “A terra está lá parada, não podemos fazer nada”, diz Pedro dos Santos Serpa. “A única coisa que eu queria ouvir hoje é: olha, toma, aqui está a sua terra, você pode produzir nela”.

Após a conversa regada por um café açucarado, Edjarsson Cardoso recolhe cuidadosamente os documentos e os dispõem novamente em ordem cronológica nas folhas de plástico. Por uma última vez, ele folheia e confere a pasta verde-água antes de se despedir e deixar o bar. E sai segurando, com firmeza, cada pedaço de papel que possa provar que eles têm razão. A pasta de documentos dos agricultores que lutam para recuperr suas terras (Alicia Prager)

Escrito por Flavia Milhorance


Jornalista com mais de dez anos de experiência em reportagem e edição em veículos de imprensa do Brasil e exterior, como BBC Brasil, O Globo, TMT Finance e Mongabay News. Mestre em jornalismo de negócios e finanças pelas Universidade de Aarhus (Dinamarca) e City University, em Londres.