Diário do Mearim Cidadania

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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Durante depoimento ex-prefeito de Bacabal nega participação em crimes de agiotagem, mas sua prisão pode ser prorrogada


O   ex prefeito de Bacabal, Raimundo Lisboa, será confrontado com outros envolvidos nos crimes de agiotagem investigados no Maranhão. Ele foi ouvido na tarde desta quarta-feira (20) pela equipe de delegados que investiga o caso, e após mais de cinco horas de interrogatório negou qualquer participação nos crimes. “Como ele negou todas as suspeições imputadas, vamos realizar uma acareação para ver quem está falando a verdade”, disse Roberto Fortes, presidente da comissão de delegados da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic). O interrogatório iniciou às 15h e encerrou por volta das 20 horas.

A acareação está marcada para esta quinta-feira 21, segundo informou Roberto Fortes. Lisboa - que foi presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem) entre 2004 e 2012 – foi preso na terça-feira. Ele cumpre prisão temporária de cinco dias, podendo haver prorrogação. O prefeito é suspeito, entre outros, pelos crimes de peculato, formação de quadrilhas e desvio de verbas e recursos públicos. As investigações seguem com os interrogatórios de suspeitos e as acareações. Mais quatro pessoas ligadas à prefeitura de Bacabal tiveram a prisão decretada: Manoel Moura Macedo, Francisco de Jesus Silva Soares, Maria do Carmo Xavier, Ezequiel Farias e Aldo Araújo Brito (ex-presidente da comissão de licitação do município).


Mais prisões


Outros presos pela operação foram os prefeitos Edvan Costa (Marajá do Sena), Richard Nixon (Bacuri); ex-prefeito de Marajá do Sena, Perachi Roberto Farias; ex-prefeito de Zé Doca, Raimundo Nonato Sampaio; o contador José Epitácio Muniz; e o empresário Josival Cavalcante da Silva, conhecido como Pacovan. Eles tiveram a prisão temporária prorrogada por mais 10 dias, a pedido da polícia e do Ministério Público. As prisões ocorreram no começo deste mês, como parte das operações Maharaja e Morta Viva, que assim como a Imperador e El Berite, investigam crimes de agiotagem no Maranhão. Pela operação Imperador, chegaram a ser presos, em 11 de março, ainda a ex-prefeita de Dom Pedro, Arlene Barros, e o filho, Eduardo Barros. Ele foi apontado como líder de um grupo de agiotagem no município.


Agiotagem


As investigações do crime de agiotagem no Maranhão tiveram início em 2012, motivadas pelo assassinato do jornalista Décio Sá. Ele teria sido morto por fazer postagens em seu blog, denunciando um grupo de empresários. Foram presos como mandantes da morte do jornalista José Miranda e Glaúcio Alencar, pai e filho, que também foram acusados de comandar os esquemas de agiotagem. A investigação foi apelidada de Detonando, em referência ao jornalista que era apelidado de Detonador, pelas postagens denunciativas em sua página. As atuais investigações em curso – Morta Viva, Imperador e Maharaja – são resultado da Operação Detonando.
Por Sandra Viana O Imparcial IN BLOG  DO SÉRGIO MATIAS

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