Diário do Mearim Cidadania

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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

CAIU NA REDE:Voto de Roberto Rocha gera protestos e senador reage


Roberto RochaO senador Roberto Rocha (PSB-MA) foi um dos treze que votou pelo relaxamento da prisão de Delcídio do Amaral (PT-MS), por entender que o ato é inconstitucional. A decisão corporativa gerou protestos e até uma reação alterada do parlamentar.Nas redes sociais, Rocha chamava atenção para o Dia Nacional do Doador de Sangue. Um usuário da rede social – identificado pelo nome de Robson Melo – comentou o post do senador, chamando ele de “vagabundo safado” e afirmando que o mesmo “mama nas tetas do governo”.

Não deixando por menos, Roberto Rocha respondeu no mesmo nível e palavreado, usando os mesmos insultos. “Vagabundo e safado é você, que defende a volta da ditadura militar. Diferente de você, estou defendendo a CF [Constituição Federal] e a instituição, da qual faço parte, que é minha obrigação. Não estou, pelo menos neste momento, discutindo o mérito, até porque não é minha função, e sim do STF. O que decidimos é sobre o que dispõe a CF no Art. 53 parágrafo segundo. Só isso! Amanhã, se tiver processo contra qualquer senador, com provas, votarei pela cassação do mandato. Mas, agora, o que se discutiu é a legalidade da prisão, e não a conduta do senador”, disse Rocha.
Após o comentário do senador, outros usuários das redes sociais se pronunciaram contra a defesa de Rocha. Alguns disseram que ele estava defendendo bandido. Outro, o chamou de “verdadeiro covarde e traidor”.
Ao final da tarde de ontem, Roberto Rocha usou, mais uma vez, as redes sociais, para explicar sua posição diante da prisão de Delcídio do Amaral. Mais uma vez, ele disse que o que estava em jogo era a regularidade da conduta do Supremo Tribunal Federal (STF).

Íntegra do post de Roberto Rocha

Muito se comenta sobre o meu discurso de ontem à noite no Senado Federal no qual defendi o relaxamento da prisão do senador Delcidio Amaral. Sei que teria sido muito cômodo votar pela prisão do senador para colher os aplausos da opinião pública. Porém fui eleito para defender o Parlamento e a Constituição Federal, pela qual jurei quando assumi meu mandato. E a Constituição diz que, para um parlamentar em mandato, não há previsão legal de prisão preventiva.
Meu voto não tem o sentido de inocentar o senador Delcídio. Não é meu papel: é papel do Supremo Tribunal Federal. A Constituição no artigo 53, parágrafo 2º diz que, desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. E isso não ocorreu.
Desta maneira, embasado na Carta Magna que jurei defender, defendi o relaxamento da sua prisão preventiva, para que o Supremo decida a regularidade da sua conduta. Não cabe a mim definir nada sobre a sua conduta: defendo o que está na Constituição.

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