Diário do Mearim Cidadania

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Não adiantou se esconder: crise no Maranhão atingiu em cheio candidatura de Luís Fernando


Instituto DataM aferiu a rejeição a candidato apoiado pelo grupo Sarney. Quase 70% dos entrevistados não querem saber de Luís Fernando
Quem acompanhou de perto o noticiário sobre a crise no Maranhão em janeiro, deve ter notado que Luís Fernando Silva simplesmente sumiu do noticiário. Tratava-se de uma estratégia para que o desgaste político do governo do qual faz parte, não respingasse em sua pré candidatura. Luís Fernando só reapareceu na mídia e em inaugurações de ordem de serviço, depois que a crise maranhense saiu da mídia nacional.
A mais recente pesquisa do Instituto DataM, mostra que essa tentativa de ludibriar a opinião pública não deu certo . Divulgada nesta segunda-feira (03), ela é uma dor de cabeça dupla para a governadora Roseana Sarney e seu pré-candidato ao governo do estado, o secretário de Infraestrutura Luís Fernando Silva (PMDB). A pesquisa mostra que além de ter encolhido significativamente nas intenções de voto, Luís Fernando também carrega sob os ombros o enorme peso da rejeição da governadora e de seu grupo político.
Segundo a pesquisa realizada pelo DataM, instituto que acertou em todas as pesquisas da eleição de 2012, a vantagem de Flávio Dino (PCdoB) em relação ao candidato do grupo Sarney subiu para 41 pontos percentuais. O Instituto mostra que Flávio Dino tem 55,3%, contra apenas 13,7% de Luís Fernando Silva e 6,9% da deputada estadual Eliziane Gama, do PPS, que manteve estável seu índice de intenções de voto. Flávio está, portanto, 41 pontos à frente de Luís Fernando.
Pior ainda: segundo o DataM, o pré-candidato do grupo Sarney amarga o maior índice de rejeição. Entre os que declararam que não votariam ou não votariam de jeito nenhum no candidato apoiado pela governadora Roseana Sarney, soma-se o incrível percentual de 67,5%. O índice de rejeição de Eliziane Gama é o segundo maior (17,3%), já Flávio Dino aparece com 10%.
É importante avaliar o percentual de rejeição dos candidatos, sobretudo porque é ele quem define o potencial de crescimento no futuro. Ainda que um determinado pré-candidato não tenha um índice muito alto de intenção de votos, pelo menos um percentual baixo de rejeição abriria perspectivas de melhora no desempenho ao longo do tempo. Se luís Fernando já amarga de saída o peso de quase 70% de entrevistados que declararam não votar em um candidato do grupo Sarney, é sinal de que ele não tem mais para onde ir.

FONTE: Blog da Lígia Texeira

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