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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Artigo de Opinião - Será o Benedito? - Marcio Tavares D'Amaral



Será errado insistirmos naquilo que constitui a nossa mais profunda identidade?
Às vezes me pego encabulado por não ser índio, indiano ou vivente na África profunda. Ouço dizer que esses vivem no respeito aos outros e no amor à natureza, e fico de olho úmido quando olho para esse nosso Ocidente e vejo as várias formas de destruição e falta de amor de que padecem os nossos povos. Mas tenho orgulho dessa nossa cultura. A que inventou a democracia e a república, e a política como meio de convivência social. E deu Sócrates, Homero, Júlio César e Cícero, Ptolomeu, Copérnico e Galileu. E Leonardo da Vinci, Dante, Shakespeare e Camões. Criou as universidades e rasgou as catedrais. Gerou a ideia de tolerância. Fez a revolução francesa, a americana, a russa e a industrial. Criou o Estado de Bem-Estar Social. Tenho orgulho dessa civilização a que pertenço. E ódio ao mal que ela faz aos refugos de humanidade que vai criando por ganância e desprezo. Nessa ambivalência se sustenta o meu modo de estar na vida.
Quando ouço falar dessas culturas que vivem em harmonia com a natureza e os outros penso logo no Paraíso. Vejo os anjos satisfeitos com essa parte boa da humanidade, tanto quanto estão tristes com a nossa. Não posso ver um anjo triste. E fico espantado com a nossa maldade. — Depois me lembro das relativizações.
A ideia de relativização entrou na nossa cultura para pararmos de tratar sociedades diferentes como “primitivas”, crenças distintas como “simples”, atrasadas. Foi um grande feito da antropologia moderna a criação desse conceito. A partir daí passamos a procurar o lado de dentro de uma sociedade diferente. O que será que há de próprio e irredutível aos nossos hábitos e costumes que tornava legítimo que os homens chineses amarrassem com apertadas bandagens os pés das suas meninas para que as mulheres tivessem pés submissos? Que valor intrínseco faz com que na Índia as vacas sejam sagradas? Por que, em certas regiões da África, parece natural a tantos que meninas não possam ir à escola? O que legitima que déspotas árabes e nababos africanos sejam donos dos seus países, como se a propriedade privada do que é público fosse uma evidência natural? E as teocracias? — Tudo isso tem sentido, não tenho dúvida. Nós não o conhecemos, dizem-nos, porque somos viciados em valores ocidentais. E aí corremos o risco de não ver o diferente. Precisamos olhar com olhos generosos, olhos que abraçam, os nossos irmãos que seguem suas vidas por outros caminhos. Sem isso, estaremos condenados a diversas patologias, da cegueira dos que se comprazem com seus próprios umbigos à violência com que reduzimos o mundo ao nosso quintal e subjugamos os povos ao nosso prazer. Relativizar é preciso.
Mas não é tão simples. Nós criamos, na nossa longa história, uns valores que consideramos universais. Liberdade, igualdade, fraternidade. Democracia. Direitos humanos. A cultura como pedagogia da vida. A liberdade de pensamento e de expressão. A liberdade religiosa. A liberdade sexual. A educação universal como valor civilizatório. As ideias de progresso, evolução, revolução. A laicidade. Direitos civis. Direitos políticos. Direito. São todos princípios pelos quais lutamos. Nenhum nos caiu no colo. Foram conquistas, guerras de que nem sempre podemos nos orgulhar. Ganhamos umas, perdemos outras. Os romanos inventaram a República e depois a sufocaram no Império. Mas ela voltou. A democracia grega tinha por base a escravidão. Não tem mais, mas ainda lhe falta muito para ser de fato democrática. Continuamos a lutar por ela. — A dificuldade, dizia, é que, sendo esses valores, justamente, universais, fica às vezes muito difícil relativizarmos. E, dizem-nos (deve ser verdade), relativizar é preciso.
Aí vejo o Boko Haram sequestrando as meninas das escolas. Se me esforçar muito, certamente vou encontrar uma causa muito antiga para que mulheres não devam se instruir. A questão é que não quero fazer esse esforço. O Boko Haram viola alguns dos valores mais sagrados da minha cultura. Olho para a Ásia e vejo multidões famintas tropeçando em vacas que passeiam, seguras de nunca virarem bife para essas fomes. Não sei por que as vacas são sagradas. Eles sabem. Mas, nesse caso, o que eles sabem não me importa. A fome que mata e humilha é um pecado humano e social aqui, na minha cultura. Por que seria apenas um hábito cultural a ser relativizado ali na Índia? — E assim por diante. Creio que está claro.
O que quero dizer é: os valores universais da cultura europeia têm os mesmos direitos daqueles que vamos descobrindo nas outras culturas quando relativizamos. Por que então ninguém “relativiza” os nossos? O nosso direito, por exemplo, de universalizar o mundo? Será errado insistirmos naquilo que constitui a nossa mais profunda identidade?
Precisamos ter vergonha desses valores, porque não são iguais aos dos outros? Será o Benedito?

sábado, 13 de maio de 2017

Bacabal realizará I Encontro de Engenharia



Por iniciativa dos estudantes e Professores do Primeiro Periodo de Engenharia  Civil da Faculdade Pitágoras em Bacabal, acontcerá no auditório da Cemar localizado na BR 316 dia 27 de maio (sábado),às 15h00 o 1º EBE - Encontro Baabalense de Engenharia.

Entre os temas que serão discutidos no evento, A pesquisa na engenharia será tema da conferencia do Professor doutorando em Agronimia Raimundo Sirino que tem vasta experiencia na docencia do ensino superior.

Um dos temas que mais vem chamado atenção dos estudantes de engenharia e da sociedade em geral será desenvolvido pelo Engenheiro Eletricista, pos graduado em Engenharia de Segurança do Trabalho, Dr. Daniel Pimenta que fará palestra com o tema Campos de atuação da Engenharia e suas polivalencias. 
Dr. Sirino Palestrante do 1º EBE

No Encontro o estudante bacabalense de engenharia compreenderá que engenheiro civil é um profissional que atua como liberal ou como empregado, em empresas de caráter privado ou em estatais. Na atividade profissional liberal, atua como consultor, responsável técnico de projetos e de obras e perito em apoio judiciário, dentre outras funções. Pode ainda militar na área docente e ter acesso a cargos públicos, via concurso ou por indicação, dependendo do caso e da função.

O engenheiro civil deve apresentar formação em ciências exatas, com o necessário conhecimento básico da causa científica, para que possa elaborar uma rotina de cálculo estrutural e reconhecer os limites técnicos de fórmulas empíricas e de programas para computadores, como exemplos de atividade de projeto. Deve desenvolver senso crítico e espírito de trabalho em equipe em, por exemplo, incorporação de projetos, quando normalmente é conhecido como “engenheiro de obras”.

O Credeciamento para que intessar participar desse encontro cientifico de engenharia começa as 14h00 do dia 17, a carga horária será de dez horas e o inventimento para alunos Pitágoras será de R$ 20,00, para o publico externo o investimento será de R$ 25,00. Maiores informações podem ser obtidas com os alunos de Engenharia da referida faculdade ou quando a redação do blog for informada de inovações na programação do evento.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Sarau Lítero - Musical revitaliza cultura bacabalense



Acontece hoje(12) a partir das 17h00 no Centro Cultural em frente à Secretaria Municipal de Cultura a terceira edição do Sarau Lítero-Musical. Organizado pela Secretaria de Cultura de Bacabal - SEMUC - Prefeitura de Bacabal . O evento realiza-se toda sexta-feira às 17h00 com uma das políticas de revitalização do Centro de Artesanato Bacabalense. 
Segundo o Secretário de Cultura de Bacabal Paulo Campos "O sarau é um evento cultural onde as pessoas se encontram para se manifestarem artisticamente. É um momento para a soma de conhecimentos, descobertas e vivências coletivas. Além disso, o sarau estimula tomada de consciência, pois a cultura desperta a sensibilidade das pessoas para à sua volta e as estimula a refletir a partir de outras linguagens. Logo, como está presente no contexto comunitário, você também faz parte desta história, participe com dança, música, poesia, performance ,faça sua leitura dramatizada ou intervenção poética. Aqui o artista é você.' - Conclui Paulo Campos.
Nesta sexta além da feira de artes do centro de artesanato, teremos a participação de Perboire Ribeiro, Zé Caxias, Paulo Campos, percussionista Hortêncio, Zezinho Casanova, Vitinho do Sax, Banda Recomeço, Assis Melodia, Zeneide Miranda, Marcos boa fé, Banda Santa Cecília, Tchaca-tchá, Raquel Monteiro e outros Artistas e Poetas locais.

No Sarau desta sexta haverá o sorteio de vários brindes para as mães presentes no evento.


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Bacabal sedia Fórum Mesoregional de Cultura



O município de Bacabal foi o ponto de encontro entre gestores públicos culturais e representantes da sociedade civil organizada dos municípios do Centro Maranhense, nesta quarta ( 10) em Fórum Cultural realizado pela Secretaria de Estado da Cultura e pelo Conselho Estadual da Cultura.Os fóruns Regionais e Municipais de cultura são instancias de elaboração de políticas publicas de cultura com a participação direta de artistas e produtores culturais.

Na ocasião foram discutidos temas referentes ao processo de eleição dos novos conselheiros estaduais de cultura. O Encontro, que faz parte dos Fóruns Regionais de Cultura, ocorreu no Auditório do Fórum de Justiça de Bacabal, localizado na Rua Benedito Leite, antigo calçadão, Centro.

O evento foi aberto Pelo Secretário do Município anfitrião(Bacabal) , o Poeta e escritor Paulo Campos que deu boas vindas a todos os município presentes, falou da breve experiência cultural na gestão de Bacabal, deu ênfase ao processo de municipalização da cultura do município já concluído, mas em fase de análise pelo Ministério da Cultura.

– É um processo de formalização do setor cultural, tal qual já existe em setores como o de Saúde – explicou o secretário de Cultura de Bacabal , Paulo Campos.
Público Presente No Fórum

Representando o Prefeito José Vieira Lins, o Secretário de Articulação Política Rogerio Santos deu as boas vindas a todos os representes dos municípios, Rogério em sua fala deu ênfase ao trabalho desenvolvido pela secretaria de cultura de Bacabal, parabenizou o governo do Estado por respeitar as deliberações do Conselho Estadual de Cultura. A Secretária Adjunta de Cultura Vanessa Leite falou na mesa de abertura representado o Secretario Diego Galdino e fez um breve relato sobre as ações da Secretaria de Estado da Cultura e sua relação institucional com os municípios e o conselho estadual de cultura. O Juiz Dr. Jorge representou a Justiça fez pronunciamento ressaltando a importância da cultura para o desenvolvimento da sociedade e que a cultura poderia dá uma grande ajuda no trabalho planejado por ele no combate ao tráfico de drogas no município.

Após a fala de abertura, desfez-se a mesa de pronunciamento e o Superintendente do Patrimônio Imaterial do Maranhão Neto de Azile fez um pronunciamento oficial sobre sua pasta no governo explicando o funcionamento, classificação e como tornar uma manifestação como patrimônio imaterial da cultura. Armando Nobre Secretario do Conselho Estadual de Cultura falou sobre o próprio conselho, seu funcionamento e sobre a função dos fóruns regionais de cultura e procedeu a posse do Conselheiro Ozório Neto então Vice Presidente do conselho como atual Presidente do Conselho pela vacância do cargo.

Armando Nobre coordenou os trabalhos do fórum e foi dele a missão de informar ao público presente a impossibilidade de se realizar a eleição de Delegados aos fórum estadul por falta de quórum, dos 42 municípios que compõem a Mesorregião Centro, apenas 12 municípios compareceram, o que juridicamente inviabilizou a realização da eleição de delegados , com essa situação ficou estabelecido que os municípios realizem seus fóruns municipais e escolham seus delegados da sociedade civil divididos em 8 linguagens ou segmentos culturais. Não havendo quórum a plenária procedeu a eleição do segmento LGBT pois o mesmo tem acento garantido no conselho .


MUNICIPALIZAÇÃO DA CULTURA


Nos bastidores do evento a  sociedade civil conversou sobre o processo de municipalização da cultura que conforme estratégia estabelecida pela Secretaria de Estado da Cultura e Turismo no evento representada pela Secretária adjunta de Cultura Vanessa Leite , a partir da implantação do Sistema Nacional de Cultura (SNC), todos os estados deverão ter efetivado a municipalização da cultura. Na prática, isso significa que todos os municípios Maranhenses deve proceder a criação de uma secretaria ou fundação de cultura, de um conselho, de um Fundo e de Leis de Incentivo à Cultura. 

Os processos que fazem parte da municipalização, entretanto, precisam de novos procedimentos e rotinas padronizadas pelo Ministério que foram mudadas com a mudança de gestores do Ministério em Brasília .

A importância da municipalização está, sobretudo, no fato de que, para receberem os recursos destinados à cultura, os municípios devem estar organizados no que se refere à criação das secretarias, conselhos, fundos e Leis de Incentivo. Bacabal está na frente da maioria dos municípios maranhenses. Quem não municipalizar, não poderá receber nenhum tipo de incentivo para desenvolver seus projetos .

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Bacabal recebe visita de Equipe da SECTUR

A Secretaria Municipal de Cultura de Bacabal recebeu nesta terça (9) às 19h00 a visita ilustre de Vanessa Leite, Secretária Adjunta de Cultura do Estado do Maranhão. A  mesma foi recpiconada pelo Secretário de Cultura Paulo Campos e toda sua equipe no Centro de Artesanato de Bacabal. Recebida com música ao vivo intepretadas por Perboire Ribeiro, Vanessa Leite visitiou o Centro de Artesanto e todo o predio da Secretaria de Cultura de Bacabal.
Estiverem presente para receber a Secretária  e seus acompanhantes os Secretários Municipais de Adminitração e Articulação Política Antonio Guedes de Paiva Neto e Rogério Santos respectivamente. Acompanhavam a Secretária Neto de Azile Superintendente do Patrimônio Imaterial da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo do Maranhão, Cléia Mangabal do Muncipio de Grajaú e membro do Conselho Estadual de Cultura, Armando Nobre Secretário do Conselho Estadual de Cultura.
Secretária Vanessa Leite joga Capoeira com Mestre Pinta

Apos momentos de conversas institucionais e amigáveis, a Secretária Vanessa Leite visitou o Ponto de Cultura do Mestre Pinta onde entrou na roda dando umas jogadas de capoeira, em seguida a comitiva visitou a Escola de Música Almir Garces Assaí e foram até a Biblioteca Pública Silva Neto onde foram recepcionados pelos servidores daquela casa e pelo presidente da Academia Bacabalense de Letras que recitou poema para os visitantes.
O Secretário Paulo Campos falou sobre os trabalhso desenvolvidos pela secretaria e expressou todas as determinaçoes do Prefeito José Vieira no que diz respeito   às políticas públicas de cultura do municipio. Todos os integrantes da comunitiva da Secretaria de cultura e Turismo do Estado disseram levar boas impressções da cultura bacabalense, o Secretário Paulo Campos  aaproveitou e teve  com a comitiva  uma nova conversa instituição sobre a cultura bacabalense,

terça-feira, 9 de maio de 2017

Manifestantes contrários à reforma da Previdência tentam invadir a Câmara

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Manifestantes contrários à reforma da Previdência tentaram invadir novamente a Câmara hoje (9), dessa vez pelo prédio do anexo 4, localizado na via lateral ao Congresso Nacional. Segundo a Polícia Legislativa, o grupo é formado por agentes penitenciários, que invadiram o plenário da comissão especial da reforma da Previdência na semana passada.

Hoje, os policiais fizeram várias barreiras nos corredores que ligam o anexo 4 ao anexo 2, onde ocorre neste momento a sessão de votação dos destaques da reforma. O esquema de segurança foi reforçado e o acesso ao Congresso está restrito a parlamentares, servidores, assessores legislativos e profissionais da imprensa credenciados.

A manifestação ocorre enquanto os deputados votam os destaques pendentes ao projeto substitutivo elaborado pelo deputado Arthur Maia (PPS-BA). A reunião começou sob protesto da oposição sobre a restrição de acesso à Câmara.

Faltam sete destaques

Até o momento, os deputados aprovaram apenas um destaque, o que retoma as causas ligadas a acidentes de trabalho e aposentadoria por invalidez à competência da Justiça do Trabalho, na esfera estadual, compartilhada com a Justiça Federal.

Por votação nominal, os deputados rejeitaram o destaque que pretendia retirar a exigência de contribuição individual para o trabalhador rural, com alíquota reduzida sobre o salário mínimo. Os oposicionistas defendem que a contribuição continue sobre a comercialização do produto.

Agora no início da tarde, os deputados analisam o destaque do PHS (Partido Humanista da Solidariedade), que pede para retirar o parágrafo do projeto do relator que restringe a concessão de isenção, redução ou diferenciação da base de cálculo das contribuições sociais apenas para o trabalhador rural. A crítica do partido é que a medida exclui a possibilidade de isenção às entidades filantrópicas, por exemplo.

Ainda falta a votação de sete destaques. O deputado Carlos Marum (PMDB-MS), presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência, disse que não haverá suspensão da reunião para almoço. Ele comprou 30 sanduíches para distribuir para os parlamentares. O objetivo é acelerar os trabalhos da comissão.

Crônicas do Dia - Por escolas boas, sem partido e sem religião - Ruth de Aquino


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Escolas, públicas e privadas, deveriam ensinar. O alfabeto primeiro. Depois português, matemática, história, geografia e ciências. Artes e cidadania. Pelos índices alcançados por nossos adolescentes, nem o básico se consegue no Brasil. A educação é tão indigente, as instalações são tão precárias, o bullying é tão violento e o nível dos professores mal remunerados é tão baixo que o debate é desviado para a doutrinação política, religiosa e de gênero.

Não me interessa se aluno pode usar saia, se aluna pode usar shortinho, se tem uniforme ou não. Não gostaria de matricular filhos em escolas que cultivassem uma doutrina – política ou religiosa –, fosse ela qual fosse. A maioria absoluta das famílias brasileiras deseja que o filho não perca aulas, que os professores não faltem, que o ensino prepare para um mercado competitivo. E que as escolas sejam centros de reflexão, e não de formação de soldadinhos de esquerda ou de direita ou de padres e freiras. Sou, como a maioria, contra a imposição de uma ideologia ou de uma fé. A diversidade continua a ser o melhor caminho.

A escola escolhida por meus pais estava longe de ser a ideal – mas os professores eram excelentes. Cursei o antigo primário numa escola militar em Copacabana em que menina também usava gravata e onde os alunos cantavam hinos no início do recreio. Obedecia-se à sineta para voltar à sala de aula. Tive aula de catecismo, com direito a missal – o livrinho católico com ritos e orações. Meninas tinham aula de prendas domésticas, só elas. Enquanto os meninos faziam futebol. Adulta, eu me tornei antimilitarista, agnóstica e uma nulidade em culinária e costura. Deploro a interferência de partidos e igrejas nas escolas. Deploro a discriminação a meninas – e a meninos.

Hoje, vejo os pais no maior dilema ao escolher a escola. Se é longe, não quero. Se tem santo no nome, não quero. Se tem professor comunista ou militar, não quero. Se é rígida demais, não quero. Se é liberal demais, não quero. Drogas, aborto e transexualidade? Não quero esse debate em sala de aula. Ah, quero uma escola bilíngue para meu filho não precisar ficar no Brasil. 

A massa dos pais não tem direito a dilema existencial, político ou religioso. As mães – sempre elas – ficam em filas imensas para tentar matricular suas crianças em qualquer escola pública. Que seja perto de casa ou, no interior do Brasil, a quilômetros de asfalto, mata, terra batida, córregos, rios. Que tenha giz, quadro-negro e ao menos um professor dedicado. Que sirva merenda escolar. Que tenha banheiro e papel higiênico. Que tenha teto e chão. Mãe briga e chora por não ter onde alojar filhos em idade escolar.

No Brasil privilegiado, os pais nunca pensam em matricular seus filhos em escolas públicas. E o motivo é simples. Acham o ensino pior e antiquado, acham as instalações hor-ro-ro-sas e não querem que seus pimpolhos percam o ano letivo por greves de professores e funcionários ou por ocupações de colegas. O Brasil mais culto é um Brasil dividido. Uma minoria vibra com as ocupações de escolas públicas contra a PEC disso e daquilo. Uma parte se entusiasma e se emociona com a jovem Ana Júlia, aos 16 anos mais articulada que 90% de nossos congressistas. Uma outra parte não dá like no discurso de Ana Júlia a favor das ocupações e só deseja que seus filhos passem no Enem. Ninguém quer o adiamento das provas. 

Movimentos estudantis por melhor ensino são legítimos em qualquer lugar do mundo. No Brasil ou na França – país em que quase todo ano alguma escola ou universidade é ocupada por estudantes em protesto –, os governos sempre reagem mal, a polícia abusa na repressão, a falta de diálogo é a tônica do processo, os exageros acontecem de lado a lado. Em Curitiba, o adolescente Lucas Mota, de 16 anos, morreu com uma facada desfechada pelo colega numa escola ocupada. Ana Júlia acusou os deputados de ter “as mãos sujas de sangue”. Precisa voltar a estudar lógica.

O maior desafio do Brasil transcende o combate à desigualdade. Resvala na falta de valores, que deveriam ser passados também pelas famílias. Nossa regra é o desvio de função. Escolas deveriam ensinar. Alunos deveriam estudar. Deputados e senadores não deveriam enforcar dias úteis nem roubar. Vereadores não deveriam aprovar sua própria aposentadoria especial. Prefeitos e seus aliados não deveriam rezar o pai-nosso e transformar Deus em correligionário, como fez o pastor Marcelo Crivella, de mãos dadas com tucanos, no Rio de Janeiro. Hospitais deveriam ter leitos, medicamentos, tomógrafos e ser centros de cura, não centros de humilhação e doença, interditados pela vigilância sanitária. Policiais deveriam garantir a segurança, e não sair matando jovens inocentes. O desvio de função nos deixa sem teto e sem chão.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Governo do Maranhão abre edital de credenciamento para o ‘São João de Todos’ 2017



O Governo do Maranhã, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Sectur), divulgou nesta sexta-feira (28 de abril de 20178) o prazo para credenciamento de propostas de atividades artístico e culturais para o São João de Todos 2017.
O credenciamento tem por objetivo promover apresentações de shows musicais (com temática junina), apresentações musicais (forró pé de serra), danças regionais e grupos alternativos e manifestações culturais de Salvaguarda do Patrimônio Imaterial (Bumba Meu Boi e Tambor de Crioula).
Os interessados devem entregar suas propostas de 08 até 23 de maio, considerando os dias úteis, de 8h às 12h e das 14h às 18h, na sede da Sectur, situada na Rua Portugal, nº 303, Centro, São Luís – MA, CEP 65010-480.
Após a realização das inscrições, serão analisados os documentos de habilitação dos interessados conforme as exigências do edital. A divulgação final do resultado do credenciamento está prevista para o dia 25 de maio de 2017. O recurso ao resultado da análise será realizado de 26 a 30 de maio de 2017.
FONTE: Sectur



sexta-feira, 5 de maio de 2017

Contagem Regressiva para o II Sarau Lítero-Musical da SEMUC

Depois do grande sucesso que foi o lançamento do Programa Cultura Para  Todos  através do Sarau Lítero-Musical, toda equipe daquela secretaria encontra-se afinada na organização do II Sarau que acontece hoje, Sexta feira (5) a partir das 17h00 na area em frente ao predeio da SEMUC  localizado no centro cultural de Bacabal.
Projetado com o objetivo de revitalizar o Centro de Artenato Nerisam Monteiro, aos poucos a ideia tranforma-se num Programa de Política Publica de Cultura não apenas da gestão José vieira, mas como política de governo municipal que deve ser dado continuidade  em futuras gestões. Setores da  cadeia produtiva da cultura já procuraram  o Secretário Paulo Campos para levarem o Programa Cultura Para Todos para outros setores da cidade.
A programação do Sarau conta com apresentação de música, poesia, grupos de dança, artes plásticas, amostras de artesanato, cinema bacabalense e artistas da terra em geral mostrando seus respectivos talentos. 
A programação é aberta a qualquer cidadão bacabalense que  queira mostrar um  pouco do seu talento em qualquer estilo de arte, o secretário Paulo Campos afirma que " vamos continuar trabalhando para realizar uma política cultural  que valorize nossa gente, essa é uma determinação do Prefeito José Vieira e vamos fazer de tudo para nossa cultura crescer e revelar novos talentos". conclui Paulo Campos.
PARTICIPAÇÕES NO 2º SARAU LÍTERO-MUSICAL DA SEMUC:

Cantor e compositor Perboire Ribeiro;
Cantor Manga Rosa;
Alunos da Escola de Música (Banda Filarmônica Almir Garcês Assaí)
Cantor e compositor Marcos Boa Fé;
Cantor e compositor Vítor Paraíba
Cantor Marcos Valle;
Cantor Assis Melodia;
Poeta Paulo Campos;
Poeta Zezinho Casanova;
Poetisa Dalva do teatro;
Poeta Francisco Luciano;
Poeta Zé Caxias;
v Radialista Jota Parma;
Raquel Monteiro
Ensaio de Roda de Capoeira (da Associação de Capoeira Zâmbi)
Artesão Francisco Urquiza; dentre outros artistas a se apresentarem.

Aos 97 anos Bacabal tem festa de Princesa


A quase centenária Bacabal completou 97 anos  com muita alegria e diversão, também com muita luta contra as adversidades da vida. Durante todo o mês de abril a Prefeitura de Bacabal realizou várias atividades cívicas, culturais e sociais. As escolas da rede de ensino publico e privadas fizeram diversos projetos com objetivo das crianças e adolescentes conhecerem um pouco de sua própria história, artistas e poetas cantaram a terra da bacaba nas mais diversas formas.
A SEMUC - Secretaria Municipal de Cultura - sob liderança do Poeta e Escritor Paulo Campos realizou uma serie de ações voltadas para o resgate da história e valorização da cultura local. Um dos pontos altos da Programação cultural foi a revitalização do Centro de Artesanato de Bacabal que ganhou roupagem nova e maior divulgação dos trabalhos exposto naquela casa de cultura. Os artesãos  estão tendo o apoio da Secretaria de Cultura para obterem suas Carteiras de Artesãos, com  validade nacional o documento abrirá as portas para que artesãos bacabalenses participem de ferias, cursos e exposição em todo Brasil.
As ações não param por aí, diversas atividades realizadas por outras secretarias tiveram o apoio da cultura, seja de forma mais efetiva ou através da presença da Banda Santa Cecília, inaugurações e visitas à obras em andamento. O Prefeito José Vieira deu um show de lucidez e equilíbrio político durante a cerimônia cívica alusiva aos 97 anos de Bacabal,num discurso firme, mas sem perder a ternura elogiou o povo de Bacabal e fez referencias e homenagens ao povo bacabalense
Um dos momentos mais significativo foi o lançamento do selo pela passagem do aniversário de Bacabal, o mês dos 97 anos de Bacabal foi marcado por luta, festa e muitos presentes para cidade, dentre eles o asfalto novo nas principais ruas da cidade atividades festivas nas zonas urbana e rural.